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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Porquê nos cruzamos?

 

Se todas as pessoas que cruzam o nosso caminho são colocadas nele para nos ensinar a grande lição que não estamos a aprender, porquê tantas ruizinhas cruzaram o meu caminho? Porquê, por exemplo, tive de passar por aquele episódio de ver alguém "eclipsar-se" quando nada o indicava, pelo contrário?

Recordo que essa pessoa afirmava peremptoriamente que não queria saber da maioria das pessoas. Que cortava radicalmente com todas assim que não gostava de algo ou as circunstâncias já não estipulassem que interagissem. Censurei-a pela leviandade do gesto. Principalmente porque muitas vezes é do equívoco que se cortam laços. O que nos torna responsáveis, culpados pelo sofrimento alheio. Deve-se sentir amor pelo próximo e dar às pessoas todas as oportunidades e mais algumas. 


Então porquê colocam-se no meu caminho pessoas que me fazem mal ao espírito, à alma? Pessoas que me tiram o sossego e tranquilidade que carrego?

Por vezes percebo que tudo o que aprendi a este respeito, parece estar super errado. 
Não sou eu e todos nós que tentamos seguir a vida com amor ao próximo que estamos correctos. O único amor que se deve seguir é o amor próprio. Ou, pelo menos, não perder nunca o amor próprio. O que é muito difícil quando rodeados de pessoas que vivem a nos reduzir a insignificâncias e nos maltratam.

É esta a lição que teimo em não aprender?

Descartar pessoas, deixar de me importar tanto com as mesmas. Parar de ser tão ingénua (se possível fosse!!) quanto à natureza humana, para de ignorar a tendência para a mentira e manipulação, aprender a atacar, a ferir, a colocar barreiras defensivas com sinais de perigo - para que a fortificação assuste o inimigo e o faça repensar em fazer investidas. 

Não são todos que interessam. Só alguns.

Lições que, se calhar, muitos aprendem bem cedo e que eu talvez, um dia, ainda aprenda. 

A minha lição é não me ralar com pessoas que não acrescentam nada a mim. Só tiram. É ignorar os que me magoam e não me ralar nada nada com isso. É fazer o que aquela pessoa me fez. Para isso é que ela cruzou a minha vida. 

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Será?



Dêm-me um exemplo: Quem foi teste, lição e presente?

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Era o que eu temia



Fazia quase um ano que estava a dormir neste quarto. Quando finalmente olhei à volta e decidi que a sua frieza crua e desnuda tinha de dar lugar a um toque mais pessoal. Reflecti no motivo que me fez inconscientemente manter as paredes vazias. Era porque a casa não era minha. E para qualquer alteração necessitava da autorização da senhoria. 

Porém, estava a fazer um ano que o meu quarto era o meu quarto. 
Só que não parecia. Estava mais para um quarto insípido, não havia nada meu à vista.


Então optei por pendurar um efeite na perede. Um boneco de halloween. Daí a diante o quarto pareceu-me mais caloroso. Ao mesmo tempo tive uma premunição: assim que o tornasse mais meu ia ser altura de sair.

Pois é o que acontece.

Subi à cadeira e removi o tal efeite da parede. Tirei um outro também, que havia colocado só para que me "acolhesse" no regresso da viagem a Portugal. Quando voltei e abri a porta do quarto, um espaço acolhedor recebeu-me. Foi como se escutasse "bem-vinda a casa". 

Mas agora vou embora. 

Acabei de o decidir e acabei de o comunicar.


Para onde?
Não sei ainda. 


Sei que se encontra outro local com facilidade. Claro que eu queria poder escolher bem esse local mas cheguei a um ponto em que sinto que qualquer lugar vai fazer-me sentir melhor do que este.

Agradeço ao indivíduo que me tem infernizado estes últimos dias por mal me ter visto em casa e logo me vir criticar para tirar os sapatos, me acusar de não limpar a casa, de deixar tudo sujo e de me ofender ao insistir que eu devia ter deixado dinheiro (para as contas) ao mesmo tempo que escrevi o bilhete a avisar que estávamos a ficar sem energia. 

Opá, esta última até me fez orbitar. 
Então uma pessoa preocupa-se para que ninguém vá tomar um duche e fique sem gás para aquecer a água, e a "cobrança" é esta? Porra! Da próxima ia ser como das outras vezes, deixa-se chegar ao fim, a luz desliga-se o gás desaparece... deve ser melhor, deve. 

Uma pessoa tem os seus gestos de cortesia mas o gajo sentiu-se "ofendido" por não ter colocado dinheiro junto com o bilhete. Lol. Ele nunca lá pôs a parte que lhe cabe. Sempre "impôs" que os outros deixassem primeiro... E depois punha o dele, pensam vocês? Não! Pegava no dinheiro de todos e ia fazer o carregamento, só pagando a parte dele no acto.

Nunca que o tipo foi capaz de deixar ali dinheiro. Não sei a razão. Teme que lho roubem??
E tem a audácia de exigir que outros o façam. CORRECÇÃO: outros uma vírgula. Eu. Só eu. Porque a rapariga bem que pode ficar dias sem contribuir que ele nem percebe. Desculpa-a com "ela não estava cá". O que só aconteceu uma vez e apenas por três dias. Quando voltou demorou mais 12 até dar a parte que lhe cabia. Foram 12 dias a chular duches, fogão, eletricidade etc, etc.

Somando 12 dias aos cerca de 55 sem pagar nada com que se «estreou» nesta casa, só posso admirar a ousadia e aplaudir a cegueira do gajo.

Clap, clap
Fiquem lá com o cagalhão.





domingo, 15 de outubro de 2017

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A vida são os valores monetários


Pensei que a descriminação por idade e género fosse algo que tinha deixado para trás, no meu pais.
Levei com a primeira chapada na cara a dizer que não.
E o que fala mais alto? O dinheiro. Sempre o dinheiro.