Qual o palpite para a identidade do verdadeiro filho da Céu?
Sempre achei que podia ser o Tino, já que seria uma reviravolta fantástica. A "velha" (papel muito bem interpretado por Manuela Maria, que conta agora com 84 anos) não deve ter dado o neto, um Toledo. Ela deve ter querido mantê-lo por perto. Afinal, sempre tem metade do seu sangue.
Mas quem será ele?
Que outra personagem com 37 anos anda pela trama que possa ocupar esse lugar? Claro, sempre pode aparecer alguém de fora. Mas supondo que o folhetim segue os rumos usuais, deve ser alguém já conhecido, próximo e muito amado.
O problema é que a "velha" jamais teria permitido que irmãos dormissem juntos... Supostamente Jéssica está grávida do Tino e se este for filho do pai da Jéssica, então temos aqui um incestosinho do caraças!
Ò Eça, já foste.
A menos que o panhonha do Zé não seja o pai de Jessica, foi mais um cornudo, e Jéssica não sai só há avó: sai à mãe.
Quanto ao resto da trama e das interpretações, tenho de elogiar o trio de "idosas" lá da vila. Mas que excelentes interpretações! A mãe da Céu (Carmen Santos), a costureira (Henriqueta Maya)... Quando se juntam, é uma delícia de ver. Timming perfeito, interpretações fantásticas. A trama está repleta delas, de cima a baixo.
Oceano Basílico como invisual está a fazer um papel fantástico e a trama contribui muito para incentivar pessoas com problemas de visão a perceberem que podem ser muito independentes. Ao seu lado está um marido possessivo (Pedro Laginha). Ui! Excelente interpretação também. Dá medo. Não sabemos quando aquele elástico vai rebentar mas sentimos a tensão em cada cena.
Para não falar dos vilões. Jorge Corrula nunca decepciona, não é mesmo? Até a Diana Chaves está a mostrar que sabe ser mais que o rosto bonito e elegante da trama.
Estava a ver o final do telejornal na TVI e ao final de três notícias muito superficiais e de necessidade duvidosa, não aguento mais: Mudo de canal dizendo até em voz alta: "O noticiário da TVI é de vómito!".
Na SIC, onde fui parar, estão a falar da Quinta do Lage, na amadora. Uma reportagem que me mantém colada ao ecran. Tem qualidade e está bem feita. Até o grafismo está excelente.
Desta realidade salta para uma outra totalmente diferente e igualmente fascinante: passa-se na aldeia da Quintandona, aldeia em xisto, que foi toda recuperada e está a tornar-se um lugar de turismo de luxo. É nesta aldeia que se encontra o melhor Wine Bar de Portugal. Não dizem quando essa categoria foi atribuída - até pode ser que outro estabelecimento já tenha arrecadado essa distinção, mas torna-se irrelevante diante da beleza e das promessas da região.
Seguindo para o Ramén. O tal prato chinês mais conhecido como Japonês, que é uma espécie de sopa, só que com caldo mais aguado e com noodles.
Senti-me a viajar, preenchida e a receber informação quando comecei a assistir ao noticiário da SIC. Por isso digo que está de parabéns. A reformulação que recebeu - há muito planeada - parece ter sido proveitosa. Os estúdios desapareceram daquele amontoado de tijolo em Carnaxide, e passaram para o sofisticado edifício da empresa em Paço de Arcos, onde já funcionava tudo o resto.
Munidos de novo ânimo, talvez apresentem coisas novas e melhores.
Se há coisa à qual não tenho acesso em Inglaterra, são os canais de televisão portugueses. Por isso, quando cá cheguei, foi com saudade e gosto que fui passando pelos canais para descobrir o que emitem. A surpresa não foi muita. Continua tudo igual. Na televisão que tem cabo, entretive-me na Sic Radical, a ver dois programas estrangeiros. Um britânico (o que é curioso), de nome Undressed. Duas pessoas interessadas em encontrar o amor marcam um encontro num "quarto" fictício (um estúdio de TV) e têm de tirar a roupa do outro. Depois deitam-se numa cama e conversam. Num monitor surgem perguntas e sugestões de posições para eles imitarem. Ao final de 30 minutos, têm de carregar num botão para dizer se estão interessados em conhecer aquela pessoa, ou ficam por ali.
Achei interessante. E bem melhor que um outro no mesmo canal, espanhol, em que desconhecidos CASAM um com o outro e vão para a recepção vestidos de noivos, sendo avaliados de cima a baixo pelas famílias. Uma estupidez! Assim como um outro programa que passa no Reino Unido (Naked Attraction) e agora também na Sic Radical, em que os concorrentes ficam todos nus num pedestal e o genérico mostra os pénis a balançar, os seios, pipis, etc... Não pela nudez, mas pela gratuitidade com que a exibem e o conteúdo supérfluo e superficial do programa. Não é de espantar: no final, o concorrente que escolhe o seu favorito, vão num encontro - muitas vezes incluindo logo sexo e, descobrem que não vão dar continuidade à relação. Muito sedutores no início, ávidos pelo primeiro beijo que é sempre cheio de língua, saltam para a cama, fazem todo o tipo de sexo (presumo) e depois... "queixam-se" que o outro não é o que pensavam. Ah, a sério??
O segundo programa (Dating Naked) passa-se num local paradisíaco e tropical, com praia, areal, piscina e casa de luxo. Um homem e uma mulher marcam encontros com potenciais parceiros que nunca conheceram antes. A condição é que... têm de estar nus. A produção tem uma actividade que lhes é destinada e eles aproveitam esse convívio para se conhecerem melhor. No fim de uma semana, têm três encontros. Este programa podia ser feito com mau gosto, mas não é. A nudez não incomoda - porque nem se vê. Um borrão muito bem colocado impede qualquer visualização. Pelo menos aparentemente, todos estão realmente centrados em conhecer as pessoas - não em vê-las nuas. Porque já estão nuas. Assim, isso fica esclarecido na primeira vez que se vêm, podendo concentrar-se nas características que realmente interessam: personalidade, opiniões, comportamentos. Foi um programa que me interessou e vi alguns episódios. Contudo notei que muito é fabricado. Embora não tenha visto o fim, fiquei com a sensação que tudo aquilo vai ser inútil, porque o casal que está a sair com outras pessoas, no fundo, já se escolheu um ao outro. Pelo menos ela. Pois assim que vê o outro rapaz (com quem não tem uma relação e com o qual divide a experiência) com uma mulher que ela sente poder ter chances, discretamente sabota a relação. E ele gosta de todas, trocando a sua favorita com frequência e mostrando uma obediência imediata à colega cada vez que ela o chama.
Na TV que só tem canais nacionais, percebi que nos generalistas continua tudo igual. Directos de manhã e à tarde, com a habitual propaganda ao Calcetrin e aos números de sorteio, intercalados por dois noticiários composto de cinco notícias durante um ciclo de 24 horas, repetidas continuamente o dia inteiro. Por vezes até a manhã seguinte. Os "enchidos" dos directos em estúdio - ou em exterior (em caso de feriado nacional) são o que de "melhor" a TV tem para proporcionar. É o maior entretenimento, até que cheguem as novelas, à noite. Filmes são raros - talvez um por semana, sempre próximos da meia-noite.
Elenco da novela Valor da Vida
De novelas, cativou-me pela história Valor da Vida (TVI) que conta com um elenco "misto" de portugueses e brasileiros. Mas o curioso é mesmo a história. Muito bem escrita. Dirigida? Nem por isso. A realização é espantosamente básica. Pouco ou nada dinâmica. Basicamente pessoas sentadas no sofá e cameras a apontar para uma ou outra. Ou planos gerais - por muuuito tempo, de vez em vez aproximam-se para desenjoar. Muito básica. É a história que a sustenta. E algumas interpretações.
E vocês? Como está a vossa relação com a programação dos nossos canais?
Sabem qual foi a maior polémica dos Globos de Ouro 2016?
Aconteceu no programa Passadeira Vermelha, na Sic Caras!!
Foi atribuído um prémio a Sara Sampaio. Que, por motivos profissionais, não pode aparecer. Mas enviou umas palavras de agradecimento.
Ao que parece o facto de não aparecer nem surgir ninguém para receber o seu prémio foi muito mal visto pelo Cláudio Ramos, comentador do referido programa de televisão, que disse tudo o que lhe apeteceu e assim criticou ferozmente a modelo, a agência da modelo, a família da modelo.... por não terem aparecido para receber o prémio em seu nome.
Ele disse inclusive que "enquanto o comportamento da Sara continuar assim não me vão mais ouvir falar dela", não ia mais dizer uma palavra, achou uma enorme falta de respeito para com "nós", que os "levamos ao colo e os fazemos".
Em resumo: Cláudio Ramos achou um ultraje ter-se apenas lido um comunicado.
Ver vídeo do momento carregando na imagem
Além de todas as alternativas acima mencionadas que seriam, no seu ponto de vista, mais respeitosas para com a cerimónia, ele ainda incluiu como outra possibilidade o envio de um vídeo.
Comentou-se no estúdio que, com as tecnologias de hoje, não custava absolutamente nada à Sara enviar um vídeo a agradecer, é coisa de segundos! Segundo o mesmo programa, a modelo, no dia seguinte, devido às críticas, escreveu no seu facebook um novo texto de agradecimento, dizendo-se grata pelo prémio. A esse texto Cláudio Ramos fez questão de dizer que era mais comprido que as "três frases" no papel do comunicado lido durante a cerimónia.
A atitude dela foi um desrespeito e uma infantilidade para com a organização dos Globos de Ouro, que tem muito trabalho em montar um evento destes e a Sara (como eles a ela se referem) não prestigiou nem o evento nem o prémio ao não aparecer e ao agradecer de forma tão "pobre".
Agradecimento na página do Facebook
no dia seguinte à cerimónia
Ora, eu vi este programa que foi para o ar mais ou menos na 2ª feira passada e no dia seguinte calhei a ver/ouvir novamente o programa. Para minha surpresa e agrado, tiveram de colocar um "desmentido". Ou melhor: um esclarecimento.
Disse então a apresentadora do programa, que pediam desculpas por não estarem a par de toda a informação no que respeitava ao agradecimento da Sara Sampaio na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro. Aparentemente a modelo entrou em contacto com a organização, foram feitos todos os esforços para lidar com a situação (da sua ausência), estudaram-se todas as possibilidades, ela propôs enviar alguém para receber o prémio e se disponibilizou, inclusive, a enviar um vídeo com o discurso de agradecimento. Foi a organização que dispensou a presença de um representante, escolheu o método e estipulou os termos do comunicado.
Ora, não é caso para dizer que a ORGANIZAÇÃO dos Globos de Ouro é que não soube prestigiar nem a agraciada nem acerimónia em si??
Ainda sobre o Eurofestival, encontrei estes vídeos e achei por bem partilhar.
Gostava de entender o significado deste (e deste que tem mais desgostos que gostos) vídeo. Será que significa que o intérprete Russo plagiou a Beyoncé ou pretende afirmar "somos tão bons quanto a world wide apreciated Beyoncé"? Ficou a dúvida. Alguém aí entende Russo??
Depois encontrei este, que parece ter o festival inteiro. Fiquei surpresa, à medida que pulava por entre as votações, entrevistas, actuações e VENDA de merchadising (!!!!), como as indumentárias este ano são horrorosas!!! Especialmente as do júri dos países. É uma atrocidade atrás de outra.
E voltei a reparar na estranheza da prestação do intérprete de Stars, stars, stars... bom, ele repete esta palavra imensas vezes, mas o título da música é "Feitos de estrelas" (made of stars). Além de me fazer lembrar o vocalista da banda "Os Cure" que nos anos 90 "estouraram" com o seu look dark e gótico e achá-lo atrasado no tempo por aparecer com um visual "fresco" como algo conservado em fermol, reparei para o final que o Israelita durante a canção, fica parado no mesmo sítio a embalar-se da esquerda para a direita, de braços apertados, parecendo um doido numa camisa de forças, a insistir repetidamente nas suas "Stars".
Outras músicas são apenas pretensiosas, como a Italiana. Pretendem ser profundas e cheias de mensagem mas não funcionam. Outras o são por apresentarem um espectáculo pirotécnico grandioso, mas não terem nada demais na melodia. Reparei que a concorrente da Austrália, que no palco mal se mexe, é na verdade um pirilampo saltitante algo juvenil e infantil quando entrevistada no seu estado "normal".
Não sei se mais alguém reparou mas os intérpretes, na sua maioria, tinham de ficar especificamente imobilizados no centro do palco, para que a prestação batesse certo com o espetáculo de luzes. Foi o caso da canção vencedora. Porém, a intérprete conseguiu muito movimento e expressionismo para quem tinha de ficar quieta no lugar. No início até marcha - embora o plano não o tenha mostrado, talvez para que não induzisse ao imaginário de soldados. Outros na mesma situação não conseguiram passar dinamismo e tiveram melhores enquadramentos de plano para o disfarçar.
No reverso desta condição, estiveram prestações como a da Bélgica, que correram "soltos" por um palco decorado, de micro na mão, podendo assim dar aso à segunda mais importante actividade musical: a dança.
«Sou o nº1!
Russia, heil!»
Já a Rússia, que apostou forte no espectáculo de luzes, teve de se desdobrar em coordenação e a "dança" limitou-se a acenos de um braço com coreografias de poses. Cronometrados para encaixar na perfeição com as imagens gráficas projetadas num monitor e interpretados por um tipo com uma atuação "cocky", convencido e cheio de si e da sua vitória, instruído em cada gesto e a aproveitar cada plano de rosto para seduzir o público. A força da música Russa está toda no show-off de movimentos e luzes porque a lírica e o ritmo... era mais uma sobre stars, stars, stars...
Notei enquanto pesquisava as indumentárias do Juri, que os mais bem vestidos deram os 12 pontos à Ucrânia. Sinal de bom gosto, ehehee. Quase sempre foi a ucrânia o país mais mencionado para receber a pontuação máxima, pelo que questionarem a legitimidade do mais votado é irónico.
Quanto à participação da Austrália num concurso europeu, parece que este facto está a receber menos controvérsia que, como é habitual, a música vencedora. Mas controverso também podia ser o facto de, tanto a intérprete australiana, como a sua comitiva e a júri apresentarem traços orientais. Lá se vai o imaginário de um povo... estilo Crocodille Dunddie: louros,brancos queimados pelo sol e com sotaque de "mate". Parece que a China anda mesmo a conquistar o mundo... lol. E até consegue introduzir-se num festival Europeu... uma chinesice australiana. :P
Não me deu para comentar os Globos de Ouro mas saiu-me o criticismo para este festival!
E o que concluo? Afinal, a "pirosice" está em todo o lado e não é uma exclusividade portuguesa!!
Noutro dia num zapping fui dar com uma conversa naquele programa «passadeira vermelha» na siccaras. E estão a falar das axilas. O quanto é horrível as mulheres que não se depilam. Acrescentam que as americanas usam gilete - um horror, uma barbaridade! Pasme-se, depilam-se em casa. - constata a apresentadora e reforça uma das comentadoras, em incredulidade.
Como se tudo isto fosse algo desprezível. Olhei aquelas pessoas e sinceramente senti pena de todas. Tão liberais para umas coisas, tão tacanhas para outras. No fundo funcionam como a sociedade da moda as manda agir, porque cabecinha para pensar para além da norma... ali faltou.
"Ai que horror, ter pêlos!" - diziam.
"Ai que horror não ir ao esteticista removê-los"
Por amor à Santa... da Páscoa.
Ter pêlos é normal. Tá? NORMAL. Não há nada de escandaloso na normalidade. Mas começa a existir na anormalidade nas ditaduras das modas. Está na moda censurar as modelos demasiado magras e censurar o establishment por pressionar as mulheres a atingir padrões impossíveis. Mas censurar a ditadura dos pêlos removidos, que podem trazer infecções e não é tão saudável quanto isso, ainda não virou moda, pelos vistos. A indústria não pode ver uma mulher com uma sombra debaixo do braço que faz logo uma ampliação de uma foto só para a poder achincalhar publicamente. Os fracos engolem o isco e entram na onda dos insultos e do escândalo, achando que não agem incorrectamente ao assinar em baixo. Bom senso, maior entendimento, sff.
Britney Spears gozada por ter sido fotografada com uns poucos pêlos debaixo do braço
Tão liberais se mostram ser quando o assunto é a adopção de crianças por casais gays, tão liberais em assuntos que, resumindo, espelham a tendência da sociedade mas a coisa trava aí, não é mesmo? Até que ponto conseguem ver mais além? Aposto que depilavam o Tony Ramos inteiro! Tal a aversão ao pêlo, irra que é burrice demais! Só porque esta sociedade declarou guerra ao pêlo por motivos unicamente económicos, surgem estas mentes a despejar postas de pescada nesse sentido também. Oh, que liberalismo. Que inesperado, puf! Os médicos nem avisam que pode ser perigoso nem nada, oh esclarecidas comentadoras.
Eu cá tenho as minhas axilas depiladas sim, mas não vejo problema algum com quem não as tenha. Não vejo sequer problemas com quem não depile as pernas. Ou o buço. O que é que tem? Não se enquadra na ditadura da moda comercialista? Temos pena! Deus fez-nos com os pêlos, podem tentar disfarçar o quanto quiserem, negá-lo, renegá-lo, ignorá-lo. Se forem para uma ilha deserta como o Tom Hanks no filme Náufrago, podem esquecer a esteticista e até a «escandalosa» gilette. Vão parecer umas macacas de tão peludas. E terão de se ver como realmente são.
E tomara que pareçam assim:
Por mim que façam como quiserem. Tirem, acho bem, não tirem, acho bem, podem pintar, colar, aplicar brilhantes strass, dar formas, fazer tranças... Makes no difference to me. Mas que só saibam julgar por um lado demonstra alguma ignorância e revela uma mente tacanha. Isso é ficar agarrado a um preconceito e custa-me um bocadinho.