sábado, 14 de novembro de 2020

Dia da Bondade e natureza humana

Sexta-feira, dia 13 de Novembro, foi o dia internacional da bondade. 

Foi tambem nesse dia que me vi acomedida para fazer um post sobre o comportamento das pessoas perante o virus Covid19.

Fala-se em bondade. Mas nao se demostra.

Bondade nao é falar gentil, dizer bom dia e boa noite. Vejo falta de bondade quando vejo pessoas dentro dos supermercados sem usarem mascaras no rosto. Vejo falta de bondade quando me deparo com ajuntamento de pessoas nas ruas, nenhuma com mascaras no rosto, quando o governo decretou o recolhimento obrigatorio. Vejo falta de bondade quando estou no autocarro onde um individuo senta-se no banco atras de mim, estando o autocarro vazio. Ou quando alguem poe a máscara no queixo para poder mastigar à vontade.  E quando saio desse transporte, encontro a passagem bloqueada por tres pessoas que estao a falar a vontade sem o uso de mascara. Nao da para passar por elas nem com 20cm de distancia, quanto mais 2m.

Fala-se de bondade mas nesta situação de Virus versus Pessoas, o grande vilão nao e o Covid.

O virus esta a fazer o seu papel. So quer sobreviver. Reproduzir-se. E é um viruszinho da treta. Morre com agua e sabão!! Bastam 20 segundos para o matar. A sua força está em ser um melga do caraças, que se transmite com facilidade. Mas ainda assim, lavas as maos, usas mascaras e pronto: atrapalhas logo os planos do Covid-Corona em existir em ti.

Então se é tão simples, porquê os casos estão a aumentar? Porque esta o virus a ganhar esta luta, conseguindo o que mais quer?

Mantem 2m de distancia e tapa a boca!

É o que te pedem. 

Custa tanto assim?

Preferias que te pedissem para nao ficares em casa, para te recrutarem como soldado para uma guerra distante e desses o corpo as balas?

Máscara abandonada na rua 
(foto dia 12 de Novembro)

Parece que mais depressa as pessoas estão mentalmente formatadas para isso do que para usar água com sabão. Ficarem sentadas no sofa a ver netflix o dia todo sem ir trabalhar mas ganhar salário á mesma? O pedido que sempre fizeram a Deus. Agora que por meios estranhos o desejo foi concedido, saem as ruas com a criançada para ver montras e passear entre multidões de sem e com máscaras de protecção.

Enquanto a postura for essa, estamos a enterrar a economia, a cavar um buraco tão fundo que nos vai tornar dependentes da ajuda de terceiros, a condenar-nos a nos mesmos e aos nossos filhos a carencia de emprego e à falta de auxilio e cuidados médicos.

Não me falem de bondade. 

Mostrem-na.  






  

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Porque esta reclusao esta a ser particularmente mais dificil

 Sempre fui uma pessoa sozinha. Um dia reflecti nisso. Imaginei-me a viver o resto dos meus dias sem ninguem. E sabem o que aconteceu? Pareceu-me bem. 

Foi um momento libertador. Uma certa ilusao romantica e uma certa pressao social deixaram de fazer sentido. Sentia-me bem comigo mesma.

Brotou uma nova portuguesinha, segura de si. Gostando de quem é. 

E o que acontece?

Apaixono-me de verdade!

Com tanto tempo que existiu para isso acontecer. Porque?? 

Sinto-me usada e abusada. O cosmos é sádico. Gosta de brincar com as pessoas. Pos-me  novamente a sentir emocoes que ate ja estavam esquecidas de tao distantes que haviam ficado no tempo. Nao as queria mais realmente. 

E o que aconteceu?

Deu-me as emocoes todas mas removeu o alvo das mesmas. Tirou da minha vida a pessoa que fez nascer tudo novamente. A portuguesinha afectivamente resolvida e segura de si e da sua solteirice, ficou com a alma a sangrar. 

É como por um rebuçado na frente de uma criança e tirá-lo quando esta vai para o segurar.

Assim tem sido o destino comigo.

Ja esperancosa que pudesse escoar as emocoes para algum lado, o que é que acontece? Depois da paixao nao vivida surge um virus que nos obriga a manter a distancia uns dos outros, a nao nos tocar-nos.

Tudo bem. Resigno-me a minha solteirisse. A condiçao nao me faz especie. Mas depois disto, tudo custa. Custa tanta vez sentir desejo e nao ter a pessoa a quem o poderia dar. Custa precisar daquele abraço. Custa nao partilhar aquele olhar cumplice que diz muito em silencio. 

Outros estao a faze-lo, neste momento. Alguns, pela primeira vez. Vivendo primeiros amores. Nada disto é para mim.

Teria acolhido bem esta situacao ANTES.

Antes tudo era suportavel. 

Agora tudo pesa. 

Ver a vida a seguir em frente para os outros nao mos faz inveja-los.  Mas fico com a ideia de que nao esta mesmo destinado para mim. 

Ver um casal apaixonado juntos, durante a quarentena, tambem mexe com o emocional. Nao sabem a sorte que tem.  Ha algo que me impede de viver certas coisas. E para ser ainda mais sadico, faz-me ver essas coisas a acontecer com os outros. Aposto que ele esta resolvidissimo, como nunca esteve antes na sua vida. Sinto-o. De certa forma, Deve-o a mim.

Que bom para eles.




ssada decadas a alimentar involuntariamente esperanças. Traida pelo meu cerebro, pelo meu coracao, pelas minhas emocoes. Que se apaixonaram de verdade

nao desperta nada em mim. Algonpor qual sinto ate alguma repulsa. Percebendo que nada me estimulava, a possibilidade de nada vier a estimular como tinha sido ate entao, nap mais me deixou triste. 

nunca antes tida. Era eu e mais ni guem 





Há anos que nao sinto interesse por  alguem. Que o coracao nao palpita, que as endorfinas nao sao estimuladas. 

Sempre ha quem cisque a nossa volta. Mas daquela forma que cisca aqui e ali, e o que vier a rede e peixe. Neste instante tenho pelo menos tres homens a quem um simples bons-dias com um sorriso aberto, ia ser interpretado como disponibilidade sexual. É exatamente esse tipo de postura que nao me diz nada. É muito simplorio. Nada estimulante. 

Perceber que podia ficar sozinha para o resto dos meus dias agradou-me. 





quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Senti-me indignada!

 Sao quase quatro da manha. Estou na paragem do autocarro a aguardar que chegue para ir trabalhar.

Antes de sair de casa deixei um bilhete escrito. Para ver se corto de vez com uma situacao que ja aconteceu a semana passada e que voltou a repetir-se.

Se aprendi algo com o terrorismo que sofri na outra casa é que nao posso ser sempre compreensiva e benevolente.

A semana passada comprei uma caixa de Ferrero Rocher e guardei-a no frigorifico. Abri-a nesse mesmo dia e tirei dois bombons. Passados tres dias reparo que a primeira camada mais um bombons da debaixo tinham desaparecido. Alem disso a caixa de plastico tinha sido pressionada com tanto força que ficou rachada. Senti-me triste, pois fiz questao de escolher uma caixa com bom aspecto. Sabem como é... por vezes damos uso a caixinha.

Nao quis dar demasiada importancia ao gesto feio de tirarem algo que pertence a outra pessoa. Ainda por cima sem se acusarem. Relevei pelo facto de serem chocolates e estarem ali a vista. Podia ser demasiado tentador. Condenei foi quem tirou nao se ter acusado. Isso deixa-me triste. Esperava, ao menos, que deixassem um bilhete. Ou esperavam sinceramente que nao se notasse? 

 Era chocolate embrulhado em  papel, por isso tambem relativizei a questao da higiene.


Mas hoje foi pao fatiado. Que comprei ontem toda feliz, porque e raro nestes anos todos encontrar aqui um pao que goste. Pensei ter encontrado um polaco, mas a semana passada comprei-o e nao me senti nutrida. Sinto falta disso. Desta vez tive sorte. Encontrei em promocao que pareceu ser exatamente aquilo que precisava. Hoje vou para me servir de duas fatias, quando abro o frigorifico vejo o saco rasgado ao meio, mesmo a bruta, e pelo menos uma fatia do meio foi retirada.   

Senti-me indignada.

Subi ao quarto para escrever um bilhete. Estava a cozinhar. A tentar aproveitar aquele tempo em que a cozinha estava livre (e mesmo assim as 3 da manha nem sempre esta) para cozinhar algo que me nutra. So como comida de "plastico" ou vegetais sem gosto. Preciso de me manter saudavel. O pao era um passo para isso. Foi como se me lesassem profundamente. Tinha ali outro pao, no meio do frigorifico. Tive de o colocar na prateleira do novo rapaz. Mas esse pao nao estava fatiado. Foi mais facil irem a minha prateleira pequena e individual, que fica discretamente na porta, rasgar ao meio o resistente plastico ao inves de abrir o saco e no processo de o enfiar a bruta de volta na prateleira, derrubar a lata de bebida energetica. Sou muito organizada e responsavel nas areas em comum. Por isso sei como deixo as coisas. Nao gosto que mexam nelas. Se estao no meu espaço e nao no dos outros, nem tem de lhes tocar!

Aproveitei e mencionei que a cozinha e para deixar limpa, ja que estava, como aparentemente esta todos os dias, mais uma vez uma batata frita caida no chao. Migalhas de pao (provavelmente o meu!) A cobrir toda a bancada, uma faca suja de algo tipo geleia em cima de um pano da louça e louça por lavar. 

Nao conseguem manter o espaço limpo nem por 24h. 

No Domingo perguntei ao novo inquilino se tinha sido ele a servir-se dos bombons. Pois ate ele chegar nunca me desapareceram coisas. Alem disso no dia em que chegou, foi tomar banho e usou a toalha de outra pessoa para se secar. O que nao abona nada a favor dele, como na altura mencionei aqui.

Ele respondeu que nao gosta de amendoas, que tinha visto os chocolates mas que nao os tirou. Acredito nele. Mas isso significava que outra pessoa o fez.

Agora hoje... acho que foi ele.

 Nao tem mesmo maneira, e um bruto. No Domingo deixou cair uma batata frita partida ao meio no chao, apanhou-a e, sem soprar nem nada,  atirou-a de volta no prato, em cima das outras. 

Nao vou admitir que se sirvam das minhas coisas. Ja passei por isso na primeira casa e depois dos maus tratos vivido na segunda, acho que aprendi a refilar. Ahah. 


A M. Tambem me ensinou umas coisinhas. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

A saída da melhor na casa

A rapariga do andar de baixo abandonou a casa. Foi uma decisão repentina, motivada por um comportamento do rapaz com quem ela até simpatizava. 

Contei aqui sobre o episódio em que o rapaz se embebedou. A forma como reagiu comigo no dia seguinte. Desde então não nos falamos. O que me incomodou foi eu tentar lhe falar, pedir mesmo para que parasse para me escutar e ele a ter a postura de quem não quer saber, de quem tem razão para me maltratar. Nesse dia ele e ela até se entenderam bem, a respeito da bebedeira que ele apanhou e que ela teve de aturar, certificando-se que ele ia dormir sem se magoar. 

O que eu não sabia é que ele ficou bêbado mais vezes. Numa dessas passou das marcas com ela, deixando-a muito desconfortável. Ela achou que ele passou dos limites da tolerância. Fez as malas e foi embora.

Descobri-o porque estranhei não a ouvir. Quando não vi os seus shampôos no WC, pressenti o abandono. Foi rapidamente confirmado ao abrir a porta da dispensa e vê-la vazia. 

E assim partiu. Sem nada dizer. Está já a viver noutra casa.

Senti-me triste. De todos, era ela a que eu mais gostava.

De todos os companheiros, achava-a a mais fácil de lidar, descomplicada. Falamos algumas vezes e não existiu incompatibilidade.

Na casa era arrumada, limpa, não se queixava, não exigia nada, se usava algo comum da casa devolvia de seguida, (ao contrário da M.) não pedia muito espaço para as suas coisas... era realmente uma pessoa simples com quem conviver.

Enviei-lhe uma mensagem querendo saber o que se passou. E foi assim, enviando textos uma à outra, que fiquei a saber o verdadeiro motivo da sua decisão em sair desta casa. Até então achei que estava a adorar cá viver e tinha no rapaz o seu companheiro favorito. 

É o que faz as pessoas guardarem tudo para si. Até tinhamos coisas em comum mas, compreendo-a. Também não gosto de partilhar coisas menos boas com outros. Acabei por fazê-lo - acabámos, aliás. Por estas mensagens que enviamos uma à outra por um período de duas horas. 


Ela foi embora por causa dele. E nada mais que isso. Disse-me que pediu à M. para se despedir de mim por ela. Nunca recebi tal recado. A M. sabia que ela foi embora mas nada me disse. Ao invés de me contar, só sabe falar mal do novo rapaz. Assim que me vê é a primeira coisa que faz. Começa logo com as queixas. Comecei a evitá-la, só para não ser puxada de volta para esse vértice onde ela também enfiou o JS. 

É certo que ambos deixam um tanto a desejar no que respeita a atitudes que se devem ter ao partilhar um espaço com desconhecidos. Mas considero a marcação serrada, o descontentamento imediato e abrasivo, algo desconfortável. Implicância instantânea com a qual não concordo.  Sim, ele não é cuidadoso como nós. Não é a melhor pessoa com quem se dividir um espaço. Mas a falar é que as pessoas podem chegar a um entendimento. Ou não... se eu fosse inteligente nesse departamento, não teria passado pelo que passei. Se calhar a M. tem razão e é logo para se cortar a coisa pela raiz, antes que tudo piore.

Quando perguntei à M. porquê não me disse que a rapariga abandonou a casa, não respondeu. Quando lhe perguntei porquê ela foi embora, disse-me que foi por causa do novo rapaz. Claro. Ela não responsabilizá-lo é que seria inesperado.


E é assim que estamos. Todos um pouco desconfortáveis mas a levar a vidinha. A casa tem estado numa sujidade tremenda. Bagunçada. Felizmente hoje a senhora da limpeza apareceu. E fez a diferença. A carpete foi aspirada, desapareceu a lama deixada pelas botas do novo inquilino. O chão da cozinha foi varrido - desapareceu migalhas de todo o tipo de produto e até rodelas de cebola e batatas fritas deixadas pelo chão. 


As marcas de líquido salpicado pelas portas do frigorífico foram esfregadas. E finalmente houve quem tirasse toda a louça do escorredor e a arrumasse nos armários.


Sim, porque a M., por mais que fale, tem a sua cota-parte de responsabilidade no desmazelo da casa. Ela deixa o seu kispo na cadeira, como se esta fosse cabide. Faz já mais de um mês. Se fosse qualquer outra pessoa a exibir este comportamento ela ia insurgir-se. Mas como é ela, tudo bem.... A julgar pelo estado em que recorrentemente deixa o WC e por ser ela que esteve o dia todo em casa na cozinha, vou também presumir quem sujou o frigorífico. 



Certamente foi ela que deixou um frasco de molho de carne vazar para a prateleira que a (agora ex) colega tinha acabado de lavar. Faz mais de mês e o líquido ainda está lá. O frasco "culpado" já saiu, mas as outras embalagens que ela ali mantém por teimosia e insensatez continuam mergulhadas naquela gosma. Quem é realmente asseado assim que vê sujo, vai logo limpar. Ela não. Mas sabe apontar o dedo aos outros.


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Quando nao o tenho sinto so a tristeza

 O trabalho é a minha bolha de oxigénio.



quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Lembranças apagadas e o lockdown

 Faço o género de pessoa que faz fotografia de tudo. Sou aquela pessoa que tira 50 fotos de um só momento para escolher uma que preste. Mas depois guarda todas e não selecciona uma favorita.

Assim sendo, fui procurá-lo a ele. Fiz tanta questão de separar as fotografias daquele momento, que agora não as encontro em qualquer lugar. Sei que não as apaguei. Mas não existem. É como se uma força maliciosa tivesse erguido uma barreira impenetrável. 

Tenho imagens de tudo e mais alguma coisa, ao longo dos muitos anos de uso de máquina fotográfica digital. Coisas que não têm interesse algum. E dele? Nada. Não se compreende. Não as eliminei. Apenas quis afastar as lembranças para não cair na tentação de ir sempre espreitar e transferi-as do telemóvel para dois discos rígidos. Sempre com a mania do backup... Mas nem assim. Eclipsou-se como um raio, tanto da minha vida como do registo fotográfico que fiz. 

Ultimamente tenho regressado emocionalmente à saudade...

E por isso decidi ir espreitar essas imagens. Em particular o único vídeo. 

Quem sabe olhando, a coisa ao invés de continuar, se dissipava de vez?
Por vezes quando os fins são abruptos, fica tudo tão idealizado que um reality check pode ser a cura.

Mas se o seria, não conseguirei saber.
Volta e meia estou a desejar a tal conversa que o radicalismo do seu comportamento me privou. Dispenso tudo. Mas a falta de diálogo deixa-me a sofrer perpetuamente.

Dialogar é preciso



Hoje, quinta-feira dia 5 de Novembro, Inglaterra entra num mês de lockdown devido à pandemia mundial do Covid-19.
(durante toda esta vivência não soube nada dele! Nem ele alguma vez se interessou em saber de mim.)
 
Vou ficar a trabalhar. Pego num turno de apenas quatro horas daqui a cinco. O armazém onde trabalho com correspondência não tem quaisquer cuidados com o Covid19 e já teve casos positivos. Vai fazer em Dezembro dois anos que estou ali como trabalhadora e ainda não faço parte do restrito grupo de pessoas que é sempre chamada para trabalhar. Mas sou aquela que mandam fazer de tudo um pouco sem quaisquer instruções de como o fazer e o faz bem. Depois descartam, substituem por mão-de-obra mais recente a ganhar menos... É uma luta diária, mensal, semanal... tentar obter horas de trabalho. Supostamente agora no Natal devia existir um pico de volume, o que resultaria em ser chamada com muita frequência Dou por mim a contactar a agência com regularidade, pedindo para me darem turnos. Das oito horas que fazia, duas a três vezes por semana, agora estou com sorte se me derem quatro. Faz-me sentir que me dão zero de valor. 

No outro armazém onde comecei a trabalhar faz três semanas, tem muitos cuidados com o Covid19. Tem estações de higienização espalhadas por todos os cantos, a transbordar de produtos. A cafetaria está dividida com separadores de dois metros, cada mesa tem desinfetantes, tanto em forma de gel, como em spray, como em toalhetes. Existe uma pessoa cuja única função é certificar-se que todos mantêm os dois metros de distância e usam máscara adequadamente (sem a meter no queixo e afins).
Mas  também aqui as horas começaram logo por ser bem menos do que o anunciado. E em três semanas, fiz três dias de trabalho de sete horas. 

Sim, trabalho muito. Mas também trabalho pouco. Como é possível?
Acordo as três da manhã, para lá estar às cinco, regresso às duas, não dá para dormir, adormeço lá para as três ou seis da tarde, acordo com barulhos e, sem descansar por outras tantas oito horas, volto a pegar num turno das 6am...

Sinto que trabalho bastante. Mas quando vou a ver, são poucas as horas e muito, mas muito, o transtorno para as obter e muito o tempo dispensado nisso e nas deslocações. 

É a vida. O que fazer?

Suspeito que todos estes entraves existem para me afastar daquele lugar. Gosto imenso de trabalhar lá e ganha-se melhor que em qualquer outro. Mas se for uma fonte fácil de contaminação por Covid19 como tem tudo para ser, então estes impedimentos que venho a sentir como estranhos e os quais estou a fazer de tudo para contrariar, existem por esse motivo. 




segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A aproximação do COVID

 Disse-me que tinha feito o teste porque estava com tosse e aguardava o resultado. Duas horas depois envia-me um texto a dizer que deu positivo. 

Trata-se de uma colega minha, a mesma que há três meses foi fazer o teste do Covid19 comigo. Foi a última vez que tivemos juntas. Na altura ambas tivemos resultado negativo. Mas hoje a coisa mudou para ela, os filhos e o marido. 

Fiquei triste. Ela parece estar na boa. Há uns quatro meses contou-me que teve amigas com o Covid19 - uma delas grávida, e que já tinham recuperado. Também tinha aquela postura de "se tiver de vir vem, evitar não adianta muito não". 

Ela é brasileira, casada com inglês e tem vida feita aqui em Inglaterra. Deve ter quem a ajude e família do marido por perto. Ainda assim prontifiquei-me a ajudar no que pudesse. Comprar mantimentos para a casa  deixar tudo à porta, estar aqui para a ouvir se quiser falar...

Se este "bixo" vier bater-me à porta (o diabo seja cego, surdo e mudo! Cruzes canhoto!) espero ter alguém que me estenda uma mãozinha amiga. Não faço ideia quem poderá ser. Ou se existirá essa mão amiga. Por isso mesmo, não posso baixar a guarda. Estou sozinha. E sozinha terei de sobreviver a qualquer maleita que sobre mim recaia.

Rezo para que este Covid desapareça logo porque já cansa!

A partir de quinta-feira o UK vai ficar um mês em Lockdown.

É pouco. Muito pouco. E também muito pouco eficaz. As pessoa já desobedeciam enormemente quando este durou três meses. Nem vão notar que existe. Só poderão sair de casa para compras de bens essências (mais passear o cão e dar as voltinhas do costume) ou ir trabalhar se for essencial. 

É o meu caso: sou considerada trabalhadora essencial. Por trabalhar nos correios. 

Onde já existiram casos positivos de Covid19.

Parti o ombro, estão a dar poucos ou nenhuns shifts, quase que não consegui avião para regressar ao Reino Unido. Não consigo parar de pensar que tudo isto é o destino a dar "dicas" de que devo ficar em casa e isolar-me. 

Mas também em casa, quem cá mora, sai para trabalhar... 

Vai dar ao mesmo.

Um abraço, fiquem bem, cuidem-se.


domingo, 1 de novembro de 2020

Feliz dia das bruxas ou dos mortos?s

 Com a passagem do tempo e as mudanças na tradicao, não sei bem que nome dar a esta data. Se o cristao se o pagao.

Aqui no Reino Unido as lojas ja estao cheias de coisas de Natal por isso nao surpreende que tambem de halloween. Mas sao artigos que causam tristeza. Tudo reciclado do ano anterior. Nada ou pouco e recente. Nao se encontra mais a variedade de outrora. 

Por esta noite passada ter sido de lua azul (nada a ver com a cor significa que o mes teve duas luas cheias) vou optar por desejar feliz dia das bruxas!

Mas o que quero e que me descrevam aqui o que costumava ser a tradicao em Portugal nesta data. Como a passavam voces?