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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Quando uma CRIANÇA é educada e é socialmente aceite que CUSPA no chão por ver um estrangeiro... isso não é modernice. É antissemitismo a todos.

 Pessoal, eu sempre me senti muito atraída pelos países escandinávicos. Noruega, etc... Dou com este vídeo sobre a Dinamarca e... nojo. 

Agora compreendo PORQUÊ não se vêm escandinávicos a emigrar. NÃO É porque LÁ ONDE ESTÃO é melhor. É porque lá é um microcosmos de preconceito e sofreram todos de lavagem celebral que os faz temer sair da sua zona de conforto.

Viva Portugal. 
Com todo o seu preconceito, que existe, não é nada disto aqui.


"NÃO ACEITAMOS PESSOAS QUE NÃO SEJAM BRANCAS"



"OS CLIENTES NÃO QUEREM PESSOAS QUE SEJAM DE RAÇA NEGRA"



"EXISTE UMA POLÍTICA AMBIENTAL FALSA"


"EXISTE UM PROBLEMA SOCIAL"


"CONHECI UMA DINAMARQUESA AQUI NA NORUEGA QUE TINHA UMA APP NO CELULAR QUE DIZIA QUAIS OS NIGHT CLUBS QUE NÃO TINHAM GENTE NEGRA E ELA NÃO VIA NENHUM MAL NISSO".





quinta-feira, 20 de março de 2014

Recruta de mão de obra

A data do acto remota a Maio de 2004, mas a missiva foi escrita em Janeiro de 2005.
Falo de ter encontrado entre a papelada que guardo (post anteriores) um print de um email dirigido a uma empresa de recrutamento de trabalhadores para empregos no Estrangeiro. E subitamente apeteceu-me vir aqui escrever sobre esta «moda».

Em 2004 a crise já existia, não era é falada ou assumida. Mas já era difícil encontrar uma colocação, embora não tanto quanto actualmente. E surgiram como cogumelos pessoas interessadas em tirar proveito da situação. Muito em voga na altura foi o surgimento de uma quantidade significativa de empresas de recrutamento de trabalhadores para o estrangeiro que, em troca de DINHEIRO por uma inscrição, mantinham o candidato inscrito durante UM ANO na sua base de dados. 

O site da empresa onde me inscrevi estava repleto de casos e casos de «sucesso» de empregabilidade mas ainda mais importante, de ofertas que pareciam legítimas. De várias ofertas de empregos diversos e interessantes, razoavelmente remunerados tendo em conta não as horas de trabalho e o trabalho em si, nem o custo de vida dos países de oferta, mas comparativamente aos salários de cá. Nenhum emprego oferecia menos que 1000€ de salário. 

No email questiono a empresa sobre a ausência de ofertas laborais a mim dirigidas durante todos os meses passados desde a inscrição e pedia explicações sobre o facto da empresa ter publicado novamente nos jornais novos anúncios a solicitar novos candidatos para novas vagas de emprego «urgentes». E nessas vagas não existe nada para mim? Para os já inscritos?

O meu contacto obteve resposta. Disseram-me que tinham um posto de trabalho na Suiça, a ganhar 1000€ por mês como camareira e queriam saber se estava interessada. Respondi de imediato que estava. E NUNCA mais recebi um contacto da empresa.

E pronto. Foi assim que resultou a minha «ingressão» neste género de empresas de recrutamento que COBRAM por inscrições. Sabia que estava a correr um risco e foi um risco calculado, cuja «perda» monetária embora importante não era significativa. A empresa agiu com muita esperteza, porque não foi gananciosa. Durante um ano inteiro só podia sacar 50€ a uma pessoa. Outras existiam que colocavam prazos de 3 meses e cobravam mais, sem garantias quase nenhumas. Esta cujo nome não vou referir mas que tinha sede na cidade do Porto, sabia que um esquema de burla para funcionar sem ter problemas com a lei requeria cautela, não dar tanto nas vistas cobrando valores muito altos e «camuflar» um pouco a intenção com o facto de serem uma empresa experiente no mercado. Depois foi só misturar um pouco de exageradas ofertas fantasiosas com ofertas reais. E esperar sentado que as abelhas viessem ao mel.

É mesmo assim que tem de ser feito para este género de esquemas resultar. Enquanto se faculta um ou outro serviço que pode ser real - pois a empresa aparentemente já se encontrava firmada no mercado à algum tempo, publicita-se ofertas tentadoras com ordenados aliciantes, alimenta-se a esperança de todos os desempregados ou mal empregados que querem começar uma vida melhor e estão dispostos a trabalhar duro em qualquer coisa. E por cada uma dessas alminhas receberam 50€. Agora imaginem quantas candidaturas se recebem num mês e façam a adição dos valores. Mesmo só cobrando 50€ por ano é uma quantidade significativa de dinheiro fácil ganho sem fazer nenhum.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Centro(s) de Emprego




Há muitos anos atrás concluí que o Centro de Emprego em Portugal não VALIA NADA. Achei que era altamente DESMOTIVADOR e INÚTIL recorrer a esta instituição pública para tentar reverter uma situação indesejável: o desemprego. Anos depois a sensação mantém-se e NADA, absolutamente nada parece ter evoluído para que pudesse mudar de opinião.

Querem saber como foi para mim recorrer a um centro de Emprego no UK?

Muito, muito, mas mesmo muito MOTIVADOR.
Num centro destes no UK RESPIRA-SE emprego. Logo ao entrar, sente-se que se veio ao lugar certo. Uma pessoa fica de imediato OPTIMISTA.
O atendimento é simpático, igualmente optimista e sorridente.
Máquinas automáticas em fileira convidam-nos imediatamente a consultar todas as ofertas de emprego nacionais, divididas por áreas, TODAS as áreas, nenhuma fica excluída como acontece por cá.
Basta carregar num botão para IMPRIMIR as ofertas de emprego visualizadas, na quantidade que se desejar, não tem limites, é GRÁTIS e IMEDIATO, tão fácil com receber um talão da caixa multibanco.
Por aqui já faz MUITA DIFERENÇA. O utente começa logo aqui a ser ORIENTADO no caminho certo.
As ofertas incluem uma descrição minuciosa da função, sempre cuidadosamente dividida em direitos e deveres e onde surgem TODOS OS DADOS necessários, que incluem dados pessoais da entidade empregadora, contactos da empresa e salário oferecido, informação NUNCA OMITIDA como cá acontece.


E qual é o processo nos nossos CENTROS DE EMPREGO?

Em Portugal, vai-se a um centro de emprego meramente para constar numa base de dados e fazer parte de uma estatística.
É altamente DESMOTIVADOR só o espaço e o atendimento em si.
Não é DINÂMICO.
Na maioria das vezes o atendimento parece ser feito por zommbies.
Quem chega ao centro de emprego na hora de abertura, passados 10 a 15 minutos está a ver os funcionários que te vão atender ainda a entrar pela porta. Passados outros 10 minutos (para o cafezinho por suposto), esse funcionário faz o seu primeiro atendimento.
As ofertas de trabalho a consultar consistem no máximo em duas dúzias de papéis afixados numa parede, que poucos dados facultam. Recentemente verifiquei que já nem papéis afixados existem mais, só o vazio dos seus invólucros de plástico.
Algumas dessas poucas ofertas afixadas são desmotivadoras e até insultuosas, devido ao seu carácter exploratório*.
As máquinas automáticas para consulta de ofertas de emprego são, em quantidade, UMA.
E está fora de serviço. Exibe orgulhosamente um envelhecido papel onde se lê a palavra "AVARIADO".
Predomina o VAZIO. Um espaço vazio de ofertas, com cartazes coloridos com dizeres promissores mas com setas a apontar para o NADA.


Concluo que enganam o povo porque, nitidamente, o governo há décadas que não faz a MÍNIMA IDEIA do que anda a fazer. Não parece que saibam ORIENTAR o indivíduo, aproveitando as suas CAPACIDADES, valorizando-as. Cultiva-se e parece até que o que se quer são indivíduos passivos, resignados, que gostem de viver de subsídios. Num Centro de emprego em Portugal só servimos de estatística. O resto é pura ilusão e frustração.


- - - - - A PRIMEIRA VEZ - - - - - -

Querem saber como foi o meu primeiro contacto com um centro de emprego? Era estudante e pretendia um trabalho em part-time para conciliar com os estudos. Após explicar a situação, fizeram-me a inscrição e mandaram-me aguardar por um contacto via postal dos CTT, mas não antes de frisarem que, caso falhasse comparecer a uma entrevista, a inscrição seria imediatamente anulada. Após duas entrevistas numa das quais o indivíduo confidenciou que aquilo era uma mera formalidade exigida por lei para a empresa não perder o apoio económico do Centro e que já tinham a vaga preenchida, um dos postais não chegou à caixa de correio a horas (agora até fico a pensar se não existiu uma intenção por detrás da improbabilidade horária). Fui de imediato ao Centro de Emprego para explicar a situação e garantir o meu desejo de manter a inscrição. Mandaram-me aguardar. Depois chamaram-me para o gabinete porque ia ser atendida pela DIRECTORA do Centro. Esta directora disse-me que não ia renovar a minha inscrição porque "não era justo tirar trabalho a quem realmente precisa". E pronto: fui recambiada dali para fora pela própria directora de um centro de Emprego, que me disse que não tinha direito a um! Ainda hoje causa-me surpresa.


E é este o sistema que temos em Portugal. Há muito que tem um cancro que não é fácil de erradicar, mas também não identifico por parte do governo ou da própria instituição qualquer intenção de o erradicar. Faz muito, mas muito tempo, desde que me tornei cidadã activa, que percebi que o Centro de Emprego E FORMAÇÃO PROFISSIONAL é uma anedota. E por mais crédito que queira dar à instituição, por mais que reconheça que existem, decerto, profissionais empenhados e bons profissionais por ali, o que sempre vem ao de cima é a incompetência, a nulidade de todo este processo. A utilidade de um Centro de Emprego parece ser apenas uma: servir como fonte de estatística. O governo andou anos a manipular estes números, quer através da longevidade dos cursos universitários quer através de inúteis acções de formação a desempregados, que uma vez em formação, deixam de pertencer às estatísticas dos desempregados, por frequentarem cursos FINANCIADOS por verbas internacionais. Sem dúvida que o governo teve como objectivo na sua agenda retardar a entrada da juventude no mercado de trabalho. Parece ter forçado o indivíduo a assumir uma postura mais passiva e derrotista, forçando-lhe um sistema de espera inútil. Um sistema de ENGANO e decepção. Quis formar indivíduos passivos e dependentes de rendimentos subsidiados. Que agora as coisas estejam como estão era uma questão de tempo. Tudo isto era uma bolha de pus, pronta a arrebentar. Arrebentou!


* Uma vez encontrei num centro de emprego uma oferta em destaque onde o pretendido era recrutar de preferência jovens indivíduos para um trabalho sazonal no estrangeiro, com horário de sol a sol, advertência para a dureza da função, menção ao alojamento deficiente e em massa, de custo não incluído, por um salário miserável abaixo dos 500 euros. E indicava como "compensação" motivadora, a "atmosfera" do local, que era festiva! (só para os visitantes, está claro). E isto é PROMOVIDO pelo nosso centro de emprego!