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sexta-feira, 14 de junho de 2019

O meu fetiche por sardinhas


De uma infindável variedade de doces conventuais dos quais, se não provei ainda, tenho ideia que existem, este que se segue nunca tinha ouvido falar. Em formato de sardinha (mas sem levar o peixe!) chamou-me a atenção de imediato. 


Não estivéssemos nós na quadra dos santos populares e não fosse o ícone da sardinha algo que apela ao meu sentido artístico. Todos os anos chegando a esta época tenho de me conter (por causa do bolso não ser fundo) para não gastar dinheiro em sardinhas, sejam elas em iman, louça, lata, tecido e até chocolate. Devido a uma noção de não dever adquirir bens não essenciais que se acumulam sem terem espaço para onde ir e são de serventia praticamente nula - excepto deixarem-me feliz. (A felicidade como algo nulo? Que conceito extraordinário). 

O nome deste doce conventual é SARDINHAS DOCES DE TRANCOSO.


Sigam o link e têm uma receita passo-a-passo. Trata-se de um doce de massa fina, em formato de sardinha (que original!) recheada com ovo, amêndoas, açúcar e canela, com cobertura de chocolate! Já imaginaram? Devia ser introduzida nesta quadra festiva por esses arraiais. Afinal, durante os santos populares, a sardinha é rainha!

E nós temos um doce conventual em formato de sardinha e não o divulgamos?
Parece-me mal :D 

Tenham uma bela quadra! Não se esqueçam de comprar um belo de um manjerico. 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Viver nos extremos


Há pessoas que se perguntam porque é que tem de existir tanto mal no mundo?

Porque é que Deus permite que serial Killers existam?

Porque também permite que existam boas pessoas.
Para cada extremo existe o seu oposto.


Por vezes percebo que beneficiaria socialmente se fosse mais agressiva, pior pessoa. Quando olho para trás vejo um rasto de lágrimas... Há quem veja um rastro de sangue de terceiros, dores de terceiros...

Não sei se entendem o que quero dizer.
Mas pessoas boas sofrem tanto! Boas de coração, de alma. Por vezes vivem uma vida inteira de sacrifício, sofrimento e chegam à velhice tão sofridas! Depois a recompensa é a morte. Na miséria, na solidão.

Depois também temos multimilionários que nem são boa rés. Criminosos inclusive, com umas tantas mortes ou vidas arruinadas nas costas, que vivem bem e depois morrem, tendo aproveitado bem a vida. Tendo quem cuide deles, pagando-lhes. Quem cuide de uma casa bonita, de um jardim cuidado, para que o conforto nunca abandone o proprietário.

Não há equilíbrio. Uns vivem mais nos extremos que outros.