Acordei hoje cedo mas nao fui ao WC como pretendia. Preferi ficar a dormir mais tempo. Nisto oiço alguem entrar no WC e oico tambem muito barulho metalico. Outro som que invade meu cerebro enquanto tento dormir é a ventania la fora. Está muito forte.
A pessoa que está no WC faz a descarga duas vezes e tanto barulho que quase me desperta de vez. Mas consigo voltar ao sono.Quando acordo, não muito tempo depois, preciso de ir ao WC. Mas sei o que lá vou encontrar, porque depois da pessoa sair a porta do WC fechou com um estrondo com a ventania e fiquei a ouvir a janela a bater. A janela tem um trinco metálico comprido, com orifícios. Esses orifícios servem para manter a janela aberta mas sem bater. A única pessoa nesta casa que ATIRA o ferro para fora da janela e deixa esta a abanar e até já PARTIU esse ferro, é a M. Soube que era ela assim que escutei os barulhos.
Entrei no WC só para lavar as m8ãos. Mas pude ver outros resultados da presença dela na divisão. Salpicos de merda estão agora dentro da sanita e no rebordo do tampo. Merda da M. A M. é uma merda. Sei que muitos estão cansados de ler sobre este assunto, mas peço, ainda assim, que orem para que esta indivídua desapareça de vez desta casa e da minha vida. Acredito no poder da oração e é o que me tem ajudado nos últimos quatro meses.
Agora vamos às imagens?
A seta da esquerda aponta para um dos "pregos" onde se deve enfiar o cabo com orificios. Conforme o orificio escolhido, a janela fica mais ou menos aberta. E NUNCA bate ao vento.
A seta da direita é a mais importante. Porque é onde está o bilhete a dizer " por favor mantenha a janela presa na fechadura para que nao se parta novamente".
Conforme podem perceber, qualquer chamada de atençao, para um narcisista, é visto como "ninguem me diz o que devo ou nao devo fazer" e retaliam fazendo o contrario. Nao importa a insignificancia do pedido. A coisa mais inocente e sensata fá-los reagir reativamente e nunca a bem.
A pesar do piaça estar disponível, o narcisista se acha diferente de todas as outras pessoas. Resultado: a foto em baixo bem o mostra.
O narcisista se acha o "mais" tudo. O mais limpo foi a bandeira de imediato hasteada pela M. Vejam so no que consiste o seu exemplo DIÁRIO.
Um dos pratos de comida que deixa na cozinha por dias e dias. Nunca vi ninguem deixar um prato desta maneira. Ate os outros que o fazem os passam por agua antes. Reparem na sujidade tremenda dos talhares, como o plastico esta derretido por ter sido apoiado numa superficie quente e o tipo de restos no prato, uns fiamentos verdes.
Depois repara-se no ralo do lava louças e o que está dentro? Fiapos verdes e outras sujidades. Ora, quem poderá ser o responsável por tamanha imundice?
Será a auto proclamada super limpa M?
E hoje cedo já está assim.
Sabe-se logo o que uma pessoa anda a comer só de se espreitar o interior do lava loucas. Infelizmente.
Fico por aqui. Estas singelas imagens. É pior que isto. Mas hoje, só hoje, apeteceu-me falar deste assunto. Agora nao vou usar mais o WC porque nao quero ser responsabilizada por aquela merda.
Há pessoas que não merecem viver em casas. Para a colega que cá tenho, uma caverna é que lhe fazia jus.
E porquê uma caverna? Porque é um lugar sem portas - já que não as sabe usar. Um lugar com cantos escondidos onde ela pode atirar os seus pertences e acumular porcaria. Espaço amplo, já que espaço nunca lhe é demais, ali poderia gritar, ter ataques de mau humor, comer e deixar restos no chão, espalhar a roupa por todo o lado e deixar os utensílios perpetuamente sujos sem os ir lavar. Também não tem sanita, o que seria óptimo, já que se serve dela para caixote de lixo e não a sabe usar da forma tradicional sem lá deixar vestígios na cor vermelha ou castanha.
Digam-me lá: quem é assim merece um palácio? Ou um buraco no chão?
Sabem quando só pretendes algo rapidamente, coisa de dois minutos, e nao pretendes encontrar ninguem?
Faz dias que não consigo ficar a sós.
A casa pode estar silenciosa, sem ruidos de gente de um lado para o outro. Se aproveitar esse instante para ir à cozinha tirar algo do frigorifico com ideias de seguida subir novamente ao quarto, sei que em segundos aparece alguem.
Nao importa a que horas o tente fazer. Tanto pode ser as três da manha, como as seis e meia. Ou sete.
Esta gente nao dorme??
Estou a ir ou a chegar do emprego. Cansada. Sabe bem ficar apenas uns minutos sozinha e em silencio, sem que para isso seja preciso ir logo fechar-me no quarto. Tenho horarios noturnos e mais ninguem na casa os tem. Não há realmente justificação para andar a esbarrar em pessoas. Deem-me espaço, sff.
Só eu estou a ir trabalhar. Dois deles tambem podiam fazê-lo mas preferem a preguiça. Porque pagam-lhes na mesma. Então para quê se ralarem? Ficam por casa, desocupados. Vao as compras, vao passear... mas nao saem para trabalhar.
(Discordo totalmente desta postura. Mas isso é um à parte).
Nesta clausura de ócio deixam de ter o que fazer e com o que se preocupar. Por vezes sinto que descem só para observarem o que posso estar a fazer. Escutam os meus passos a descer as escadas em madeira e decidem vir atras.
Tambem e quando lhes da vontade para tossir a grande e a francesa (o rapaz) sem cobrir a boca, porque isso e para mariquinhas.
Ou então, quando estou na cozinha, entram como quem nao quer a coisa só para olhar o que faço.
Quando cheguei do trabalho sexta-feira de madrugada, ainda o dia não tinha raiado, decidi que ia tomar um duche, lavar a roupa e preparar o que comer. Mal ponho a chave a porta vejo logo o rapaz, a preparar-se para sair pela outra porta para ir fumar. Lá se vai a chance da solidao matinal. Ponho a roupa a lavar na máquina e vou para o duche. O tempo todo oiço ruidos fortes na cozinha. Lá se vai aquele silencio sepulcral e tranquilizador que tanto almejava...
Quando saio para preparar algo para comer, já não lá esta ninguem. Mas também, empatei-me no duche propositadamente para isso.
Reparo que o micro-ondas foi deixado aberto. Achei por isso que tinha sido a M. A autora dos ruidos que ouvi enquanto estava no duche, porque já presenciei que, pela manhã, ela é ruidosa na cozinha e deixa a porta do microondas aberta.
Cortei um pao que tirei do frigorífico, estou a enfiar duas fatias na torradeira e aparece-me a M. Que se poe a preparar algo para ela também. Logo me pergunta porquê o frigorifico esta aberto. (Para depois ser ela a deixa-lo assim). Fica ali parada, a olhar para o frigorifico, maos a cintura, com ar de censura. Só o ja começar com as implicancias ja me chateia porque me priva da tranquilade com que sonhava por chegar a casa aquela hora.
Pao com queijo e torradas nem é coisa para demorar muito a preparar. Mas foi tempo que nao me foi concedido. Podia ser. Faço questao de os deixar a vontade quando precisam do seu espaço. Podiam fazer o mesmo comigo. Principalmente se sou a única a sair para trabalhar e estou a chegar do emprego, com fome, cansada e são sete da manhã!
O manipulo da porta das traseiras
Estamos todos a tentar manter a distancia de dois metros devido a pandemia. Quando estou na cozinha lavo o manipulo da torneira com sabao, limpo superficies, nao toco na porta do frigorifico sem ser com um papel guardanapo, caso contrario estou sempre a ter de lavar as maos por de seguida ter de tocar em comida.
Dai a porta ficar aberta, enquanto retiro o pao, a manteiga e desvio do caminho tudo o que esta na frente, para voltar a encaixar tudo de volta na prateleira que me foi concedida como se um jogo de tetris se tratasse.
A M. Apareceu, abre com as maos a torneira que eu lavei e por esse motivo terei de a lavar novamente ou tocar nela com algo descartável. Tambem tem o habito de falar por cima do tacho de comida que tenho ao lume e esses pequenos gestos acho que sao evitaveis. Numa cozinha pequena em que nos cruzamos para abrir armarios, quando estamos tambem a tentar manter a distancia de dois metros por causa da pandemia. Nao seria mais sensato deixar cada qual usar o espaço à vez?
Eu e a M. Temos muito presente a preocupação de contágio. Ela nao fala de outra coisa. E ate ligou para a linha do Covid a fingir sintomas para receber de graça um kit de teste. Ela teme que o novo rapaz esteja doente. O antigo também. Esta convencida disso.
Por isso somos as que tem mais cuidados ao tocar nas superficies como a porta do frigorifico e a manter as coisas limpas. Mas ela nao nota quando é ela a falhar. So percebe as falhas dos outros.
Nessa madrugada a M. perguntou-me se estava zangada (porque lhe respondi que o frigorifico estava aberto porque eu o queria aberto) disse-lhe que nao, mas depois mudei para um sim. De certa forma. E apontei para a bancada. Uma gosma vermelha e seca estava em destaque. Mas nao roubava de todo o protagonismo das brancas e das migalhas por todo o lado.
Vai ela, que sempre diz que é "ele" que deixa tudo sujo e faz gestos e caretas de nojo, sai-se com esta: "ah, esta vermelha acho que fui eu, ontem de noite".
Lol.
Depois da senhora da limpeza ter cá vindo fazer o que lhe compete, o vidro do duche no WC de cima ficou quase translucido. Durou apenas instantes. Duas horas de M. Dentro do Wc e olhem o resultado:
Observei no mesmo dia, à mesma hora, no mesmo restaurante. Uma criança japonesa com talvez 5 anos, acompanhada dos pais. E uma criança inglesa ainda bebé, talvez de um ano e pouco, também com os pais. Ambas as famílias sentadas à mesa de almoço.
A família japonesa surpreendeu-me. O pai brincava com a criança entusiasticamente ao mesmo tempo que esta comia umas bolachas em miniatura que trouxe de casa. Tinham-nas colocado em cima de um guardanapo em papel e a criança petiscava-as sem fazer sujeira. Pareciam pessoas bem educadas. A mesa em si tinha o normal de se encontrar numa mesa de restaurante... e um smartphone com que a criança e o pai se divertiam num misto de brincadeira, com convívio e aprendizagem. Os pratos, talheres e demais utensílios encontravam-se num estado normal.
A família inglesa também surpreendeu-me. A criança bebé, sentada na sua cadeira alta, diante do seu prato de comida tipicamente inglesa, distraía-se tirando as ervilhas do prato, esmagando-as de seguida com os dedos e colocando-as no tampo da mesa. Já tinha uma pilha considerável de ervilhas esmagadas, aquilo mais parecia puré. Os pais limitavam-se a observá-la, sem fazer nada. Não a repreenderam, não a ensinaram a não brincar com a comida no prato, nem sequer tentaram com que ingerisse alguma coisa. Não se envergonharam com a cena. Nem mesmo quando o empregado chegou e meteu-se com o bebé. Não mostraram qualquer impulso de se desculparem ou de simularem quererem desfazer a sujeira das ervilhas, por exemplo, por pegarem num guardanapo em papel para apanhar o montinho de puré que a criança estava a deixar na mesa para o empregado limpar.
É mito que os ingleses são todos limpinhos. É verdade que as ruas estão livres de resíduos considerados "lixo"- aquele que em Portugal costumamos facilmente encontrar. Mas isso tão somente significa que os governantes cumprem o pelouro da limpeza e higiene urbana. Fazem o seu trabalho, ponto. Em privado acho que muitos ingleses são um tanto para o desleixado, revelando que não gostam de sujar as mãos. Nos quintais de algumas casas - poucas, consegue-se ver entulho de anos e lixo recente. Nos restaurantes mais comuns deixam as mesas sujas de tudo um pouco, besuntam cada centímetro com aqueles molhos que todas as comidas inglesas levam e ainda por cima, se trazerem lixo com eles (embalagens de comida rápida, garrafas de refrigerantes, embalagens de perfumes, cigarros, embalagens de aparelhos eletrónicos diversos, de pasta de dentes, fruta a apodrecer, embalagens de sapatos novos, etc) deixam tudo na mesa onde foram almoçar/jantar. Claramente, julgam que quem as limpa, não se aborrece com o entulho extra.
E para contrariar esta tendência, quando na caixa de supermercado, o empregado/a nunca atende o cliente atrás de ti até te ires embora com as tuas compras. Se ainda tens de as ensacar, eles param de atender. Têm essa cerimónia. Vai-se lá entender esta gente! Cheios de cerimónias numa simples fila de supermercado, mas sem nenhuma quando se trata de abandonar porcaria e lixo desde que seja para outros limpar.