quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A minha capela

 São 9 da manha e nao podia estar melhor. Serenidade, paz e pertença. É como me sinto agora.

Estou num parque e ja visitei um belo jardim, com cachoeira, carpas e uma fauna maravilhosa.

Estar num jardim é para mim o equivalente de rezar numa capela. Faz imediatamente bem.

Apanhei um transporte rumo a Brighton. Uma cidade costeira perto de Londres. Agarrei na escooter e arrisquei que ma deixassem Trazer.

Ainda nao sei quais vao ser is meus planos. Para ja nao os tenho. Pretendo ver se um hotel perto do mar tem um quarto vago e se tiver, pelas 60 libras que cobrava online, ainda FICO por aqui.

O banco de jardim de onde escrevo, deitada e descalca, sobe sol e sombra.
 (A luz daqui é muito parecida ha de Lisboa). 


Vivo ha cinco anos neste pais e nunca sai do mesmo lugar. Esta na altura da menina da cidade sair da "aldeia" em que se enfiou. Que de bela tem pouco e cada vez fica mais suja e cinzenta.



terça-feira, 21 de setembro de 2021

Aquele presente

 -Senta-te e nao faças nada!

Penso que sera isto. 

Para voces qual a melhor coisa que se pode oferecer a uma dona de casa?


Cumprimentos 

 

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Um em cada dois homens e uma em cada três mulheres

 

Têm a probabilidade de vir a sofrer de cancro durante as suas vidas. 


O culpado? A introdução de químicos nas vidas humanas e a forma como se espalharam em todas as áreas, incluindo a do vestuário. O plástico que usamos que vem do petróleo, as roupas que usamos que contêm plástico, ao ponto em que os peixes que comemos e os animais de que nos alimentamos já nascem com pesticidas. Gravidezes que não saem como seria de esperar, porque existiu uma exposição indesejada a um qualquer químico. E o cancro... essa doença eternamente sem cura, que nenhuma vacina ajuda, nenhum esfreganço no nariz auxilia... a aumentar. 

Neste documentário disponível no youtube e para ver aqui:



quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Aqui JAZ...

 

Aqui jazem todos os 25+ post que muito desejei fazer nas últimas semanas mas não encontrei tempo. 
Acreditem se quiserem, mas acho que se perderam umas "pérolas" pelo caminho da responsabilidade em primeiro lugar. 

Tenho trabalhado muito, sem parar, sem folgas. Dinheiro a condizer? Nem pensar. Mas faço-o por gosto. Contudo, o meu organismo já me enviou um sinal de alerta: enviou-me vertigens súbitas, antecedidas por ouvidos semi-entupidos durante duas semanas.

Ah, claro, pensei que era das 12h30m enfiada naquela ampla sala com as barulhentas ventoinas de ar condicionado. E o ar em si, que me seca as vias nasais. Só comecei a ter estes sintomas depois de me mudar para esta sala. Provavelmente foi o rastilho. Por isso tenho de ter cuidado, pois já pedi umas 10 vezes se podiam desligar aquilo - pelos vistos não conseguem. 

Toda a espécie de barulho mais forte atinge os meus sentidos com uma amplitude maior da habitual. Preciso de repouso, ou então o meu cérebro vai repetir a façanha. 

Muitos tópicos ficaram por fazer: sobre as pessoas e os seus comportamentos, em particular. O tipo de post que prefiro. Pois então... vou tentar fazê-los quando me vierem à cabeça, para assim não perder essas "pérolas" aha.

Espero que estejam todos bem e com saúde.

Sintam-se calorosamente abraçados.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Cansaço e definicao do mesmo

 O significado da palavra "cansado" adquire outros contornos quando ja se acumulam alguns anos de vida. 

Nao significa o mesmo que o cansaço de um jovem de 20 Anos que tem de aparecer no emprego horas depois de terminar uma noite de Farra.

CANSAÇO...

Uma palavra comum, que adquire maior importancia e significado à medida que envelhecemos. Nao e mais uma coisa fisica é muito mais... espiritual.


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Escassez no Reino Unido: mais uma coisa em falta

 

Há coisa de mês e meio foi a água. Podem recordar neste post. 
Agora sabem o que é?

Tubos para colectagem de sangue!
Aqueles necessários para se fazerem análises. 

Acabei de ligar para o GP (médico) e tive uma consulta (convenientemente online desde que o Covid surgiu). Os sintomas descrevi-os por escrito quando fiz a marcação online na Livo app, três horas antes. Logo de início, a doutora diz-me que tenho dois sintomas distintos e só posso escolher um. Aqui surge a primeira condição que me desagrada neste sistema de saúde: eles focam-se num sintoma apenas. Então se tens muitos, esquece. Precisas de marcar uma consulta para cada um deles. O médico só vai focar-se num. Isso acontecia mesmo antes do Covid, com marcações no hospital.

A médica sugere que escolha o da mentruação - mas eu escolho o segundo - que me preocupa mais. Tem a ver, indirectamente, com o facto de me perguntarem se estou grávida, três dias seguidos, três pessoas diferentes. É aquela situação de "ar nas tripas" que mencionei em algum post anterior. Isso e ir ao WC cada vez que ingiro alimentos, com a agravante destes sintomas não terem passado em mais de um mês, fez-me imaginar que posso estar com algo que precisa ser descoberto. Daí fazer a marcação médica neste que foi o meu primeiro dia de folga em... duas semanas.

Seja como for, a escassez de tubos para análises ao sangue - disse-me ela com o maior à vontade, como se nada de relevante fosse, vai durar até "três semanas", diz ela sem qualquer alteração na expressão facial. O NHS - o sistema Nacional de Saúde do UK, só está autorizado a usar em casos de "life treatning" - risco de vida. 

Eu me pergunto, atónita, como isso pode ser possível.
Digam-me lá.

Expliquem-me porque sou ignorante. 

Se algo semelhante acontecer em Portugal, creio que a primeira coisa que se sabe é o porquê. Faz parte do básico no jornalismo. Aqui não dizem muito porquê. Não se focam nisso. Não gostam de criar "caus", pânico, então são blasés com tudo e simplesmente dizem "não há" "só daqui a quatro a cinco semanas" - como se fosse a coisa mais natural do mundo!

No que se focam é nisto: Dizer que o pessoal médico está a ser vítima de ABUSOS quando telefonam aos pacientes para lhes dizer que não vão fazer testes ao sangue. 

 É que aqui, se refilas, é visto como um hulygan e os que te atendem, mesmo se te provocarem, são uns coitados automaticamente rotulados de "vítimas de abuso" que aqui é levado sério e chamam a polícia se alguém te levantar a voz. Com isto não podes mostrar frustração, irritabilidade, ou és preso por desacato! Nem tanto ao mar nem tanto à terra mas... é uma forma de controlar as massas que, a meu ver, vai contra a liberdade de expressão. 

(Isto está a transformar a sociedade britânica em cordeirinhos comedidos, que, à frente de todos são obedientes, mas que por detrás aprontam das suas e para expressar as suas frustrações consomem cada vez mais drogas leves e pesadas).

Não há um responsável para fazer um inventário de material?

Compreendo quando existiu escassez de luvas, máscaras, gel desinfectante - porque se deu uma pandemia e a necessidade quadriplicou subitamente. Mas tubos para sangue?? Nem foram tão usados devido à pandemia em si! Ninguém podia ir para o hospital a menos que estivesse a morrer. 

Não compreendo. Não esperava tal situação num país desenvolvido como o Reino Unido. Fiquei de boca aberta. Fui pesquisar e a situação não é nova, já dura há duas semanas. 



Duas semanas! Ela disse-me que provavelmente ia poder fazer o teste ao sangue daqui a três. Se for a tomar como exemplo o caso da água - em que me disseram uma semana e foi três, vai demorar dois meses para que todas as pessoas deste país que tenham testes ao sangue para realizar, vejam as suas necessidades correspondidas. 


Os britânicos gozam de boa fama em muitas coisas. Pontualidade é uma delas. É falso. Mas totalmente F A L S O. 

Estão-se a borrifar para a pontualidade. Até para sair não são pontuais. Gostam de sair mais cedo. Vejo pelos jovens. Mal encontram um emprego baldam-se e os adultos são os maiores culpados, por serem indulgentes com este tipo de comportamento. Faz cinco anos que vivo aqui e não tem existido excepção à regra. 

Não são preparados para todas as emergências - ou não existiria falta de um bem essencial como água e tubos para colectar sangue. A única coisa verdadeira sobre os britânicos é aquele poster feito durante a guerra, para acalmar a população caso o país fosse invadido pelos nazis:

Keep calm and... carry on. 


                                          " calma e prossiga"


sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Ter 32 anos


Trinta e dois anos foi a idade que um colega de 24 anos me deu hoje. Já passei dos 40. Por isso quando me dizem isto fico a pensar que andam todos doidos. Estranho porque depois percebo que falam sério e estão convencidos que acertaram ou estão muito próximos. 

Bem que digo: a luz artificial no UK é ruim pra caramba! 

Ainda bem que não vivo no centro de Londres onde existem filas de lojas bem iluminadas ou centro comerciais a brilhar de luz. Aha.

Já há semanas um rapaz disse-me que eu parecia ter idade para ser uma colega sua da universidade. A minha reacção? Simular um disparo na cabeça em tom de "estás a ser irónico, não estás?". Mas não estava. 

Algo na água do Reino Unido, ou na comida, ou na bebida, ou no sei - lá o quê, confere aos seus habitantes uma percepção de certo modo, lisonjeadora sobre a idade das pessoas que vêm de fora. 

Estou quase a bater à porta dos 50. É isso que percebo, é o que o meu BI indica. Embora não o sinta, tenho consciência que estes se aproximam, são a nova etapa. O que percebi, contudo, é que 32 anos é capaz de ser a idade que teria se tivesse começado a pisar o meu caminho mais cedo tal como pretendia. Se subtrair da minha vida os anos mortos - que totalizam 10 ou 12,  e que, de certa forma, onde estagnei, é aí que me encontro: tenho 32 anos.  

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Será que sei comer?

 

Quando era criança lembro-me perfeitamente da minha mae a tirar-me o garfo da mao e a ser ela a empurrar com o garfo grandes pedaços de comida no prato e a enfiar-me na boca.

-"Vá. Despacha-te! Demoras tanto tempo!"

-"Va. mastiga! Engole!"- e empurrava mais comida pela minha goela a baixo.

- " Mas mãe, eu já tenho a boca cheia. Da-me tempo para mastigar!"

- "come e cala-te".

Mais tarde o criticismo evoluiu para: "és sempre a ultima! Todos os outros ja acabaram de comer so tu é que ainda estas aí.  Vá! Despacha-te. Estamos todos à tua espera!". Em adulta o comportamento alterou-se para: "não esperamos por ti". Ainda eu estava a saborear a refeição, ja eles iam para a sobremesa e depois levantavam-se e deixavam-me sozinha. 

Não me considero lenta a comer. Acho que eles é que eram capazes de ser rápidos demais. Se hoje sofro de ar no intestino, li que tal pode dever-se a uma prática errada de mastigação. Como por exemplo, não mastigar o número de vezes suficiente. Visto que fui educada "mastigar rápido, engolir e calar" - percebo agora que posso ter crescido sem ter realmente aprendido a comer como se deve.