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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

O Facebook eliminou-me sem mais nem menos!!!

 

Despertei para descobrir que a conta que mantinha no Facebook por anos e anos foi desactivada. Sem mais nem menos, de um momento para o outro e SEM AVISO.  

Acham isto normal?
Numa democracia??

Dizem os americanos que têm a Nação mais livre do mundo. Auto-intitulando-se "defensores da liberdade". E a empresa americana que é o Facebook ELIMINA sem sequer um pré-aviso uma conta de uma pessoa normal, que não fez nada de errado?

 Pergunto-me se a comunista China seria tão extrema! Ao menos neste país sabia com o que podia contar... opressão, liberdade limitada, controlada...

Com este gesto da americana Facebook, passei a nutrir uma certa admiração por quem mostra aquilo que é. Não suporto posições CINICAS, de quem fala em liberdade mas exerce opressão.


Quando fui para aceder à conta que deixei aberta e tinha usado apenas umas cinco horas antes, só apareceu uma mensagem a dizer que tinha sido DESACTIVADA por me fazer passar por uma FIGURA PÚBLICA. 

Mas isto é a sério??
JAMAIS tal pode ser sequer insinuado como verdade. 

Para quem chegou a viver perto dessa eventualidade e sempre fugiu dela, sinto-me até magoada nos meus princípios. Mas com base em que argumentos podem eles afirmar um disparate destes?? 

Acho que é alguém mal intencionado que denuncia o nome umas tantas vezes já que o facebook permite isso e até o incentiva. Como o facebook é algoritmos, eles eliminaram a conta e não querem saber de ir verificar se é verdade ou não

Que conceito de liberdade, justiça e democracia!!

Nos últimos dias não deixei comentários em qualquer publicação. De terceiros só publiquei duas notícias de domínio público sobre a história de Portugal, por as achar por demais interessantes. Na semana passada, estive em directo com vídeos a mostrar a paisagem do Tejo... e nada mais. 

Sempre cuidadosa, sempre sem expor outros ou a mim mesma. E, claro, nunca me fiz passar por nenhuma figura pública!! 

Após meses de quarentena em que fiquei sem computador, vir a portugal deu-me a oportunidade de relaxar a jogar Farmville, um jogo que só existe nesta plataforma. E por isso adormeci lá pela madrugada, a ver filmes antigos e a instruir-me musicalmente, deixando a conta do Facebook aberta. 

Devo ter criado um HATTER algures no espaço de tempo de cerca de uma década em que abri esta conta. O único "candidato" que me lembro sentir ter potencial para fazer isto foi um wanna-be fotógrafo. Uma vez, julgo que durante a quarentena, na sequência de um inocente comentário humorístico sobre um tema leve, surpreendeu-me receber um comentário dirigido a mim, não ao tema, com uma observação presunçosa de quem se acha certinho e correcto. Ao que lhe respondi -fazendo-lhe ver o meu direito numa sociedade livre de me identificar no Facebook com o cognome que quiser - que ele, por usar nome "de gente" (que foi como se referiu a mim) não era por isso mais honesto ou menos mentiroso que aqueles que escolhem não se expor tanto.

Defendo que cada qual se expõe como quiser. Este indivíduo criou uma conta de facebook para se promover. Por isso toda a conta era essencialmente auto-retratos e belas fotos. E, claro, usou o nome pelo qual quer ser conhecido. 

Mas isso não lhe dá o direito de criticar quem não é assim. Eu e muitos outros, nunca pretendi usar o facebook para autopromoção. A rede social era apenas uma ferramenta de comunicação e informação, que comecei a usar apenas para jogar um jogo em comunidade. Nunca ali publiquei uma fotografia minha ou de outra pessoa, a menos que não fosse claro de quem se tratava. Tenho fotos lindas de flores, paisagens... de mim, contra o sol, em silhueta ou de rosto coberto até aos olhos pela máscara facial. O meu nome, porque não consigo mentir, é o verdadeiro, composto de um conjunto de diminutivos. Não expõe a minha identidade a qualquer um que tenha fins obscuros. Só aqueles que eu quero ou sabem quem eu sou têm acesso a me encontrar na rede social. Não o inventei, não menti, não me fiz passar por ninguém. Sou eu mesma. Não sou sequer, uma produção da pessoa que pretendo ser (que é como muitos usam a rede social). E depois está nas regras do facebook: uma pessoa pode criar uma conta com outro nome SIM, desde que não se faça passar por outra pessoa. 

Ora... eu nem interajo com ninguém sem ser a minha família. Falo com uns familiares no messenger. Eles sabem que eu sou eu. Eliminarem-me o facebook por ser suposto estar fazer-me passar por um famoso???

Isto é CALÚNIA e MALDADE.

Discordo com esta postura anti-democrática. O facebook não procura banir os verdadeiros infractores. Permite que qualquer pessoa denuncie outra e como consequência,  parte para a eliminação da conta,  sem sequer se preocupar com a legitimidade ou intencionalidade da denúncia. 
É tão fácil quanto isso gritar: "LOBO!". Os criadores do facebook aceitam isto. Os estúpidos "controladores de conteúdo" do facebook, preguiçosos pelos vistos, limitam-se a eliminar contas sem sequer ver a LEGITIMIDADE das acusações.

Não concordo! Não concordo, não é deontológico, não é democrático. Estão-se nas tintas para o incómodo que isso vai adicionar À vida do utilizador. E o que é pior, é muito facilitador a terrorismo, a ciberbulling... no Facebook qualquer um pode eliminar a conta de outra pessoa, só porque o deseja castigar!

Agora não posso mais aceder aos conteúdos que publiquei "há 8 anos" - como o facebook sempre lembrava. Os vídeos que lá coloquei (dos passeios que dava pelos parques), perdidos. Ainda bem que nunca usei a plataforma para guardar nada mais pessoal. Agora estaria arrependida. Eh pá... curem-se.

Gostava era de lhes escrever uma bela carta a dizer o que penso deles. Mas não posso. Porque estão inacessíveis. 




Por princípio não vou PEDIR para reactivar a conta. 
IMPLORAR, PEDIR para me devolverem o que ilegitimamente me tiraram. Ao que sujeitam uma pessoa cumpridora e responsável... é execrável.

A possibilidade de recuperar a conta existe, SE lhes der um número de telefone. (embora duvide que funcione). Ora, eu não dei um número de telefone quando foi para abrir a conta. Porque haveria de dar agora? O meu princípio rege-se pela preservação de informação pessoal.

Se querem realmente tornar possível a recuperação de uma conta roubada sem qualquer justificação ou LEGITIMIDADE, então permitam que o faça pelo meio com que a abri: conta de email.


Há uns bons anos, para poder jogar Farmville em comunidade, pois ninguém carregava nos links que precisava para progredir no jogo, a solução passou por criar contas duplas, triplas, novas...  no facebook. A única plataforma onde o jogo se encontra a funcionar. 

Era conveniente para a rede social ter este jogo em exclusivo, pois tinha imensa popularidade e o número de jogadores crescia. De tal forma, que prejudicou o mesmo. As pessoas deixaram de se ajudar umas às outras, as tarefas no jogo tornaram-se muito árduas e exigiam muito tempo. Só aqueles com mais de mil "vizinhos" conseguiam jogar o jogo e progredir. Porque alguém, entre mil, sempre carregava nos seus links. Eu e com quem eu jogava, não tinhamos sorte e tinhamos de procurar 1000 links para carregar. Depois estes passaram a CADUCAR passados dois ou três clicks de outros utilizadores. 

O jogo tornou-se árduo e a intenção era só uma: fazer com que a pessoas comprem tokens para progredir, que é o que os pais fazem hoje em dia com os jogos de fortnite das crianças, etc. Passavam-se dias e não recebiamos ajuda. Não dava para progredir ou completar uma tarefa antes do tempo esgotar. O que era muito frustrante. De gratificante, o jogo facilmente passou a frustrante. Para solucionar isso criou-se uma segunda, terceira, quarta conta... para carregar nesses preciosos links e seguir caminho. 

Por isso sei o que é ter outras contas no facebook. Nem por isso usei-as para me fazer passar por outra pessoa. A plataforma é clara: não é proibido inventar nomes, o que é proibido é dar informações falsas ou fazer-se passar por outra pessoa, seja ela figura pública ou não.

Coisa que jamais faria. 

Não entendo. Eu nem gosto de ter o perfil público. Não tenho data de nascimento à vista, não preencho as partes inquisitivas "onde nasceste? Onde estudaste? Qual a profissão? Estado Civil? Nome da escola primária, nome da escola secundária, nome da universidade frequentada, curso e grau" e todos esses excessos de invasão de privacidade. Quando é para comentar algum assunto, faço-o, mas não uso palavrões ou insultos. Não há motivos para terem feito o que fizeram.

Mas já que o fizeram, agora fiquem com ela.
E espero que se danem na bolsa, a curto e a longo prazo.

O facebook desiludiu em GRANDE.

Cuidado. Um dia vai ser o blogger...
o Gmail...

Este universo do ciberespaço é tudo menos correcto.


domingo, 26 de junho de 2016

Liberdade de imprensa e o lado do microfone


Ao deparar-me no facebook com uma partilha de uma página que pedia a "todos" para bloquear a CMTV no canal MEO, percebi uma coisa muito importante que está a ser negligenciada nesta história toda do microfone lançado ao lago: A liberdade de Imprensa.


Digam-me: vocês têm noção do quanto existir liberdade de imprensa é importante para a sociedade? 

É quase como oxigénio - na minha opinião.


Tão importante quanto respirar!


E é por isso que agora largo o humor atribuído a esta história e vou falar do ponto de vista do «micro». Não interessa se é a CMTV, a SportTV, a BenficaTV... 


 Um repórter tem um trabalho a realizar. Cabe-lhe tentar chegar o mais longe que conseguir, para trazer mais informação, para fazer uma melhor cobertura de um acontecimento, etc. 

Ao ver a página a pedir para bloquearem o Canal só por causa deste incidente, cheirou-me claramente a censura. A abuso de poder. E não gostei. Acho bem mais escandaloso do que qualquer outra coisa até então relacionada com este episódio. Estão a incentivar um boicote com base nisto?? E os insultos que o «pasquim», como gostam de o referir, tem sofrido desde então? 


É o Ronaldo uma máquina de merchadising inatingível, todo poderoso, que não pode ser arranhada? É crime um repórter legalmente credenciado chegar perto da «vedeta» e lhe fazer uma pergunta cliché?

E decidem que a penitência por tamanha ousadia passa por insultar o repórter, a estação para qual trabalha e sancionar/censurar um meio de comunicação social. E este, seja qual for, é um pulmão português. 

Hoje foi a CMTV, amanhã vai ser outro qualquer que interfira com o humor do cacre. É isso?

Censura...

É isto que as pessoas acham certo?



Ronaldo não é mais que ninguém. E neste aspecto tenho de concordar com as palavras da Ana S. no seu blogue Escrita Desajeitada - ela que escutou em direto uma destas «espécimes» defensoras a todo o custo dos comportamentos das vedetas. 

Que muitos estejam dispostos a se juntar ao fanatismo ou que a máquina de celebridade do Ronaldo esteja tão bem oleada que possa gerar estes movimentos "anti-qualquer coisa", é ao mesmo tempo assustador e um atentado à Liberdade

Ronaldo até pode ter tido as suas razões. Mas são dele. Os teleespectadores em casa não têm nenhuma. Queixam-se do quê? De poderem estar confortavelmente sentados no sofá da sala enquanto 22 tipos correm por um campo de futebol atrás de uma bola? E de poder assistir com detalhes ao ponto de perceberem cada gota de suor que lhes corre no rosto? 


Curem-se. 


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tramados pelo chocolate Cadbury


Gostam desta marca de chocolate Inglês?

Eu por acaso não o tenho na minha lista de favoritos. Contudo hoje descobri uma coisa e decidi vir aqui partilhar. E proponho um boicote póstumo, eheh.

Então não é que um senhor de nome William Cadbury, chocolateiro de profissão, foi até a ilha de S. Tomé e Principe, na altura colónia portuguesa, e saiu de lá com um polémico relatório onde falava mal da situação dos trabalhadores que colhiam o café e o cacau? Tudo porque era muito forte a concorrência do cacau deste país à Inglaterra das Índias. E vai que lhes era extremamente conveniente causar uma polémica que visou inclusive, um boicote a todo o tipo de produto originário de S. Tomé.

É que a escravatura já estava abolida... e o tipo foi para as esferas políticas acusar os portugueses de perpetuarem o trabalho de escravo, já abolido... o que foi um exagero. Difamações movidas pela ganância, o oportunismo... a sede de riqueza.

Ora, eu li isto algures na internet, onde fazem menção ao episódio surgir relatado no livro "Equador" - que nunca li. Pelo que não sei se faz ou não nem fui fundamentar a pesquisa noutras fontes. Só posso dizer que surgiu uma vontade com um atraso secular de boicotar os produtos Cadbury.


Passado mais de um século,
gostava de saber como são hoje as condições dos que colhem o café e o cacau...
Porque numa reportagem no programa 60m que vi há uns anos, escravatura é pouco para o definir...