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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Para escutar


Acho o assunto interessante.
Gosto da forma como expõe o raciocínio, as associações que faz e a sorte que tem em poder falar de temas tão controversos sem despoletar fúrias instantâneas. Um feito que poucos possuem. E associa tudo ao humor, o que muito aprecio também. O que seria a vida sem o humor?

Além do tema ser interessante assim como as posições, aqui fica claro que RAP é uma pessoa culta, interessada, com um reportório de conhecimento vasto obtido em diversas leituras e um curioso. 


Então aqui fica o meu conselho:
Faça o que tiver que fazer, limpe a casa, cozinhe, descanse um pouco e deixe este vídeo em play por 30 minutos. Acho que não vai arrepender-se. 

domingo, 24 de junho de 2018

Futebol e suas nefastas influências


Quem disse que a Religão era o ópio do povo, 
Não conhecia o futebol.

Hoje retratava-se. 


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Valores morais

Dados de Portugal

Cada vez escuto mais pessoas dizerem que a religião é uma porcaria, que só produz fanáticos. E vão sempre buscar a inquisição para a desacreditar. Mas vejo documentários sobre a vida das pessoas há um ou dois séculos  - quando a religião era prática comum e generalizada, e percebo qual é o benefício de se ser crente a um Deus.

1º - Honra.
A honra era mais que uma noção, desempenhava um papel importante no carácter de uma pessoa. 

2º - Bússola Moral
As pessoas sentiam-se perdidas mas encontravam algum tipo de orientação espiritual no seio da religião.

3º - Rectidão
O certo e o errado não eram conceitos tão abstratos, prontos a ser dobrados para as conveniências de cada um. Existia um código de conduta e uma noção bem clara de rectidão.

4ª Solidariedade
A igreja sempre viveu do dízimo e de doações. Mas independentemente do que se possa achar dessa atitute em termos de riqueza com proveitos institucionais, a solidariedade estava incutida no espírito dos fiéis. A interajuda era uma realidade. Pão para os pobres era um dever de todo o cristão.

5º Respeito
O respeito por si mesmos, pelo parceiro, todo o processo de uma vida a dois impedia o individualismo ou o egoísmo. As pessoas pensavam na família, respeitavam os mais velhos e os mais velhos não se encostavam a uma parede a dizer que estavam reformados. Enquanto existisse saúde. Se não existisse, eram cuidados.

6ª Respeito pela saúde
A saúde era levada muito a sério. Talvez por não existir um sistema nacional de saúde com médicos para todos nem comercialização generalizada de medicamentos. Cada pessoa sentia uma enfermidade como algo sério que colocava a sua vida em risco de ser perdida. Era-se meticuloso e uma doença era tratada com seriedade.

7ª Amizade
As pessoas pareciam reunir mais condições para criá-las e mantê-las. Mesmo à distância ou especialmente à distância. Talvez por uma certa ingenuidade, mas também por não se manterem excessivamente desconfiadas. Eram mais receptivas?

De ontem para hoje andei a "viajar" no passado. Gostei particularmente de um documentário onde uma esposa enferma teve sempre o marido à sua cabeceira a cuidar dela enquanto doente. Depois ficou ele doente - ferido por bala - e foi a vez dela de cuidar dele. 

Esse tipo de responsabilidade, de cuidado, de amor... A noção das pessoas e o empenho em viverem uma relação respeitosa, real, em perdoar. O marido tinha tido um caso com outra mulher. Confessou à esposa. Achou que esta jamais o iria conseguir amar de volta. Mas esta colocou as suas condições e disponibilizou-se a amar de novo o marido. E era amada de volta. Mais do que antes, talvez. Não sei se hoje em dia as pessoas conseguem empenhar-se desta maneira tão sincera. Claro que existem traições (quando não?), que são descobertas (serão confessadas?) e alguém decide dar uma nova chance ao matrimónio. Mas será que conseguem sem ressentimento? Hoje só se escuta falar de ressentimento, vingança, ódio... Mesmo quando reconciliados, os ataques continuam. Ou o sexo extra-conjugal continua, traindo-se o parceiro e revelando uma enorme falta de carácter e total ausência de sentido de Honra. Se separados, a maledicência é uma constante, a amante passa a ser uma desclassificada odiada até o âmago... Não  que generalize - nem neste tempo nem no passado. Mas creio que talvez fosse mais fácil no passado, devido à tal bússola moral que a religião ajudava a manter, as pessoas se manterem empenhadas no matrimónio e nas relações pessoais de forma mais respeitosa e autêntica.


Depois viajei no passado pelo próprio relato do passado. Há uns anos fiz a minha árvore geneológica. Isso implica ir aos arquivos consultar os assentos de nascimento, casamento e óbito. Encontra-se muita coisa comum, mas também algumas histórias menos comuns. Percebe-se melhor o que terá sido ter vivido em tempos tão remotos. O que é que as pessoas pensavam, agiam, os perigos que os assolavam, a forma como viviam... E percebe-se pelas mãos do padre ou do escrivão - que eram as pessoas encarregadas de registar o aparecimento, a mudança e o desaparecimento de cada vida nesta terra. Ou seja, algo que sempre tem um cunho da igreja.

Consultei um fórum e retive-me por ali a reler aquelas impressionantes histórias. Datadas do século XVII, XVIII, XIX e até XX. E quando pensamos que sabemos como eram aqueles tempos, percebe-se que não. E quando se pensa que hoje é que somos liberais em relação ao passado, percebe-se que não é de todo verdade. Quando se acha que se entende o que foi a história, fica-se com uma percepção de que existiu, pelo menos, algumas excepções às ditas regras. Foi uma viagem muito interessante. Irei partilhá-la aqui num dos posts seguintes.

Não quero com isto dizer que no passado tudo era bom. E que a evolução não é boa. Quero apenas dizer que nem tudo que ficou no passado era mau. Como em qualquer era, penso eu, há coisas boas e coisas menos boas. Com a passagem do tempo perde-se um pouco de ambas.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Acreditam em milagres?

Gosto de histórias de mistério e sobrevivência da vida real.

Durante anos assisti a várias na televisão. Reportagens e documentários com testemunhos na primeira pessoa. Uma das histórias que mais me surpreendeu foi a da escola primária de Cokville

Foi agora lançado um filme sobre esse acontecimento. 

E o que aconteceu em Cokville? Em 1986 um casal com armas de fogo e uma bomba de fabrico caseiro, tornaram reféns as pequenas crianças, professores e funcionários da escola, totalizando 154 almas. A bomba detonou na pequena sala onde se aglomeravam. Contudo, todas as 154 almas saíram vivas da explosão que, de acordo com os especialistas, teria de ter derrubado o edifício. Morreram duas pessoas: os raptores, de tiro de bala. 

Quando se vai tentar perceber o que aconteceu, existem uma série de coincidências e factos por explicar. O que o nosso cérebro sabe é que a probabilidade de uma bomba tão potente detonar num pequeno espaço com mais de uma centena de crianças e não matar nenhuma é muito impossível. A sala incendiou-se, os cartuchos continuaram a explodir e, no entanto, nenhum foi fatal para ninguém.

A sala onde se deu a detonação

Um estudo pós-acidente revelou que a bomba era mega destruidora mas, por alguma razão, quatro dos cinco detonadores falharam. A direcção da própria explosão tornou-se enigmática, pois grande parte dela elevou-se ao teto, ao invés de expandir para os lados. O que aconteceu, na opinião até dos cépticos e cientistas, foi uma daquelas situações inexplicavelmente milagrosas.


E foi então que, com o passar dos meses, as crianças que sobreviveram começaram a relatar que anjos vestidos de branco lhes tinham dito o que fazer e que tudo ia correr bem. Mesmo antes da explosão ocorrer, os anjos cercaram a bomba e no instante em que esta explodiu, elevaram-se em direção ao teto. Uma menina foi conduzida até à entrada da escola mas a pessoa que lhe deu a mão «sumiu» assim que ela chegou à porta. Mais tarde, ao ver umas fotografias de família, ela reconheceu uma tia, há muito falecida, como tendo sido a pessoa que a ajudou. Outras crianças também identificaram os seus anjos como sendo familiares falecidos, pessoas que nunca chegaram a conhecer.


Eu sou céptica. Ou melhor, sou uma cética-crente, na realidade, não me defino nestas categorias limitadas. Acredito em Energia. Em princípio, tudo pode acontecer, mas não me apanham a acreditar instantaneamente. Gosto de analisar cada coisa e chegar às minhas conclusões, mas não precipitadas. 

Outra história que me ficou na lembrança foi a seguinte: uns tios levaram a filha e a sobrinha a passear no Grand Canyon - uma região montanhosa algures nos EUA, zona remota cheia de perigos e com penhascos vertiginosos. 

A sobrinha, que tinha ganho uma câmara de fotografar nova, quis tirar fotos realmente bonitas e por isso passou para o outro lado daquela barreira que fica à beira da falésia. Nisto escorrega e cai, indo a deslizar pela falésia abaixo. Diz que ficou imobilizada algures a meio, não sabe bem como. Cá em cima, em pânico, os familiares gritavam pelo nome dela, mas mal se escutavam as suas vozes. De costas para a falésia, ela não tinha como se mexer, muito menos como escalar e sair dali. Em cima, não conseguiam sequer vê-la, tão fundo caiu. O que aconteceu de seguida não tem explicação. Sem se lembrar DE NADA, a adolescente estava de volta à berma da falésia. Não se recorda de ter subido, até porque a distância era muito grande e não tinha como. Mas acha que foi transportada nos braços de um anjo.

A parte que não relatei sobre estes dois acontecimentos é que eles ocorreram entre pessoas de MUITA FÉ. 

Na escola de Cokville, as crianças espalharam entre si a seguinte opinião: "O nosso Pai Celestial não nos vai deixar morrer. Não fizemos nada de errado". Momentos antes da explosão ocorrer começaram, por iniciativa delas mesmas, em grupos, a fazer uma oração. Cá fora, pais preocupados, desesperados, faziam o mesmo. Afinal, numa situação limite destas, de impotência tamanha, o que mais nos resta senão orar e rogar por ajuda a Deus? 

No caso da adolescente que escorregou pela falésia, foi a mãe dela, em casa, a quilómetros de distância, que se sentou a ler uma passagem da bíblia, quando subitamente sentiu que a sua filha estava a correr perigo de morte e rogou a Deus e ao seu anjo da guarda que a salvasse. Orou muito, sem parar. 

"Ah, isso são histórias fabricadas" - podem alguns em algum instante pensar. "Quem disse que a rapariga caiu mesmo da falésia? Quem diz que a mancha na parede na escola é prova da presença de anjos e não é só porcaria? Quem diz que as crianças não foram instruídas a fabricar a história dos anjos?" - Muitos avançaram com estas possibilidades. A cepticismo estudou muita coisa, e encontrou perguntas sem resposta lógica. Nem a ciência forense foi capaz de explicar a direcção da detonação. Neste caso fica difícil não acreditar. E é igualmente difícil afirmar que tudo foi inventado, ou mesmo deduzir que existe uma explicação lógica, só ainda não se possui conhecimentos suficientes para a explicar. 

Existem outros casos milagrosos que me espantaram, onde o poder da oração pareceu resultar, nomeadamente na cura de doenças fatais. 


Alguns se perguntam: então se Deus pode interferir, porque não interfere sempre? Porquê permite que uns sofram tanto, morram doentes, em sofrimento? Porque não protege todas as crianças do mal do mundo?

Porque não é assim que funciona, penso eu. O que seria do mundo sem a dor? Em que seres nos transformaríamos se não existisse a sensação física de um problema, o tormento espiritual quando algo nos faz sofrer? E o que cá andamos a fazer, se não for para aprender com os erros? Com a experiência? Se tudo fosse facilitado, estaríamos no Paraíso, não na Terra.

Tudo tem um propósito. Este mundo tem sofrimento porque é ele que nos faz melhorar como seres humanos. Sem dor e sofrimento, o ser humano teria pouca empatia para com o semelhante, não passaria de um assassino selvagem. Talvez por isso existam assassinos selvagens no mundo. Para nos lembrar no que facilmente nos tornamos quando não se escolhem caminhos mais iluminados. Caminhos nos quais o certo é desejar e fazer o bem aos outros.


Não venho de uma família religiosa. Pouco entendo de rezas. Acredito em correntes de pensamento positivo. E a reza, no fundo, traduz-se nisso: várias pessoas a enviar pensamentos positivos para outra(s). Acredito na força, no poder dessa fé. Muita fé gera energia. Quando legítima, quando autêntica, acredito que possa mover montanhas. 


Gostaria muito de ser abençoada por uma reza assim, pelo meu bem estar. 
Mas cá está: não é o tipo de coisa que se possa pedir. 
Ela simplesmente, tem de acontecer. A vontade tem de brotar do coração.

Já rezei assim uma vez, pela alma de uma pessoa que nunca conheci.
E acho que fez a diferença.


Dos muitos mistérios e reportados milagres que existem por aí, talvez muitos sejam logros. Mas por vezes deparamo-nos com histórias como estas que não deixam muitas alternativas para a lucidez do cepticismo. O Santo Sudário é logro. Mas isto? Ao que tudo indica, parece que foi um pedido atendido.