Pessoas humildes fazem-me sentir pequena, pequeníssima.
Uma sensação que é boa, sensação de aprendizagem.
Também me considero uma pessoa humilde mas há quem seja mais ou tenha um tipo de humildade mais a descoberto, tão genuíno e puro que nos faz sentir menores. A minha humildade não sobressai ao olhar. Acho que, só de olhar para mim, o que se vê é alguém com "cara de poucos amigos". Eu gosto disso. Faz-me sentir menos vulnerável embora saiba que, assim que me mostrar como sou, mais vulnerável dificilmente poderia ficar.
E este tema a propósito do quê?
De nada e de tudo...
Saudade de quem partiu, saudade dos humildes, admiração por quem nunca perde noção do que são boas maneiras.
Ontem deixei o que estava a fazer, deitei para trás uma indisposição que me atormentava o corpo e, a pedido de uma amiga, fui encontrar-me com ela. Tinha algo que queria me dizer. "E vem. Vá lá." "Vem". E lá vou eu...
Afinal ela não tinha nada importante para me contar. Apenas mais um desentendimento dos muitos que já me relatou, que tem com perfeitos desconhecidos por tudo e mais alguma coisa. Numa ocasião, depois de me ouvir falar ao telefone, pergunta-me um tanto irritada porque é que eu sou "tão simpática" com quem não me está a fazer favor algum.
Sou como sou. Fui simpática com aquela pessoa, como também fui com ela.
A amizade dá-se gratuitamente, certo?
Ou vem com um preço?
Estou prestes a descobrir.
Pela primeira vez surgiu uma oportunidade de ser ela a fazer algo por mim.
Mas já noutra ocasião essa hipótese foi coagitada.
E ela remeteu-se para um silêncio incomum.
O silêncio regressou.
Até ficou incontactável.
A amizade dá-se gratuitamente, certo?
Ou vem com um preço?
Estou prestes a descobrir.
Pela primeira vez surgiu uma oportunidade de ser ela a fazer algo por mim.
Mas já noutra ocasião essa hipótese foi coagitada.
E ela remeteu-se para um silêncio incomum.
O silêncio regressou.
Até ficou incontactável.


