sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Atrocidades por este mundo

Uma realidade que está longe de nós (?), mas que existe.  :(


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Kosovo, Palestina, Serra Leoa, Sudão, Darfur, Libéria, Uganda, Sérvia, Croácia, Arménia, Síria, Bósnia, Timor-Leste, Tibete, Iraque... nada trava o genocídio

Os maiores da história
(dizem os entendidos)

DEFINIÇÃO
"Crime praticado contra a humanidade, consiste na eliminação sistemática de pessoas tendo como principal motivação as diferenças de nacionalidade, etnia e religião. Quer seja pela destruição directa (Holocausto) ou através de condições de vida insuportáveis

Pensem nesta última parte. Uma forma de genocídio pode ser silenciosa e passar despercebido ao ser facilitado pelas imposições económicas de grandes cooperações e poderes económicos, que devastam regiões privando-as do seu principal sustento e remetem o seu povo para uma miserável existência onde a morte é o destino.

E aqui temos outros exemplos: Índia, México... Ch...   

:(

Os "desconhecidos" ou pouco falados 
na comunidade internacional:

Falun Gong 
(prática espiritual chinesa com perseguição governamental iniciada na década de 90)

Com vídeo (a não perder) : China Uncensored part 1part 2
Sem vídeo
petição e outras informações
Ocultação

domingo, 23 de setembro de 2012

O quadro

Estava a olhar para um quadro feito por mim e lembrei de outros tantos parecidos que criei para oferecer à família. Depois surgiu-me uma lembrança: tive um tio pintor. Quase nada sei dele. E se não fossem pelos quadros, talvez nada existisse que provasse/lembrasse a sua existência/passagem por este mundo. Estou mesmo a ver que um dia, também eu não serei nada nem ninguém na memória dos que cá andam. De mim só sobreviverá o que de material criei.


sábado, 22 de setembro de 2012

A agenda de telefones

A agenda de telefones lá de casa é velhinha, tem alguns anos mas é lá que estão os números de telefone de muitos conhecidos. Um dia fui buscá-la para encontrar um contacto e começo a folhear, folhear  (porque além da «velhice» outra característica da agenda é que nem tudo surge apontado na ordem alfabética) e vou lendo os nomes. De pessoas com quem já não lidamos, de muitos que se sabem perdidos por terem falecido e que simplesmente levaram com um traço por cima, de instituições, consultórios médicos e ex-empregos que já não servem a ninguém...

Marquei o número que queria, esperando ter a sorte de estar correcto e da pessoa não o ter alterado ou dispensado. Chamou, chamou, mas ninguém atendeu. E desliguei o telefone com um só pensamento: espero não ter de lhe colocar um traço por cima!

:)


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O que mais queres na vida?


Não sei se se lembram mas «antigamente» quando alguém nos perguntava o que mais queríamos na vida, ficava mal dizer “quero ser feliz”. Parecia que isso seria uma admissão que não o éramos e essa exposição de fragilidade não era recomendável, pelo menos na adolescência. Ia gerar comentários do tipo: «Ahahah», «porquê? Não és?», «Tens algum problema?» e a temível: «O que se passa?».

Mas a internet veio mudar tudo isso. Quem não sabe do que estou a falar não vai saber entender. Só passou a ser aceitável assumir assim os sentimentos mais secretos e íntimos quando a blogosfera os tornou públicos em massa e depois vieram os blogues.

Não que não se pudesse dizer que se queria estar em paz, em sossego ou mesmo em felicidade mas não como resposta à pergunta directa e frontalO que mais desejas na tua vida”? A esta o habitual era mencionar os desejos materiais. Ninguém te ia aborrecer se a resposta fosse algo do género “quero comprar um carro”, “ter uma casa”, “casar” etc. Mas jamais «ser feliz». Era um pouco TABU.

Então das vezes que me atiraram com essa pergunta à cara, assim de froche, respondi qualquer outra coisa com um sorriso aparentemente normal nos lábios. Também posso ocasionalmente ter desconversado («sei lá») e minimizado a importância da pergunta e da resposta, recorrendo à ironia e brincadeira. A verdade é que, nem por uma única vez, disse o que realmente mais importância tinha para mim. A resposta sempre foi «SER FELIZ».

E enquanto a pessoa ia de rosto em rosto fazer a mesma pergunta, ninguém ousava responder: «ser feliz». Vinham os carros, as casas, o dinheiro, os bens materiais e as ambições profissionais e económicas, mas jamais esta que, para mim, é a verdadeira e imutável ambição.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Onde estavas no dia 11 de Setembro?


Lembro-me perfeitamente do que estava a ser para mim o dia 11 de Setembro de 2001 e como fiquei a saber o que estava a acontecer nas duas torres World Trade Center. Foi a primeira coisa que me gritaram quando entrei em casa: "Sabes o que aconteceu? Dois aviões bateram nas torres gémeas em Nova Iorque. Anda cá ver. É a sério, está a dar na televisão".

De início nem entendi sobre o quê estavam a falar. Perante a insistência e o relato do pouco que se sabia que havia acontecido, lá olhei para a televisão e a imagem que aparece é a de uma torre em chamas, com muito fumo.

Não parecia real e demorou a assimilar. Parecia uma cena tirada de um dos muitos filmes-catástrofe americanos. Parei a respiração ao ver aquilo e fiquei mais triste. Qualquer tragédia que resulta na perda de vidas humanas é triste e lamentável em qualquer parte do mundo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Experiências num TAXI




Não aprecio andar de Taxi. Não consigo sentir-me à vontade e das poucas vezes em que o fiz, o motorista mostrou pouca ou nenhuma simpatia.

Uma das primeiras vezes foi numa mudança de casa, em que foi preciso levar até a TV... o tipo ficou chateado porque não gostou da distância do percurso e começou a dizer que tinha de cobrar mais e que fazia um favor...


Da segunda vez foi do aeroporto para casa e o mesmo aconteceu. O taxista foi muito resmungão e reclamou bastante, deixando cair pesadamente as mãos no volante, dizendo que os taxis do aeroporto não servem para fazer curtas distâncias e que o estava a fazer perder outros clientes.

Da terceira e mais longa distância, o taxista perguntou-me se conhecia a morada e ao ouvir um "não" de minha parte, «enganou-se» no caminho que queria seguir e escolheu o trajecto
que até eu que não conhecia a morada mas conhecia aquele traço de estrada, sabia que era o PIOR caminho para se escolher. ELE, taxista, NÃO SABIA, e por isso o taxímetro continuou a contar enquanto eu impacientemente esperei que a viatura se livrasse dos semáforos vermelhos que abriram e fecharam três vezes antes de os conseguir-mos passar. Ter feito o que restava do percurso a PÉ teria sido mais rápido e económico.
Passados os semáforos, o taxi faz uma curva e chega ao destino. O caminho que ele não escolheu, não tinha semáforos...

Mais recentemente com duas crianças para uma ida ao cinema, o taxista não disse uma palavra e chegados ao destino diz apenas o valor que o taxímetro marca. Entrego-lhe o dinheiro e ele o troco, com menos 0.5 cêntimos. Há saída uma das crianças murmurou o que achei que só eu tinha percebido: "o homem do taxi ficou com 5 cêntimos para ele" - afirmou genuinamente surpreendida.


Ainda que pretendesse arredondar o valor, o facto de ter sido o taxista a fazê-lo de livre vontade não abona a favor da integridade na profissão de motorista de taxi. Ainda que se esteja a falar apenas de 5 cêntimos, acontece que foi exactamente esse o valor que me faltou na bilheteira do cinema para completar o pagamento! É para que se veja que 5 cêntimos é um valor baixo, mas pode fazer a diferença.


Quanto aos motoristas de taxi, de facto não guardo as melhores das impressões por aqueles poucos que me calharam e não aprecio mesmo recorrer a um taxi para me deslocar. A atmosfera é demasiado intimista e a proximidade pode virar constrangimento em certos momentos, especialmente se existir um silêncio incómodo. Quando em comparação com o autocarro, o taxi perde por não poder facultar uma atmosfera de abstracção e distanciamento.

O curioso em todas estas situações que relatei, é que a todos estes taxistas resmungões e aldrabões acabei por dar gorjeta de 2 euros. Porque o fiz? Ainda não sei... talvez para que lhes pese na consciência e talvez porque era a última vez que a eles ia recorrer.

Para me compensar deste desalento, numa ocasião apanhei um taxi e o motorista foi muito prestativo. A distância, essa, era bem considerável, tendo no final pago uma corrida de cerca de 30 euros. Por isso não posso dizer se uma coisa está relacionada com a outra mas a verdade é que acabei por recorrer aos serviços deste taxista mais vezes, recomendei-o a outras pessoas e simpatizei com ele. Mostrou-se sempre simpático e cumprimentava-me ao me ver passar. Foi tão marcante que disse a mim mesma que, se um dia viesse a ganhar o prémio do euromilhões ia dar 100 euros àquela pessoa, só por ter sido prestativo como foi. O engraçado é que umas semanas depois recebi um outro gesto de grande prestatividade de um outro motorista de autocarro e graças a este, decidi fazer uma aposta. Os números que escolhi saíram no sorteio, mas na azáfama do trabalho havia deixado o boletim semi-preenchido em casa. É irónico mas ainda espero ter novamente esta oportunidade, pois caso ganhasse um grande prémio tenho a certeza que ia fazer questão de retribuir.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SUBMARINOS



Mas para quê precisámos nós de DOIS submarinos??
Já na altura (2008) não entendi mas agora que o caso foi arquivado e ainda por cima devido à sonegação de documentos, a coisa faz-me mais espécie.


Mas para quê precisa ou alguma vez precisou PORTUGAL de DOIS SUBMARINOS?? Já tinha os que bastassem! Adquirir duas latas para enferrujar no oceano, que além de um custo ABSURDO para um país pequeno e endividado (mais de 1000 milhões de euros) é também uma compra de problemas com despesas e manutenção elevadíssimas??

Na altura entristeceu-me e ficou como uma espinha presa na garganta. E agora esta arranha ainda mais, quando como "povo" penso nos MILHARES gastos nesse supositório marítimo de sucata velha... Anda o governo a cortar nos pequenos, nos pobres, a criar leis pouco felizes para o país e a fazer listas negras das famílias que falharem o pagamento de uma mensalidade de gás ou electricidade e nisto pergunto: E os GRAÚDOS, PÁ???

Em vez de se preocuparem com 5 ou 75 euros, troquitos no total, que tal preocupem-se antes com 5 ou 75 MILHÕES?? Comprar submarinos para alimentar o quê?? Até os EUA abandonaram o programa espacial porque sabem que os milhares fazem falta e são melhores empregues noutros sectores. Submarinos de metal para "passear" no mar ou naves espaciais de metal para "passear" na estratosfera... tudo a mesma coisa.

E parem de privatizar, estão a vender até a mãe! Até uma criança entende este principio básico: se um GOVERNO começa a VENDER todos os bens que possuí,  fica sem nada!!  
Lá foi agora o Pavilhão Atlântico (Parque Nações, Lisboa), tudo o que houver é atirado à lenha...  Decerto nem será o bem mais valioso a ir para a fogueira mas fala-se em privatizar a TAP (serviço transporte aéreo) e isso já é outra coisa... Isso... vendam-se!! A China  já tem uma cota-parte da nossa dívida, já nos "invadiu" faz mais de 10 anos com as suas lojinhas de artigos rascas que tiraram negócio a muitas outras nacionais...  (e que tal ir atrás destes a ver se registam as vendas, coisa que nunca vi uma loja chinesa fazer e ver se não fazem fuga de impostos??) O que por aí se mantém é feito na China ou noutro país qualquer que EXPLORA crianças e miseráveis... ESTE não é o RUMO no qual queria ver o meu lindo PORTUGAL.


Decerto que não sou só eu que sabe que nasceu num país maravilhoso. Já Camões O sabia e O celebrizou em verso em 10 poéticos e estonteantes cantos, Tomás Ribeiro dedicou-Lhe um inspirado poema onde O dizia um jardim à beira-mar plantado... Os estrangeiros que cá vivem depressa Lhe reconhecem as características ÚNICAS e cada vez mais raras desta proximidade de vida, deste saber... PAREM DE VENDER PORTUGAL AOS LOTES!!!

A JUSTIÇA dos homens pode ser estupidamente ineficaz, mas a de DEUS nunca fecha os olhos... Estes submarinos, se razão houver, ainda vão servir de supositório a quem de direito!

Governantes, ganhem brio. Tomem tento, sacrifiquem-se pelo país ao ponto de lhes darem sangue se a isso for... Não é para ficar parado no tempo, é para manter a IDENTIDADE e a LIBERDADE. Este país e este povo tem uma identidade que aos poucos parece estar a ser roubada por uma comunidade internacional... Se nos COMPRAREM, não seremos nada nem ninguém. Seremos uma miragem no deserto, um povo conquistado que mantém o lugar mas já não reina porque não é reino...

Tomem tento nestas palavras:

Heróis do Mar, 
Nobre POVO,
NAÇÃO valente 
E imortal...

Levantai HOJE de novo 
o ESPLENDOR de PORTUGAL!


(ver versão completa neste link PT-UK)

Pelas brumas...  
da memória...
Ó PÁTRIA, sente-se a voz,
Dos teus egrégios avós
que há de guiar-te à vitória.

Ás armas! Ás armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Ás armas! Ás armas!
Pela PÁTRIA lutar!
Contra os canhões, marchar, marchar!



BRUTAL!!!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Degelo da Gronelândia, uma catástrofe?

Vou partilhar convosco um dos meus maiores "sonhos" que gostava de realizar ainda com alguma juventude: conhecer o Ártico e o Antárctico, o polo Norte e o polo Sul. Estas ou qualquer outras regiões onde o gelo seja praticamente o único protagonista da paisagem. Deve ser catártico, pacífico.... 

Sinto-me de luto quando leio notícias devastadoras como o recente degelo da Gronelândia que, em apenas QUATRO dias perdeu 97% de tudo o que lá existia!!!! Não sentem o mesmo? Uma perda desmesurável, um incómodo de luto, algo assim que assusta muito e deixa-nos preocupados? 

Imagens-satélite da NASA, captadas nos dias 8 e 12 de Julho, altura de Verão na região.
Um fenómeno de degelo até então nunca antes observado.
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E no dia 16 de Julho o glaciar de Petermann, na Gronelândia soltou uma ilha de gelo duas vezes maior que a cidade de Lisboa. São 120Km2 de gelo que fica à deriva no oceano ameaçando as rotas marítimas do Atlântico Norte.
Imagem satélite do momento da separação do glaciar Petermann

Quando era mais nova e sabia que ia gostar de visitar um lugar assim, pensei sempre que teria tempo, porque para sempre o gelo ia continuar a estar onde sempre tem estado: nos pólos. Mas em apenas uns dias, uma catástrofe destas parece deixar uma mensagem muito clara sobre a forma como tomamos tudo por garantido. Em apenas meia-vida ou 2 dezenas de anos, aquilo que sempre lá esteve está a deixar de estar e se não me apressar não restará NADA para ser visto.

(Video of an icebergue breaking appart.  Ps: no, that is not "pretty cool") .
Até me informei sobre as recentes expedições turísticas à Antárctica, local onde cada vez mais se tenta levar turistas. Porque só assim, não é? Os preços vão de uns mínimos 15000€ a 35000€, por baixo, por alguns 6 ou 7 dias, em que as roupas e tudo o demais que suponho necessário para aguentar temperaturas muito abaixo de zero não estão incluídas no preço, como é óbvio. E estudei alternativas. Graças ao canal de tv myZen, que me mostrou o Pepito Moreno Glaciar, na Argentina (que julgava calorosa), na região da Patagónia, percebi que se calhar este "sonho" pode realizar-se em outra escala, de outra forma... até um dia, quem sabe, chegar aos pólos. O problema de algumas regiões onde se podem observar belos glaciares é que existem conflitos e guerrilha, uma ameaça de instabilidade ou pobreza social que não tão poucas vezes como gostaríamos de julgar, conduzem a raptos de estrangeiros e assassinatos. No parque Nacional dos Glaciares, onde entre outros se encontra o "Pepito", julgo que é possível fazer escalada no gelo, fazem-se passeios (trekking) pelo glaciar, pelo interior de seus túneis naturais, pesca desportiva e passeios de barco (apinhados de turistas). .
(Glaciar Pepito Moreno)