Primeiro foi a cena do microfone.
Achámos piada. E desculpámos a atitude, responsabilizando a CMTV.
Mas foi ontem - só ontem, pelos pedaços que vi, que comecei a formar uma opinião sobre Cristiano Ronaldo.
Durante o direto do jogo vi Ronaldo a esbarrar contra o treinador. Não sei se foi na ocasião do golo, em que ele quase quebra o homem. Esse vídeo eu vi depois. A cena que vi acho que foi outra e pareceu intencional. O treinador avançou na frente uns passos, vagarosamente. Julgo que tinha as mãos atrás das costas. Ronaldo aparece, tem espaço para passar, mas esbarra nele intencionalmente, à bruta, avançando com o ombro para a frente.
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| Imagem do vídeo abaixo, a referida acima não será esta |
Como não entendo de futebol, fiquei na minha. Podia ser um código. Uma ordem para fazer algo. E por isso, mais uma vez, uma atitude recriminada em qualquer outra circunstância, é desculpada.
No dia seguinte vejo este vídeo:
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1116459991759876
https://www.facebook.com/dioguinho.o.noivo.encornado/videos/1340786839269562/ (maior)
Vão ter de o abrir no
facebook pois não o encontrei noutro lado. De todos, é talvez o mais enigmático ou revelador. Vi e não gostei. Mais uma vez, notei malícia, intenção. Nem pareceu existir motivo. Mas mais uma vez, desculpa-se.
Só depois vi o vídeo que coloco abaixo. Vão ter de abrir o link, que vai dar à página. Não há NADA disto no youtube por enquanto. Estranho.
São as imagens que mostram Ronaldo a saltar na coluna do treinador, vergá-la e colocar-lhe todo o peso do seu corpo cada vez mais estranhamente musculado em cima. Tudo "à bruta", porque é assim que os futebolistas agem. Porque é assim que se comemora um golo. Porque não faz mal as diferenças de idade e de musculatura... Faz o mesmo às irmãs e à mãe. Foi a euforia do momento, da felicidade.
Ronaldo teve de ficar no banco durante a maioria do jogo. Mas ele não foi humilde o suficiente para não saltar dali para fora, quantas vezes teve vontade, e se posicionar junto à linha de campo para emitir ordens aos colegas. Quando um se lesiona e sai do jogo, Ronaldo aparece, manda-o voltar a entrar. Comporta-se como aquele que decide tudo.
Mas mais uma vez, desculpa-se. Tenta-se compreender. É a final, que vai decidir quem vai ser o campeão europeu. É um título. E títulos é o que Ronaldo mais almeja na sua vida, são a sua maior ambição.
E que tipo de homem será aquele que quer tanto, mas tanto, ser o mais premiado? O melhor? O idolatrado? Aquele que tem um museu de si mesmo? O que é que este tipo de ambição/obsessão faz a alguém assim, principalmente quando contrariado?
É Ronaldo um doido com cara de anjo? Note-se a expressão inocente que faz, a olhar para o horizonte, após ter intencionalmente espetado no joelho do colega, à traição, algo que tem na mão, que faria sentido ser um objecto anti-stress.
Ter ido para o banco fez Ronaldo saltar como um macaquinho irrequieto e ter atitudes agressivas. Foi um contratempo que não gostou. Tenho a certeza que as lágrimas derramadas não eram de dor física, tanto quanto eram de desgosto e mágoa por tudo terminar ali para ele.
Ronaldo tem agora a bela idade de 31 anos.
Não perco o meu sono a pensar no que vai ser da sua carreira quando os relvados se fecharem. Mas ele deve perder. E ter tudo calculado. Porque na ausência de cálculo... O que ficar sem rumo faz a uma pessoa que sempre teve um objectivo, uma obsessão? Tem de encontrar outras.
Ronaldo cada vez muda mais a sua aparência. Embora as mudanças não se tornem evidentes, porque não o fazem mais atraente, estão lá. Fico a pensar o que é que ele anda a tomar para ficar com mais músculo do que nunca. Será que vem daí uma propensão para tantos saltos e agressões? Sim, porque eles tomam muita coisa. Têm controlo de dopping mas também sabem fazer das suas «Lances Amestronguices». Acho que injectou botox na testa ou já partiu para o lifting mesmo, porque as rugas que sempre ali teve que ao menos lhe conferiam um ar natural e não de boneco de cera, desapareceram.
Não sou de endeusar ninguém. Nem de julgar sem conhecer. Mas pode-se presumir, com base em alguma coisa. Interrogo-me apenas se estas atitudes podem, de alguma forma, serem contextualizadas num quadro de normalidade, ou se são um pequeno indicativo de sérios problemas a precisar de uma séria atenção.
Parafraseando as únicas palavras soltas por Irina Shayk após a sua separação do «craque»: "Ele não era a pessoa que eu pensava que ele era".