Metereologia 24 h

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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Insónia, minha amiga certeira, que não me abandonas nunca! Que seria de mim sem ti?


Acabei por acordar à meia-noite.
A hora a que teria de acordar se fosse fazer o turno que cancelei na véspera. Mais valia não o ter feito! Mas é que mais ou menos a essa hora, quando teria de sair de casa para caminhar hora e meia até o emprego, não me parece nada seguro andar pelas ruas. Não tinha pensado nisso quando aceitei este horário. Ocorreu-me apanhar o autocarro. Mas ainda assim, parte do percurso é a pé e os horários obrigam à mesma que apanhe um veículo demasiado cedo, tendo de acordar praticamente há mesma hora quando opto por ir a pé.


A uma semana de ir de férias, não vou comprar passe ou bilhete diário. Ficam caros e não compensam. Então optei por cancelar estes turnos. Só o farei no sábado, a ver como é. Também me deixariam exausta, porque terminaria às 6.30 e teria de pegar no emprego a full time pelas nove da manhã. O que faria entre isso? Além de que o tipo de trabalho que é me deixaria exausta para o segundo. Consigo fazer o reverso: trabalhar no full-time, pausa, e depois mais umas horinhas no part-time. Começo de manhã e chego a casa ainda de noite, o que é prazeroso. 


Ontem foi o primeiro dia de trabalho no novo lugar, gostei. Cansativo qb, mas nada muito complicado. Tive em mãos tanta mercadoria cara que dava até para enjoar se todas aquelas 1000 unidades de calçado de marca se transformassem em notas de 200 euros.


Temo que não me queiram lá porque percebi que daqui a uma semana estou de férias. Têm de me substituir e isso implica lá colocar outra pessoa que, provavelmente, depois não quererá sair - caso eu queira permanecer. E depois, sou mulher... Temo sempre que isso pese contra mim. Mas vi lá outra mulher a trabalhar - embora pela etnia desconfie que seja conhecida dos donos, que são chineses.

E é isto de novidades!  :D


PS: Comentem no post anterior. Quero mesmo saber o que sabem e sentem a respeito desta nova forma de interagir entre os jovens (e não só) à procura de romance.

domingo, 1 de setembro de 2019

Acabou

3.23 am, acordei e continuo desperta.
O meu corpo não permite que durma mais que três a cinco horas, estou preocupada. 
Trabalhe que nem um cão fazendo turnos de 14 ou 15 horas ou tenha o dia de folga - não faz diferença. Nunca durmo muito.

Talvez por isso o meu corpo, o meu rosto, se transfigurou no que não reconheço mais como sendo o "eu". 

E o "eu" por vezes cansa-se de existir. Cansa-se da rotina. Preciso mergulhar no trabalho para não deixar que o resto tome conta. Trabalhar é o meu tranquilizante. Embora possa ser uma fonte de contratempos, para mim qualquer emprego proporciona mais coisas boas que más.


Até chegar ao fim. 
E ficar a saudade.


Aí dói como quem tem um cardo espetado na alma.

Faz-me sentir que devia ser eremita de verdade. E nem abrir a boca para dizer "bom dia" a quem quer que seja. Toda a minha simpatia com alguma timidez pelo meio, serve também de disfarce para  receios fruto de experiências amargas. Não sei se é isso - talvez seja - uma certa incapacidade para a entrega mesmo dando tudo, o receio da dor da ferroada. Ninguém vê, eu mesma não penso nisso. Mas no fundo, no fundo, bem lá no fundo, é um temor dormente, sempre vivo. Alimentado pela lembrança de traumas do passado que até hoje repercutem pelo consciente e atingem o coração com violência incapacitante. Embora eu sorria e tudo esteja bem. 

sábado, 15 de março de 2014

Viver a madrugada


Quase nunca durmo mais de quatro a seis horas por dia. Mas ultimamente nem têm sido horas de repouso seguidas. Adormeci às 20h e acordei era quase meia-noite... E estava aqui a pensar no tal emprego cuja oportunidade nem sequer realmente existiu. Era daqueles por turnos, todos os dias incluindo fins-de-semana, e o horário era de noite e de madrugada. Puxado, portanto. Contudo ninguém adivinha que nunca tive problemas com horários assim. Que até ia gostar muito de experimentar, uma vez que quase toda a minha vida fui pessoa para estar desperta de madrugada (e infelizmente não por motivos de pândega e festa). E considero tudo isto um desperdício. Existem alguns que não têm escolha com horários destes e outros que nem se importariam. Costumava passar dias especiais como a passagem de ano a desejar estar a trabalhar. Queria trabalhar nesse dia e pensava: «quantos não estão a lamentar essa falta de sorte e eu a desejar tê-la?». Nunca celebrei passagens de ano. Ficava ocupada com as minhas coisas, honestamente grata por ser uma altura (talvez a única num ano) em que por algumas horas ia ter apenas sossego como companhia. E isso me apraz. Talvez por isso (certamente por isso) desenvolvi este hábito de quase sempre estar acordada a horas em que quase todo o mundo dorme. Esta paz, esta maravilhosa tranquilidade, sem gritos, sem vozes, sem barulho, sem TVs ligadas, sem ruído de automóveis e de vizinhos - tudo isto só é possível a estas horas.