quinta-feira, 24 de março de 2016

Pêlos? Que horror!


Noutro dia num zapping fui dar com uma conversa naquele programa «passadeira vermelha» na siccaras. E estão a falar das axilas. O quanto é horrível as mulheres que não se depilam. Acrescentam que as americanas usam gilete - um horror, uma barbaridade! Pasme-se, depilam-se em casa. - constata a apresentadora e reforça uma das comentadoras, em incredulidade. 

Como se tudo isto fosse algo desprezível. Olhei aquelas pessoas e sinceramente senti pena de todas. Tão liberais para umas coisas, tão tacanhas para outras. No fundo funcionam como a sociedade da moda as manda agir, porque cabecinha para pensar para além da norma... ali faltou. 


"Ai que horror, ter pêlos!" - diziam.
"Ai que horror não ir ao esteticista removê-los"


Por amor à Santa... da Páscoa.
Ter pêlos é normal. Tá? NORMAL. Não há nada de escandaloso na normalidade. Mas começa a existir na anormalidade nas ditaduras das modas. Está na moda censurar as modelos demasiado magras e censurar o establishment por pressionar as mulheres a atingir padrões impossíveis. Mas censurar a ditadura dos pêlos removidos, que podem trazer infecções e não é tão saudável quanto isso, ainda não virou moda, pelos vistos. A indústria não pode ver uma mulher com uma sombra debaixo do braço que faz logo uma ampliação de uma foto só para a poder achincalhar publicamente. Os fracos engolem o isco e entram na onda dos insultos e do escândalo, achando que não agem incorrectamente ao assinar em baixo. Bom senso, maior entendimento, sff. 

Britney Spears gozada por ter sido fotografada com uns poucos pêlos debaixo do braço

Tão liberais se mostram ser quando o assunto é a adopção de crianças por casais gays, tão liberais em assuntos que, resumindo, espelham a tendência da sociedade mas a coisa trava aí, não é mesmo? Até que ponto conseguem ver mais além? Aposto que depilavam o Tony Ramos inteiro! Tal a aversão ao pêlo, irra que é burrice demais! Só porque esta sociedade declarou guerra ao pêlo por motivos unicamente económicos, surgem estas mentes a despejar postas de pescada nesse sentido também. Oh, que liberalismo. Que inesperado, puf! Os médicos nem avisam que pode ser perigoso nem nada, oh esclarecidas comentadoras.



Eu cá tenho as minhas axilas depiladas sim, mas não vejo problema algum com quem não as tenha. Não vejo sequer problemas com quem não depile as pernas. Ou o buço. O que é que tem? Não se enquadra na ditadura da moda comercialista? Temos pena! Deus fez-nos com os pêlos, podem tentar disfarçar o quanto quiserem, negá-lo, renegá-lo, ignorá-lo. Se forem para uma ilha deserta como o Tom Hanks no filme Náufrago, podem esquecer a esteticista e até a «escandalosa» gilette. Vão parecer umas macacas de tão peludas. E terão de se ver como realmente são. 

E tomara que pareçam assim:

Por mim que façam como quiserem. Tirem, acho bem, não tirem, acho bem, podem pintar, colar,  aplicar brilhantes strass, dar formas, fazer tranças... Makes no difference to me. Mas que só saibam julgar por um lado demonstra alguma ignorância e revela uma mente tacanha. Isso é ficar agarrado a um preconceito e custa-me um bocadinho. 

quarta-feira, 23 de março de 2016

O suicídio

Quando era pequena li numa capa de revista a opinião de uma pessoa sobre o tema do suicídio.

Aquela frase pôs-me a pensar. Seria verdade? Ou seria mentira?
Sabia que ainda me faltava mais vida, e maturidade para compreender a fundo a questão mas isso não me coibiu de reflectir no assunto e procurar encontrar uma resposta. Pelo que até então tinha vivido, fiquei revoltada por alguém poder reduzir o que deveria ser um acto de desespero sofrido, numa acção de cobardia. Imaginei que quem o cometesse devesse precisar de muita determinação ou estar profundamente deprimido. Porque pensar, todos pensamos. Acho que não há quem não pense. Mas daí a fazê-lo? Onde fica a fronteira? 

Não acreditei que as pessoas fossem fracas. Não quis acreditar. Nem cobardes. Talvez até fosse precisa muita coragem. Achei que estariam a sofrer e esse intenso desespero as conduzia a uma decisão que, noutras circunstâncias, não tomariam.



Por outro lado, conseguia entender porquê alguém veja no acto uma atitude de cobardia. Afinal, estavam a desistir da vida. Desistiram de lutar, de contrariar os males que os assolavam. Os mesmos que assombram tantas outras pessoas que não desistem. 

Mas nem todos estão rodeados do mesmo tipo de ambiente, do mesmo tipo de pessoas - que poderá influenciar a decisão. Fiquei num impasse. Embora inclinasse mais para a defesa dos «fracos», como aliás, sempre faço.



Ainda hoje não sei bem o que pensar sobre este melindroso tema. Pessoalmente nunca conheci ninguém que tivesse cometido este ato. Conheço quem mate e quem se vá matando ao longo da vida... De outras formas, continuando a respirar, a comer, a acordar...  Mas não quem tenha a cobardia de o fazer fisicamente.

De suicidas só escutei histórias. Ora mais próximas, ora mais distantes. Um homem que perdeu um filho, um desconhecido que se atirou na linha do comboio, alguém que saltou pela janela ou de uma ponte. 


Contudo, a pesar da dúvida, duas coisas parecem-me claras. A primeira e a mais importante é que a responsabilidade é de TODOS e ao mesmo tempo, do indivíduo. E quando digo todos, digo mesmo todos... eu, tu, quem nunca o conheceu e quem lá na primeira-classe o chamou de gordo caixa de óculos ou quem apenas ontem esbarrou na rua com a pessoa e mandou-o olhar por onde anda,"ó palerma". Nós todos, como sociedade, temos uma parcela de responsabilidade. Porque bastaria um gesto, uma palavra, uma casualidade, e o desfecho podia ter sido outro. 

Ao mesmo tempo e no final de contas, não se pode carregar essa culpa sozinho. No derradeiro caso, a escolha foi do indivíduo. A decisão só ele a poderia tomar. 

Há coisas opostas que são possíveis ao mesmo tempo. Esta é uma delas. A responsabilidade é de todos e de ninguém. 


Mas aflige-me, por exemplo, a insensibilidade diante de uma notícia de um ato suicida. A primeira vez que isso me incomodou foi há uns 15 anos, quando uma figura conhecida optou por esse ato. Estava numa empresa onde apareceram umas pessoas que diziam tê-lo conhecido. E para meu espanto, começaram a dizer que ele era «esquisito» e «não se perdia grande coisa». Transformaram o assunto em comédia e até fizeram umas piadas. Não dei a transparecer o meu horror mas aquelas pessoas achei-as insensíveis e más.


Depois no ano seguinte ou quase, uma colega contou-me que tinha existido um suicida na linha de comboio e tratou o caso assim:


E por isto digo que somos todos coletivamente responsáveis. A indiferença ou o descaso contribui para tal. Acho que se não se tiver nada a dizer sobre o assunto, então que não se diga parvoíces. A pesar de tudo, sempre é uma vida. E a vida de desconhecidos não devia valer menos que a nossa. 

Concluí que jamais ia cometer esse ato. Porquê? Porque revoltei-me com a maldade em si. Parece que há quem torça pelas tragédias e as vai alimentando. Só para depois poder dizer: "eu conheci fulano! Que horror! Quem diria?" e depois levantarem mil razões que acham ter servido de motivo. "Oh, estava desempregado. Oh, estava doente! Oh, não batia bem da cabeça!".

Mas sabem uma coisa? Jamais podemos dizer «desta água não beberei». A vida é longa, sofrida e reserva dissabores - isso é garantido. Não há nada que nos distinga dos que cometeram suicídio. Qualquer um de nós pode ver-se numa situação ou num momento em que tal lhe passa pela cabeça e tem o impulso. Vindo este a ser infeliz/feliz e concretizar-se. Mas também pode dar-se uma hesitação e o acto não se concretizar.

Ainda bem que este não é um país de cidadãos extremamente armados ou muitos encontrariam uma via rápida num momento de aflição.

Já escrevi demais.
O que pensam deste assunto? Já reflectiram nele?
Viveram de perto esta realidade?

terça-feira, 22 de março de 2016

As hormonas masculinas são f**d-das!


Acendi a televisão e fui parar ao final de um programa sobre uma mudança de sexo.

Estão a entrevistar o tipo que fez a mudança junto com a namorada e perguntam a esta como foi para ela. Esta responde que se sente uma sobrevivente. O tipo não gostou. E conta que ela é uma ex-alcóolatra. E a miúda responde: "Sim, estou sóbria agora, mas não estive durante a faculdade". E o tipo responde: "Não é fácil passar pelo alcoolismo e por uma mudança de sexo".

Eu pensei cá com os meus botões: "És um sacana".

Noutro dia assisti a um ténue episódio de bulling doméstico. Da mulher para o homem. E comecei a reflectir sobre as expressões "todos os homens que valem a pena estão casados" e "eles não sabem escolher as que valem a pena".

E concluí que ambas são verdadeiras. Os melhores homens estão, realmente, casados. E a maioria, infelizmente, com mulheres que lhes infernizam a vida mas que eles cegamente, idolatram. O oposto também acontece (não se atraíssem os opostos) e mulheres doces e compreensíveis que se casam, acabam com homens violentos e manipuladores. Temos então assim algo que nunca vai resultar. Mulheres boas solteiras, homens bons casados. Mulheres egoístas casadas, homens maus solteiros...

E a responsabilidade é de ambos os sexos, que quando sabem o que querem, vão procurá-lo nos recipientes errados e se iludem consigo mesmos e com a outra pessoa. Bem sei que há excepções, felizmente alguns, acertam-se, se não à primeira, pelo menos ao fim de algumas tentativas. Mas no geral, dou como corretas as expressões. 

Voltando à mudança de sexo, acabei por constatar que até um homem que nasceu mulher prefere ser um homem sacana. Fazem a mudança de sexo mas parece que o que querem absorver do sexo que lhes foi fisicamente oposto é a canalhice. Tudo o que é de «macho», feio, porco e mau...

Noutra ocasião assisti a um outro programa nacional onde um concorrente também tinha realizado uma mudança de sexo de mulher para homem. Mas o que assisti sobre o carácter do indivíduo, não apreciei. Preconceito para com a mudança de sexo não me pareceu que tenha existido, nem vindo do público nem dos colegas. Curiosidade sim, mas ataques, descriminação e maledicência, nem por isso. Mas convém «alimentar» as excepções à regra, para que o indivíduo possa manter-se com um certo estatuto de quem é especial, como se isso legitimasse todas as suas atitudes menos corretas.  

Penso que nada deve servir de pretexto e ser usado como carta branca para não se ser julgado pelos nossos actos. Nem mudanças de sexo, nem opção sexual, nem doença grave e quase fatal. Somos todos indivíduos, façamos parte de que género for. O que nos distingue não é esta carcaça que carregamos, mas quem somos. E isso, se não me agrada, pouca diferença faz os «traumas» que a sociedade reconhece como legítimos e desculpáveis. 

Como sociedade, é um erro as pessoas «passarem a mão» a casos distintos, quando se devia recohecê-los mas atribuir trato igual. Além de dar amor e entendimento, educar é saber recriminar quando necessário. Provavelmente indivíduos com problemas de identidade de género, ao crescerem e durante a formação da sua personalidade, podem ser exageradamente reforçados com noções de que devem gostar das pessoas que o entendem e o resto não interessa, etc. Aumentando assim a distância entre o esclarecimento e o entendimento com o mundo. Contribuindo assim para que um indivíduo a crescer com alguns problemas de identidade se sinta por direito com legitimidade para descriminar e agredir (porque se sente agredido), para fingir, para ser injusto e por vezes cruel com o semelhante porque ele, que é o que é, passou pelo que passou...

Ao se individualizarem podem correr o risco de se «desumanizarem» ou se colocarem num patamar tão à parte que se tornam particularmente egocêntricos. 

A sociedade simpatiza com o «desgraçado». Tende a imaginar a angústia que passou na vida, se compadece e até se torna, inicialmente, defensora e se auto proclama admiradora de indivíduos com determinadas «desgraças». Mas se essa pessoa «desgraçada» revela ter um carácter que deixa a desejar, penso que não vai ser aquilo pelo que passou que lhe confere um estatuto irrepreensível. 

De volta ao programa na TV, o tipo que mudou de sexo é mais uma vez entrevistado e nota-se que tem consciência do que são os media e sabe a imagem que quer passar. "Estou feliz e a vida nunca foi tão fácil". Tornando a mudança de sexo assim, uma coisa ligeira, normal, pouco relevante. O repórter de seguida pergunta: "O que é que a sua mãe pensa disso?". Milésimos de segundos apenas de uma hesitação com um olhar semi-fulminante, que relembra o descontentamento de meterem a "mãe" na conversa e o tipo responde, recuperando o sorriso braqueado: "Isso terá de perguntar a ela" - abrindo mais o sorriso.

A cena passa para a festa de comemoração. Amigos se reúnem num apartamento, o bolo que mandaram fazer faz lembrar um ritual canibalístico pois é um torço masculino, divertem-se, riem e chega o momento do discurso.

Novamente a habilidade, a capacidade de dizer aquilo que sabe que cai bem e é o que se espera ouvir. No discurso não esquece de agradecer à namorada porque sabe que "não é fácil lidar com uma mudança de sexo". Pois. - pensei. Não é fácil mas quando lhe perguntaram como foi para ela não a deixaste acabar o raciocínio e apressaste-te a expô-la como ex-alcóolatra. O que revela um carácter manipulador que gosta de diminuir a pessoa ao lado. Como que a compensar-se por não ser o único com um esqueleto no armário... 

Então voltei às minhas reflexões e concluí que o gene masculino é mesmo lixado! Venha de que direcção vier, «macho» que é «macho»... é macho....

Nota: voltei a acender a TV e fiquei chocada com o que ouvi sobre a vida privada de Einstein.  Fica para outro post. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Ainda sobre o dia do Pai - no facebook

O que reparei neste dia de pai que se celebrou no dia 18?
As redes sociais ficaram cheias de fotografias... de pais. Pais expostos pelas esposas, que, tendo filhos menores ou maiorzinhos, decidem comunicar ao mundo que ele é pai. E não um qualquer, mas o delas, o seu, o melhor.

Depois foi com algum espanto que observei também muitas publicações em que o tom foi mais negativo. Frases como "Parabéns a todos os pais que o sabem ser" ou "Gerar filhos é fácil, ser pai é que não é para qualquer um!" - publicado por um homem que, desta forma, dá a entender que está do lado dos "bons" ao mesmo tempo que está a passar um juízo de valor sobre os restantes. E depois ainda tem as divorciadas/separadas ou o que for, que também decidem deixar uma farpa. Oh! As heroínas!


Exemplo 
Bom, talvez seja eu que sou retrógrada. Mas garanto-vos: Não gostei de nenhuma destas mensagens e dizeres. Tudo bem, todos nós sabemos: tanto homens como mulheres há os que não cumprem o seu papel nada bem. Mas porra! É o dia deles. Custa deixá-lo passar sem virem com moralidades?


sábado, 19 de março de 2016

A lembrança para o Dia do Pai

Nunca deixei passar um dia como o de hoje sem dar os parabéns ao respectivo progenitor :) Procuro também oferecer algo, apenas um gesto simbólico de apreciação e carinho. 

Mas quase todos os anos deixo esta tarefa para a véspera. E ontem não foi fácil. Até porque não é fácil presentear um homem que, se abrirmos umas tantas páginas de revistas com sugestões de presentes para o dia do pai, a probabilidade de nenhum se adequar a ele é quase sempre de 100%. 

Nem a lembrança de uma caixa de bonbons de chocolate me salvou. O supermercado onde fui não os tinha, só tabletes, muitos ovos e muitas amêndoas. 

De mãos a abanar, pela primeira vez... E foi então que, de madrugada, tive uma ideia, que coloquei em prática. Para alguma coisa têm de servir as redes sociais. E meu pai até aprecia andar pela internet, para ler notícias e debater desporto. Mas também para recordar o passado. Então... ofereci uma Meme.

E o que é isso de uma meme? São aquelas imagens com dizeres com letras garrafais brancas. Normalmente são humorísticas. O resultado ficou espetacular! Adorei. E ele também.



Exemplos de Memes

a BELEZA de um dia de chuva

Saí para a rua naquele que prometia ser um dia invernoso de intensa chuva. Espreitei o tempo pela janela e vi o céu cinzento de nuvens. Estava a chover. No entanto senti que aquele dia estava lindo. A vontade de ir ao seu encontro foi maior que o que as nuvens prometiam.

E então, após o almoço lá fui...
E assim apareceu o sol, o dia tornou-se luminoso, radiante e, embora ainda chuvoso, mal se deu pelos pingos de chuva.

Foi então que os avistei tão bonitos... aos pingos da chuva. Munida com o meu recém-recuperado smartphone, procurei registar algo fantástico, que estava por todo o lado: a primavera a brotar entre o inverno







FELIZ DIA DO PAI!

sexta-feira, 18 de março de 2016

Cartomância, videncia e afins

Fui parar a um site de cartomancia gratuita. Por curiosidade e pesando bem as coisas, decidi preencher o formulário, de modo a obter a dita-cuja. Concluída a tarefa surge de seguida a informação: "confirme já no seu email o link que lhe enviamos" e surgem os logotipos de três serviços de email - certamente para facilitar o acesso.


Vai que já tinha o email aberto pelo que não carreguei no supostamente inofensivo link. Não recebi qualquer contacto. Acho que isso só acontecia se carregasse naquele link. Hoje em dia sabe-se lá o no que nos podemos meter com um simples pressionar de um botão.

Alguma coisa aquele site precisava ganhar com aquilo - e não eram apenas os dados. Julgo que algo ia acontecer ao carregar no link. Provavelmente me conduziria a uma "página não encontrada" ou até mesmo ao próprio login do email. Mas o que viria junto é que não se sabe! Spyware, virus...

Aquele site era bogus. Era treta.
Mas muita vez me interrogo onde andarão as pessoas que realmente têm uma sensibilidade maior para sentir as energias dos outros. 


Esqueço isto e saio do google crome para outro servidor de internet. Entro no facebook. Subitamente reparo, no separador ao lado, uma publicidade a um «espaço holístico» que promete tudo e mais alguma coisa.

E fico a pensar no quanto as palavras-chave inseridas nos motores de busca, o próprio percurso de links que seguimos na internet vai informar à velocidade relâmpago todos os «parceiros» na internet. É que estava noutro servidor... fui para outro e a pesquisa que fiz num, surge em publicidade no outro.

Por vezes sei o que outras pessoas pesquisaram na minha ausência, porque reparo nas publicidades e sei que são temas de seu interesse.

A internet tem pouco de privado. Ainda bem que ainda se pode ter alguma ilusão de privacidade. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

O que eles realmente querem?

Para quê serve o Centro de Emprego?

Há uns dias enviaram-me uma carta para responder no prazo de 10 dias. Caso contrário, anulariam a inscrição. Agora enviaram outra carta. Para comparecer dia X num determinado local, caso contrário anulam a inscrição e ainda impedem a re-inscrição durante três meses.

E eu pergunto a quem me lê: o que querem eles?

a) Encaminhar o desempregado para uma situação de empregabilidade.
b) Retirar o desempregado das estatísticas de desempregados no país.