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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Começar a ODIAR só um "pouquinho" a Easyjet

 

Faz meses que estou a tentar comprar passagens aéreas ao preço "razoável" a que me acostumei aquando as promoções diárias da Easyjet. Acontece que estas são cada vez mais raras mas o pior é que não consigo abrir o website da Easyjet no computador. A maioria das vezes dá mensagem de erro. Mudo de utilizador, de browser e continua a aparecer uma mensagem de erro que impede sequer que apareçam os resultados da pesquisa efetuada. 

Por exemplo: Se quero saber quais os voos e preços disponíveis para voos entre 1 de Maio de 30 de Maio. 

Permite-me escrever o ponto de partida e o de chegada, mas quando carrego no botão "pesquisar", surge uma mensagem de erro. Julgo que isto está a acontecer-me desde de Janeiro. De vez em quando volto a tentar e, a certo ponto, lá surge a mensagem de erro que impede o processo de prosseguir. 

 Ontem isso não aconteceu após a pesquisa. Consegui pesquisar bem. Fiquei entusiasmada. Principalmente quando essa pesquisa me devolveu o tão esperado valor promocional: Por um intervalo de uns dias no ano inteiro, já no mês que vem, as passagens estão por um valor promocional bem económico, de 39 euros cada! 

O que significa que poderia dar a "escapadinha" a casa em torno ou por menos de 100 euros. 

Exatamente o que procurava.


Mas a mensagem de erro continuou a aparecer repetidamente. Tentei no laptop cinco vezes. Mudei para o smartphone também deu erro. Depois mudei de rede e coloquei os dados móveis - e aí resultou. Mas não sabia se ia durar pelo que fiz tudo a correr, carreguei em todos os links assim que apareciam para que não desse tempo para que a mensagem de erro surgisse. 

Finalizei a operação. Aguardei que aparecesse o bilhete. E assim que isso acontece....Percebo que escolhi o dia errado. Queria viajar a um Domingo de noite, sem perceber e na pressa, carreguei na posição onde anteriormente estava o Domingo, mas agora estava a segunda. Como o valor da passagem era o mesmo - nem dei conta. Mas dei logo após o pagamento. 

O que fiz?
Liguei de imediato ao serviço de atendimento da Easy Jet - dizendo o que tinha acontecido. Tinha ACABADO de comprar uma passagem e errei no dia. Queria mudar mas sem pagar taxas. Como não tinham passado as 24h e sim meros 5 minutos... 


Sabem qual foi a resposta? Para mudar o dia de voo custa 50 Libras. 
Claro que não ia pagar. 

Acho ultrajante. Querer mudar uns dias depois de ter feito a aquisição tudo bem. Mas minutos? Haja paciência! Se eu mandasse cancelar a compra no banco, eles nem dinheiro levavam! E eu não teria pago aquela passagem, pelo que não ma iam dar. Não teve sequer tempo do dinheiro ser transferido. Mas para a Easyjet TUDO serve para cobrar EXTRAS. O tipo ainda me respondeu que não ia cobrar as taxas de aeroporto. Obrigado! Por lei não pode. 

Decido ligar para o mesmo serviço hoje de manhã, explico a mesma situação, voltam a dizer-me que para mudar de voo tenho de pagar... 10 libras. 

Vejam só a diferença!! Ainda por cima, depende E MUITO, do operador, da hora do dia.... Até compreenderia se estivesse mais caro, porque as passagens encarecem de um dia para o outro. Mas mais "barato"??

Ainda assim RECUSEI. 

Considero que existe algo de ERRADO em cobrar valores EXTRA por uma passagem acabada de comprar e que se pretende alterar em menos de 24h, em menos de 5 minutos aliás! Por se ter reparado num erro que, ainda por cima, só foi cometido devido a constantes falhas na aplicação da companhia. 

Son of the Beaches! 

Mas o choque foi mesmo quando pesquisei uma viagem para a Alemanhã. Queria dar um "pulinho" lá. Nunca lá estive. E meti na cabeça que gostava de fazer uma escapadela lá. Quando fui pesquisar os valores... descobri preços ainda MAIS BARATOS - numa dessas "gaps" únicas, para a mesma altura. Logo na semana seguinte. Daqui para lá, 25 libras de ida e 36 de volta! Por 10 dias, o que significa muita despesa em hospedagem... Mas... porque não? 

Pesquisei então o que seriam os valores de Lisboa para a Alemanhã, visto que fica bem mais perto e no mesmo continente, do que o Reino Unido, que é uma ilha. Para minha total SURPRESA, os valores de Lisboa para a Alemanhã rondam os 200 a 300 euros/libras!!!

Para os mesmos dias. 
Fiquei ESTARRECIDA. 
Nem noutros dias do UK para lá os valores são tão altos. 


O que se passa??

É porque o fuel em Lisboa ficou super raro e o UK tem reservas por ter saído da EU?
Para ser sincera, onde trabalho me disseram uma vez que nós armazenamos fuel de avião...  Agora vale ouro.  


Mas se comprar sem saber se no emprego me disponibilizam essas datas, estarei a gastar dinheiro à toa. Primeiro tenho de me informar sobre a disponibilidade destas datas. Só que os preços promocionais não esperam. Por vezes, em questão de horas, desaparecem!

Decido comprar pelo menos UMA: a da ida. 

Porque na realidade não sei se no emprego existe disponibilidade para tal. Devia existir mas a burocracia é morosa (e idiota).  Caso precise de um dia em que me digam que "ocuparam" todas as vagas disponíveis para férias a alternativa passa por pedir ao meu gerente, que quase sempre só está disponível aos fins-de-semana e cada vez que preciso dele desaparece por semanas. Ninguém é capaz de assumir decisões por ele e a mais simples informação acaba por deixar uma sensação de frustração e tempo desnecessariamente perdido. 

Foi por um motivo semelhante que não comprei de imediato as passagens de ida e regresso a Portugal para o Natal. Porque existe UM DIA nessas duas semanas que precisava de ser aprovado. Só que para ser aprovado - era necessário me abordarem para que escolhesse as datas de férias. E só o fariam depois de seguir uma ordem específica em que uns estão à frente de outros no processo selectivo. Se alguém não estiver disponível quando tentam contactar essa pessoa segundo a "lista" deles, não podem "saltar à frente", têm de esperar. 

Já todos os shifts - os de manhã, os de tarde, os de noite - haviam escolhido suas férias fazia meses e ainda eu e os meus colegas - do turno do fim-de-semana, estávamos a aguardar. Geralmente este assunto deve ser tratado em Outubro, o mais tardar Novembro. As férias de TODO o STAFF deve estar no calendário por essas datas, bem antes de Dezembro. Chegou Janeiro, Fevereiro, Março... e nada. 

Em finais de Março, início de ABRIL, começaram apressadamente a nos perguntar pelas mesmas e a "correr" para as marcar. Mas sabem qual o verdadeiro motivo? O que realmente lhes colocou a brasa debaixo do rabinho e os fez mexer? É que o final do ano Fiscal ocorre após a primeira semana de ABRIL. 


 

Eu pedi o dia livre que pretendia para Janeiro do ano que vem em Janeiro deste ano. Mas tive de esperar TRES MESES para saber se mo davam ou não, por causa desta burocracia sem sentido que tentei explicar. Isto só prova que Inglaterra NÃO É o exemplo de rigor e eficiência com que fomos iludidos desde crianças.

Tem falhas - bem ridículas e sem sentido como esta.



domingo, 31 de outubro de 2021

Check out this prices!

 Naquela de tentar «desocupar» um pouco a casa, ocorreu-me colocar à venda online artigos que possam ser do interesse de alguém mas que a mim já não fazem falta. 

Nem tentei. Fiquei maravilhada a olhar para o que já estava a ser vendido. 

Vejam só estes preços:


Mães e avós aí em casa, prendadas que sóis, vocemecês estão sentadas numa mina de ouro!
Por uma caixinha de restos rendados esta figura acha por bem pedir mil euros. 

Nota-se logo que passou muitas horas a fazer croché!


Agora vamos comparar o preço deste camião de 8 toneladas com contentor com a caixinha de rendas herdadas da avó ou compradas a baixo valor do espólio de alguém. Já compararam?

Nota: detesto sacanas aproveitadores. 


Sobre isto ler a nota acima.

Temos um autógrafo (alegado) de uma das maiores figuras do panorama português, honrado com o sepultamento do seu corpo no Panteão Nacional. 
20 euritos....   

Voltando aos panos... eu também estou sentada numa mina de ouro! 
Tenho de fazer uma vistoria na gaveta de panos da minha mãe.


Retiro o que disse. Estou sentada em DUAS minas de ouro.


Bom, se cassetes VHS - raro que é que alguma funcione e não esteja danificada pela humidade, e DVDs mais CDs - raro que é que não estejam riscados ou com algum erro de leitura - para não mencionar a óbvia escassez de aparelhos a funcionar, tem um valor tão elevado, qual o preço por um bom livro?



Espera?! Livros a 1 euro? 
Livros com quatro obras famosas compiladas num só?







domingo, 2 de dezembro de 2018

Fiquei tão triste...


Quis saber o que as "crianças" na familia podiam gostar de receber pelo natal.
Digo crianças porque "ainda ontem" eram pequenas e porque as tive no colo, troquei-lhes as fraldas, vi-as desenvolver... e tudo isso parece-me que foi há pouco tempo. Mas com 19 e 17 anos, sei que são adolescentes, "doidas" por coisas femininas, roupas, acessórios, maquilhagem, produtos de beleza.

 * * * * * *  O NATAL

Pela primeira vez fiz algo com o qual não concordo muito: perguntei aos pais o que elas podiam gostar de receber. Digo que não concordo muito, para evitar dizer que não concordo de todo. Mas vamos a ver se consigo explicar bem a diferença entre pedir uma referência e "levar com uma encomenda". Uma coisa é perguntar para ter ideias e inspirar. Sem a pessoa esperar receber aquilo em particular. Pode ser que sim, pode ser que não. Outra é saber exatamente o que se vai receber porque se usa o Natal como uma época de transacção comercial em que se realizam desejos de consumo fúteis e superficiais. Quem "oferece" nem se dá ao trabalho de PENSAR e quem espera receber tem uma lista de artigos, cada qual criado para «sugerir» a uma específica pessoa. Isso é pura transacção comercial, com fundamentos na vaidade e no consumismo. Um hábito que em tudo mata o espírito Natalício. Não aprecio. E por isso, não costumo compactuar. Faço a minha parte para que esta parte do natal se mantenha alegre, com troca de lembranças, lembranças essas que são incógnitas, que podem fazer rir à gargalhada (as melhores). Nao é natal se sair aquele sorriso traçado, quando se tira do embrulho exatamente aquilo que se encomendou.



Bom, mas dei um título específico a este post porque... Senti-me triste. Não por mim, mas por elas. Perguntei à mãe de uma o que poderia ela desejar. Recebi como resposta uma carteira da loja "fulano". Sei que elas gostam de se vestir e adornar com marcas. Mas marcas também são casas como a Zara, no meu tempo, a Maconde... eram "marcas". Empresas de venda de roupa a retalho económicas. Mas o que estas meninas cujas fraldas troquei estao acostumadas é a outro tipo de marcas. Marcas rotuladas de luxo. 

Eu sabia disso. Mas não estava preparada para entender a extensão desse tipo de educação.
Por isso sinto esta profunda tristeza...
Que não sei explicar. Ou sei, vamos a ver, vou tentar.

Uma carteira na loja do dito-cujo custa online 100 libras. Esse é o valor mais económico. Fiquei a olhar para a carteira... a ver se tinha algo de especial. Mas não tinha. É comum e banal... Podia-se encontrar o mesmo design nas lojas dos chineses. Simples, com um laço na frente. Está certo, a qualidade pode nao ser a mesma. Mas o que se está a pagar não é a qualidade, é o nome associado a quem "fez" a mala. Um absurdo. 

E como pode alguém "gostar" de tudo o que vem "daquela marca" e não olhar para demais ofertas que possam aparecer, não se interessarem, por não terem um "rótulo" famoso? Como podem as pessoas limitar-se tanto a uma visão superficial, consumista e se tornarem escravas (é o que penso) e marionetas (acredito piamente) da ditadura de gananciosos sem escrúpulos, que vendem tudo a preços exorbitantes em troca de nada? (um nome!). É que ficam mesmo escravas. Tudo o que possuem tem de ser "deste e daquele". A cueca, o sutien, o verniz, a maquilhagem, a escova de cabelo... Escravas, marionetes, telecomandados à distância. Basta "acenar" com a "cenourinha" na ponta de uma vara e lá vão eles... dar muito dinheiro para possuir algo tristemente supervalorizado.


Sinto um pouco de desdém por esse lado superficial do consumismo. Não me interpretem mal: gosto de qualidade, aceito que tenham de existir alguns a ganhar mais que outros por produtos um pouco melhores. Mas quero ver mais originalidade, qualidade, e novidade por parte de quem clama ser melhor ou original. E isso não acontece. Depois de se ter o nome criado, podem "impingir" as coisas mais feias e despropositadas. Às tantas até copiam o design e ideias de outros que vendem roupa na rua ao desbarato. 

Podia-se consumir ambos. Nao é? Em dose equilibradas. Ao menos parece-me que nos tornamos pessoas mais mundanas do que daquelas que vivem numa bolha, se soubermos nos movimentar em todos os "mundos".

Sinto tristeza por as meninas terem sido criadas assim. Entendo que os pais queiram dar "do melhor" aos filhos. Mas acho que faço mais o "time" dos pais que deixam os filhos passar por "dificuldades" e não os mimam oferecendo-lhes tudo o que desejam. Faço sim, muito mais parte do time dos que não dão tudo numa bandeja... Ia querer criar um indivíduo que saiba safar-se sozinho, que valorize as coisas certas (não que elas não valorizem mas dão demasiada importância a marcas) e saibam diferenciar as coisas.

Depois, tem o mais importante: se és tu que ganhas o dinheiro para comprar as tuas próprias coisas e te apetece um Ferrari - tudo bem. Pode parecer uma loucura mas se é o que realmente desejas.... E estás disposto a pagar para isso, tens dinheiro, é teu, e decides usá-lo assim.... Outra coisa é seres totalmente dependente financeiramente e te vestires da cabeça aos pés com coisas caras.

Caras e sem sal... Sem sal, meus caros. Por vezes até feias. 
Quando vejo pessoas vestidas de "marcas" da cabeça aos pés, muitas vezes não vejo nada. Não vejo nada especial, não vejo nada singular, não vejo identidade... não vejo bom gosto. Há que saber fazê-lo. E não é por lhe vestires a pele que viras cordeiro. Ou se calhar devia dizer o contrário: já é cordeiro. E nem sabe!

Tive uma troca de ideias com uma das raparigas e ela contou-me que "não entendo" e que ela gosta de marcas caras, gosta mesmo. Foi então que lhe fiz a pergunta que a deixou sem resposta: E se descobrires que é falsificada como tanta coisa é? Aí já deixas de gostar?

É que não basta ser de "marca". Tem de existir LEGITIMIDADE no nome. Tens de dizer e ter como comprovar que foste "àquela" loja comprar aquela marca. Não é invenção, não é mentira. E para quê? Por status social? Vaidade? Sim... simplesmente por causa disto. 

Se eu comprar uma pela de roupa no chines e conseguir aplicar-lhe um rótulo de marca de luxo e colocar à venda numa loja afamada... segue. Desde que seja legítimo. A qualidade pode não ser superior como seria de esperar, mas estando comprovado a origem, não se perde estatos social.

Fiquei triste por causa disto.
Por causa delas. Tão doces, tão amáveis, tão imaturas ainda em tantos sentidos... e já escravas da moda. Das normas sociais consumistas, criadas com o único propósito de enriquecer outros. 

Espero é que a vida e o circulo por onde se movem lhes consiga também proporcionar um emprego cuja rentabilidade monetária lhes permita dar continuidade a esses luxos. Porque senão ainda viram muchers. De pais, até estes desaparecerem, de parentes "ricos", até não poderem mais... Direitinhas ao "casamento" com alguém originário de uma família com "reputação" e com um rendimento certamente lhes proporcionará o estilo de vida a que foram acostumadas.











quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Black Friday



Como é aí em Portugal esta loucura importada da Black Friday?

Isto é de loucos. Estão a anunciar isto em tudo o que é publicidade, sobre todo o tipo de produto. 50%, 25% 80% de descontos.... tudo TRETA. Até nas passagens aereas - que não sofreram nenhuma alteração de preço que tivesse dado conta. Enfurece-me espiritualmente este recurso que encontraram para tentar impigir-nos a vontade de comprar coisas, supostamente a preços mais baixos. É tudo mentira. Os preços, se sofrerem alterações, é para mais! É que não duvidem nada... Perto do Natal e tudo... esqueçam. 


Ia para comprar uma coleção de livros num site que anunciava o preço da "Black Friday". Ontem fiz o registo, verifiquei os métodos de pagamento, mas tive de ir pesquisar sobre o produto em si, pois o site não diz que tipo de livro é. Se é de bolso, se não, se os livros são novos ou usados (ainda não sei!) que tipo de caixa arquivadora usa... Tudo isso tive de descobrir em anúncios pessoais.


Decidida a comprar para oferecer de presente, a surpresa de hoje foi descobrir que, na Black Friday, o preço aumentou. Filhos de uma grandecíssima coisa verde! Assim, à descarada. 

Portanto amigos, esqueçam as "promoções" black friday, não se metam nessa loucura. Provavelmente compram coisas que não precisam e a preços muito iguais ou superiores ao dito "desconto".

Mas é que façam greve. Tornem esse dia o dia "não se pisa em estabelecimentos comerciais".



Adoraria. Adoraria ver o povo a fazer frente a estes gananciosos aldrabões, e a deixar as lojas vazias.
Porque não se manifestam contra isto? Sempre vivemos tão bem sem esta invenção importada, basta-nos os "saldos"... para quê? Revoltem-se. Não se deixem enganar. Espalhem aos sete ventos o que pensam desta malandrice. Em Janeiro, quando vierem mais "saldos" comparem os preços. Tirem fotos, fiquem com comprovativos. É sempre bom ter como provar.

Até lá, que tal inventar um novo dia no calendário (já que há dias para tudo e mais alguma coisa) e cada vez que chegar ao dia 23 de Novembro e vierem com a cantiga dos imensos descontos da Sexta Negra - decidam ficar em casa, com um balde de pipocas a ver um filminho.






terça-feira, 18 de novembro de 2014

É de graça!


Sabem aquele momento em que se dirigem à prateleira do hipermercado com interesse em levar um produto mas o preço do mesmo não se encontra em lado algum? Para mim, se não tem preço, é de graça. É oferta para o cliente levar para casa sem pagar. Concordam?



Fui às compras num supermercado, pretendendo trazer produtos específicos. Pois dos cerca de 10 artigos que pretendia levar, NENHUM tinha etiqueta de preço! Nenhum. Nem um. Sabem o quanto isso pode ser frustrante??

OK, podem dizer-me para ser compreensiva (e sou), estamos na altura do Natal (pelo menos as lojas estão) e andam a fazer reposição dos produtos. Eu levo tudo isso em consideração. Mas andei a ver diversos produtos de higiene, e estes não tinham preço. Acabei por desistir e fui para a secção de chocolates. Interessei-me por uma caixa de bombons e não vi o preço em lado algum. Perguntei a uma funcionária.
-"Ali em cima" - diz-me ela, continuando a passar e apontando para um papel "bailante" no ar, com o preço de três produtos. NENHUM era o preço da embalagem que eu queria!


Além destas falhas, existe uma arrogância em determinadas superfícies que me começa a afectar. A arrogância de fazer o cliente procurar pelos preços. Não só este tem de procurar, em lugares por vezes «nada a ver» com a posição dos produtos, como ainda tem de ser capaz de DECIFRAR as designações. As embalagens, com o nome em inglês, a identificação com o nome em Português, tudo tão semelhante, como no caso destes bombons que eram todos "Belgas" e tinha-se de «adivinhar» quais os belgas a que o preço faz referência.


-"Ainda bem que sei ler!" - pensei, quando após indicação da funcionária e a passagem de uma idosa em dificuldades com os produtos e alguns de seus nomes estranhos. Foi então que me pus a fazer aquele jogo que as crianças fazem na escola primária, que é traçar com uma linha e ligar os objectos, por exemplo, a imagem do cão à casota, o pauzinho ao xilofone, o novelo de lã ao gato, o osso ao cão mas isso aplicado aos produtos e seus preços! Porque é a este exercício ridículo que muitas superfícies forçam o cliente a fazer em relação aos produtos e o seu preço. É um jogo. Que faz o género "onde está o Willy?", mas com preços!

Como se estes inconvenientes já não bastassem, algumas superfícies começam a dificultar o alcance a determinados produtos. Em particular os de higiene. Os que pretendia ver estavam trancados, à chave, numa montra envidraçada, cujo reflexo de luzes em alguns casos não permitia sequer ler o nome ou tipo de produto. Se era creme para as mãos ou spray capilar! Como é suposto o cliente agir para aceder a eles? Provavelmente terá de chamar uma funcionária... E depois esta perde tempo a ir buscar a chave e a voltar, fica ali ao lado do cliente, impaciente, com a chave na mão, aguardando que este se despache. E o cliente a sentir-se pressionado a tirar depressa o que pretende, sem poder perder tempo a tirar dúvidas ou escolher. Provavelmente teria de levar um qualquer produto, mesmo que mudasse de ideias, só para não passar pelo constrangimento de ter de devolver o produto à sua PRISÃO envidraçada ou abordar novamente a funcionária.


 Saí dali sem adquirir nada. E sem vontade de voltar. Já lá tinha estado 72h antes e uns determinados bombons não tinham preço. No dia seguinte, também não tinham. Hoje mudaram de lugar e já estavam etiquetados. Ainda bem! Mas a este ritmo, não dá. A lei estipula que qualquer superfície que afixe um preço de um produto por um valor, tem de deixar o cliente levá-lo por esse valor. Se se enganam, paciência. Se custa mais e cobram menos, o cliente tem de levar pelo preço que FOI INFORMADO custar. Não pelo que teria de «adivinhar». Neste caso de artigos SEM PREÇO a lei não dirá que o artigo é gratuito?
Assim é que era bom, as superfícies comerciais aprendiam logo logo a tratar a clientela com o respeito que esta merece. Ah, já não se fazem os Mrs. Selfridges de antigamente....


Por tudo isto acredito que as compras online vão ser o futuro. Não são chatices-free mas ao menos a têm a vantagem de não ter de passar por todo este stress in loco. O futuro vai ser ficar em casa relaxadamente a aguardar que as compras cheguem à porta...