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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Uma rotina paradisíaca


Este é o livro que estou a ler no momento.



Faço a minha leitura durante a hora para o almoço, sempre num parque. ADORO. É aquele momento que sabe por muitos.

Tenho vários pousos onde gosto de ficar. Se o dia estiver encoberto com pouco ou nada de sol, gosto de ir para o centro da vegetação. Existe um passadiço em madeira que vai até ao meio do verde, onde imagino que outrora foi um lago, onde o proprietário podia mergulhar e pescar. Há um banco no final do passadiço e é nele que gosto de me deitar de barriga para baixo, deixando o calor da madeira aquecer os meus ossos. A sensação é maravilhosa. Também a contribuir para esta massagem aos sentidos está a brisa, que traz com ela o perfume inebriante de fauna e flora.





Aqui é o meu paraíso, o meu Nirvana. É uma pena que o emprego esteja em contagem decrescente e vá terminar em breve. As pessoas são simples e espetaculares. Uma raridade de 1 em 1000. Podes deixar qualquer coisa em qualquer lugar que vai sempre estar ali.  Ninguém te tira sequer uma coca-cola do frigorífico. Com frequência esqueço o telemóvel no WC e sempre mo vem entregar ou então, quando dou conta, quando regresso ainda se encontra onde o deixei. Em que outros lugares cheios de gente isso acontece? 

Mas o que vai ser mesmo difícil é deixar de incluir o parque na minha rotina. Vou sentir falta.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Trivialidades

Quase 19h, final do dia de trabalho e regresso a casa. 
Venho a subir um passeio com acesso para parques de estacionamento e cruzo-me com um rapaz vindo de um. Enquanto caminhava enfiava os braços dentro das mangas do casaco do fato e avançava sem parar de olhar para trás, como que a certificar-se que a viatura estava bem. Tão distraído estava que nem percebeu que eu vinha na sua direcção. Tive de parar e lhe dar passagem, pois só mesmo quando chegou perto de mim é que me avistou surpreso. O vento estava favorável na minha direcção pelo que as minhas narinas inundaram-se de uma fragrância agradável de gel de banho e limpeza. O rapaz atabalhoado acabou de enfiar os braços no casaco do fato escuro ocultando assim a sua camisa branca onde estava uma gravata e com um pé dentro de um sapato preto igualmente cuidado ao ponto de ter brilho, avançou e seguiu caminho.


PS: Ilustração aproximada da realidade
E fiquei a pensar:
Rapaz, cheiroso como que acabado de sair do banho, atabalhoado olhando para o carro como se a certificar-se de que não deixava para trás nada que o comprometesse, a vestir o casaco do fato que lhe dava um distinto ar de homem de negócios...


Terá acabado de cometer adultério e daí chegar a casa tão ou mais cheiroso quanto provavelmente saiu, ou mente à esposa a dizer que trabalha num escritório quando na verdade sua que nem um animal nas obras? Ahahah! As coisas disparatadas que num passo de caminhada um único vislumbre e o inspirar de uma fragrância a sabonete nos fazem pensar :)