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quinta-feira, 1 de março de 2018

Mais orações e coincidencias


Resumindo dois temas em um curto post -  outra rejeição. Não consegui o emprego.
A pesar de tudo ter corrido bem - passei nos testes, tive uma pontuação de 98,9% no teste e fiz uma boa entrevista. 

Só consigo ver um motivo para isso acontecer -"o rótulo" que o empregador anterior me colocou. Eu é que fui a vítima de abusos de poder, de bulling e difamação e no final, eu é que saí prejudicada. É difícil descrever o sofrimento que isto me causa. Vim de Portugal onde sofri tanto na busca de emprego e agora essa angústia que pensei ter deixado para trás está de volta. É demais. 

Dizem que é uma questão de tempo, mas que coisas boas finalmente acontecem com pessoas que merecem. Estou quase a atingir a metade de século em idade e ainda aguardo por essas coisas boas. 

Cansada de andar por uma estrada tão atribulada. Altos e baixos posso bem com eles. É a injustiça e a malícia de todos que me derrotam por dentro. 
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Sobre a nova colega so sei que tem um riso parecido à da sua antecessora. Por coincidência assemelha-se a ela na quantidade de pertences que transportou consigo, na forma como os espalhou pela cozinha sem se incomodar em os arrumar, e também pelo uso imediato das utilidades na casa sem se importar em contribuir para os gastos. A pilha de roupa que ela lavou à socapa durante a noite é impressionante. E tem de tudo: desde lençóis de cama a todo o tipo de roupa de uso exterior e interior. Nada disto seria muito surpreendente não fosse pelo facto desta "nova" colega ter vindo de uma casa situada a duas ou três portas ao lado desta. Seria de esperar que transportasse roupa já lavada. Mas não, trouxe-a suja para lavar logo no primeiro dia em que ocupa uma casa para a qual ainda não contribuiu para qualquer despesa de gás ou electricidade.

As semelhanças com a antecessora não terminam aqui. Ela trabalha no mesmo restaurante da outra, na mesma função. Só está a faltar daqui a três meses ser promovida de simples empregada para gerente, ahaha. 

O indivíduo continua a "rondar" a rapariga sempre que pode. Acho que esta já começa a mostrar comportamentos iniciais semelhantes à da sua antecessora. Fala, ri mas quer afastar-se. Ele é um pouco "melga". Porém, pode ser que daqui saia outra união de interesses. O maior impedimento para que isso aconteça é que esta rapariga tem namorado - que mora na casa que ela abandonou. Este não é um bom motivo para sair de uma casa e entrar noutra. O meu instinto diz-me que ela está a esconder a verdadeira razão pela qual teve de abandonar o lar anterior. Mas isso não me diz respeito. É só uma curiosidade que estou a partilhar.

O que me diz respeito é a minha vida. E essa está de mal a pior.
Orações e inscrições a empregos não têm resultado.
Preciso de um milagre, da sorte grande ou de um ataque cardíaco fulminante que ponha um fim a esta luta ingrata. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Acreditar no poder da oração (que seja o ano do cão)


O horóscopo Chinês dizia que o ano ia começar atribulado mas que depois ia conquistar o que precisava, profissionalmente e no lar.

Pois vim aqui para que torçam para que isso aconteça já.
Aguardo uma resposta de um emprego. 
Estou a dar uma segunda oportunidade ao "lar" que arranjei.
Tudo depende desta resposta. 

Preciso desesperadamente que as coisas comecem a correr a meu favor. Cheguei a um ponto que estou quase para desistir. Mais uma contrariedade e sou capaz de o fazer. Simplesmente não consigo mais trilhar por esta estrada de tantos dissabores. 


Como acredito no poder da oração e da boa vontade, peço que partilhem comigo desta vontade. Preciso de boas energias, positivismo.

Já orei por paz, harmonia e felicidade laboral e do lar num lugar de culto e fé. 
Decidi deixar um pedido de oração também por aqui.

Boas energias são sempre bem vindas.


E que tudo corra bem - aos de bem e com todos de bem.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Acreditam em milagres?

Gosto de histórias de mistério e sobrevivência da vida real.

Durante anos assisti a várias na televisão. Reportagens e documentários com testemunhos na primeira pessoa. Uma das histórias que mais me surpreendeu foi a da escola primária de Cokville. 

Foi agora lançado um filme sobre esse acontecimento. 

E o que aconteceu em Cokville? Em 1986 um casal com armas de fogo e uma bomba de fabrico caseiro, tornaram reféns as pequenas crianças, professores e funcionários da escola, totalizando 154 almas. A bomba detonou na pequena sala onde se aglomeravam. Contudo, todas as 154 almas saíram vivas da explosão que, de acordo com os especialistas, teria de ter derrubado o edifício. Morreram duas pessoas: os raptores, de tiro de bala. 

Quando se vai tentar perceber o que aconteceu, existem uma série de coincidências e factos por explicar. O que o nosso cérebro sabe é que a probabilidade de uma bomba tão potente detonar num pequeno espaço com mais de uma centena de crianças e não matar nenhuma é muito impossível. A sala incendiou-se, os cartuchos continuaram a explodir e, no entanto, nenhum foi fatal para ninguém.

A sala onde se deu a detonação

Um estudo pós-acidente revelou que a bomba era mega destruidora mas, por alguma razão, quatro dos cinco detonadores falharam. A direcção da própria explosão tornou-se enigmática, pois grande parte dela elevou-se ao teto, ao invés de expandir para os lados. O que aconteceu, na opinião até dos cépticos e cientistas, foi uma daquelas situações inexplicavelmente milagrosas.


E foi então que, com o passar dos meses, as crianças que sobreviveram começaram a relatar que anjos vestidos de branco lhes tinham dito o que fazer e que tudo ia correr bem. Mesmo antes da explosão ocorrer, os anjos cercaram a bomba e no instante em que esta explodiu, elevaram-se em direção ao teto. Uma menina foi conduzida até à entrada da escola mas a pessoa que lhe deu a mão «sumiu» assim que ela chegou à porta. Mais tarde, ao ver umas fotografias de família, ela reconheceu uma tia, há muito falecida, como tendo sido a pessoa que a ajudou. Outras crianças também identificaram os seus anjos como sendo familiares falecidos, pessoas que nunca chegaram a conhecer.


Eu sou céptica. Ou melhor, sou uma cética-crente, na realidade, não me defino nestas categorias limitadas. Acredito em Energia. Em princípio, tudo pode acontecer, mas não me apanham a acreditar instantaneamente. Gosto de analisar cada coisa e chegar às minhas conclusões, mas não precipitadas. 

Outra história que me ficou na lembrança foi a seguinte: uns tios levaram a filha e a sobrinha a passear no Grand Canyon - uma região montanhosa algures nos EUA, zona remota cheia de perigos e com penhascos vertiginosos. 

A sobrinha, que tinha ganho uma câmara de fotografar nova, quis tirar fotos realmente bonitas e por isso passou para o outro lado daquela barreira que fica à beira da falésia. Nisto escorrega e cai, indo a deslizar pela falésia abaixo. Diz que ficou imobilizada algures a meio, não sabe bem como. Cá em cima, em pânico, os familiares gritavam pelo nome dela, mas mal se escutavam as suas vozes. De costas para a falésia, ela não tinha como se mexer, muito menos como escalar e sair dali. Em cima, não conseguiam sequer vê-la, tão fundo caiu. O que aconteceu de seguida não tem explicação. Sem se lembrar DE NADA, a adolescente estava de volta à berma da falésia. Não se recorda de ter subido, até porque a distância era muito grande e não tinha como. Mas acha que foi transportada nos braços de um anjo.

A parte que não relatei sobre estes dois acontecimentos é que eles ocorreram entre pessoas de MUITA FÉ. 

Na escola de Cokville, as crianças espalharam entre si a seguinte opinião: "O nosso Pai Celestial não nos vai deixar morrer. Não fizemos nada de errado". Momentos antes da explosão ocorrer começaram, por iniciativa delas mesmas, em grupos, a fazer uma oração. Cá fora, pais preocupados, desesperados, faziam o mesmo. Afinal, numa situação limite destas, de impotência tamanha, o que mais nos resta senão orar e rogar por ajuda a Deus? 

No caso da adolescente que escorregou pela falésia, foi a mãe dela, em casa, a quilómetros de distância, que se sentou a ler uma passagem da bíblia, quando subitamente sentiu que a sua filha estava a correr perigo de morte e rogou a Deus e ao seu anjo da guarda que a salvasse. Orou muito, sem parar. 

"Ah, isso são histórias fabricadas" - podem alguns em algum instante pensar. "Quem disse que a rapariga caiu mesmo da falésia? Quem diz que a mancha na parede na escola é prova da presença de anjos e não é só porcaria? Quem diz que as crianças não foram instruídas a fabricar a história dos anjos?" - Muitos avançaram com estas possibilidades. A cepticismo estudou muita coisa, e encontrou perguntas sem resposta lógica. Nem a ciência forense foi capaz de explicar a direcção da detonação. Neste caso fica difícil não acreditar. E é igualmente difícil afirmar que tudo foi inventado, ou mesmo deduzir que existe uma explicação lógica, só ainda não se possui conhecimentos suficientes para a explicar. 

Existem outros casos milagrosos que me espantaram, onde o poder da oração pareceu resultar, nomeadamente na cura de doenças fatais. 


Alguns se perguntam: então se Deus pode interferir, porque não interfere sempre? Porquê permite que uns sofram tanto, morram doentes, em sofrimento? Porque não protege todas as crianças do mal do mundo?

Porque não é assim que funciona, penso eu. O que seria do mundo sem a dor? Em que seres nos transformaríamos se não existisse a sensação física de um problema, o tormento espiritual quando algo nos faz sofrer? E o que cá andamos a fazer, se não for para aprender com os erros? Com a experiência? Se tudo fosse facilitado, estaríamos no Paraíso, não na Terra.

Tudo tem um propósito. Este mundo tem sofrimento porque é ele que nos faz melhorar como seres humanos. Sem dor e sofrimento, o ser humano teria pouca empatia para com o semelhante, não passaria de um assassino selvagem. Talvez por isso existam assassinos selvagens no mundo. Para nos lembrar no que facilmente nos tornamos quando não se escolhem caminhos mais iluminados. Caminhos nos quais o certo é desejar e fazer o bem aos outros.


Não venho de uma família religiosa. Pouco entendo de rezas. Acredito em correntes de pensamento positivo. E a reza, no fundo, traduz-se nisso: várias pessoas a enviar pensamentos positivos para outra(s). Acredito na força, no poder dessa fé. Muita fé gera energia. Quando legítima, quando autêntica, acredito que possa mover montanhas. 


Gostaria muito de ser abençoada por uma reza assim, pelo meu bem estar. 
Mas cá está: não é o tipo de coisa que se possa pedir. 
Ela simplesmente, tem de acontecer. A vontade tem de brotar do coração.

Já rezei assim uma vez, pela alma de uma pessoa que nunca conheci.
E acho que fez a diferença.


Dos muitos mistérios e reportados milagres que existem por aí, talvez muitos sejam logros. Mas por vezes deparamo-nos com histórias como estas que não deixam muitas alternativas para a lucidez do cepticismo. O Santo Sudário é logro. Mas isto? Ao que tudo indica, parece que foi um pedido atendido.