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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Seguidores e folhear catálogos



Não entendo a coluna de seguidores aqui do lado, no blogue. Reparei que desceu de 73 para 72 e quase brinquei com isso. Hoje percebo que caiu de 72 para 71. Por acaso isso não interessa nada, porque desses «setentas», o número real nunca passou de cinco ou seis! O resto é gente que já desapareceu, segue para ser seguido ou publicitado. Lembro-me de fazer um post sobre este tema por a quantidade ter estagnado no número 69. Quando passou a mais quatro (lol) que isso, senti tristesse por perder o «número mágico». Mas alegria com a possibilidade de isso significar ganhar um leitor real, que vai ler e comentar. Por isso, valia a pena sair do número capitua. 

A questão de perder seguidores não está no número, mas na qualidade. Quem deixa de seguir, está ativo. Ou não? Não me agrada perder os comunicadores.

Gostava de apanhar mais gente na blogosfera, trocar mais ideias. Receber mais comentários. Não digo comentar mais porque sou das que comenta. Muito. Em comparação, sempre fui 85% mais ativa do que a «atividade» recebida em troca. 

Comento quase todos os assuntos, mas omito-me de alguns temas. Um desses, sem dúvida, é a política. Isso e desporto, quase sempre sou capaz de ler sem comentar, não por desinteresse total, mas por desconhecimento. Como opinar se falta mais informação para o fazer? Ás vezes, em situações pontuais, generalistas, ainda vá lá. Mas política de núcleo.... esqueçam.


E depois tem os temas que pouco me interessam. Roupas. Acessórios. Na realidade, se fizessem posts sobre estes temas de uma forma aprofundada e pessoal, com autenticidade e não como propaganda, aí interessava-me e ia comentar assiduamente. Mas postar imagens de roupa toda igual, só muda a cor... opá, se eu quisesse folhear  catálogos voltava aos idos tempos da La Redoute. 




quinta-feira, 20 de julho de 2017

Coisas que me causam impressão - 02


A limpeza VIRTUAL da «nova» inquilina.
Ainda me faz espécie.


Faz dois dias que estou de folga e ela, pelo que percebi, também está. 
Fica enfiada no quarto o tempo todo, só saindo da toca para meter os «corninhos» ao sol quando me sabe mais ocupada ou ausente.


Hoje saí de casa por volta da hora de almoço mais por a saber dentro do quarto e provavelmente a desejar sair sem encontrar ninguém. Por imaginar que gostaria de ter uns momentos para si... saí, para que, se desejasse, fosse almoçar tranquilamente à cozinha. Então almocei primeiro e saí de seguida.

Faço isso amiúde, sou assim. 


Saí e fui ver a grande «superfície comercial» da zona... Um local sem quaisquer atrativos, no máximo mantinha 10 lojas das quais quase todas também existem no centro da cidade. Foi aqui que voltei a ver o «futuro» do consumismo. E é este:


Uma loja onde estão sempre a dizer-me para ir toda a vez que penso em comprar um qualquer electrodoméstico dizem: Vai à Argus!

Só que a argus é um espaço físico para compras virtuais. O que as lojas Argus têm são catálogos. Vejam só a grossura dos mesmos nas fotos em baixo!! E com fotografias muito pequeninas dos artigos, sem grandes descrições.

Ora, se eu quisesse uma loja virtual, não me deslocava fisicamente a uma. Ficava em casa, sossegadinha, em frente ao meu computador, que ia dar no mesmo. Melhor ainda: ia encontrar outros sites a vender o mesmo produto, mas com valores mais baixos.

Tirei estas fotos para mostrar a tristeza do que nos espera no futuro do consumismo. Esta «loja» de fato tem de TUDO. São infinitos os artigos - desde sofás, a telemóveis, a... joalharia. Mas na foto de cima podem ver que existe um balcão, com três empregados. Então temos uma mega-estrutura que disponibiliza infinitos equipamentos e emprega um número reduzido de pessoas.

O cliente chega e é logo confrontado, ao centro da loja, com três ou mais «caixas multibanco» que permitem o pagamento imediato. Ao lado estão as mesas com os computadores onde o cliente antes de pagar, pode achar o que quer e a facilidade do pagamento é imediato e sem intervenção humana com um vendedor.

Faz-me impressão onde recai a escolha para o uso do VIRTUAL.


Nos filmes futuristas, o virtual é usado para o «bem», para criar cenários virtuais de natureza e deslumbrar o humano. Ou para lhe criar uma companhia com quem pode interagir e dialogar. Não me parece que seja essa a utilização real que o mundo virtual vai trazer para o real.