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domingo, 13 de dezembro de 2015

PERTO DE MIM... a calçada portuguesa

Perto de mim...
Os passeios são em calçada portuguesa.

Entristece-me vê-los danificados, com as pedras soltas. E tenho verificado que os causadores desses (e outros) danos são OS VEÍCULOS automóveis. 

Desde que o governo "ameaçou" substituir tudo o que é piso em calçada por outro indefinido, tornei -me mais 'protectora' daquilo que antes tomava como garantido. Temo vê-la desaparecer. E cada vez que um automóvel estaciona no passeio - o que por aqui na zona é amiúde, aflige-me pelas pedrinhas.

E não é só a calçada que é prejudicada pelos MAUS HÁBITOS dos senhores automobilistas. São os pilaretes que vão parar ao chão, sebes que deixaram de existir, a tijoleira dos canteiros e as pedras das beiradas quebradas... tudo, mas tudo, com o peso e más manobras dos veículos, acaba destruído.

Pilaretes de sinalização andam a desaparecer das estradas
E é tão desolador e deprimente ver a paisagem "envelhecer" e deteriorar-se!

Pode não parecer, mas um automóvel é um grande responsável por várias mazelas na cidade. 
Estacionam nos passeios, impedindo a passagem dos peões. Impossibilitando inclusive a circulação de cadeiras de rodas, como verifiquei ainda ontem. E danificam os passeios. Que mais? 


Metros à frente encontrei uma pessoa em cadeira de rodas 
Acabei de ver um veículo subir um alto passeio para estacionar em cima. Como vinha a querer fazer este post, tentei captar o momento em vídeo, para depois ilustrar. Não preciso de identificar o automóvel nem o condutor, mas o flagrante, gostava de dar. Porque falar é fácil, mas ver ajuda - e muito, a compreender que a dimensão do problema não é assim tão pequena quanto aparenta.

Neste caso, o condutor estava numa zona com estacionamento sem parquímetro e ao lado de um centro comercial com duas horas de estacionamento gratuito. A maioria dos lugares na rua até podiam estar ocupados. Mas aquela mania de se querer o carro mesmo dentro de casa ou, como foi neste caso, mesmo à porta do centro comercial para não ter de andar muito, é um ultraje! A inexistência de multas, faz as pessoas acharem que a infracção é legítima e que o seu gesto egoísta não tem mal algum.

O que ia acontecer? Os carros a subir e a descer um alto passeio, danificam a berma, acabando por a partir e soltar. É por isso que se vê tanta berma partida! E as pedras que a berma segura, soltam-se.


No meu ponto de vista, a polícia pode até ser exagerada quando passa multas por excesso de velocidade, quando coloca radares, etc. Mas que em Portugal ninguém seja MULTADO por estacionar nos passeios, acho muito mal! Não só deviam ser multados como forçados a pagar do próprio bolso o dano verificado no local. Já estivesse assim quando estacionou ou não. Se o automobilista tivesse de pagar uma PEDRA do próprio bolso, ia conhecer-lhe o valor. Aposto que jamais se esqueceria do custo!!

Exemplo observado ontem: pelo caminho pedonal calcetado (quadrado canto inferior direito)
desce um veículo automóvel para estacionar em frente à sua loja (círculo vermelho).
No parque de estacionamento à frente existia UM lugar livre (assinalado pela seta vermelha).

Update: Nem a propósito!
             (motorista entala veículo em caminho pedonal - 15/12/15)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Trivialidades

Quase 19h, final do dia de trabalho e regresso a casa. 
Venho a subir um passeio com acesso para parques de estacionamento e cruzo-me com um rapaz vindo de um. Enquanto caminhava enfiava os braços dentro das mangas do casaco do fato e avançava sem parar de olhar para trás, como que a certificar-se que a viatura estava bem. Tão distraído estava que nem percebeu que eu vinha na sua direcção. Tive de parar e lhe dar passagem, pois só mesmo quando chegou perto de mim é que me avistou surpreso. O vento estava favorável na minha direcção pelo que as minhas narinas inundaram-se de uma fragrância agradável de gel de banho e limpeza. O rapaz atabalhoado acabou de enfiar os braços no casaco do fato escuro ocultando assim a sua camisa branca onde estava uma gravata e com um pé dentro de um sapato preto igualmente cuidado ao ponto de ter brilho, avançou e seguiu caminho.


PS: Ilustração aproximada da realidade
E fiquei a pensar:
Rapaz, cheiroso como que acabado de sair do banho, atabalhoado olhando para o carro como se a certificar-se de que não deixava para trás nada que o comprometesse, a vestir o casaco do fato que lhe dava um distinto ar de homem de negócios...


Terá acabado de cometer adultério e daí chegar a casa tão ou mais cheiroso quanto provavelmente saiu, ou mente à esposa a dizer que trabalha num escritório quando na verdade sua que nem um animal nas obras? Ahahah! As coisas disparatadas que num passo de caminhada um único vislumbre e o inspirar de uma fragrância a sabonete nos fazem pensar :)