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domingo, 7 de outubro de 2018
Crime que deve ser punido
MALDITO pirómano que ouviu na TV as previsões do boletim meteorológico que apontava ventos fortes para hoje e só hoje. Sintra arde!!
sábado, 9 de junho de 2018
É impossível ser-se assim tão talentoso e ser deste mundo
Estou actualmente a ler um livro que me está a deixar extasiada e ao mesmo tempo, perturbada.
Já não é a primeira vez que a escrita de Tess Gerritsen tem este poder.
As primeiras palavras de "Vanish" (desaparecidas) surtiram em mim a mesma sensação perturbadora, real, aflitiva, quando li a obra em 2005.
Foi nesse ano que "conheci" Tess Gerritsen.
Garanto-vos que admiro e adoro a forma como escreve.
Fazia alguns anos que não lia nada dela. A pesar do seu crescente sucesso, julgo que continua a não ser muito divulgada em portugal, embora já existam obras dela traduzidas e comercializadas. Porém, outras continuam a aguardar. E uma delas bem pode ser "Playing with Fire" (Brincando com o fogo) - o livro que estou agora a ler.
Digo-vos: estou a adorar!
Se o que li antes deste - também dela, «devorei» em menos de 48h, este aqui quero acabar logo. Mas dou por mim a precisar interromper a leitura. Não por estar cansada, embora provavelmente esteja. Mas por estar emocionalmente aflita.
Até fico a pensar como é possível. Tendo se doutorado como médica e praticado medicina durante anos, como é possível que seja tão boa em duas coisas tão distintas. Ainda por mais, toca violino.
O que a inspirou a escrever esta história de "Playing with fire".
E compôs de verdade a melodia que faz parte da história. Tess surge aqui a tocar no piano a sua composição. Não é possível. Médica, escritora, musica. Tess é de outro mundo.
E eu estou a adorar. E a temer. O que aí vem.
Ela dá a "papinha" toda. Sinceramente não entendo como Hollywood ainda não transformou todos os seus livros em filmes. Até a banda sonora ela proporciona. Bem melhor que Dan Brown. No entanto, este já conseguiu um Tom Hanks a protagonizar o seu herói. (Será por Tess ser mulher?)
A história começa actualmente (em 2015 quando a obra foi escrita) na América, após a viagem da personagem a Itália. Logo aí gostei da forma como a autora descreve, em poucas palavras, a primeira experiência da personagem com aquela terra e sua gente. Coisa pouca, mas que a mim soou a autêntico, com a qual me identifiquei. É como se lá estivesse: Em Itália, dentro daquela loja, conhecendo aquele funcionário.
É esse o poder da escrita de Tess.
E é por isso que quando a história "saltou" uns anos para trás até Itália, não consegui largar mais. Os muito bem relatados factos contemporâneos, interrompidos num auge, não pareceram mais fazer falta. Estava completamente envolta nos acontecimentos daquele sítio na Itália, dentro dos lugares que ela mostra, conhecendo tão bem as personagens que ela descreve. Já nem precisava sair dali para saber o que acontecia nos EUA. Vinha aí uma história romântica, e eu, que prefiro trillers psicológicos e mistério, estava a ficar totalmente envolvida por um romance tão puro, tão autêntico e em risco quando a música dos apaixonados.
Tive de parar de ler a história mais que uma vez por temor. O que dali vem. Por temer... o horror.
No instante em que parei de ler, toda a família de Lourenço, junto com outras famílias iguais à sua, estavam a caminhar para um comboio que os levaria para um "campo de férias". Depois voltariam, passado uns tempos - disseram-lhes. Até lhes deixavam escrever UMA carta a um vizinho ou amigo, desde que contassem que estavam a ser bem tratados e que se dirigiam para um lugar bom.
Esse lugar foram os campos de concentração durante a segunda guerra mundial.
Nunca - e eu já vi e li tanto a respeito, me afectou tanto o que aconteceu a todos os judeus e seus simpatizantes nessa altura. E tudo devido à escrita de Tess.
Ela não deixa de fora a fé. Foi por terem fé e não acreditarem nos boatos de atrocidades, que muitos ficaram. Confiantes no seu líder, confiantes no significado dos muitos anos de vida estabelecida, no emprego digno e honesto, no negócio que passou de pai para filho... Não. Era tudo boatos. Não iam fugir para o desconhecido e para a pobreza, com base em diz-que-disse. Iam ficar no seu país, na sua casa, a trabalhar honradamente.
E é por conseguir transmitir tão bem esse lado por vezes esquecido - o lado humano, da fé, da descrença, que me identifico tanto com estas personagens. A escrita de Tess Gerritsen simplesmente tem afinidade com as minhas emoções. Toca-as como a um piano, um... violino.
Se puderem, leiam.
Qualquer obra dela, mesmo a da série Maura Isles e Jane Rissoli.
"Eu sei um segredo" foi a obra que li nas últimas 48 horas e é muito bom! Aqui no UK está à venda nas livrarias (lançamento em agosto de 2017, EUA) mas descobri o tão fantástico que é usufruir das bibliotecas. Que ainda por cima têm livros acabados de serem lançados. Leio e devolvo. Adoro! Adoro a partilha, adoro o empréstimo, adoro o ler sem ter de decidir qual posso comprar, sem ter de escolher entre um de muitos - posso lê-los a todos. E não tenho de os possuir. Partilho-os.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Pedrogão tem de fazer a diferença
Estou aqui a quilómetros de distância de Portugal e do que se passa lá. Mas o meu coração sente-se irrequieto com estas constantes notícias de incêndios. Pior: de pessoas mortas pelo fogo dos incêndios.
JÁ CHEGA, não???
Chega!
Parem de ser tão ineficazes no impedimento de mortes. Também oiço falar de incêndios em França e na Califórnia mas sem fatalidades! Até mesmo a de animais. Só existem prejuízos materiais então porque é que em Portugal fogo tem de trazer como consequência mortes humanas??
Chega!
Estou farta. Pedrogão jamais será esquecido mas jamais pensei que em três meses voltaria a ver noticiado a morte de mais umas tantas dezenas de pessoas igualmente queimadas vivas. Isto é inadmissível em pleno século XXI, com tantos recursos e tecnologia. Inadmissível.
Chega!
Estou farta. Pedrogão jamais será esquecido mas jamais pensei que em três meses voltaria a ver noticiado a morte de mais umas tantas dezenas de pessoas igualmente queimadas vivas. Isto é inadmissível em pleno século XXI, com tantos recursos e tecnologia. Inadmissível.
Estou que não posso.
Crónica da Manuela, do expresso.
TODOS nós temos família algures nessa terra que arde.
Todos que morrem somos nós também.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Lembram-se do flagelo dos incêndios de verão?
As recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, dos Bombeiros, da GNR e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para a prevenção dos incêndios florestais são sempre as mesmas: cuidar do terreno, não juntar lixo, cortar o mato....
Recordo-vos agora deste post: Vivo num matagal
Então não é que o matagal aqui perto incendiou-se?
Agora espero que estas entidades cheguem até a Junta de Freguesia para lhe aplicar as devidas sanções por ignorar os seus deveres, mesmo diante de constantes apelos da população local para que não permitisse o crescimento e abandono das áreas verdes/palha.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Fogo de artifício como nunca antes visto
Deparei-me com este vídeo aqui
(não dá para colocar, têm de abrir o link que é do facebook)
LOGO ACHEI QUE E FALSO.
O que vocês acham?
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Os incêndios - outra vez
Mais um bombeiro - jovem e voluntário - se foi. Está morto, vai "viver" para o cemitério. Porquê?
Vale a pena ver e escutar as matérias e o comentador do telejornal das 22h da SIC Notícias - canal a que estou agora a assistir. Grandes verdades a serem ditas.
Vale a pena ver e escutar as matérias e o comentador do telejornal das 22h da SIC Notícias - canal a que estou agora a assistir. Grandes verdades a serem ditas.
Um dos aspectos sobre este assunto que li no jornal mencionava a FORMAÇÃO destes bombeiros e o CONHECIMENTO da área. Achei estes aspectos muito relevantes. Não obstante todos os outros que dizem respeito à prevenção, raramente alguém comum como nós pensa se estas pessoas estão realmente bem habilitadas a combater incêndios. Não só no que respeita à formação prática (quantidade, intensidade, diversidade) mas também ao CONHECIMENTO das áreas florestais de Portugal. Julgo que a maioria dos bombeiros que combatem um incêndio NÃO CONHECE a área da mata a arder - o que é natural - já que são por volta da centena que acorrem aos fogos vindos de todos os cantos do país. Mas depois escutam-se notícias de óbitos de bombeiros jovens pelos 20 anos, que tinham uma vida inteira pela frente e tanto ainda para descobrir e fazer e eu, particularmente, penso se nestes casos o infortúnio foi de alguma forma minimamente facilitado pelos seus "verdes" anos, pouca prática ou formação. São voluntários, por vezes seguem os passos de familiares, é como uma tradição familiar que os fascina mas também os pode deixar -sei lá - a pensar que a "herança" genética e todas as histórias que cresceram a ouvir contar os torna mais conhecedores, mais aptos talvez, causando uma falsa segurança.
| Uma pequena boca de água, um incêndio que se estende por quilómetros... Persistência, resistência, habilidade e tempo é o que implica este método de combate às chamas |
Mas isto sou eu que pensa nestas coisas. Um incêndio não deve ser coisa fácil de encarar. Não tanto pelo perigo imenso, mas pelo cansaço e desgaste - talvez este o maior perigo de todos. Só uma vez na vida "experimentei" apagar um fogo - com vestes de protecção e um fogo controlado - num curso de primeiros socorros e por aquela pequena amostra consegue-se sentir o braseiro a ruborizar a pele - ainda mais se o vento decidir ajudar. Pelo que imagino esta amostra quadruplicada várias vezes e por aí calculo a exigência física intensa e desgastante que um combate real com as chamas obriga.
E pronto. Infelizmente o que relatei anteriormente ganha agora mais relevância - o no passado ter visto incêndios a deflagrar quando viajava num avião comercial e o facto de hoje no ESPAÇO, visto da estação Espacial um astronauta fotografar PORTUGAL com os seus fogos visivelmente a arder. Se se vêm do ESPAÇO, imagine-se a dimensão da tragédia. Nem sempre ela "chega aqui" (na cidade), pelo cheiro - que foi o caso anterior. Mas ainda que deflagrem "longe da vista e dos sentidos" dos que como eu são citadinos da capital, não deixamos de lamentar e sentir angústia por toda a calamidade e pelas perdas para o país. Não só pelos incêndios que destroem hectares de floresta, mas pelas VIDAS humanas (e não só) que deles se tornam vítimas, assim como pela destruição de bens, infraestruturas e propriedades.
E só de pensar que muito disto é causado por PIRÓMANOS, pessoas mentalmente pouco desenvolvidas que não conseguem encontrar nada de mais útil para fazer com as suas vidas, e então decidem sem remorso serem os responsáveis pelas mortes de jovens como Ana Rita Pereira (24 anos) e Bernardo Figueiredo (23 anos), curiosamente colegas de formação, então o que pensar destas pessoas? São ASSASSINAS. O que merecem como punição? Qual a JUSTA punição?
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