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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Proibição de entrada a menores de 14 anos em restaurante


Aconteceu na Alemanha. E o caso está a dividir opiniões. Uns dizem que o proprietário tomou uma decisão correcta e, claro, as instituições pela defensa da "igualdade" vêm dizer que é descriminação.


Pessoalmente entendo e concordo.
Não se escandalizem.



Mas sou da opinião que se perdeu noção de como ter maneiras em certos lugares públicos. Se eu vou a um restaurante, posso esperar alguma animação, de minha parte, da parte de mesas à minha volta, mas não ruído e distúrbios.



Hoje em dia é muito comum ter mais do segundo, do que do primeiro. Qualquer restaurante pode parecer uma esplanada do MacDonalds num domingo à tarde, após uma sessão de cinema infantil. 


A educação cívica que os pais pararam de saber como incutir às crianças tem de regressar. Não digo que se deva punir as crianças, mas faz parte de se ser pai ou mãe ensiná-las a comportarem-se em lugares públicos, de acordo com alguns requisitos mínimos.

Por um exemplo que tenho na família indirecta sei que há pais que não se importam com isso. À mesa, os petizes fazem o que bem lhes apetece. E se não lhes apetece ficar sentados na mesa, isso também não tem importância. É uma confusão... como se estivessem na privacidade dos seus lares, não num lugar público. 

Porquê haveria eu de sair da minha casa, para passar um serão agradável num restaurante, em sossego, na companhia de alguém agradável, para ter de aguentar os gritos e choros de variados petizes? 

Há que ter bom senso.
A liberdade e igualdade trás muita coisa boa - mas não pode atirar pela janela as responsabilidades e os deveres cívicos.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Inglaterra: Desfazendo Mitos -p3

EDUCAÇÃO DE BERÇO

Observei no mesmo dia, à mesma hora, no mesmo restaurante. Uma criança japonesa com talvez 5 anos, acompanhada dos pais. E uma criança inglesa ainda bebé, talvez de um ano e pouco, também com os pais. Ambas as famílias sentadas à mesa de almoço.

A família japonesa surpreendeu-me. O pai brincava com a criança entusiasticamente ao mesmo tempo que esta comia umas bolachas em miniatura que trouxe de casa. Tinham-nas colocado em cima de um guardanapo em papel e a criança petiscava-as sem fazer sujeira. Pareciam pessoas bem educadas. A mesa em si tinha o normal de se encontrar numa mesa de restaurante... e um smartphone com que a criança e o pai se divertiam num misto de brincadeira, com convívio e aprendizagem. Os pratos, talheres e demais utensílios encontravam-se num estado normal.

A família inglesa também surpreendeu-me. A criança bebé, sentada na sua cadeira alta, diante do seu prato de comida tipicamente inglesa, distraía-se tirando as ervilhas do prato, esmagando-as de seguida com os dedos e colocando-as no tampo da mesa. Já tinha uma pilha considerável de ervilhas esmagadas, aquilo mais parecia puré. Os pais limitavam-se a observá-la, sem fazer nada. Não a repreenderam, não a ensinaram a não brincar com a comida no prato, nem sequer tentaram com que ingerisse alguma coisa. Não se envergonharam com a cena. Nem mesmo quando o empregado chegou e meteu-se com o bebé. Não mostraram qualquer impulso de se desculparem ou de simularem quererem desfazer a sujeira das ervilhas, por exemplo, por pegarem num guardanapo em papel para apanhar o montinho de puré que a criança estava a deixar na mesa para o empregado limpar.