domingo, 30 de julho de 2023

Gadgets. Compram esta?

 

Quase esgotado.


Esta fantástica gadget, em principio patética, está quase esgotada na aplicacao online Temu. Nao sei se a conhecem. Esta a invadir as redes sociais, aparece como publicidade em jogos. Ja fiz compras por ele, mas garanto que e tudo a mesma (merda) coisa. Principal beneficio: rapidez no envio. Embora digam ate duas semanas. E sem custos adicionais para alem do valor marcado. Ao contrario do aliexpress ou mesmo do ebay.

Sobre este irei vos falar noutra ocasiao.



Embora de inicio repudie esta invencao, a verdade e que tenho como impossivel usar o telemovel com a insidencia de luz solar. Se isto lhe de3 uma perpetua sombra, continua a parecer ridiculo, mas se for pratico, vai passar-se a usar uma "sombrinha" minuscula para o telemovel 🤣🤣

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Vivo na pior cidade para se viver

 Uma recente pesquisa no google sobre a cidade onde moro obteve um resultado bem diferente do primeiro, feito há anos.

Esta pesquisa, que consultou os proprios moradores indicou que esta é a PIOR cidade a sul de inglaterra. Também tem uma alta taxa de criminalidade.

Escondi esta nova descoberta de informação de minha mãe, sabendo que isso iria perturbá-la. 

Mas fiquei a reflectir no resultado e percebi, nas minhas entranhas, que era bem verdade.

Na minha tentativa de me integrar com as pessoas e costumes quando aqui cheguei, como sempre, nao sou selectiva. Deixo tudo acontecer, aceitando todos os tipos de comportamento, mesmo os que nao sao do meu apreço. Recordo-me "dele", britânico que nao suportava esta terra nem a sua gente e queria viver noutro local. A sua repulsa era autentica e foi uma das coisas que me intrigou nele. Tão diferente de mim! Por pior que tenha sido a minha experiencia com meu pais e em particular a minha familia, nao lhes viro as costas ou sinto uma necessidade visceral de repulsa. Nem tao pouco assumo honestamente que "nao gosto de minha mae e nao tenho nenhum amor por ela". A sua franqueza nao me pareceu vir de uma alma perturbafa, mas de um coração magoado e desiludido. Acabei poderando nas consequencias de um caminho e de outro. Chocada, percebi wuerendo o negar, que muito provavelmente ele estava correcto. Para se salvar, teria de afastar das pessoas que lhe fazem mal. E ninguém lhe tinha sido mais prejudicial que a sua mãe, no seu entender.

No fundo da minha alma, estava a percepção de que ele estava certo. E isso dói. É como constatar que tudo na minha vida foi em vão. 

Mas isto para dizer que verifico que aqui em Inglaterra as pessoas sao rudes quase sem motivo. Acham que tem razao em tudo e se as "regras" assim o dizem fazem questão de o gritar abertamente, em tom jocoso, crítico e cheio de altivez. Humilhando e insultando, escudando-se nas normas "politicamente" correctas, ainda que violando muitas outras. Principalmente as de valor mais elevado, que é a boa moral, a boa educação.

Vou dar como exemplo o que me aconteceu ha coisa de um mes. 



Cada vez acho mais 



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terça-feira, 25 de julho de 2023

 

Dez horas consecutivas de um trabalho que começou à meia-noite, yerminaram agora, pouco depois das 10 da mamhâ.

E sinto-me bem!

Trabalhar traz-me felicidade. Fico com um sorriso no rosto.

Estava exausta... 

Na verdade, nas ultimas 3h mal conseguia ter os olhos abertos. De tanto sono e cansaço. Quando o ritmo diminui é catastrófico. No passo acelerado a que estava a trabalhar nas ptimeiras seis horas da madrugada, teria aguentado bem. Mas aquele ritmo constante sem pausas tambem de pouca velocidade nao ajuda.


E é isso. Ao sair do trabalho queria era dormir. Mas uma vez ao ar livre, apetece-me usufruir um pouco de oxigénio. Comprei um hamburguer numa rolote e foi o meu pequeno-almoço/almoço.

Agora sentei-me um instante num banco de jardim para descansar os pés.as já vou embora. As nuvens encobriram o sol e o vento sopra frio.

Como é bom sentir felicidade com as coisas simples. 

domingo, 23 de julho de 2023

Domingo sem trabalho e a "Mãe, é um cócó!"

 

Senti-me chateada quando "perdi" a oportunidade de ir trabalhar este Domingo. Fiquei por casa a tentar arrumar coisas mas cansando-me, quando de repente, percebi que precisava era sair. Arejar. Sair daqui. 

O que vestir?
Ando sempre com a mesma roupa. Para este tipo de saída tinha de usar algo que se prestasse a algum dano e fosse prático. Uma T-shirt... mas qual? Umas são de dormir, outras para trabalhar... Para usar... Lembrei-me que tenho T-shirts pretas arrumadas. Nunca as uso. Não são totalmente pretas: têm dizeres. Não me senti confortável em usar nenhuma. Os dizeres... não me apetecia. Nisto vejo uma toda preta e fico feliz. Reparo que está do avesso. Quando a viro vejo que não é lisa. E quando vejo o que é solto uma gargalhada gigante! ADOREI a t-shirt. Havia esquecido que a tinha comprado. Talvez o tenha feito há dois ou mesmo três anos. 

Apeteceu-me ir a um parque a uns 30 minutos a pé, que tem um lago grande e muita natureza para me maravilhar. Não me arrependi. Sendo Domingo - não gosto de andar pelas ruas. Há sempre muita gente, mal se pode andar. Entrar no supermercado sinto que é um grande erro, quase como que pedir para ser massacrado. A quantidade de passagens bloqueadas por carrinhos de bebé e as vezes em que se tem de parar porque uma criança corre sem prestar atenção jogando-se contra ti, os gritos, os choros, os encontrões, a má educação, gente a passo lento e vagaroso que ocupa o corredor inteiro sem deixar espaço para se circular, ou aqueles que param. Os domingos são cheios destas e outras peculiaridades e eu aprendi que prefiro trabalhar. 

Ao passar pela praça da cidade, escuto um homem dizer: "Este Domingo está uma porcaria". Curioso, porque achei que este Domingo estava uma maravilha. Além do sol ter substituído a chuva, notei só então que podia circular à vontade pela praça. Havia espaço. Não a tinham enchido de "barraquinhas". Os "rabos-de conversa" que escutava à passagem também me pareceram incomuns ao habitual. Pessoas a discutir assuntos interessantes e pessoas mais variadas. Acho que nunca tinha apanhado algo assim.

Não pensei que a T-shirt fosse chamar a atenção, mas percebi que sim. Principalmente por parte das crianças, que lhe achavam graça. Não diziam nada antes de passar por mim mas depois diziam logo:

-"Mãe! É um cócó!" - disse uma menina, que me fez rir. 


"Merdas acontecem" - disse um menino aos pais após a minha passagem, em voz baixa, como se tivesse descoberto um código. 

Continuei a caminhar rumo ao parque até que escuto o som de música, gritos de emoção e vejo cores e luzes de carrocéis e outras atracções de feira. Era mesmo isso que estava a ocorrer num parque intermediário. Passei para ver. Mas, claro, só para entrar já é preciso pagar. Fiquei de fora. Nunca tinha visto aqui nesta "cidade" onde as pessoas são tratadas como de terceira classe, equipamentos tão diversificados e interessantes. Havia o "martelo", o "sobe e desce", o carrocel de cadeiras. Interessante. Mas não para mim, cujo cérebro tende, depois de ter atingido a "puberdade", a sentir-se zonzo e com ânsia de vómito caso o corpo vá "chocalhar" dentro de uma máquina.  


Chego rapidamente ao parque. Apesar de muita gente, excepcionalmente foi possível caminhar quase com o espaço todo para mim. Muitas pessoas, contudo, espaço suficiente. Nem no inverno consegui momentos assim. 


A natureza linda. A começar pela súbita presença de 28 gansos "do Canadá" - segundo repetiu pelo menos cinco vezes um transeunte. Mais quatro que encontrei na água - embora existissem mais, podem imaginar o tamanho do lago. Também existem cisnes, patos e outras aves. Além de peixes, claro. 

A natureza faz-me bem. Fascina-me sempre. Nunca me canso dela. 




Após muito caminhar, filmar e fotografar, decidi tomar um gelado. Duas libras e 80 cêntimos depois, descobri que aquele foi, até ao momento, o melhor gelado do ano. Denso. A menina ao balcão estava ainda a aprender e notava-se o nervosismo. Quase que a bola de gelado caiu do cone assim que lhe ia dar a segunda lambidela - não estava bem apertada contra o dito. Mas os meus reflexos foram rápidos, aha. Outra surpresa foi ter escolhido o sabor que escolhi! Conseguem perceber qual foi?


Pelo caminho para o parque havia apanhado dois ramos de alfazema/lavanda. No retorno, pretendia apanhar mais. Já estão todos quase secos - com a chuva e o a presença quase perceptível de agosto, já não estão em flor. Era agora ou ter de esperar para o ano!  


Fotografei e filmei mais umas belezas e não resisti em apanhar uma flor naquele jardim. Uma hortênsia azul. Eram lindas!! 

Na volta colhi mais sete ramos de lavanda e fiquei muito satisfeita com o resultado quando as coloquei num vaso. Nem foi preciso fazer nada. 


                                    As hortênsias ficaram na Teresinha. 

Nunca tenho um fim de semana livre. Estou sempre a trabalhar. Não imaginava que ia poder gostar de ter este dia livre como gostei hoje. 

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Notícias: Não acreditem em tudo o que lêm!

 


Mentira! 
Quantas pessoas já não lavaram roupa acidentalmente com um lenço de papel no interior?
Tudo o que faz é ficar com estilhaços de papelinhos por todo o lado. E as roupas? Essas ganham milhares de filamentos microscópicos brancos, que é o papel todo desfeito. Parece borboto. 

Não acreditem em tudo o que leem. 


Não abri esta notícia para a ler. Ou se abri, entre tantas, acabei não lendo. 
Apenas não vejo qual é a notícia. 
Qualquer pessoa tem o direito de ter uma opinião e manifestar-se. Se o faz num protesto, então está enquadrada. Isto é notícia porquê? Por ela ser rica? Bom, "herdeira". E por a família ter, decerto, uso de jatos? Bom, quantos de nós não temos maneiras de pensar diferentes de outros membros da família?




Tenho de concordar com tudo o que está escrito aqui. 
Mente aberta é preciso. As pessoas estão "rápidas no gatilho", graças às redes sociais. Cheias de "certezas" que não passam de bazófia. 
É incomum tratar os filhos por você? 
- É.

Geralmente é associado a um trato exclusivo entre pessoas pretensiosas e endinheiradas? 
- É.

Mas isso prejudica alguma coisa na vida dos outros?
Há que reflectir nos prós e contras. 
Principalmente quando não é uma realidade que nos é familiar. 
Quem diz que não é um trato tão válido quanto outro quaquer?

E falando em trato para os filhos, uma outra "polémica" nas redes sociais: Uma youtuber fez um vídeo a explicar como calava a sua filha de 3 anos, mergulhando-a em água (que dizem fria). Remédio-Santo - disse ela. Cala-se logo. 



Começaram a dizer que se tratava de maus tratos e o ministério público já está a investigar o caso. 

Acham que é mesmo maus tratos? É uma pancada no rabo maus tratos?

Acho que depende muito da forma e intenção com que se dá. 
Mas digo-vos com sinceridade: Se formos olhar para tudo por esse prisma, fui maltratada a vida inteira. 

E só agora o estou a descobrir AHah.

(OK. Algumas vez fui, outras foi só para ensinar mesmo)

Há que saber distinguir e também permitir aos pais alguma autonomia. 
Porém, nada de se autoproclamar um estado independente chamado Reino do Pineal e formar uma ceita, ok??



A minha mente não abriu tanto assim. 

terça-feira, 18 de julho de 2023

Natureza que cura e regenera

 

Hoje "fugi" de casa. E das preocupações que têm me assolado. 

Tive uma situação estranha no trabalho. Estou a temer conspirações no emprego que visem a minha rejeição. E isto é o tipo de coisa que me corrói por dentro. Tento esquecer e focar-me noutra coisa. Mas na realidade nao tenho nada agradàvel na minha vida no que me possa refugiar dos pensamentos depressivos ou pessimistas.

Os genes de minhã mãe vão tomando mais espaço em mim à medida que vivo mais tempo.

Em casa não consigo ter um momento de descanso,  vivo numa espécie de prisão domiciliária, restrita ao meu quarto. É uma situação que também està a dar cabo de mim. Cada vez mais. Fico irritada a cada som, alerta aos da M, que persegue-me assim que abro a porta do quarto.  Todo o instante, é assim que vivo. 

Trabalhar para mim é tudo. É onde posso ser feliz. Enquanto outros anseiam pelo instante de voltar a casa, eu anseio por trabalho.

Para me ajudar psicologicamente, desabafo os meus problemas nos actuais substitutos de um diário: vídeo e som. O importante é registar e desabafar.

Depois não consigo me desfazer deles. Acabo por os guardar. Tenho tantos que nao ha telemovel, computador, disco rigido, sd card que nao esteja a explodir com eles. Estou permanente sem espaço. Não tenho espaço agora!

Vim refugiei-me na Natureza.

E logo isso me fez sentir melhor! Se Deus não existir como homem ou entidade, ele/a é vida. É a mãe natureza e este todo do qual fazemos parte.

Pelo caminho até um parque, quando ia para atravessar uma pequena estrada secundária até então sem movimento, um carro pára a minha frente bloqueando-me a passagem e, assim, quebrando a cadência e ritmo da minha passada. Sinto logo aquela "irritação". Ao volante, o homem faz contacto visual comigo, esboça um sorriso e faz um cumprimento movendo a cabeça para a frente.

De imediato sinto-me a mudar. Para algo que é como quero ser e me sentir sempre. Talvez a minha T-shirt a dizer "Tenha um.bom dia" tenha despoletado no senhor a impressão de que estava alegre. 

No local onde vivo as pessoas não mostram simpatia ou cordialidade desta maneira. Pelo contrário: são rudes, na sua grande maioria. 

Sinto falta de simpatia. Já não a demonstro a estranhos porque estes não a mostram a mim. Como tal "fugi" para uma cidade costeira. 

De imediato percebe-se que as pessoas sorriem à passagem de um estranho, são afáveis, simpáticas, descontraidas, felizes, passam o seu tempo de forma mais produtiva. 

Estou num parque onde adolescentes jogam basquet, ténis e fazem exercício.físico enquanto onde vivo só os vejo fumar e tomar drogas. 

Estou desalojada com o que me identifico mais. Em todos os sentidos. Não sei mais se sei me "comportar" entre os mais civilizados, os simpáticos, interessados, honestos, transparentes. 

Assim que cheguei, fui ao jardim das "rochas"..Jardim todo florido, com uma serpente de pequenas cascatas e um lago com nenufares e peixes. 

Depressa perdi o pouco espaço que tinha no telemovel. Tinha de apagar alguma coisa. Não hesitei: apaguei os meus "desabafos". Coisa que jamais conseguiria fazer mamtendo-me na atmosfera onde vivo. 

Mas aqui, no meio da natureza, entre gente respeitosa, sinto-me bem. Pertenço mais a ligares como este do que aos lugares onde fui parar.

Vejam esta natureza. Tem poder curativo.









segunda-feira, 17 de julho de 2023

O submarino que afundou

 

Não prestei muita atenção quando saiu nas notícias. Para mim tinha ocorrido um acidente fatal, tal como muitos outros que acontecem por aí. Não presto mesmo qualquer atenção quando o espalhafato é enorme, ocupando as notícias incessantemente, ficando os media dias a falar do assunto, sem acrescentar nada de novo, tentando extrair novidades onde não existem, lançando "possibilidades" infindáveis, "alegadamente", pela fonte menos credível possível . 

Perceberam que aquelas pessoas morreram todas de imediato? No entanto, segundo as acções dos responsáveis tão divulgadas em excesso pelos media, estava a decorrer "buscas" para encontrar o submergível. 

Não vos soa a idiotice?
Pior: a manobra de distração para ganhar tempo e tentar sair com a imagem mais limpa possível?
Bom, como não prestei atenção - apenas li umas poucas linhas, só agora gostei da informação que recebi.


 Cheira-me que desta tragédia vai sair um FILME DE HOLLYWOOD. Afinal, tem todos os elementos que seduz o público e agrada os produtores: Milionários morrem em viagem inédita. Hum... onde já ouvi isto??

Ah! No mais famoso naufrágio de sempre: o Titanic. 

Espera aí... estas pessoas estavam num submergível porque.... iam visitar os destroços do Titanic!

Ora se a história não se repete...

Se o primeiro afundou excesso de velocidade, este segundo foi pelo mesmo motivo. 

Só que antigamente, muitas pessoas, ricas e pobres, podiam viajar num grande navio - embora nunca se misturassem. Hoje em dia, não existem misturas nem possibilidade de se partilhar o mesmo espaço. Os milionários de hoje gostam de espaços exclusivos.

Este submersível, que tristemente batizaram de TITAN - só faltou o IC - teve o mesmo desfecho. Ignoraram a "maldição" do nome... E quiseram fazer turismo de forma arriscada. Diria que o problema foi a imprudência. Do material usado para casco, da tecnologia em que apostaram para se livrarem de um destino fatal...

Sôa mesmo parecido ao TITANIC!!!
Também ele achava-se pioneiro, INSUBMERSÍVEL na realidade. Novo em tudo. Mas... não tinha salva-vidas suficientes. Condenando assim mais da maioria dos passageiros à morte certa. 

Este Titan, decidiu levar passageiros e achava que era impossível sofrer fatalidades, apostou num casco diferente - carbono e num sistema de "20 anos de estudos" que alertava com muitas horas de antecedência quando existia um problema no casco.

O sistema de facto os alertou. Mas não lhes deu tempo para regressar à superfície. Eles escutaram o som - que dizem terrível, da pressão a "assobiar" nas paredes. E souberam de imediato o risco que corriam. Numa implosão não deve sobrar nada. Nada de nada. Nem um pedaço de dente, de corpo...

Com isto deram aos futuros aventureiros, novo folgo para o Titanic. Novos "restos mortais" para serem associados à tragédia de Abril de 1912. Esta nova tragédia de 18 Julho de 2023.


Um século e onze anos depois... 

Venham juntar-se a nós, ò imprudentes!



sexta-feira, 14 de julho de 2023

VALE TUDO! (no sentido da novela da Globo, tão atual ainda!)

 Ontem perdi duas horas a separar o correio que vem para esta casa endereçado a pessoas que nunca viveram cá. Logo no primeiro ano, fiz RTS (Devolver ao Remetente) a um molho delas. Mas continuaram a chegar. Tantas que ainda existe na arrecadação uma caixa de papelão A4 daquelas da Amazon cheia de cartas para desconhecidos. 

Todas são AVISOS para pagar contas em dívida. A maioria são de multas de estacionamento. Vigaristas que dão uma morada falsa e andam por aí a circular com carros, sem se importarem em cumprirem as regras, porque se algo de grave acontecer, deram dados errados e nunca vão ser encontrados. 

Empréstimos bancários, empréstimos de estudante, aquisição de viaturas, rendas de casa, contas de telemóvel e internet... Eu fico pasma com a variedade de dívidas. 

Mas nada me preparou para a constatação de burrice e inutilidade que a resposta a um email que enviei anteontem a uma destas entidades gerou. 

Anteontem escrevi à entidade "Student Loans Company", que enviou uma carta endereçada um um P. Cox, supostamente morador nesta casa. Dizia a carta que estavam a tentar contactar a senhora Carina Joana Isabel Cox, que havia lhes dado a sua morada em caso de não a conseguirem contactar. 

"Para nos ajudar a voltar a comunicar, ficariamos agradecidos se pudesse dar-nos os contactos mais recentes da senhora Carina Joana Isabel Cox. 

Para fazê-lo, ligue para o número XXXXX, envie um email para st@xxx.uk ou use o envelope aqui disponibilizado para responder pelo correio, citando a referência acima

Sinceramente seu, 

Student Loans Company".

É este o conteúdo do carta. Revoltada por mais uma pessoa estar a fazer falcatruas com esta morada, decidi usar o endereço de email disponibilizado, já que não existia qualquer envelope, para explicar a entidade "Student Loans Company" que tais indivíduos jamais moraram aqui. 

Mais ou menos disse-lhes:

"Olá. No que respeita à carta enviada para o endereço X, em nome de Carina Joana Isabel Cox, informo que tal pessoa NUNCA viveu neste endereço. Nem P Cox.

Em três anos a viver nesta casa, é a primeira vez que surgem envelopes com estes nomes. Infelizmente não é incomum. Para vosso melhor entendimento, infelizmente este endereço é muitas vezes usados por indivíduos de carácter duvidoso, que nunca habitaram nesta casa mas aos quais multas e cobranças estão constantemente a chegar. 

A vossa carta chegou aberta e sem envelope no interior. Tomei a liberdade de vos informar que essa pessoa nunca viveu neste endereço, pelo menos nos últimos 5 anos. Pressumo se tratar de uma dívida. Não sei até onde recua essa dívida mas se for recente, então sem dúvida foi-lhes facultado dados falsos. 

Por favor melhorem a forma como investigam o paradeiro das pessoas antes de lhes darem dinheiro. Eu trabalho árduamente pelo meu. Surpreende-me como é fácil obter dinheiro fornecendo informação falsa. Dinheiro dos contribuintes. 

Lamento não poder ter sido mais útil
"


 A resposta chegou agora. É uma resposta padrão. Tão padrão que... não responde a nada. É muito frustrante perceber que ninguém do outro lado está a prestar atenção. Olhem só o que escreveram:

 " Thank you for your recent email.

Following government guidance, we’ve had to change the way we deliver our
services. We have fewer staff available to answer your queries which means
that it's taking longer than normal to process and respond to anything you
have sent us. We apologise for any inconvenience caused - please be assured
that we’re working hard to restore our Repayment Recoveries services so we
can provide you with any support you need.

We understand that you may be experiencing financial difficulties. If you
have agreed an arrangement to repay your arrears or overpayment of a loan
or grant and can still afford to keep repaying, we’d encourage you to do
so. If you cannot keep repaying your agreed arrangement, please do not
worry. We’ll contact you when we return to normal service, when our
experienced agents will be available to listen to any challenges you may be
facing and provide any help or support you may need. "

É mesmo verdade!!
Aqui em Inglaterra pegas uns 50.000 euros do governo para "estudar" e quando chega a altura de pagar o empréstimo... eles "perdoam". 

Se isto é conteúdo que se preze... Andam os honestos a se desdobrarem em esforços e trabalhos e aos oportunistas e vigaristas é-lhes dado dinheiro, conforto e a consciência de que podem sair impunes, nada lhes acontece. Não existe prisão, não existe pagamento de dívidas. É só receber, receber, receber...

 Enviei o email achando que ia ajudar uma destas entidades de cobrança. Ingenuidade! Acho até que o governo e as entidades NÃO QUEREM encontrar os vigaristas. Levá-los a tribunal e fazê-los pagar, sai "caro". Faz transpirar. É deixá-los... Fingem que se preocupam para a sociedade não lhes cair em cima mas estão-se a borrifar para os que fazem falcatruas. Dispostos a deixar passar. 

VISTA GROSSA

VALE TUDO