Metereologia 24 h

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terça-feira, 2 de maio de 2023

Recaída

 

Hoje deu-me uma recaída emocional. 
Por vezes penso no quanto posso estar a sentir tanto por nada, tendo em conta o desconhecido. Não fosse o desconhecido e o sentimento hoje não teria de ser. Ou seria outro. Estaria superado e a vida a andar para a frente, por ter ficado cimentado no conhecimento de causa. Sem causa e sem conhecimento, fica-se na fantasia, na incerteza. No desejo. 

Nada é pior que isso. 

Se quiserem se vingar de alguém, levá-la até este ponto é a pior das vinganças. 

É o equivalente ao vodoo para tornar alguém um Zombie. 

sábado, 22 de outubro de 2022

Palavras que tocam emoções

 

Pensei que já estava imune às palavras. Ao efeito que me causam. 

Eram tantas no vocabulário. A doença de à três anos deixou-me sensível a uma lista enorme delas. Tais como Denim, pêssego. Avistar certas coisas também gerava igual sofrimento: barras energéticas de cereais, aquela tira plástica que se descola das embalagens de frutos secos para que voltem a selar, vozes graves, um certo nome - coisas. Os meus cinco sentidos estavam todos fragilizados, por terem sido todos despertos ao rubo e sofrido um genocídio emocional. 

Pela visão, pela audição, cheiro, tacto e paladar - tudo, a qualquer instante, podia despoletar emoções. 

Há uns meses vinha aqui escrever uma lista enorme de palavras que já podia ouvir pronunciar sem que me trouxessem lembranças ou emoções. Ah, que é tão bom, estar "curada!". "Só" demorou uns três anos... coisa pouca. Ou, se calhar, como não foi pouco, não foi embora depressa.

Mas talvez existam sempre resíduos. Que ficam sempre para trás. E despertam quando bem lhes apetece. Um desses foi este, ontem. 



Mas já não dói... quase nada. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Tomara que fosse tão rápido....

 


Era bom se os traumas emocionais passassem tão rápido quanto as marcas de traumas físicos.


As feridas já estão a sarar. A pele regenera. Libertou a crosta e está cor-de-rosa. 

O hematoma que surgiu dias depois da queda, continua a pintar de castanho escuro a minha pele branca. Ainda não mexo o braço, mas tenho-o mantido em repouso. Conto que o osso partido esteja em pleno processo de fabricação daquilo que precisa para se voltar a unir. Não tenho tido acompanhamento algum da parte da fisioterapia ou do hospital. É "deixar andar" - dizem. 

Nunca parti um osso do meu corpo. Pelo menos oficialmente. Sem ser oficialmente, penso que parti o das pernas, quando era apenas uma criança. Num episódio que não quero contar por ter um elemento que me custa relatar.  

Vão-se as feridas, as crostas, talvez até fiquem pequenas marcas do trauma físico. Mas as dores emocionais... essas podem manifestar-se para sempre. 

Não devo ocupar o meu cérebro com coisas que me entristecem ou me deprimem. Já andei a lembrar de uma certa pessoa e devia saber melhor que isso. E em casa, pequenas coisas... pequeninas... já me estão a tirar do sério. Vou precisar ser frontal com as mesmas. Jamais passar pelos mesmos erros do passado - é a lição a tirar.

É impressionante a regeneração das lesões físicas. 

Gostava que as emocionais tivessem uma duração igualmente curta.  

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Saí de casa



Conto trabalhar todos os dias para a semana que vem. Quem sabe, turnos de 12 horas. Se mos forem propostos, talvez os aceite. Percebi que, nessas condições, não teria outra oportunidade para ir às compras e decidi sair de casa. 

Estando agora a evitar beber água - pelo menos a cá de casa, pois desconfio que não me faz bem, precisei ir comprar sumos e leite. E lá fui, passando por duas outras lojas pelo caminho, em direcção ao Lidl, que fica a 30m de caminhada do local onde vivo. 

Não é que tenha valido muito a pena (já não tinham ovos, massas, papel higiénico nem vê-lo, produtos de higiene, limpeza etc) mas fui lá principalmente para ter snacks para mordiscar enquanto estiver a fazer turnos longos. 

Trinta libras depois, foi praticamente só isso que comprei. Não trouxe o leite - temi não ter espaço para o transportar. Não trouxe carne - temi não ter espaço para a preservar. Numa casa partilhada, não dá para armazenar produtos a teu belo prazer. 

Cebolas, bananas, cenouras, sumos em pacote, pacotes de bolachas qb, chocolates, salsichas, tomate pelado, detergente para a louça, azeite, iogurtes, vinagre - acho até que comprei coisas que não teria comprado não fosse o receio de vir a precisar delas e não as ter disponíveis. É que não pretendo ir às compras muitas mais vezes. 

Mas sabem porquê estou a fazer este post? Sabem porquê saí de casa? Porquê fui às compras?

Porque estando em casa, neste contexto, é inevitável.
Parece que regrido emocionalmente.
Estou de volta a Setembro de 2019. 

Ele.
No meu pensamento quando estou na cama, quando estou no duche. Em toda a parte, a toda a altura. Desejado pelo meu corpo e chorado no meu olhar.
Ele é veneno


Para o «matar», tive de sair.

domingo, 1 de março de 2020

Mensagem de Fé


Recebí no messenger uma daquelas mensagens: "passe a outro e verá que amanhã aquela questão vai resolver-se e o seu desejo será realizado. Em nome do anjo disto e daquilo".

Nos momentos de fossa profunda uma pessoa põe fé em tudo. Partilhei a mensagem, desejando que desse resultado.

É o dia seguinte. A minha mente sempre a levar-me de volta para ele. Um colega pede-me que acompanhe uma visita que está para chegar até a cafetaria. Subitamente pensei que seria espantoso se fosse ele a visita a aparecer-me na frente. Existia essa possibilidade pela profissão. Lembrei-me de imediato da mensagem partilhada que me garantia que nesse dia o que mais queria ia realizar-se. E é inegável: o que mais quero ainda é  lhe falar e estar com ele.

Surge-me então a pessoa. Não é ele. Claro, não podia ser. Era outro. Percebi que mais afável (o que não é nada difícil), uma pessoa mais doce e simpática. Ia fazer um turno de 15h. Só por isso sabia que não podia ser ele. Trabalho árduo de muitas horas, ele dispensa. Mas não enquanto esteve comigo. E isso fez-me acreditar que ele era muito melhor do que apregoava. Pelo menos vi-o assim.

É nele que os meus sentimentos e desejo ainda repousam. Praticamente 24h por dia. Que retrocesso, Deus Meu! Ainda estou para descobrir qual a finalidade disto tudo - se de facto é como dizem: existe um propósito para tudo o que nos acontece na vida. Penso nele e sofro horrivelmente. O pior é que sei, sinto, que tudo isto, estas emoções e sofrimento, não teriam razão de existir, caso tivessemos falado. 

É tão simples! Uma conversa. Franca, honesta, pontos nos "is". 
Porque será que o mais simples e fácil é o mais negado?
E porquê sofremos quando é tão simples deixar de sofrer? Temos na nossa posse ferramentas para a cura e todas começam com D I Á L O G O.

Sei que podia abdicar de todos eles (sentimentos), tivesse eu a oportunidade de falar sobre tudo isto com ele.

Suspeito que ele nem está mais aqui. Na cidade, nas redondezas até mesmo no país. 
Faz o tipo que coloca distância. Deixa de passar pelos lugares, é como se nunca lá tivesse estado. Nunca mais frequenta aquele sítio.

O que me dói quando o imagino a seguir feliz com a sua vida sem perder um segundo a pensar na minha, é saber que pôs-se a caminho de espírito confortado, porque eu ajudei-o a acreditar mais em si a todos os níveis. Encheu-se com a auto-estima que lhe dei e foi entregar-se a outro alguém.

Em troca, deixou-me de rastos.
E nem sequer lhe dá comichão.


Ser "boa pessoa" é uma MERDA.
Como não admirar as Rebeccas?

Na próxima encarnação vou ser uma bitch, uma cabra, uma sacana, uma besta, uma... Rebecca. 


domingo, 6 de outubro de 2019

Mais um livro


O que se sente quando se lê um livro cuja história nos é mais familiar do que gostaríamos?

Lê-se com sobressaltos e apreensão!
Respirando fundo umas tantas vezes, não respirando de todo e deixando a leitura de lado de vez em vez. Mas se não a abandonar-mos e conseguir-mos ler até ao fim, é bom sinal.

Quando o peguei logo me interessei pela história. Mas era densa. Quis muito conseguir ler até ao fim. Receei ter de abandonar a leitura a meio, devido à densidade do tema.

Mas cheguei ao fim e terminei a leitura com uma sensação de triunfo.

Curei-me.


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Longe da vista, longe do coração


Quatro da manhã e eu desperta, que nem o sol.
Adormeci depois da meia-noite. Isso tenho a certeza.


Quantas horas ando a dormir??

Não admira que tenha rugas debaixo dos olhos! Tem sido assim a minha vida inteira, desde a mocidade: poucas horas de sono. Não se pode pedir à fada da beleza que nos mantenha jovens e atraentes para sempre quando as circunstâncias de uma vida beneficiam outro resultado.


Mas venho só escrever que me sinto mais optimista. Pois pela primeira vez numa semana inteira, quando agora despertei, o meu pensamento não se fixou "naquilo" nem a primeira coisa que senti foi angústia e lágrimas. Lá diz o ditado: "longe da vista, longe do coração".

PS: São ambos verdade. A primeira ausência indicou a presença da paixonite. O afastamento parece estar a permitir a cura... Que bom! Porque a sensação que dá é que se trata de uma doença incurável que nos está a matar a cada pulsar do coração.