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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Isolamento quebrado para ir colocar o teste no correio

 Estou autorizada a "sair" de casa para ir colocar o teste no marco do correio (especial para colheita de testes Covid).  Lá fui, munida de máscara e óculos. Evito as artérias mais congestionadas de gente, vou pelos caminhos com menos aglomerações e nisto, um homem sentado num banco, ao sentir-me passar, levanta o pescoço, abre a boca e tosse duas vezes de propósito para me atingir.
Mas mesmo de propósito. Não lhe apeteceu tossir e fê-lo no momento que ia a passar. Fê-lo porque percebeu que ia passar na sua frente e ele, como um cão que late, abriu a boca e forçosamente tossiu para me atingir. 

Um acto que considero criminoso, nos dias que correm. 

Mas o que fazer? 
O homem pareceu-me ser um desses que andam à deriva. Ainda assim, não é desculpa. Sacana. A espalhar os seus germes em cima de mim. Intencionalmente. 

Isto fez-me perceber que quero ainda mais permanecer dentro de casa. 
Quem diria? Eu, que nunca fiz confinamento nem a ideia pareceu que encaixasse comigo. 

O que vejo lá fora NÃO ME AGRADA.

Eram quatro da tarde e os pubs já estavam abertos, com as suas esplanadas a ocupar metade do espaço. Já não há "mascarados" nas ruas. As ocasionais máscaras que se vêm já nem estão no queixo: estão no pescoço! 

Os mais novos, que ainda nem vacina receberam e que são a faixa etária que mais gosta de aglomerados e festas, já entram nas lojas sem usar máscara. E ninguém lhes diz nada. 

E pessoas ou items deixados pelo chão das ruas? Denunciando que aquele espaço está a ser reclamado por um sem abrigo? Vi tantos!! Igual ao que estava ou ainda pior ao antes da pandemia. 

Uma rápida passagem pela cidade para ir colocar uma encomenda no marco de correio e devo ter visto cinco situações destas.  

Tudo é para mim uma visão triste e não me identifico com o que me cerca. 

A verdade é que a única coisa que me prende a esta cidade é o meu emprego - e o ordenado que consigo tirar dele. O resto não mais me diz nada. Nunca foi um local muito bonito de se viver - mas para quem não tem automóvel para viver em bairros familiares ditos - sossegados - a cidade cumpre bem o seu papel em termos de acessibilidade de transportes. Cidade por cidade, todas no UK são iguais. Têm as mesmas lojas, as mesmas ruas, as mesmas casas...