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terça-feira, 6 de maio de 2025

Não posso!

 

Como piada da internet compreendo.

Agora publicada pela própria Casa Branca (ainda que em partilha) é super incorrecto e desrespeitoso!!



sexta-feira, 25 de junho de 2021

Isolamento quebrado para ir colocar o teste no correio

 Estou autorizada a "sair" de casa para ir colocar o teste no marco do correio (especial para colheita de testes Covid).  Lá fui, munida de máscara e óculos. Evito as artérias mais congestionadas de gente, vou pelos caminhos com menos aglomerações e nisto, um homem sentado num banco, ao sentir-me passar, levanta o pescoço, abre a boca e tosse duas vezes de propósito para me atingir.
Mas mesmo de propósito. Não lhe apeteceu tossir e fê-lo no momento que ia a passar. Fê-lo porque percebeu que ia passar na sua frente e ele, como um cão que late, abriu a boca e forçosamente tossiu para me atingir. 

Um acto que considero criminoso, nos dias que correm. 

Mas o que fazer? 
O homem pareceu-me ser um desses que andam à deriva. Ainda assim, não é desculpa. Sacana. A espalhar os seus germes em cima de mim. Intencionalmente. 

Isto fez-me perceber que quero ainda mais permanecer dentro de casa. 
Quem diria? Eu, que nunca fiz confinamento nem a ideia pareceu que encaixasse comigo. 

O que vejo lá fora NÃO ME AGRADA.

Eram quatro da tarde e os pubs já estavam abertos, com as suas esplanadas a ocupar metade do espaço. Já não há "mascarados" nas ruas. As ocasionais máscaras que se vêm já nem estão no queixo: estão no pescoço! 

Os mais novos, que ainda nem vacina receberam e que são a faixa etária que mais gosta de aglomerados e festas, já entram nas lojas sem usar máscara. E ninguém lhes diz nada. 

E pessoas ou items deixados pelo chão das ruas? Denunciando que aquele espaço está a ser reclamado por um sem abrigo? Vi tantos!! Igual ao que estava ou ainda pior ao antes da pandemia. 

Uma rápida passagem pela cidade para ir colocar uma encomenda no marco de correio e devo ter visto cinco situações destas.  

Tudo é para mim uma visão triste e não me identifico com o que me cerca. 

A verdade é que a única coisa que me prende a esta cidade é o meu emprego - e o ordenado que consigo tirar dele. O resto não mais me diz nada. Nunca foi um local muito bonito de se viver - mas para quem não tem automóvel para viver em bairros familiares ditos - sossegados - a cidade cumpre bem o seu papel em termos de acessibilidade de transportes. Cidade por cidade, todas no UK são iguais. Têm as mesmas lojas, as mesmas ruas, as mesmas casas... 


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Falta de diálogo

 

Considero a recusa em falar com alguém uma das piores formas de desrespeito ao próximo.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Sem máscara no supermercado

 

Entrei no supermercado e fui para a fila para pagar os artigos. Ninguém está a cumprir a distância de dois metros. Tudo bem... também poucos estavam preocupados em seguir pela direcção indicada pelas setas espalhadas pelo shopping e pelas ruas da cidade. Irritou-me ter de ser eu a ter de me desviar para o lado contrário, porque manadas de gente assim que começava o meu percurso nunca estavam na faixa certa de andamento. Putos, adolescentes, na maior galhofa, sem máscaras, a rir e a rir e a falar uns com os outros meio aos berros, sem se preocuparem em fechar a boca ao se cruzarem com outras pessoas. Cruzamento esse que não era para acontecer se soubessem seguir uma simples regra: a direcção para a qual aponta a seta.

Mas agora estava no supermercado, todos usavam máscara porque é obrigatório e só me tinha de preocupar com a distância. Assim que penso nisto, uma pessoa coloca-se atrás de mim. Não cumpre a distância social, vem a falar ao telemóvel e não tem máscara. 

Isso mesmo: não tem máscara.

Dou uns passos à frente para me aproximar da pessoa com máscara e me afastar da que não tem. O homem, alto, negro, sempre a falar ao telemóvel, também se aproxima. Tenho uma mão a segurar a scooter por isso faço questão de a colocar entre mim e ele. Ao menos não vem colar-se. Serve de pouco consolo, visto que fala e fala e fala ao telemóvel de boca descoberta. Cada vez que mexe os lábios está a projectar saliva para cima dos que lhe estão próximos.


Revolta-me. Da última vez que fui a este supermercado aconteceu o mesmo! Um homem, sem máscara, a falar ao telemóvel, posicionado atrás de mim. Isso dá uma taxa de 100%!

Já escolho aquele super por ser menor e, por isso, existirem mais possibilidades de todos cumprirem as regras. 

Mas é demais. Perguntei à rapariga na caixa - uma menina, se não é obrigatório usarem-se máscaras em supermercados, explicando que é a segunda vez consecutiva que tenho um homem atrás de mim a falar ao telemóvel sem máscara. Ele estava mesmo atrás, pelo que pode ter escutado. Mas não quis saber. A atitude dele foi passar-me à frente assim que terminei de pagar rapidamente as minhas compras com contactless, compras essas que fui enfiando na mochila ao mesmo tempo que dialogava. Não quis recibo e fiz o que faço sempre: não empato o andamento, tento ser o mais rápida possível. 

Ele ri-se, abana a cabeça e diz-me para me despachar que há muita gente à espera. 

Teve este descaramento. À saída passa novamente por mim e chama-me "Bitch".


Este tipo de coisa faz-me sentir desapontada com a humanidade. Já não me apetece sair  para ir 
as compras. Havia banido um supermercado, uma loja e agora, pelos vistos, estou a ficar sem alternativas. Quando saio para fazer compras quero, além de obter artigos que possa precisar, relaxar. Descontrair a cabeça de problemas que possam insistir em pairar.  Tem acontecido o contrário.

Ando a ficar deprimida com isto do Covid. Se bem que, no fundo, ainda existe outra razão, que ainda doi mais. Aquela... Mais ainda agora durante o COvid do que se este nunca tivesse existido. Agora que os nossos convívios estão limitados, conhecer novas pessoas, sair com elas, ir ao cinema, etc, é quase uma fantasia, custa ainda mais gerir isto.

Por isso quero que este Covid desapareça depressa. O numero de infectados aumenta para valores gigantes e estas pessoinhas não usam nem máscara, nem escudo facial! Oh pá... sinto-me chateada. Com vontade de chorar. Assim nunca mais vamos lá. A "normalidade" nunca mais vai regressar. Quero muito ir viajar. Preciso. Quero entrar num avião, ir para outro lugar, conviver, regressar... Mas asssim NÃO DÁ. Se for a Portugal ver a família depois do Natal - viagem que já tenho marcada, impõem-me uma quarentena e se ficar de quarentena não tenho como sair para ir trabalhar, logo, não ganho dinheiro. Se quebrar esta regra sou tratada como uma criminosa, sou vigiada e mantida sobre vigilância. E estes indivíduos que não cumprem uma única regra saem impunes!

Queria dizer isto ao homem do supermercado. Dizer que por causa de gestos egoístas como o dele, não posso ver os meus, estar com a família, abraçar alguém descontraidamente. Já uso máscara desde Fevereiro e sinto-me frustrada com o quase nenhum progresso de tanta precaução. A pesar de toda a prevenção que se tem tido desde então os números aumentam e porquê? Porque uns energúmenos como aquele gajo acham-se acima dos outros. E desrespeitam todos. Preferem ser um infectado que anda a espalhar o vírus a todos com quem se cruzam. (e ainda devem chular o estado).



quarta-feira, 10 de junho de 2020

A portuguesa é louca (diz a italiana)


O primeiro ministro ingles vai liberar, a partir de sabado, as visitas a familiares em outras casas. 

E eu tenho seis (!!!!) ITALIANOS na sala.
Gente que nunca vi, que entram por este espaco a dentro como quem esta na sua casa, não na de outros.

So dois ca vivem. Um ha apenas 10 dias! Trouxe de imediato bagagem: uma namorada. Com quem me cruzei na cozinha eram 6.30 da manhã.

Disse-me que tinha acordado e nao conseguia dormir. E eu tinha acabado de entrar em casa, ainda de capacete na cabeca, casaco, luvas, mascara.

Conto com este horario matinal para usufruir um pouco do espaco comum da casa. Porque depois das 9am ate a meia noite, isso nao é possivel. Todos os italianos tomam conta. Como se isto fosse o longe de um hostel.
Nao desgrudam mais. Parece que nao tem outra vida, nada para fazer, sem ser ficar na sala a ver TV e pela cozinha a fazer comida.

Eram 18h ontem quando desci no intuito de fazer uma pizza no forno.

 Para mim que trabalho à noite, esta hora é como a hora de pequeno-almoco. Para eles, que nao saiem para trabalhar, que estao ali desde cedo de manha, julgo que podia ser de lanche.  Encontrei tudo na cozinha a funcionar: forno, fogao, microondas, lavatorio, armarios a serem abertos, frigorificos.... e todos la enfiados. Nao estava uma pessoa num quarto.

Nao tinha espaco de manobra. E a casa permite isso com facilidade.

É incrivel como se apoderam. Ha algo anormal na postura. Parece que fazem de proposito para que outros nao encontrem o espaço vazio e dele possam usufruir  sozinhos.

Já intuia que o meu horario matinal de chegada pudesse ser  "roubado". Gato escaldado... é que a gorda mais o "rei da casa" tinham o habito de combinar partidas e chegadas de forma a que um deles estivesse sempre no dominio da sala/cozinha.

Que agora passe a haver um italiano com "insonia" toda a manha que chego a casa nao é algo que me va surpreender. Ainda assim entristece. Sempre entristece.

Assim como entristece perceber a natureza ruim da maioria das pessoas pos lockdown.

Mais cedo, apos uma amiga me acordar com um telefonema, desci à cozinha e a gorda, claro, estava la. Quando se afasta para a sala é quando consigo ir à torneira. Nisto ela retorna e passa a coŕrer para enfiar-se na utility room, que e onde esta a maquina de lavar roupa. O espaco tem tambem uma porta para o exterior, que da para o jardim e para a frente da casa. Nunca ninguem, Sem ser o senhorio, usa o portao que da para a rua.

A propria gorda contou-me uma  vez que um ex-inquilino (pobre coitado) era muito esquisito, nao falava com ninguem na casa, fechava-se no quarto de onde so saia de noite para cozinhar, deixando a casa empestiada (lol,lol) e ela uma vez queixou-se de algo e ele passou a deixar o portao destrancado para entrar pelas traseiras.

Assim que ela me contou esta historia, eu soube que havia uma outra versao para o mesmo acontecimento.

O descaramento é sempre o mesmo: critica os outros e levanta falsos testemunhos, manipulando as situacoes como lhe convem.

Agora para introduzir uma nova pessoa na casa sem dar nas vistas, (nao me contava ali) usa o portao e a porta das traseiras. Os outros dois italianos que se seguiram ja entraram pela porta da frente.

Seja como for, esta rapariga italiana, loura, aparece do nada, diz ola, senta-se na Mesa e as suas comecam a falar.

Entendi perfeitamente quando o assunto fui eu. E quando nao sou, realmente? A mulher esta obcecada por mim.

E empenhada em me tirar daqui. Sem manchar a maquilhagem, claro. Tera de ser o senhorio a fazer o trabalho sujo dela.

Contou a loura que eu lhe disse que ela nao me conhecia. E deu como resposta a loura que sabe que sou louca.

Gostava de saber de onde vem essa loucura...  Do respeito sempre demonstrado? Da tolerancia para com os abusos psicologicos? Da cedencia de espaco?

Ela criou na sua cabeca, ou melhor, projectou em mim  o que esconde dentro de si. E depois chama louco a outro.

Um dia a mascara cai.
Tem de cair.