sexta-feira, 19 de maio de 2017

Mas quem é que limpa a casa, afinal?


A "nova" inquilina cá de casa já chegou faz um mês. Ainda não pagou um penny pela eletricidade, água e gás que consome e ainda não limpou a casa. A vez que lhe cabe já chegou e já se foi. Ela, inclusive, esteve em casa três ou quatro dias durante esse periodo. Não entendo porquê não limpou a casa de banho, a cozinha, aspirou os corredores, tirou o lixo dos cestos, etc, etc. 


Será que quem lhe explicou o funcionamento da casa deixou de parte este detalhe??
Seja como for, a rota (horário de limpeza) está afixada numa folha gigante no armário da cozinha. E lá surge as datas e o nome da pessoa a quem compete fazer a limpeza geral à casa, em determinada semana. 


Eu fiz a limpeza, um pouco zangada, porque sempre que eu sinto vontade de a fazer, faz apenas um ou dois dias que a pessoa anterior a fez. Logo, se quiser fazer a limpeza quando a casa estiver mais necessitada, tenho de esperar até o final da semana. E isso quase sempre significa que estou a trabalhar e mal tenho tempo. Para além de estar exausta. Mas as pessoas antes de mim só limpam mesmo no final ou já depois do dia... 

A rapariga que me segue nas limpezas, fez a parte dela 4 dias depois de mim. Achei bem. Até porque em 12h vi o chão tão porco que nem parecia que eu havia feito a limpeza que fiz. No momento já se passaram 15 dias desde a última limpeza e, por alguma razão (acho que sei qual), a casa parece mais suja e porca do que o habitual. É que o colega anda a fazer limpezas a arrumaçoes no seu quarto. E isso nota-se pela quantidade de «porcaria» que ele vai deixando cair pelo chão da casa.

A «nova» inquilina é que... parece estar convenientemente despreocupada com estes factos que, a mim me preocupariam. Quando cheguei a esta casa fiz imensas perguntas sobre o funcionamento da mesma. Queria saber como pagavam as contas, como tudo funcionava, se podia usar um tacho em particular, que utensílios eram da casa, quais eram de uso pessoal das pessoas que cá moravam... Acho normal. Não me parece tão normal é só usufruir e não querer saber quem paga e limpa.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Viagem a Londres


1) - FUI A LONDRES.

Já conhecia a cidade, talvez por isso não senti qualquer deslumbramento. Para dizer a verdade, na primeira vez que lá pisei, também não senti qualquer deslumbre. Recordo que o meu primeiro pensamento foi: «É tal e qual Lisboa». 

Londres é tal e qual qualquer outra cidade capital de um país: muita gente, muita confusão, muitos transportes. O normal de qualquer cidade «grande». O que a distingue é o tempo - sempre de chuva e nublado, com aquele cinza típico. Basta andar uns quilómetros para a periferia e o tempo melhora consideravelmente. Portanto, o que Londres tem de «melhor» e único, é o tempo invernoso. 


Tem aquela chuvinha miúda, que dispensa que se abra o guarda-chuva e tem aquele vento forte, que parece que te entra nos ossos. Tem oscilação de temperaturas, conforme se entra no tube (metro) ou no interior das casas, como cafés, restaurantes, lojas, museus. Ora se tem imenso calor e se transpira desconfortavelmente, ora se é acomedido de uma súbita rajada de vento polar. 

O MAIS POSITIVO de ter ido a Londres foi ter interagido com os motoristas de autocarro. Tudo gente para lá de simpática e prestativa. Sinceramente, quando precisei largar o tube por o bilhete ficar tão caro quanto um de regresso de comboio, optei pelo do autocarro (opção pouco ou mesmo nada divulgada aos turistas, por sinal). E aí descobri uma simpatia e prestatividade digna de reconhecimento. 


Londres tem outro aspecto positivo: ninguém se perde naquela cidade. Os transportes são frequentes e complementam-se uns aos outros. Qualquer rua tem transportes para alcançar qualquer conhecido lugar. Com setas e indicações claras, consegue-se andar facilmente pela cidade seguindo o mapa do tube ou os nomes das paragens de autocarro. 

Para viver por ali, escolheria a periferia. Porque a qualidade de vida sobe substancialmente e qualquer transporte depressa te leva ao centro ou te afasta do mesmo. Hora e meia - ás vezes o tempo que em Lisboa se perde na fila do trânsito - ali dá para andar quilómetros em transportes. Anda-se muito em Londres - a pé e de transportes - mas também se anda por muitos lugares. 

Voltaria, claro, à cidade. Para conhecer mais lugares, ver o que ainda não vi, como por exemplo os imensos parques que a cidade tem, e para rever. Fui a Picadilly Circus por necessidade mas também para rever a área londrina onde, em tempos idos, fiquei hospedada por uma semana. A praça principal estava quase irreconhecível. Pela fotos que lhe dão fama, não estava a reconhecê-la. Toda a amplitude que se sente ao olhar imagens como a que publico aqui, é inexistente in loco. 

Picadilly Circus - notória praça devido aos logos luminosos
na fachada arredondada de um prédio de esquina
A prejudicar tudo o ex-libris do lugar - refiro-me à fachada de esquina arredondada com monitores de luz - estava cercado de andaimes e tapada por panos de publicidade. Isso descaracterizou totalmente o lugar, tirou-lhe a identidade e misticismo. Uma praça na realidade claustofóbica, pequena, com ruas a seguir em todas as direcções. Mas não me perdi. Fui direta ao lugar que pretendia, mesmo não sabendo ao certo se estava a caminhar na direcção correta. É a beleza de Londres. Ninguém se perde por lá. 


Passei duas vezes sobre o rio Thames - de uma água lamacenta, castanha, que te faz desviar o olhar ao invés de querer procurar aquelas águas. Nada a ver com a magia do Tejo. O Tejo atrai, o Thames repudia. Mais um pouco e seria o rio Ganges, onde cadáveres a boiar ajudam à sensação de repúdio. Se bem que, nunca lá tendo ido (Índia) vou supor que, pelo que sei, até o Gandes consegue ser mais apelativo que o Thames Londrino. O rio passa quase despercebido, circulando calmamente e apagado entre construções feias e modernas de betão e vidraças. O rio não interage com a cidade e o povo - excepção para os cruzeiros turísticos que por lá se fazem. Pelo menos assim me pareceu.

Ao todo, por uma estada e pelas despesas de transporte, devo ter gasto (para duas pessoas) uma soma em torno de 250 libras. Mas não se assustem! Se ficarem mais tempo na cidade, economizam no transportes (mas não na estada). Se escolherem Hosteis para dormir, podem gastar até somente 20 libras por noite (não esperem é muito: contem com maus cheiros, falta de água quente, sensação de pouca higiene, ruído noturno e falta de privacidade- tudo é possível). Se só forem a atracções turísticas gratuitas (como acabou por ser o meu caso) não gastam muito mais. Mas se pretenderem ter um pouco de tudo isso, sim, Londres sai cara e come-se mal :) 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não lutei


Alguns podem achar estranho mas acho que posso dizer que sei pelo quê tenho de pedir desculpa a Deus, se por acaso ele existir e se por acaso um dia estiver na sua presença.

Tenho de pedir desculpa por não viver.


Sim, porque viver é tanto... é não desistir - e por vezes desisti. É não deixar que os outros nos estraguem a vida - e tanta vez deixei. É continuar em frente, com preserverança e dignidade - será que sempre o fiz?

Bom, penso que isto é transversal a todos nós. Ninguém nasce ou morre um perfeito ser Humano. Mas se o objectivo de cá andarmos é - tal como creio - melhorarmos como pessoas, tenho de pedir desculpa por não ter chegado perto de todo o meu potencial e ter desperdiçado tantas bençãos que me foram concedidas por simplesmente EXISTIR. 



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Gostei - música do eurofestival

Uma das condições de viver com recursos tecnológicos limitados é que, ate o dia de ontem, desconhecia totalmente quem era Salvador Sobral e que música levou ao festival. Desconhecer é algo que EU GOSTO. Faz com que a minha apreciação seja isenta de factores externos.

Então foi como uma tábua em branco que ouvi, pela primeira vez, a melodia que Portugal levou ao certame musical. E gostei.



Tal e qual a música que ganhou o ano passado - esta também me emocionou. A melodia em si é fantástica. Na realidade, o grande trunfo é a melodia mesmo. Mas a voz e a interpretação são como que a cereja em cima de um bolo que, já por si, parece delicioso. 




A música que Jamala (Ucrânia) levou o ano passado ao festival só a escutei depois do certame terminar, por intermédio de um post no blogue da amiga ANA - e já na altura esse post inspirou-me a criar muitos outros sobre este tema dos gostos musicais.


Gosto de música que me emocione. E se chorei um pouco com Jamala, também me emocionei ao ponto-lágrima com Salvador Sobral.


Não sei quanto a vocês - ainda não tive tempo para ir espreitar os vossos blogues. Mas eu GOSTO de «Amar pelos Dois» e não tenho pudores em dizê-lo. Se é de festival ou não? Ora, é música! Quem diz que, por ser um festival, só pode ganhar pop-rock?

Só me entristeceu que a Espanhola não tenha ficado bem qualificada, pois também me agradou o estilo.


E como o gosto não foi só meu - realmente foi o de uma maioria - a canção portuguesa terminou o certame coroada como vencedora. Nunca que Portugal ganhara um festival. Mas para o ano, 2018, o eurofestival vai realizar-se no nosso país, graças a "Amar pelos Dois!".

COVERS





RAPSÓDIAS





HOMENAGENS  
- PELO MUNDO -

UCRÂNIA

ESPANHA

PORTUGAL

Estudantes UWC, de 52 nacionalidades
(Alemanha, Afeganistão, África do Sul, Angola, Argentina, Arménia, Áustria, Bahamas, Bangladesh, Bélgica, Bielorussia, Bolívia, Brasil, China, Colombia, Eslovénia, Espanha, EUA, Filipinas, frança, Hong-Kong, Holanda, Hungria, Índia, Itália, Irlanda, Jamaica, Japão, Jordania, Kosovo, Letónia, Malta, Marrocos, Mexico, Moldávia, Nigéria, Noruega, Noruega, Omã, Paquistao, Palestina, Polónia, Reino Unido, Roménia, Saara Ocidental, Sérvia, Senegal, Suazilândia, Tailândia,Timor Leste, Trinidade e Tobago, Turquia, Venezuela)


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Frase com Sentido - dia 11.05.17


«A vida é mais tolerável 

se dividir-mos o peso do seu fardo».


A questão é que alguns carregam o próprio fardo sem pedir ajuda e por vezes o peso quase os esmaga.
Outros andam pela vida ligeirinho,  julgando-se melhores pelas suas conquistas diante das dificuldades, mas para tal ter sido possível, o fardo que deviam carregar foi dividido entre outros.


E por isso uns envelhecem mais depressa e desistem, fatigados.
E outros chegam à velhice com um novo sopro de vida.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Para escutar - principalmente nesta super versão




Letra (tradução livre):
Quando era jovem, não precisava de ninguém. Fazia amor por gozo. Esses dias já se foram...
Vivendo sozinho, penso em todos os amigos que já conheci. Mas quando marco os números de telefone, ninguém atende. 

SOZINHO!!!!
Não quero estar.
SOZINHO!!!!
Não mais.

SOZINHO!!!!
Não quero viver.
SOZINHO!!! 
Não mais.


É difícil ter certezas. Ás vezes sinto-me tão inseguro. 
E o amor tão distante e obscuro permanece a cura.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Recordação de Londres


Se fossem 
a Londres,


o que gostariam 
de trazer de lá?

domingo, 7 de maio de 2017

Meus Amigos

Meus Amigos...

Poderei designar assim a vocês, amigos bloggers, que aqui aparecem e até mesmo os que aqui não aparecem mas que eu tanto visito?

Pois assim me apetece chamar-vos. Pelo menos hoje. Pode ser?

Há dias em que sentimos falta de disto. Precisamos muito deste tipo de interacção. Precisamos de saber que alguém deixou um comentário. Precisamos de ler o que está a acontecer nos blogues do costume e mandar uns bitaiques.... 

Pois se aqui não vim antes saibam que não foi por falta de vontade. 
Então não é que o computador deu para ser teimoso e deixou de funcionar?

Reside aqui a minha ausência total do planeta cibernético. 
Se senti a falta? Sim! Muito.
Respostas que ficaram por dar, comentários e leituras por fazer... 

Mas como a dona é mais teimosa que a máquina, ou melhor: mais persistente e conhece a sua maquininha de estimação (amo este notebook), andou uns dias a dar-lhe festinhas, a permitir que repousasse um pouco, a facultar banhos de ar fresco à sombra, a arejar as teclas, o disco... a limpar o pó, a carregar em todas as teclas F numéricas e a tentar por todas as alminhas dar-lhe novo alento. E a máquina, esperta, igualmente amorosa, percebeu todo este carinho que lhe nutro e, que nem um paciente a quem se aplica corrente elétrica no coração para ver se este volta a bater, a máquina ressuscitou! 

Ontem ainda a medo... lerda, lenta, tonta...
Hoje um pouco menos...
Ainda não se sente a 100% mas decididamente, esta máquina não me quer abandonar.
Nem eu a ela!
Podem oferecer-me uma nova que eu irei sempre gostar mais desta :)))


E pronto. É isto.
Comoveu-me a preocupação que alguns demonstraram por estes dias de ausência. Aprecio a atenciosidade, a beleza destes gestos... Gosto de retribuir.

A todos vocês desejo que estejam bem e aguardem...
Eu, a minha máquina, ainda um pouco convalescente da súbita caída de pressão que lhe causou um total apagão, iremos, com calma, visitar todos vocês. Os habituais e novos, porque sempre gostamos de travar novas amizades :)

E que venham muitos mais anos disto, com todos vocês.
Um GRANDE ABRAÇO