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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Qual o seu programa de TV Favorito?

 

Ainda a respeito do post anterior  - "não viaje para a Tailândia" - no dia seguinte surgiu uma notícia de outro homicídio cruel. Um homem foi morto, teve o corpo esquartejado e metido em sacos plásticos. Mais uma vez, tanto vítima como criminoso são estrangeiros. A realidade é que o país é o mesmo: a criminalidade violenta parece ter ali chão fértil. Se calhar é esse o maior problema! A Tailândia - conhecido paraíso para pedófilos, deve ter também muito outros tipos de paraísos para a corrupção e a violência. 

Agora ao tópico: 
QUAL O SEU PROGRAMA DE TV FAVORITO?


Actual ou do passado. Pense e escreva. Quero conhecer! 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A Programação Portuguesa


Se há coisa à qual não tenho acesso em Inglaterra, são os canais de televisão portugueses. Por isso, quando cá cheguei, foi com saudade e gosto que fui passando pelos canais para descobrir o que emitem. A surpresa não foi muita. Continua tudo igual. Na televisão que tem cabo, entretive-me na Sic Radical, a ver dois programas estrangeiros. Um britânico (o que é curioso), de nome Undressed. Duas pessoas interessadas em encontrar o amor marcam um encontro num "quarto" fictício (um estúdio de TV) e têm de tirar a roupa do outro. Depois deitam-se numa cama e conversam. Num monitor surgem perguntas e sugestões de posições para eles imitarem. Ao final de 30 minutos, têm de carregar num botão para dizer se estão interessados em conhecer aquela pessoa, ou ficam por ali. 


Achei interessante. E bem melhor que um outro no mesmo canal, espanhol, em que desconhecidos CASAM um com o outro e vão para a recepção vestidos de noivos, sendo avaliados de cima a baixo pelas famílias. Uma estupidez! Assim como um outro programa que passa no Reino Unido (Naked Attraction) e agora também na Sic Radical, em que os concorrentes ficam todos nus num pedestal e o genérico mostra os pénis a balançar, os seios, pipis, etc... Não pela nudez, mas pela gratuitidade com que a exibem e o conteúdo supérfluo e superficial do programa. Não é de espantar: no final, o concorrente que escolhe o seu favorito, vão num encontro - muitas vezes incluindo logo sexo e, descobrem que não vão dar continuidade à relação. Muito sedutores no início, ávidos pelo primeiro beijo que é sempre cheio de língua, saltam para a cama, fazem todo o tipo de sexo (presumo) e depois... "queixam-se" que o outro não é o que pensavam. Ah, a sério??



O segundo programa (Dating Naked) passa-se num local paradisíaco e tropical, com praia, areal, piscina e casa de luxo. Um homem e uma mulher marcam encontros com potenciais parceiros que nunca conheceram antes. A condição é que... têm de estar nus. A produção tem uma actividade que lhes é destinada e eles aproveitam esse convívio para se conhecerem melhor. No fim de uma semana, têm três encontros. Este programa podia ser feito com mau gosto, mas não é. A nudez não incomoda - porque nem se vê. Um borrão muito bem colocado impede qualquer visualização. Pelo menos aparentemente, todos estão realmente centrados em conhecer as pessoas - não em vê-las nuas. Porque já estão nuas. Assim, isso fica esclarecido na primeira vez que se vêm, podendo concentrar-se nas características que realmente interessam: personalidade, opiniões, comportamentos. Foi um programa que me interessou e vi alguns episódios. Contudo notei que muito é fabricado. Embora não tenha visto o fim, fiquei com a sensação que tudo aquilo vai ser inútil, porque o casal que está a sair com outras pessoas, no fundo, já se escolheu um ao outro. Pelo menos ela. Pois assim que vê o outro rapaz (com quem não tem uma relação e com o qual divide a experiência) com uma mulher que ela sente poder ter chances, discretamente sabota a relação. E ele gosta de todas, trocando a sua favorita com frequência e mostrando uma obediência imediata à colega cada vez que ela o chama. 

Na TV que só tem canais nacionais, percebi que nos generalistas continua tudo igual. Directos de manhã e à tarde, com a habitual propaganda ao Calcetrin e aos números de sorteio, intercalados por dois noticiários composto de cinco notícias durante um ciclo de 24 horas, repetidas continuamente o dia inteiro. Por vezes até a manhã seguinte. Os "enchidos" dos directos em estúdio - ou em exterior (em caso de feriado nacional) são o que de "melhor" a TV tem para proporcionar. É o maior entretenimento, até que cheguem as novelas, à noite. Filmes são raros - talvez um por semana, sempre próximos da meia-noite. 

Elenco da novela Valor da Vida
De novelas, cativou-me pela história Valor da Vida (TVI) que conta com um elenco "misto" de portugueses e brasileiros. Mas o curioso é mesmo a história. Muito bem escrita. Dirigida? Nem por isso. A realização é espantosamente básica. Pouco ou nada dinâmica. Basicamente pessoas sentadas no sofá e cameras a apontar para uma ou outra. Ou planos gerais - por muuuito tempo, de vez em vez aproximam-se para desenjoar. Muito básica. É a história que a sustenta. E algumas interpretações.

E vocês?
Como está a vossa relação com a programação dos nossos canais

domingo, 5 de julho de 2015

Bill Cosby show - atrás das cortinas


Conhecem Bill Cosby?

É um ator cómico negro que teve durante vários anos uma série na TV americana - The Cosby Show, muito popular na década de 80 e inícios de 90. 


Vi essa série num canal estrangeiro. Mesmo não apreciando muito o tipo de humor a "Jerry Lewis", que considero centrado em si mesmo a roçar o psicótico. Acabei por ver todos os episódios do The Cosby Show por gostar de comédia, combatendo o impulso de mudar de canal por me sentir incomodada com o protagonista. O show em si podia ser divertido, isto quando os roteiristas não faziam a história demasiado centrada nas palermices daquele pai de família, na sua «gaguês» cómica e na atuação cheia de clichés. Mas existiu sempre algo que me incomodava: achava que na vida real ele não devia ser boa pessoa. 

Se procurarem entrevistas com o homem, verão que parece uma paz de alma. Uma pessoa inteligente e interessada. Ator que é também autor, realizador, cantor, músico, produtor, e ativista. Uau! Que enorme currículo. Então porque é que não ia com a cara dele?


Estranho, não é? Chegava a ter de resistir ao impulso de mudar de canal e obrigava-me a focar na história e não naquela impressão. Claro, nunca mais pensei nisso. Esqueci. A série, se não me falha a memória, nunca passou nos canais nacionais - nem mesmo com a chegada da TV por cabo. Por isso esqueci tudo. 

Até agora. Quando fiquei a saber que o ator é acusado de ter sexualmente abusado de 22 mulheres, na sua maioria, enquanto o seu show estava no ar. Aliciava raparigas aspirantes a atrizes ou a iniciar carreira de modelo a ir ter uma conversa com ele sobre um papel... e elas bebiam algo e depois «apagavam». Quando voltavam a si, não se lembravam de nada. Umas se sentiam esquisitas, outras estranhavam alguns hematomas. 


Não sei porquê, não preciso de me esforçar para acreditar nestas até agora 26 mulheres que afirmam ter sido drogadas e sexualmente abusadas pelo ator. Acreditar foi algo quase imediato. E costumo dar o benefício da dúvida a tudo e todos.