Humpty Dumpty tornou-se uma metáfora para alguém que não toma uma posição.
Últimamente tem-me incomodado perceber que há quem passe pela vida sem levantar ódios, simplesmente por ser um Humpty Dumpty: tem opinião, mas fica em "cima do muro". Não faz nada que levante polémicas, não toma partidos, não aquece nem arrefece, não faz sol nem faz chuva, não emite calor nem emite frio.
Estava a pensar deixar os comentários neste blogue com publicação imediata. Afinal, durante estes 8 anos, recebi pouco spam e nunca apanhei com um comentário mal educado, maldoso, agressivo, ofensivo. Porque não deixar fluir? O universo tem maneiras de nos explicar porquê...
Lá apareceu a excepção. E pelos vistos, pode ser daquelas que te «persegue» obsessivamente por outros cantos. Lamentável. Por causa de uns sem-educação, que se autoproclamam melhores e mais inteligentes, pagam todos.
Os comentários vão continuar a ser publicados após aprovação. É apenas sensato.
Este não é o meu único blogue. Tenho outros. Todos específicos que falam de temas específicos. Este inicialmente também tinha uma identidade específica mas entretanto tornou-se mais pessoal. Num dos blogues específicos acho que um belo dia recebi um comentário de um «famoso».
O blogue em causa é sobre televisão. Fiz a minha previsão sobre uma publicitada mudança de um profissional para um canal da concorrência e lamentei a contratação «milionária», dizendo que não acreditava nos resultados positivos. Vai que na caixa de correio surgem quase de imediato dois revoltosos comentários «anónimos». O primeiro ainda publico e dou resposta. Uma resposta sincera e humilde que logo dá a entender que sou uma cidadã comum com uma opinião e tão somente a expressou e não um invejoso do meio que se oculta atrás das redes sociais para fazer uma «campanha de perseguição» e «destilar veneno» - como escreveu o «anónimo».
O segundo comentário desse anónimo NUNCA o publiquei. Ainda se encontra na lista de comentários por aprovar. E nunca publiquei ou vou publicar sabem porquê? Para preservar o próprio anónimo, cuja identidade só posso suspeitar. Para não deixar a pessoa que o escreveu mais mal vista. Para que não se apercebessem do vitimismo (acreditar ser vítima), desespero, revolta, amargura e mania da perseguição. E enquanto o anónimo "atacava" o autor do texto recorrendo a previsíveis abordagens mesquinhas como apontar um erro gramatical para lhe diminuir a inteligência, pelo estilo da sua escrita consegui perfeitamente identificar quem era. Era como se estivesse a ouvir a sua voz.
PS: Não tenho culpa é de ter acertado na previsão e de, pelos vistos, a minha opinião ser a mesma que muitos outros profissionais/colegas da pessoa visada.
Na altura em que fui uma adolescente tinha muitas ideias na cabeça. Muita vontade de as concretizar também. Faltava-me, como julgo ser normal, "saber para onde me virar" para seguir esses caminhos que sentia precisar traçar. Um adolescente recorre aos adultos que o cercam. Mas se as respostas destes forem "não sei, não me chateies" ou "nem pensar, pára de ser estúpida", algumas coisas que podiam ser vividas logo na adolescência e servir de experiência para a entrada na idade adulta ficam por acontecer. É a pior coisa, julgo eu, que um educador pode fazer a uma criança: limitar a sua liberdade e necessidade de expressão.
Bom, isso agora quanto a mim pouco importa, serve apenas como introdução para o tema que vim apresentar. No youtube encontrei, por acaso, algumas vezes, vídeos realizados por adolescentes, pré-adolescentes ou semi-alguma-coisa da adolescência. Espreitei por curiosidade, com um nadica de nada de sensação de voyurerista por decerto não ser o público alvo. Mas a verdade é que muitos desses canais são divertidos. Imagino aqueles que estão na mesma idade do visado a divertirem-se com as cenas, a querer fazer algo parecido. O youtube, o vídeo em si, é uma forma de expressão muito apelativa. Era o que me apelava aos sentidos quando era criança: queria filmar. Histórias e o quotidiano do que me cercava. Mas na minha adolescência não existia câmaras de vídeo domésticas. E se não existia isso, então é que nem pensar em criar "cenas" para postar no youtube, pois também não existia internet... Nem computadores, muito menos portáteis, ou ipads ou mesmo telemóveis e quando apareceram, não vinham equipados com câmaras de fotografia, muito menos de vídeo. Portanto, a vontade podia estar lá - e estava. Mas os meios não. Por essa razão fico contente que a geração de hoje tenha acesso a tudo isto para se expressar. E gosto de ver que o fazem. Fazem bem, dominando a tecnologia e algumas técnicas mais avançadas. Têm assunto para falar - do aparentemente disparatado ao mais sério, tudo conta. Uma geração pós-gato fedorento, que se faz sentir na linguagem e estilo que adoptam. Acima de tudo, imaginação, criatividade e coragem para fazer o que lhes apetece, com responsabilidade, decerto... :)
Aqui fica uma ou outra cena/canal que calhei encontrar. Os temas assim como as idades variam entre parvoices típicas (e por isso mesmo engraçadas) a compras online e relações amorosas, mas são todos peças de um puzzle que é a vida que, segundos alguns, tem nestas idades a sua melhor fase.
PS: Passado tantos anos continuo a achar os meninos, a pesar de tudo, mais interessantes que as meninas. Ao menos falam de tudo um pouco ehehe. Meninas falam hoooooras de maquilhagem, vestidos, malas, etc. ;)