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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Eu, a tela de Halloween


Uma coisa que este país tem é a celebração mais activa do HALLOWEEN. 
Infelizmente nunca fui a uma festa do género e imagino que nunca vai acontecer. Até gostaria. Entre muitas fantasias que imagino poder usar, ocorreu-me armar-me em "mulher tatuada". 


Este é só um exemplo - fatela como todo o bom disfarce. Mas imaginei-me vestindo uma camisa vermelha de apenas uma alça e ter esse braço todo "tatuado" - melhor dizendo: rabiscado! Porque aí é que está a graça. Ia dar canetas com tinta segura para as mãos de conhecidos, amigos e deixá-los divertirem-se. Eu, a tela, ia achar imensa graça!


Ideias tenho.
Falta o resto.

domingo, 26 de novembro de 2017



ASSUSTA

Pensar que daqui a um mês já passou o Natal.

(E irrita, perceber que também e a altura da menstruação, pelos vistos no final. VÁ LÁ.)


domingo, 30 de outubro de 2016

It's halloween!


Não ia para partilhar mas, fiquei surpreendida com a variedade, a quantidade, a diversidade de merchadising para halloween que encontrei aqui. Segue uma selecção do que ainda consegui fotografar.

Balões luminosos

Decoração diversa - o telefone faz barulho e tem luzes

Olha para ele, a querer entrar na foto!

Este boneco abre as grades e mexe-se


Esqueleto junto ou solto em peças...


Copos, garrafas, guardanapos, cestos, toalhas, fitas... nada falta

Adorei este senhor. Ai pois!

Gostava de saber o que e que ele tinha andado a servir na bandeja...

Fantasminhas luminosos e sequência de lâmpadas 



Pinturas, máscaras,sangue falso...

Luminárias em louça



Doces de todo o género e feitio...
Esta caixinha cheia de chupas: 1.20€





















quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A entrada de ANO


A entrada no novo ano foi celebrada de forma atípica. Não por mim que, como habitualmente, fiquei em casa. Mas por todos os restantes. Mesmo em casa, chegando a meia-noite, escutava-se vindo da rua os sons das pessoas a celebrarem o novo ano. Cornetas a tocar, panelas a bater, pessoas a gritar. 

O que escutei este ano foi um silêncio sepulcral. Eu, que não costumo ficar a olhar para o relógio e costumava ser alertada para o momento pelo ruído exterior, desta vez não teria como. Não fosse pelo barulho infernal do vizinho acima, e o almejado silêncio e tranquilidade teria sido atingido para além das expectativas. 

Falei com outras pessoas e onde quer que elas tenham ido fazer a passagem de ano - fosse em suas casas ou fora delas, todas mencionaram o mesmo. Sentiram-se surpresas com a ausência de animação, a falta dos habituais rituais e gestos de celebração, a falta de ruído e de fogos de artifício. Sejamos realistas: o povo português não muda estes hábitos só por estar a viver uma forte crise económica. Das duas uma: ou as pessoas melhoraram tanto de vida que foram celebrar o novo ano FORA DESTE PAÍS, como tantas celebridades o fizeram, ou então existe um "vírus" qualquer que contaminou com indiferença todos os ex-folias.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Celebrar o quê?

Estava a trabalhar ininterruptamente há quase oito horas em gestos que se exigem rápidos, repetitivos, profissionais, sem ter como fazer pausas, mexendo-me a correr, sentindo sede, cansaço, sendo impossível parar, nem para ir ao WC, quando subitamente oiço um coletivo grito de contentamento.

Não entendi a razão. Quando percebi que era por causa do resultado de um jogo de futebol achei despropositado e sem sentido. Fiquei irritada. Aquela euforia por causa de uma coisa que não influencia a vida de nenhuma daquelas pessoas. Que não faz diferença alguma, ninguém ganha mais ou vai viver melhor. Teriam feito melhor se gritassem pelo trabalho que estava a fazer ou se reagissem assim todos os dias ao fim de completarem bem as suas funções.

Cada qual no seu lugar, deve fazer o melhor que conseguir. Eu me esforço para isso todos os dias, tanto quanto cada jogador naquele campo. Porque é que as pessoas não aprendem que precisam de valorizar o que lhes é importante?

A minha «equipa» é aquelas pessoas com quem trabalho. E o trabalho bem feito é a excelência do resultado que procuro alcançar. Todos os dias. Tão simples. Não merece isso uma celebração? Acho que sim. E uma não, muitas. Já fiz "Hoo-hoo" quando terminei em cima do relógio uma tarefa dantesca. Decerto bati um record. Mais ninguém sentiu vontade e fiz questão de reforçar que sentia que merecia e me apetecia então lancei outro "Hoo-Hoo", levantando os braços ao céu. 

Foi um golada, terminar aquele trabalho. Um excelente resultado e uma excelente performance. As pessoas deviam centrar-se nas suas metas e não depositar nos outros os sonhos que não sabem ter ou perseguir para si. Percebi tanta coisa naquele instante de euforia que nem sei como especificar. Ali estava eu a trabalhar bem, a ganhar mal e talvez bem menos do que inicialmente pareceu ser o caso, rodeada de pessoas que na sua maioria maldizem o que fazem e criticam muito a vida e o desempenho dos outros mas desatam aos pulos e aos gritos de satisfação por causa de uma bola que entrou numa baliza num local que fica do outro lado do oceano. 

Não vejo realmente razão para as pessoas celebrarem a performance alheia como se fosse sua, não procurando para si o mesmo resultado através do esforço e empenho. Não entendo como podem não celebrar a própria performance quando merecido nem celebrarem a das pessoas mais próximas que geram bons resultados e esses sim, influenciam o todo das suas vidas.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

R.I.P. Comemorações 5 de Outubro

O dia de hoje assinala uma data que deve entrar para o calendário da história de Portugal. Inicia-se hoje e ao mesmo tempo duas acções antagónicas: a comemoração do 102º aniversário da Implementação da República e o fim dessa mesma comemoração com direito a Feriado Nacional.



Na varanda do Largo do Município de Lisboa onde a 5 de Outubro de 1910 foi hasteada a bandeira Nacional a sinalizar o início da República, voltou hoje a bandeira a ser hasteada, pela última vez em comemoração à data e pela primeira vez, virada ao contrário.  

A data ficou também marcada por três ocorrências ímpares: Pela PRIMEIRA VEZ, o governo FECHOU as comemorações da Implementação da República na cara do povo, negando-lhe acesso às habituais visitas ao Palácio de Belém e comunicando que as celebrações se realizariam num lugar mais «reservado e em porta fechada» e se transferiam para o Pátio da Galé

E foi neste novo local, mais reservado e restrito, que ocorreram dois protestos, no feminino. Uma mulher de 57 anos ainda no final do discurso do presidente da República fez soar a sua voz de revolta vinda do fundo da sala para protestar que lhe faltava dinheiro, medicamentos, assistência social e que queria falar com  algumas das entidades presentes. A pensionista disse sentir-se desesperada com os seus 224 euros mensais por viuvez e que estaria na miséria absoluta sem a ajuda financeira do filho*.

Diferente abordagem adoptou Ana Maria Pinto, cantora lírica, diferente mas não por isso menos eficiente: irrompeu pela sala a cantar a música "Firmeza", de Lopes Graça. O protesto apanhou todos de surpresa e na dúvida se o mesmo faria parte da cerimónia de celebração mas o ecoar da poesia não deixou dúvidas. Não fazia. ""Não seja o travor das lágrimas/capaz de embargar-te a voz;/que a boca a sorrir não mate/nos lábios o brado de combate./Olha que a vida nos acena para além da luta./Canta os sonhos com que esperas,/que o espelho da vida nos escutaO poder das palavras emocionou os presentes e a cantora, ao contrário da pensionista que foi removida sem violência da sala pelos membros da segurança, terminou de cantar e recebeu uma grande salva de palmas, já não escutadas pelo Presidente da República que havia se retirado por uma das portas laterais.

Uma coisa é certa: para o ano, vão reforçar a segurança e tornar a cerimónia ainda mais restrita e de costas voltadas para o povo. Este, mais afoito e menos pacato que costume, mostra mais uma vez a sua força, o seu destemor, sabendo protestar sem apelar à violência e indo ao coração. Dois protestos no feminino, mater, pátria, uma voz anónima entre o povo, quiçá menos instruída que a outra voz de uma jovem com formação lírica. Ambas diferentes, ambas as vozes em igualdade, unidas em concordância

* Fonte: Expresso