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domingo, 26 de junho de 2016

Liberdade de imprensa e o lado do microfone


Ao deparar-me no facebook com uma partilha de uma página que pedia a "todos" para bloquear a CMTV no canal MEO, percebi uma coisa muito importante que está a ser negligenciada nesta história toda do microfone lançado ao lago: A liberdade de Imprensa.


Digam-me: vocês têm noção do quanto existir liberdade de imprensa é importante para a sociedade? 

É quase como oxigénio - na minha opinião.


Tão importante quanto respirar!


E é por isso que agora largo o humor atribuído a esta história e vou falar do ponto de vista do «micro». Não interessa se é a CMTV, a SportTV, a BenficaTV... 


 Um repórter tem um trabalho a realizar. Cabe-lhe tentar chegar o mais longe que conseguir, para trazer mais informação, para fazer uma melhor cobertura de um acontecimento, etc. 

Ao ver a página a pedir para bloquearem o Canal só por causa deste incidente, cheirou-me claramente a censura. A abuso de poder. E não gostei. Acho bem mais escandaloso do que qualquer outra coisa até então relacionada com este episódio. Estão a incentivar um boicote com base nisto?? E os insultos que o «pasquim», como gostam de o referir, tem sofrido desde então? 


É o Ronaldo uma máquina de merchadising inatingível, todo poderoso, que não pode ser arranhada? É crime um repórter legalmente credenciado chegar perto da «vedeta» e lhe fazer uma pergunta cliché?

E decidem que a penitência por tamanha ousadia passa por insultar o repórter, a estação para qual trabalha e sancionar/censurar um meio de comunicação social. E este, seja qual for, é um pulmão português. 

Hoje foi a CMTV, amanhã vai ser outro qualquer que interfira com o humor do cacre. É isso?

Censura...

É isto que as pessoas acham certo?



Ronaldo não é mais que ninguém. E neste aspecto tenho de concordar com as palavras da Ana S. no seu blogue Escrita Desajeitada - ela que escutou em direto uma destas «espécimes» defensoras a todo o custo dos comportamentos das vedetas. 

Que muitos estejam dispostos a se juntar ao fanatismo ou que a máquina de celebridade do Ronaldo esteja tão bem oleada que possa gerar estes movimentos "anti-qualquer coisa", é ao mesmo tempo assustador e um atentado à Liberdade

Ronaldo até pode ter tido as suas razões. Mas são dele. Os teleespectadores em casa não têm nenhuma. Queixam-se do quê? De poderem estar confortavelmente sentados no sofá da sala enquanto 22 tipos correm por um campo de futebol atrás de uma bola? E de poder assistir com detalhes ao ponto de perceberem cada gota de suor que lhes corre no rosto? 


Curem-se. 


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Não deixem morrer Charlie

Fez-me confusão que em menos de UM ANO, começasse a ver pelos pequenos media movimentos que, "cansados" da expressão "Je suis", decidiram ridicularizá-la. Para os que já esqueceram e para os que NUNCA ENTENDERAM o significado de «je suis charlie» e se cansaram com a repetição (tadinhos, atrapalhou os seus posts sobre roupa, e instagram weeks), aqui ficam uns desenhos. Pode ser que desta forma entendam.







Brilhante










UM LÁPIS, várias velas. Mensagem soberba!


  

O AMOR É MAIS FORTE QUE O ÓDIO
o perdão da redação Charlie Ebdo
ousadamente ilustrado com um simples beijo.

A maggie sempre foi a mais inteligente da família...



A liberdade é a MAIOR ARMA que as pessoas de paz têm contra o terrorismo. "Je suis Charlie" foi um momento especial de união global, representou um batalhão de gente armada com a paz a fazer frente aos senhores do terror. E todos, juntos, afirmaram: "Não temos medo". Coragem, determinação e união. Decerto deve ter colocado muitos terroristas a tremer nas pernas. Sim, porque não tenho dúvidas: os cobardes tremem.

Se Charlie morrer, morremos todos nós.
Pensem seriamente nisto.