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domingo, 7 de outubro de 2018
Crime que deve ser punido
MALDITO pirómano que ouviu na TV as previsões do boletim meteorológico que apontava ventos fortes para hoje e só hoje. Sintra arde!!
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Pedrogão tem de fazer a diferença
Estou aqui a quilómetros de distância de Portugal e do que se passa lá. Mas o meu coração sente-se irrequieto com estas constantes notícias de incêndios. Pior: de pessoas mortas pelo fogo dos incêndios.
JÁ CHEGA, não???
Chega!
Parem de ser tão ineficazes no impedimento de mortes. Também oiço falar de incêndios em França e na Califórnia mas sem fatalidades! Até mesmo a de animais. Só existem prejuízos materiais então porque é que em Portugal fogo tem de trazer como consequência mortes humanas??
Chega!
Estou farta. Pedrogão jamais será esquecido mas jamais pensei que em três meses voltaria a ver noticiado a morte de mais umas tantas dezenas de pessoas igualmente queimadas vivas. Isto é inadmissível em pleno século XXI, com tantos recursos e tecnologia. Inadmissível.
Chega!
Estou farta. Pedrogão jamais será esquecido mas jamais pensei que em três meses voltaria a ver noticiado a morte de mais umas tantas dezenas de pessoas igualmente queimadas vivas. Isto é inadmissível em pleno século XXI, com tantos recursos e tecnologia. Inadmissível.
Estou que não posso.
Crónica da Manuela, do expresso.
TODOS nós temos família algures nessa terra que arde.
Todos que morrem somos nós também.
terça-feira, 27 de junho de 2017
EM direto, do Meo Arena - concerto solitário
Curiosa e com vontade de ver o concerto solitário realizado para angariar fundos para ajudar a região de Pedrógão, que há uma semana sofreu um forte incêndio que ceifou de forma dantesca 64 vidas humanas, procurei a transmissão do mesmo online.
em direto: «Luis Represas e João Gil»
Alegremente surpreendida com a quantidade de links online com transmissão em direto: TSF, RTP, SIC, TVI.
TSF: direto em formato rádio: entrevistados e muitos depoimentos. Mais uma vez, gostei de ouvir Carlos do Carmo - o entrevistado no momento em que sintonizei a TSF.
em direto: «Jorge Palma e Sérgio Godinho» (Portugal, Portugal)
Ele não diz aquelas «balelas», aquelas ideias-chavões. Ele pensa e emite opiniões. Reflectidas e não gratuitas e que «ficam bem». O que não gostei: eu sei que tem de ser assim - ossos do ofício - mas não gostei da forma como tentaram lhe cortar o discurso. Lá conseguiram o interromper numa pausa da sua respiração e subitamente alguém lhe pergunta algo assim:
-"Então acha que se deve fazer, agir, e mudar alguma coisa?"
-"Então acha que se deve fazer, agir, e mudar alguma coisa?"
O que é que a maioria das pessoas responderia?
O standart. O que estamos habituados a ouvir e o que esperam que digamos:
O standart. O que estamos habituados a ouvir e o que esperam que digamos:
-"Sim, tem de se fazer alguma coisa, alguma coisa tem de mudar"....
em direto: «Jorge Palma e Sérgio Godinho» (Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida)
O que é que Carlos do Carmo respondeu? Nada disso!
Ele assumiu-se como uma pessoa não qualificada para oferecer assim de forma imediata soluções. E disse algo muito importante: qualquer solução não vai ser encontrada de um dia para o outro. Leva tempo.
Ele assumiu-se como uma pessoa não qualificada para oferecer assim de forma imediata soluções. E disse algo muito importante: qualquer solução não vai ser encontrada de um dia para o outro. Leva tempo.
Cortaram-lhe o «pio» de vez e a emissão da TSF continuou...
Mas GOSTEI do formato rádio, gosto do contributo dos artistas. Apenas os que estavam a fazer a ligação entre tudo aquilo usaram subterfúgios demasiado simplórios.
em direto: na TSF, vão tentar entrevistar Ricardo Araújo Pereira
na TVI - Pedro Teixeira, emocionado, a transmitir COMO se deve transmitir - e ele não é jornalista nem entrevistador de TV, é ator em primeiro lugar. Está em direto de Pedrógão e está, no meu entender, a fazer a coisa como esta deve ser feita.
Depois tentei a SIC - não transmitiu nada. Fui para a RTP - funciona. Mas a qualidade de imagem é deficiente. Sintonizei a TVI - qualidade superior, mas transmite sem gelar a imagem apenas durante uns 30 segundos. Depois exige um refresh da página e «leva-se» com anúncios automáticos que duram outros 30 segundos. Totalmente impossível de digerir.
Ainda assim, deu para entender a transmissão de cada canal (excepção SIC). Não sei se é da distância... mas senti pouco prazer no modo superficial de «enche chouriços» e, por vezes, até inadequado (aquela tipa da TVI que parece uma miúda e é do Norte cujo nome não recordo e que fazia alguns diretos da Casa dos Segredos - Isabel qualquer-coisa - essa aí entrou em direto e teve uma prestação horrível! Perguntas de treta ao exponente máximo, comportamento condescendente com todos, demasiada ALEGRIA num momento que não deixa de ter algum toque de luto, com respeito e tristeza, e, no final do seu direto, a parvalhona (desculpem-me mas é) pediu PALMAS!! Aos pulinhos e de forma toda entusiasta. Palmas... às quase crianças que estavam à sua volta. Palmas num momento algo solene... que ela transmitiu como se estivesse numa festa de verão. Tão errado!!
em direto: Matias Damásio -Loucos
Não conheço este artista mas quando a parvalhona da «Isabelinha» estava a entrevistar as miúdas com um entusiasmo de quem está a transmitir em direto da praia, este foi o nome mais mencionado pelos entrevistados como o artista mais esperado. Estou surpresa... não tem uma voz muito afinada. Deve ser um daqueles artistas que faz uma gravação de estúdio com tudo atinadinho e as rádios metem o batuque e «explode» um sucesso. Até porque é um artista com ar africano, um certo sotaque e a africanez (como é o termo musical para músicas africanas? Agora não recordo mas... caramba! Não recordo.) é desde há muitos anos um grande hit por tudo o que é discoteca, bar, etc... E se só metem batuques africanos (assim como fast-music americana) então os sucessos são sempre dentro dessas categorias.
Na RTP surge a Catarina Furtado a conduzir a emissão. Só enche-chouriços. Fiquei um pouco escandalizada com o alinhamento superficial e vazio. Não só da RTP mas como da TVI e vou presumir que a SIC não fugiu dessa linha. Tirando poucos profissionais que sabem, organicamente, como agir em cada situação, existem outros que têm sempre a mesma linha, sem sobriedade. Tentam passar esse respeito por palavras, mas é um tanto oco. Ainda que o sintam, o formato é sempre aquele que a SIC introduziu com programas como o "Muita-Louco". Ou o Big-Show-SIC - que é ideal para definir a forma de comunicar daquela Isabelinha da TVI.
em direto: Fim do espetáculo do pouco dotado em cordas vocais Matias Damásio. Surge uma voz a GRITAR "Matias Damásio" - em excesso de euforia. A sua voz surge logo depois do locutor da TSF, que diz "Matias Damásio" num tom de voz normal. Graças a Deus!
Mas que exagero, que euforia desnecessária - a destas apresentadoras/res das nossas estações de televisão/rádio. Não que eu diga que alegria tem de ser excluída. Não é isso. Mas a falta de sobriedade... O excesso de «alegria», de euforia. Tão errado como modelo de comunicação televisiva. Já cansou. Tudo virou "Big Show SIc".
Mas que exagero, que euforia desnecessária - a destas apresentadoras/res das nossas estações de televisão/rádio. Não que eu diga que alegria tem de ser excluída. Não é isso. Mas a falta de sobriedade... O excesso de «alegria», de euforia. Tão errado como modelo de comunicação televisiva. Já cansou. Tudo virou "Big Show SIc".
Conclusão sobre as emissões:
Ganha quem acompanha a rádio. Neste caso em particular, acompanhei a TSF.
Ganha quem acompanha a rádio. Neste caso em particular, acompanhei a TSF.
Televisões: É para excluir tudo, excepto as partes em que deixam os artistas atuar.
PS: Exemplo de um fraco momento televisivo entre repórter e entrevistados. Já não recordo quem (talvez TVI) mas alguém perguntou a um bando de crianças se sabia porquê estavam a fazer o concerto. Além destas não conseguirem se explicar bem, uma delas afirma que é para ajudar as pessoas que morreram no incêndio.
em direto: «Anda comigo ver os aviões»
Ora, as que faleceram, infelizmente, já não precisam de ajuda. O repórter não corrigiu a criança - perdendo assim uma oportunidade para transmitir corretamente a informação ao mesmo tempo que ajuda um grupo de crianças a compreender adequadamente a quem se destina o apoio solidário. E isso, é uma grande falha para um repórter-jornalista. Não lhe ficava nada mal, com tacto, emendar e corrigir. Mas se calhar, ele nem percebeu!
Até agora e desde que comecei a ver este concerto, quem mais gostei de ver em cima do palco foi o Palma e o Sérgio Godinho. Que além de emotividade, escolheram temas que achei ajustados ao momento.
Até agora e desde que comecei a ver este concerto, quem mais gostei de ver em cima do palco foi o Palma e o Sérgio Godinho. Que além de emotividade, escolheram temas que achei ajustados ao momento.
Aguardo o Salvador Sobral - apenas porque o tenho como um intérprete, alguém que canta com emoção. E é só isso que espero e mais aprecio em musicos e cantores. Que cantem com sentimento. E se existe causa que pede sentimento, esta é uma destas.
23h56: Democratico e que não banaliza - diz António, na TSF, fala sobre a sua emissão de rádio. Concordo.
terça-feira, 20 de junho de 2017
O incêndio em Pedrogão é o SOS da mudança
Foram decretados 3 dias de luto Nacional pelas vítimas do incêndio em Pedrogão.
Quis ter mas nós damos tão pouca importância a estas coisas que podem fazer a diferença entre a VIDA ou a MORTE que reparei que ainda é muito difícil encontrar informação, aceder e ter disponíveis utensílios de prevenção.
Quando soube do sucedido senti-me abalada e subitamente invadida por uma tristeza de criar lágrimas. Ponderei sobre este tipo de sensibilidade. Com tantas tragédias a acontecer por este mundo fora, sem dúvida que lamentamos todas, mas sentir profundamente só poucas.
Qual a diferença?
O sentir-mos que estão perto ou terem acontecido com pessoas ou locais que se conhecem bem. São esses os instantes em que o ser humano se centra no que realmente é importante.
O sentir-mos que estão perto ou terem acontecido com pessoas ou locais que se conhecem bem. São esses os instantes em que o ser humano se centra no que realmente é importante.
Ontem podia ter tido queixas da vida sobre algumas coisinhas singulares....
A tosse que não me passa (voltou), o fato desta incomodar o indivíduo cá de casa durante a noite e eu estar agora acordada porque é a única forma que tenho de não tossir tanto (mas preciso descansar)... Contudo, quando ele veio ter comigo, disfarçadamente, dizendo que eu devia tomar um xarope porque tossi muito alto durante a noite... nada disso me incomodou.
O que é a minha persistente tosse seca e seus surtos diante da tosse sufocante daqueles que padeceram no incêndio? Nem se pode comparar as origens.
Hoje fiquei a saber que uns familiares estão entre as 64 vítimas do incêndio em Pedrogão. Faleceram na apelidada «estrada da morte». Essa consciência de que alguém que conheceste, que viste crescer a certa altura da vida, que partilha avós, tios, sobrinhos, primos contigo faleceu dessa maneira, a morte de crianças, tudo isto obriga-te a por a vida em perspectiva.
Sabe-se que a inalação por fogo é a principal causa de morte em incêndios. E eu só espero que o final deles tenha sido... Meu Deus! Como posso sequer imaginar? O desespero? O saber-se encurralado e o ver com os próprios olhos enormes paredes de chamas em todas as direcções? O calor??
Quem já esteve perto de um pequeno fogo, ou a quilómetros de distância de incêndios, sabe o quanto se sente intensamente o bafo, o ardor. E isto em reduzidas ou distantes proporções! Estar num...
Quem já esteve perto de um pequeno fogo, ou a quilómetros de distância de incêndios, sabe o quanto se sente intensamente o bafo, o ardor. E isto em reduzidas ou distantes proporções! Estar num...
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| Incêndio que deflagrou no sábado, 17 de Junho Em Pedrogão Grande, distrito de Leiria |
É tão importante a PREVENÇÃO!!
Espero que seja DESTA que algo mude no sentido de IMPEDIR que a população esteja totalmente vulnerável diante das chamas. Tem de existir um momento na nossa história de incêndios florestais que será apontado como o «momento de mudança» e, espero sinceramente, que seja este. Afinal, este também é de origem diferente. E se a NATUREZA nos está a explicar tão claramente o que acontece, é bom que prestemos atenção ao que ela nos diz. Porque geralmente, ela avisa primeiro com um bom exemplo e depois... aplica outro devastador!
Então espero que aprendemos de vez que é VITAL incluir na nossa rotina conhecimentos de SOBREVIVÊNCIA em caso de catástrofes. Sejam elas naturais ou não.
Então espero que aprendemos de vez que é VITAL incluir na nossa rotina conhecimentos de SOBREVIVÊNCIA em caso de catástrofes. Sejam elas naturais ou não.
Quantos de nós tem um extintor em casa?
Uma máscara para a não inalação de gazes tóxicos?
Uma máscara para a não inalação de gazes tóxicos?
Sequer uma manta anti-fogo?
Falo por mim: não tenho nenhum.
Mas sempre quis ter.
Quis ter mas nós damos tão pouca importância a estas coisas que podem fazer a diferença entre a VIDA ou a MORTE que reparei que ainda é muito difícil encontrar informação, aceder e ter disponíveis utensílios de prevenção.
Se eu for à farmácia pedir um KIT de primeiros-socorros, dão-me um estojo com gazes, adesivos, uma tesoura, desinfectante... enfim. Um Kit para estancar pequenas hemorragias e desinfectar feridas.
Mas e se eu quiser um KIT anti-incêndios?
Anti-inundações?
Anti-inundações?
Faz muitos anos que sou da opinião que todos devíamos ter em casa este género de equipamento. Mas nunca consegui encontrar informação de como o obter nem de onde o encontrar. Nos dias de hoje, em que se constroem infraestruturas gigantes em betão (lembrem-se do poder mortífero da poeira lançada pela derrocada das torres Gémeas em Nova Iorque), agora que se faz terrorismo químico, é ainda mais importante saber como funcionam e ter equipamentos apropriados que nos podem salvar a vida.
Estamos entregues a nós mesmos. Vulneráveis a 100%.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
O venenoso odor da madrugada
Seis da manhã...
E a janela aberta trouxe o cheiro a queimado que infesta a rua.
O que é que arde de madrugada??
É tão desagradável que fico de mau humor. Não gosto do cheiro que refiro como «queimado». Imagino sempre que é uma fábrica qualquer a soltar poluição para a atmosfera, forçando-me a engolir a cada inspiração o veneno tóxico. Estar a dormir e acordar com esse incómodo a arder nas narinas não é agradável. Uma pessoa tem de estar dentro de uma casa que fica quente até de noite. Anseio pela frescura revigorante da madrugada, que é para mim como um bálsamo de oxigénio. Privarem-me disso sempre me deixa mal humorada. O dia começa pessimamente quando não dá para respirar ar puro.
Isto tem vindo a acontecer regularmente ao longo dos anos.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Lembram-se do flagelo dos incêndios de verão?
As recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, dos Bombeiros, da GNR e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para a prevenção dos incêndios florestais são sempre as mesmas: cuidar do terreno, não juntar lixo, cortar o mato....
Recordo-vos agora deste post: Vivo num matagal
Então não é que o matagal aqui perto incendiou-se?
Agora espero que estas entidades cheguem até a Junta de Freguesia para lhe aplicar as devidas sanções por ignorar os seus deveres, mesmo diante de constantes apelos da população local para que não permitisse o crescimento e abandono das áreas verdes/palha.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Mergulho do 21º
A morte de uma menina de 5 anos de origem chinesa, vítima de uma queda de um 21º andar enquanto estava em casa sem qualquer supervisão traz novamente à baila o tema dos comportamentos parentais em diferentes culturas.
A última vez que um assunto destes foi fortemente debatido ocorreu quando Maddie e seus ainda mais jovens irmãos foram deixados sós num hotel enquanto os pais foram jantar fora. Mesmo tendo a possibilidade de contratar os serviços de uma ama/babysitter, que o hotel providenciava, os pais, habituados, fecharam a porta deixando-os sozinhos. TRÊS crianças, entregues a elas mesmas, por algumas horas. Horas essas que se verificaram catastróficas. Maddie desapareceu e ninguém viu ou sabe o que lhe aconteceu até hoje. Excepto quem lhe fez mal.
Em 2014, outra catástrofe: uma menina de 13 anos, portuguesa, morre num incêndio em casa, mas não antes de retirar todos os seus 7 irmãos lá de dentro. Os pais haviam-nos deixados sozinhos e saído de casa durante a madrugada, oficialmente para "comprar tabaco". Mas como eram alcoólatras e toxicodependentes, o mais provável é que tivessem ido arranjar meios para sustentar os vícios. Chegou-se a pensar no que terá levado a menina a regressar às chamas após ter retirado todos os seus irmãos. A hipótese de suicídio foi fortemente falada.
O problema destas notícias é que a Comunicação Social sabe comunicar as catástrofes, levantar mil cenários hipotéticos mas esquece-se de relatar as conclusões. Pelo que se as há, até hoje não se lembraram de as divulgar. Pelo menos não encontrei nenhuma notícia que indicasse o que causou o incêndio, o que aconteceu a esses pais criminalmente e o que explicaria a atitude da menina de voltar a entrar na casa para se enroscar no cobertor e deitar-se na cama.
Segundo a lei portuguesa, ocorre a situação passível de crime a quem "colocar em perigo a vida de outra pessoa expondo-a em lugar que a sujeite a uma situação de que ela, só por si, não possa defender-se; ou abandonando-a sem defesa, em razão de idade, deficiência física ou doença, sempre que ao agente coubesse o dever de a guardar, vigiar ou assistir;" .
E foi exatamente isto que aconteceu, no caso de Maddie, da menina chinesa e da menina de 13 anos que retirou os irmãos de um incêndio. Foram deixados sozinhos. Se isso é natural na China e no UK, por cá é totalmente anormal. Ao que tudo indica, os pais de Maddie e os pais da menina Chinesa (que devem estar a sofrer horrores) eram pessoas abastadas, pelo menos. Se não mesmo bem formadas, estudadas. Ninguém mora no 21º andar de um dos prédios mais caros de Lisboa sem ter um forte poder económico. Pelo que não foi por falta de recursos - como aconteceu no caso fatídico português, que não lhes foi possível escolher manter sobre supervisão de um adulto uma criança menor de seis anos de idade.
Em qualquer dos casos uma pessoa às tantas interroga-se: Terá sido acidente por negligência ou terá sido intencional?
Fica sempre a dúvida.
Fica sempre a dúvida.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Os incêndios - outra vez
Mais um bombeiro - jovem e voluntário - se foi. Está morto, vai "viver" para o cemitério. Porquê?
Vale a pena ver e escutar as matérias e o comentador do telejornal das 22h da SIC Notícias - canal a que estou agora a assistir. Grandes verdades a serem ditas.
Vale a pena ver e escutar as matérias e o comentador do telejornal das 22h da SIC Notícias - canal a que estou agora a assistir. Grandes verdades a serem ditas.
Um dos aspectos sobre este assunto que li no jornal mencionava a FORMAÇÃO destes bombeiros e o CONHECIMENTO da área. Achei estes aspectos muito relevantes. Não obstante todos os outros que dizem respeito à prevenção, raramente alguém comum como nós pensa se estas pessoas estão realmente bem habilitadas a combater incêndios. Não só no que respeita à formação prática (quantidade, intensidade, diversidade) mas também ao CONHECIMENTO das áreas florestais de Portugal. Julgo que a maioria dos bombeiros que combatem um incêndio NÃO CONHECE a área da mata a arder - o que é natural - já que são por volta da centena que acorrem aos fogos vindos de todos os cantos do país. Mas depois escutam-se notícias de óbitos de bombeiros jovens pelos 20 anos, que tinham uma vida inteira pela frente e tanto ainda para descobrir e fazer e eu, particularmente, penso se nestes casos o infortúnio foi de alguma forma minimamente facilitado pelos seus "verdes" anos, pouca prática ou formação. São voluntários, por vezes seguem os passos de familiares, é como uma tradição familiar que os fascina mas também os pode deixar -sei lá - a pensar que a "herança" genética e todas as histórias que cresceram a ouvir contar os torna mais conhecedores, mais aptos talvez, causando uma falsa segurança.
| Uma pequena boca de água, um incêndio que se estende por quilómetros... Persistência, resistência, habilidade e tempo é o que implica este método de combate às chamas |
Mas isto sou eu que pensa nestas coisas. Um incêndio não deve ser coisa fácil de encarar. Não tanto pelo perigo imenso, mas pelo cansaço e desgaste - talvez este o maior perigo de todos. Só uma vez na vida "experimentei" apagar um fogo - com vestes de protecção e um fogo controlado - num curso de primeiros socorros e por aquela pequena amostra consegue-se sentir o braseiro a ruborizar a pele - ainda mais se o vento decidir ajudar. Pelo que imagino esta amostra quadruplicada várias vezes e por aí calculo a exigência física intensa e desgastante que um combate real com as chamas obriga.
E pronto. Infelizmente o que relatei anteriormente ganha agora mais relevância - o no passado ter visto incêndios a deflagrar quando viajava num avião comercial e o facto de hoje no ESPAÇO, visto da estação Espacial um astronauta fotografar PORTUGAL com os seus fogos visivelmente a arder. Se se vêm do ESPAÇO, imagine-se a dimensão da tragédia. Nem sempre ela "chega aqui" (na cidade), pelo cheiro - que foi o caso anterior. Mas ainda que deflagrem "longe da vista e dos sentidos" dos que como eu são citadinos da capital, não deixamos de lamentar e sentir angústia por toda a calamidade e pelas perdas para o país. Não só pelos incêndios que destroem hectares de floresta, mas pelas VIDAS humanas (e não só) que deles se tornam vítimas, assim como pela destruição de bens, infraestruturas e propriedades.
E só de pensar que muito disto é causado por PIRÓMANOS, pessoas mentalmente pouco desenvolvidas que não conseguem encontrar nada de mais útil para fazer com as suas vidas, e então decidem sem remorso serem os responsáveis pelas mortes de jovens como Ana Rita Pereira (24 anos) e Bernardo Figueiredo (23 anos), curiosamente colegas de formação, então o que pensar destas pessoas? São ASSASSINAS. O que merecem como punição? Qual a JUSTA punição?
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