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sábado, 15 de dezembro de 2018
To be or not to be...
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FOLLOWERS AND DEFENDERS: You have to make money young.
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terça-feira, 28 de agosto de 2018
Trivialidades sociais
A internet avisa-me que a mãe de Cristiano Ronaldo fez um transplante. Foi a palavra TRANSPLANTE que primeiro chamou a atenção. Pareceu grave. Mas afinal foi uma intervenção estética no rosto, segundo o Jornal da Madeira, cujo título dado à notícia surge num misto de "quero dar a entender que escrevo num português erudito" misturado com falta de objectividade e muito amadorismo.
Conteúdo útil? Nenhum dos links que visitei a dar a mesma notícia tinha qualquer conteúdo, quanto mais de utilidade.
Todos fizeram referência que foi algo que ela partilhou nas redes sociais, junto com uma foto e um agradecimento à clínica que providenciou as suas nova... sobrancelhas. Sim, porque o procedimento estético ao "rosto" afinal, foi transplante às sobrancelhas.
Quando entendi isso decidi ler a notícia por pensar que ia encontrar algo útil, como saber como se procede um transplante de sobracelhas no sentido de descobrir de onde vem a FONTE dadora. Sobrancelhas, que eu saiba, não são plantadas em vaso. Então, de onde vêm? Seria ÚTIL, verdadeiramente útil se a comunicação social que transforma este tipo de coisa em notícia, aproveitasse a deixa para explicar um procedimento estético. Ainda que fosse em troca de patrocínio! Ao menos seria algo ÚTIL, não uma FUTILIDADE.
Que eu tenha conhecimento - mas posso estar equivocada, nenhum transplante fulicular pode acontecer entre indivíduos diferentes. Portanto, a palavra "transplante" tem um sentido bem diferente daquele dado a outros tipos de transplantes, como o de órgãos. Este tipo de transplante, tem sempre de ser de alguém para outro alguém, e existir compatibilidade.
Nos procedimentos estéticos, o "transplante" nunca é de fora para dentro, nunca vem de um dador externo para um outro indivíduo. É no próprio corpo que têm de ser colectados os elementos "transplantados". Queria entender isso e esperava que a futilidade da notícia, ao ser divulgada, servisse esse propósito INFORMATIVO.
Mas qual quê. Tenho a leve impressão que têm de remover cabelo para colocar no lugar da sobrancelha. Mas como o pêlo cresce diferente e tem cumprimentos diferentes, pode sair algo inspirado num Frankenstein.
Mas posso estar equivocada e já terem surgido outros métodos que permitem que o pêlo transplantado não tenha de ser aparado e consiga ter a mesma curvatura e direcção de crescimento que os originais. O que sei é que esta "notícia" não trouxe qualquer esclarecimento. E nem sei porquê as clínicas se oferecem para fazer estes procedimentos. Vou ousar dizer que a Dolores não pagou pelo procedimento e fê-lo de graça, em troca de mencionar o nome da clínica. Se pagou por ele, muito bem. Mas se aproveitou a fama para fazer isto à borla, é algo que só é possível porque as clínicas e as empresas são burras e pensam que a divulgação do seu nome através de uma figura pública lhes vai trazer mais rendimentos do que apresentar a conta no final dos serviços prestados.
Talvez antigamente... quando essa "publicidade" vinha acompanhada de uma discrição do procedimento, o nome do médico cirurgião e toda uma enjoativa publicidade disfarçada de notícia.
Não sinto falta dessas...
Mas sinto falta de informação.
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Falta de noção com falta de moral
Isto aconteceu comigo à pouco e achei que era um bom assunto para trazer até o blogue.
(mesmo existindo uma hipótese de exposição)
(mesmo existindo uma hipótese de exposição)
Estava a sair da estação do metro (quase meia-noite) rumo à paragem de autocarro. Nisto escuto a música ambiente bastante alta.
«Há noite o metro vira uma discoteca!» - pensei a ironizar.
«Podia já fazer-se uma festa aqui» - acrescentei.
E como quase sempre acontece quando me deparo com uma situação caricata, "saco" do telemóvel na intenção de registar o insólito.
E como quase sempre acontece, quando se tem algo mesmo «giro» que se quer registar, o telemóvel está a perder a bateria e o armazenamento atingiu o limite :)
Pela altura em que consigo chegar à camara, carregar no botão e ver aquilo reagir ao comando, já a música tinha chegado ao fim. Quando regressou, como temi, veio um pouco menos alta. E manteve-se assim, oscilando entre o baixo e o alto, mas não aos berros como estava quando me surpreendi com o inusitado. Fiquei a pensar quem é que estava responsável pela sonoridade da estação e se estavam a pensar se divertir naquela noite, quanto todos tivessem ido embora...
Há medida em que fui avaçando, fui percebendo que outra música ambiente da estação estava a tocar no fundo. Muito ténue, quase imperceptível. Existiam então DUAS fontes de som ambiente? Estranho. Nunca percebi tal situação. Observei ao redor enquanto me dirigia para a saída da estação, a tentar perceber se estavam em reparações ou a fazer testes. Nada percebi nenhum indício. Mas era distinto a presença da música alta com a ténue e discreta. DUAS fontes de música inundavam o mesmo espaço público.
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Saio então da estação e, cá fora, na rua, após sair do elevador que me isolou do subterrâneo musical, os ouvidos foram novamente surpreendidos pelo mesmo volume de decibéis exageradamente elevados. De onde vinha a música? De um aparelho transportado a tiracolo por um rapaz. Deve ser aquilo a que chamam boombox. Em termos sonoros é o equivalente às colunas de som stereo daqueles automóveis mais irritantes, que quando param num semáforo com a música aos altos-berros, só dá é nos nervos de quem está em casa a tentar se concentrar numa qualquer tarefa. Só que, desta feita, fizeram-nas portáteis para humanos.
O rapaz também se dirigia à paragem. Onde já se encontrava um outro. Este também estava a escutar música, mas usava phones nos ouvidos. Daqueles que não deixam transbordar ruído para fora (esses são um atentado!). Este rapaz, que já se encontrava ali, teve de se afastar. Certamente para não se sentir incomodado. Afinal, se já estava a escutar música - certamente da sua preferência, não tinha porquê ter de ser sujeito a escutar outra, que não podia escolher se queria ouvir ou não.
Eu fiquei curiosa e quis registar o inusitado. Mas com o telemóvel a dar as últimas, fiquei ali a tentar apagar cenas que ocupam espaço para ver se apanhava um pouco daquela curiosidade. Discretamente, ou tentando ser discreta. Gosto de registar, mas não torno público coisas que, mesmo sendo feitas em lugares públicos, possam afetar a identidade de terceiros. Quem me conhece daqui sabe o que penso a respeito dos direitos de cada um.
E por isso mesmo tive o ímpeto de chegar perto do rapaz e lhe perguntar: "O que te faz pensar que não faz mal impores assim a música às outras pessoas?".
Sério... tive curiosidade. Inclusive dirigi até o rapaz, que por esta altura conseguiu a proeza (imagine-se como) de ter o banco da paragem exclusivo para seu usufruto. Nem eu, que pretendia aguardar a chegada do autocarro ali sentada, nem o outro rapaz, ficámos por perto. Tanto ele como eu nos afastámos um tanto. Os décibeis eram realmente altos. Tenho a certeza que se faziam ouvir nitidamente nas habitações dos prédios à volta. Aquela música podia ser escutada nos arredores e num raio enorme de alcance. Cada uma das pessoas já em suas casas, dentro daqueles apartamentos, nos prédios de 10 andares, três ou quatro fogos cada, mais de duas centenas de áreas de habitação, cada qual com o seu número variável de ocupantes - todos podiam escutar a música.
O que justifica a minha curiosidade. Queria mesmo saber o que fazia o indivíduo achar que fazia bem ouvir música assim. Alta, àquela hora da noite - quase meia-noite.
O indivíduo até me pareceu que podia ser boa gente - embora com falta de respeito e provocador. Sorriu, percebeu que os restantes se afastavam e até aumento mais ainda o volume da música por causa disso. De alta passou a altíssima. E ficou ali, senhor e rei do espaço, sentado ao centro do banco que dá para três se sentarem, de pernas ligeiramente abertas, mãos nos bolsos, por onde controlava o volume da maquineta. De vez em vez, olhava para nós - que nos afastámos.
Olho no seu rosto, ele olha no meu. Avanço dois passos na sua direcção para lhe perguntar o que o faz pensar que está bem ouvir música assim, e fazer todos ouvi-la também. Mas opto por recuar, abanando a cabeça e esboçando um sorriso intrigado, mas não crítico. Quero é registar o inusitado - sem com isso pretender incomodar o indivíduo - mesmo este estando a incomodar todos.
Ocorreu-me até pergunta-lhe se o podia filmar um pouco - só para registar a situação. A pesar de ele estar num local público e não ser proibido recolher imagens em sítios que são para usufruto de todos e pertencem aos cidadãos no geral. É uma questão de ética pessoal. Mas ia pensar nisso assim que conseguisse por o telemóvel a funcionar. Tive até de o re-iniciar, porque é tão velho que fica "cansado" e reage com lerdeza a quase todos os comandos, podendo até "apagar-se" se puxarem muito por ele.
Quando finalmente deu sinais de vida, o autocarro tinha acabado de abrir as portas. Apressadamente ainda carreguei no botão, que demorou a reagir. Primeiro, "fugiu" o menu, tive de voltar a este e então carregar novamente, já o indivíduo estava dentro do veículo, onde reduziu consideravelmente o volume da música, embora não a desligasse.
Assim que pisei dentro do veículo com o meu telemóvel em riste, como o vinha a ter desde que saí do metropolitano (até então estava no bolso), o rapaz de imediato começou a fixar-me. Acho que achou que o estava a filmar e pareceu que talvez não gostasse. Mantive o telemóvel na mão, mexendo nos menus e vendo a imagem do rapaz. Ainda que não conseguisse registar o momento mais alto de toda a situação, quis registar algo.
O rapaz parece olhar muito para mim mas para ser honesta, eu nem liguei. Estava mais a olhar para fora da janela, a tentar absorver um pouco das parcas decorações natalícias.
Nisto o autocarro chega a uma paragem, o rapaz sai e quando o pé já vai meio de fora diz-me assim: "Se isso aparecer nas redes sociais processo você".
Aquilo desiludiu-me. Deixou-me chateada.
A lata, o descaramento... e a cobardia.
Se tem algo a dizer, que o diga de modo a poder escutar uma resposta. Se quer fazer uma ameaça, que a faça quando já não está a fugir do local onde deixa a ameaça.
Mas o que realmente me incomodou foi ele me nivelar ao seu patamar. Eu jamais colocaria nas redes sociais. Tenho noções de ética e respeito que claramente lhe escapavam. Estar a nivelar-me pelo seu exemplo deu-me asco.
Gosto de registar momentos - todos os que poder, de inócuos a aparentemente relevantes. Gosto de fotografar sombras e paisagens. E geralmente aguardo as pessoas desaparecerem destas ou não ficarem identificáveis. Ainda assim, o que registo é para mim, não exponho ninguém em fotos que possa disponibilizar a mais alguém. A menos que não tenha hipótese, como por exemplo, se achar inusitado uma fila enorme para... comprar pastéis de Belém, por exemplo. Aí, se fotografo ou filmo a fila, esta é composta de seres humanos com rosto... algum terá de ficar mais exposto. Mas também, aí é local público. Até eu, por ter a semana passada circulado na baixa para ver as decorações natalícias, sei que fiquei registada por uma dúzia de câmaras que filmavam e fotografavam. Haviam turistas que, quando eu dava por ela, já me tinham enquadrado na sua mira fazia tempo.
Nessa ocasião, ao me dar conta que uns indivíduos estavam a tentar vender maconha aos que passavam, tentei registar a situação - mais uma vez pelo inusitado. Sempre ouvi falar mas nunca tinha "apanhado", ali, no centro da rua augusta, tal coisa. Mas claro: assim que o telemóvel que já trazia a gravar o ambiente tentou discretamente apanhar os indivíduos a abordar alguém, os mesmos pararam de o fazer. E eu acabei por afastar-me.
No fundo, sou uma colectora de vida. Só gosto é de registar os momentos tal como eles são. Fico triste quando os observo mas os perco, e lamento quando cessam só porque notaram que os tentava registar. Não pretendo com isso mais nada senão apanhar o quotidiano, o dia-a-dia, os costumes. Daqui a uns anos estes mudam tanto que será uma preciosidade existir qualquer registo dos mesmos. Basta pensar na dificuldade que é hoje ter em registo em vídeo ou fotografia de uma qualquer cena quotidiana dos anos 80 - como por exemplo aqueles rádios portáteis gigantes, com um deck para cassetes, usados na rua pelos "rockeiros", que se balouçavam ao som daquilo e que geralmente transportavam em cima dos ombros, bem perto do ouvido (como se fosse possível não escutar, ahaha) enquanto mascavam pastilha elástica para ter «estilo». Este «puto» no metro não inventou nada que ninguém não tenha vivido antes, apenas era uma versão modernizada de um mesmo costume.
Mas isso que descrevo é outro tema. Contudo foi essa situação que me enervou. O descaramento! A «ameaça» do rapaz, por temer ir parar a uma qualquer rede social. Ameaça essa que, se me tivesse afectado, seria no sentido de me alertar para ponderar fazê-lo. Nem se deixa rasto... Certamente ele o faria, sem pensar duas vezes. Se calhar já o fez a outros. Só posso deduzir assim, devido às circunstâncias.
Quem estava a cometer uma ilegalidade ali, que eu saiba, era ele. É mesmo proibido pela lei do ruído (e isso inclui o volume de música) produzir sons altos ou ritmados que possam interferir com o sossego e descanso das pessoas. Fazê-lo dá direito a coima. Penso até que nem é preciso esperar pela meia-noite - hora para a qual os ponteiros do relógio estavam quase a chegar. Julgo que é logo a seguir ao final de um típico expediente de trabalho das 9h Às 18h que não se pode mais fazer ruído. E este tipo estava a cuspir música a altos décibeis para toda a região escutar, desrespeitando o espaço dos outros. Quando pressente o seu invadido, aí é que se sente incomodado?
Quem estava a cometer uma ilegalidade ali, que eu saiba, era ele. É mesmo proibido pela lei do ruído (e isso inclui o volume de música) produzir sons altos ou ritmados que possam interferir com o sossego e descanso das pessoas. Fazê-lo dá direito a coima. Penso até que nem é preciso esperar pela meia-noite - hora para a qual os ponteiros do relógio estavam quase a chegar. Julgo que é logo a seguir ao final de um típico expediente de trabalho das 9h Às 18h que não se pode mais fazer ruído. E este tipo estava a cuspir música a altos décibeis para toda a região escutar, desrespeitando o espaço dos outros. Quando pressente o seu invadido, aí é que se sente incomodado?
Achei de uma evidente falta de noção e falta de moral.
PS: gravei uns segundos da música, quando esta estava alta, não no volume máximo em que o tipo a pôs mas perto. Mesmo com um mau gravador - um gravador de tanga e com uns metros de distância, surpreendeu-me a clareza e nitidez que ficou registado. Quando souber como colocar aqui um clip de som - ou quando me apetecer saber, incluo porque isso é aquilo que falei acima: gosto de registar os momentos. Ler é bom, mas nada explica melhor do que ver ou ouvir.
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Nasceu Jesus Cristo (e outras coisas)
Impressões sobre a nossa Comunicação Social:
2) Entre Marido e Mulher, não se põe a colher
1) A julgar pelo telejornal da CM, o nascimento de Jesus Cristo há 2017 anos foi totalmente ofuscado pelo nascimento de Alana Martina.
A miúda nasceu há dois dias, mas o telejornal não pára de falar disso. Faz um indeferido à porta da maternidade em madrid, põe-se a adivinhar as emoções dos pais e faz autênticas dissertações à fotografia pós-parto publicada por Georgina, a mãe da bebé, assim que chegou a casa.
Isto de querer ser «chique» e imitar todas as estrelas internacionais, não resultou para Georgina. Olhem que falta de chá na foto... Diria que os dedos dos pés esticados para ficar bem na imagem já denuncia onde está o foco da maternidade... E as flores à volta de todo o sofá? Há que saber construir um cenário e este não foi bem conseguido.
2) Entre Marido e Mulher, não se põe a colher
Parece que a Comunicação Social só agora descobriu que ser-se polícia é uma PROFISSÃO DE RISCO.
Ao que tudo indica, ao se ser polícia e tentar interromper uma briga, por espantoso que pareça, corre-se o risco de apanhar uns estalos. Vejam só! A descoberta que os media fizeram... Isto e a pólvora não sei não... qual a mais surpreendente.
O pior é que está a fazer com que aqueles que não são tão estúpidos, sintam-se assim.
O que pretende com todo este alarmismo?
Jantar «Polémico»
A mesma comunicação social demorou DOIS DIAS a descobrir que o jantar da web summit no Panteão Nacional não foi o único a realizar-se naquela localização. E depois demorou dois dias para falar de todos os prévios. Isto é que é saber mugir a vaca! Não tem mais leite para dar, mas recicla-se.
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sábado, 12 de março de 2016
Opá. O que é isto?!???
Encontrei esta imagem no mural de facebook de outra pessoa e tive de fazer um print.
Digam-me lá o que é que é isto??
Deixem-me já dizer que me REPUGNA mensagens como esta constantemente a serem partilhadas na rede como se o cancro fosse um pretexto para ganhar simpatia e notoriedade. "Olha que giro, eu jovem e careca! Bora lá fazer um chorinho «ninguém gosta de mim» e porquê? Porque tenho cancro. Assim toco no botão de culpa e pena das pessoas e consigo ser notada. Assim que soltar a palavra "cancro" ninguém vai ousar recriminar-me. Cancro=Coitadinha. Bora! Vou fazer pose à Miley Syrus enquando paquita da Xuxa e ninguém, absolutamente ninguém vai OUSAR fazer uma crítica que seja, porque senão um batalhão de pessoas desconhecidas que se armam em carrascos, vão se manifestar em peso, a insultar, a fazer votos de igual sorte e a ameaçar quem se atrever a tecer uma crítica que não seja positiva a alguém que apareça com a cabela raspada e chore: tenho «cancro». Porque uma vez mencionada a palavra «cancro», tudo o resto é proibido. Nenhum julgamento pode ser passado a quem é vítima desta doença.
Ainda que quem seja vítima da mesma decida transformar-se numa celebridade das redes sociais "à pala" disso. Ainda que se use uma doença que merece respeito para futilidades relacionadas com a vaidade e a necessidade também fútil de ganhar atenção. Ainda que existam outros possíveis motivos ainda mais repugnantes por detrás desta ostensiva partilha de jovens - que vão de crianças a adolescentes - sempre carecas a dizerem-se com cancro.
Já repararam que o Cancro que é «belo», o cancro que é para «mostrar» não parece atingir pessoas idosas? Ou não atraentes, já agora?
Está a GLAMOURIZAR-SE a doença com actos repugnantes de ostentação. E isso é tão verdadeiro que estão ausentes dessa corrente os homens - que pelo vistos não sofrem de cancro nem rapam o cabelo - e os velhos. Nenhuma mulher idosa surge de cabelo rapado. Ninguém com rugas, aliás! É uma doença exclusiva das mulheres jovens e atraentes.
Não defendo que quem está a lutar contra a doença deva fechar-se em casa nesta era que vivemos, esconder-se em «vergonha». Mas porra!! Bom senso, gente, bom senso!!
Nada de extremos. Sinto vómito a querer formar-se quando deparo-me com uma coisa como esta. Ainda mais quando usam uma criança linda, e metem o dizer: "Já sei que ninguém gosta de mim porque tenho câncer". "Partilha se gostas". WTF??
Cá para mim não me surpreenderia se muitas destas «partilhas» camuflassem pedofilia.
E pronto. Disse. Quem concordar partilhe e comente, porque já sei que, se não o fizerem, é porque «não gostam de mim» lol :P
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