Metereologia 24 h

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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Programação de Domingo



Tive um Domingo pastelão e que se arrastou pareceram três dias. Não vi televisão, não fiz nada de especial. A adaptação ao novo horário foi desastrosa. O meu organismo estranhou bastante. Escuro a partir das 16.30 - olhei para o relógio por volta dessa hora, achando que ia apontar para 18.30. Mais tarde, esperava serem 20h, estava longe disso. E toda a tarde e noite foi assim. 

Até que chegou a meia-noite. Por acaso, sintonizei a RTP1 e vi um programa de humor que achei bem construído. Divertiu-me. Quando terminou - sem intervalo, começou de imediato a dar um filme que logo prendeu. Fiquei a ver até o fim. Calhei espreitar o que outros canais estavam a exibir e reparei que a SIC exibia uma programação dentro da mesma linha: programa de humor, seguido de filme com uma temática semelhante. As estações a copiarem-se umas às outras. Normal. O filme na RTP foi sobre a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon em 2010 (nenhum responsável foi apurado) e o da sic sobre os 33 mineiros que ficaram soterrados numa mina por mais de dois meses também em 2010. 

Recordo vagamente de ambos os incidentes e fico espantada que já se tenha passado nove anos! 


Gostei mais das selecções da RTP, incluindo o programa de humor nacional. Outra coisa que me surpreendeu no canal foi o dinamismo, a frescura que identifiquei nos separadores de programação, no grafismo do canal e na promoção ao programa Prós e Contras. Não tem nada a ver com a RTP de sempre. Fiquei agradavelmente surpresa. Há quanto tempo estará assim? Suponho que tudo muda sempre em Setembro. 

A adaptação ao novo horário de inverno terá de ser gradual. Custa-me lembrar que costumava escurecer por volta das 21.30 quando hoje eram 16.30. São cinco horas extra de escuridão e muitas menos de claridade. É a única coisa com a qual não me adapto muito bem. Acho até que ia preferir um trabalho nocturno, já que me é tão difícil adormecer de noite e tão fácil fazê-lo de dia. Só que aqui não pagam bem quem trabalha de noite. Oferecem praticamente o mesmo. E se não existe essa recompensa, o esforço não é devidamente compensado.


sábado, 15 de março de 2014

Viver a madrugada


Quase nunca durmo mais de quatro a seis horas por dia. Mas ultimamente nem têm sido horas de repouso seguidas. Adormeci às 20h e acordei era quase meia-noite... E estava aqui a pensar no tal emprego cuja oportunidade nem sequer realmente existiu. Era daqueles por turnos, todos os dias incluindo fins-de-semana, e o horário era de noite e de madrugada. Puxado, portanto. Contudo ninguém adivinha que nunca tive problemas com horários assim. Que até ia gostar muito de experimentar, uma vez que quase toda a minha vida fui pessoa para estar desperta de madrugada (e infelizmente não por motivos de pândega e festa). E considero tudo isto um desperdício. Existem alguns que não têm escolha com horários destes e outros que nem se importariam. Costumava passar dias especiais como a passagem de ano a desejar estar a trabalhar. Queria trabalhar nesse dia e pensava: «quantos não estão a lamentar essa falta de sorte e eu a desejar tê-la?». Nunca celebrei passagens de ano. Ficava ocupada com as minhas coisas, honestamente grata por ser uma altura (talvez a única num ano) em que por algumas horas ia ter apenas sossego como companhia. E isso me apraz. Talvez por isso (certamente por isso) desenvolvi este hábito de quase sempre estar acordada a horas em que quase todo o mundo dorme. Esta paz, esta maravilhosa tranquilidade, sem gritos, sem vozes, sem barulho, sem TVs ligadas, sem ruído de automóveis e de vizinhos - tudo isto só é possível a estas horas.