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terça-feira, 7 de maio de 2019

Conseguem entender?



Estou enviando amor a todos aqueles que estão a dar o seu melhor para curarem-se de coisas sobre as quais não querem falar.  

domingo, 14 de agosto de 2016

Outra vez não, pela minha sanidade!



Após uma experiência recente, ando preocupada com a eventualidade de voltar a escutar ruídos contínuos. O ano passado padeci horrivelmente de tortura com o ruído de pancadas 24h sobre 24h que parecia ser inaudível para terceiros. Pois NINGUÉM neste prédio alguma vez se queixa de coisa alguma. São todos surdos... Ou fazem-se. Só quando «alguém» avança é que algumas vozes dizem que, afinal, o ruído também as incomodava...


Não sou nada de me meter a reclamar, mas acho espantoso que um ruído mecânico ritmado como aquele tenha sido emitido por todo o prédio durante sete meses e só num período em que ficou bastante estrondoso ao ponto de parecer uma explosão é que alguém referiu ter «escutado» barulho na véspera... 

Isto em Julho, quando o ruído já existia desde a altura do Natal.

E era impossível não o escutar durante o dia num determinado andar. Ocupado por uma família que não tinha ido de férias.... Que por acaso fazia parte do corpo da Administração. LOL. Aprendi que esses são os piores. Querem fazer parte da administração do prédio para poder usar e abusar, só pode. Não fosse a criança na altura a dar com a língua nos dentes - inocentes e verdadeiras como elas são, até se diria que a casa estava mergulhada num silêncio e paz absolutos. 


Receio voltar a ter o sossego ocupado por ruído mecânico. E se assim for, a tortura regressa. 
Não sou esquisita ou intolerante. Mas aprecio o silêncio e tranquilidade. É tão regenerador! Já fui submetida a diversos ruídos incessantes e torturosos, ao ponto de não suportar mais e soltar um sonoro berro. Mas mantive-me tolerante, calada... Por anos. O que só me deu cabo do sistema nervoso. Não recomendo! Foram anos de poucos momentos de silêncio e constante barulho fora e dentro de casa, onde este era até pior! Ruído pela madrugada a dentro, fins de semana também, nenhuma possibilidade de adormecer... um pesadelo. Doente ou não, sempre ruído. Daí hoje encontrar-me no limite.

Prefiro escutar ruídos «normais», como as cigarras lá fora a fazer o seu banzé, ou ruídos aos quais pessoas da cidade estão acostumadas: um ocasional automóvel a passar na estrada, um avião ou helicóptero mais ruidoso, as terríveis motas ensurdecedoramente barulhentas... sons passageiros, tudo bem. Tenho tolerância. Para além disso acho insustentável. 


Instalaram um destes bem perto da janela do meu quarto... O que acham? Devo entrar em pânico ou o vizinho, que já mostrou indiferença pela produção do ruído da instalação, terá tido o cuidado de escolher uma marca e modelo super silencioso? 



Uma interessante explicação dos efeitos à exposição de ruído:
O ser humano tem um limite de 85 db para níveis de ruído. Muitos sons do nosso ambiente excedem esse patamar. Numa discoteca o ruído é em média 120 dB; um motor de caminhão é de 105 dB; o do avião 125 dB. a exposição contínua a esses ruídos altos pode levar a perda da concentração, irritação permanente, impotência sexual (devido ao stress), distúrbios do sono, dores de cabeça, distúrbios cardiovasculares, distúrbios hormonais, gastrite, disfunções digestivas, aumento da freqüência cardíaca e PERDA AUDITIVA.

domingo, 26 de julho de 2015

Sete e meia da manhã...


Abro totalmente a janela, para que o ar fresco deste dia de domingo invada o quanto antes a casa. Um pássaro passa rapidamente a voar e a piar. Oiço somente um barulho, ligeiro, ritmado... perto. É o som do vento a passar nas folhas da grande árvore do outro lado da avenida.

Que privilegiada me sinto! É raro viver no meio de uma movimentada cidade e apanhar um instante como este.

Apuro os meus sentidos. Adoro sentir o silêncio. O som da vida e mais nada. Sei que é uma quietude rara e que em instantes será rapidamente interrompida pelo rugir dos barulhos da cidade: automóveis. E me espanto. Como pode estar tão silencioso? Nem um som mecânico ao longe, vindo da rotunda, do túnel, trazidos pelo vento... nada. 

Quinze minutos se passam e enquanto escrevo este relato, os sons que chegam pela janela são mais agressivos e distintos: são os de automóveis. Um instinto levou-me a levantar e espreitar. Já existiam carros estacionados à beira da estrada e cheguei à janela mesmo a tempo de ver o primeiro condutor que gosta de estacionar no passeio. Lá ficou o automóvel, na calçada. Em breve, toda ela vai estar repleta. Mas mais para o final da tarde, talvez, quem sabe, todos se vão embora e os pássaros e o vento voltem a ser os sons que predominantemente se escutam lá fora. 

A cidade a um Domingo, é o paraíso!
A um domingo de um mês de férias, costumava ser quase um deserto.

sábado, 15 de março de 2014

Viver a madrugada


Quase nunca durmo mais de quatro a seis horas por dia. Mas ultimamente nem têm sido horas de repouso seguidas. Adormeci às 20h e acordei era quase meia-noite... E estava aqui a pensar no tal emprego cuja oportunidade nem sequer realmente existiu. Era daqueles por turnos, todos os dias incluindo fins-de-semana, e o horário era de noite e de madrugada. Puxado, portanto. Contudo ninguém adivinha que nunca tive problemas com horários assim. Que até ia gostar muito de experimentar, uma vez que quase toda a minha vida fui pessoa para estar desperta de madrugada (e infelizmente não por motivos de pândega e festa). E considero tudo isto um desperdício. Existem alguns que não têm escolha com horários destes e outros que nem se importariam. Costumava passar dias especiais como a passagem de ano a desejar estar a trabalhar. Queria trabalhar nesse dia e pensava: «quantos não estão a lamentar essa falta de sorte e eu a desejar tê-la?». Nunca celebrei passagens de ano. Ficava ocupada com as minhas coisas, honestamente grata por ser uma altura (talvez a única num ano) em que por algumas horas ia ter apenas sossego como companhia. E isso me apraz. Talvez por isso (certamente por isso) desenvolvi este hábito de quase sempre estar acordada a horas em que quase todo o mundo dorme. Esta paz, esta maravilhosa tranquilidade, sem gritos, sem vozes, sem barulho, sem TVs ligadas, sem ruído de automóveis e de vizinhos - tudo isto só é possível a estas horas.