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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Dia dos Namorados


Sobre esta ocasião não ia pronunciar-me. Reparei, claro, nos corações por todo o lado, nas prateleiras das lojas cheias de artigos temáticos à paixão e nas rosas vermelhas. Porém, não produziu efeitos emocionais alguns. Foi somente quanto caminhava na rua que vi. O único instante em que senti que era Dia dos Namorados. 


E pronto: ver um casal de mãos dadas foi o que despoletou em mim essa percepção.

Nenhum dos muitos bouquets minimalistas que reparei estarem nas mãos de homens me emocionou. Nenhum homem a rondar prateleiras cheias de artigos vermelhos e cor de rosa, à procura daquela coisa que espera que a namorada vá gostar mas que não vai custar muito dinheiro, nenhuma destas visões de consumo me fez sentir a data.


Foram duas mãos segurando uma na outra. Suporte, apoio, amor. 


O significado da data não está nos corações, nem no vermelho, nem nas flores compradas todos os anos para não se perder tempo a pensar noutro tipo de oferenda, ou no artigo barato com ar infantil e mimoso que o namorado procura um tanto a contra-gosto para oferecer mais por obrigação e receio do que por vontade. 


Alternativa 1
Alternativa dois: cholocate bem barato, em forma de rosa
(para os muito forretas)


Aquela que teria sido a minha escolha.
Adorei estas joaninhas vasos. Em metal, com arame que
torna cada peça amovível. 

Ursos para quem abre mais a carteira ou ainda não tem a
sua "amada/o" seguro.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

São Rosas, senhor, são rosas...

Dobrei a esquina e ele também, cada qual na direcção oposta. Ele transportava no braço direito uma enorme e estreita embalagem, elegante, negra. Vocês devem saber quais são, já as viram nos filmes. São daquelas que são entregues em mãos, à porta de casa... mesmo antes do entregador revelar que no interior está uma espingarda...

Era uma caixa gigante com flores.
Quase perguntei:
-"Ah! São para mim?!?"

Poderiam ser... Há 10 anos. Caso o rapaz andasse à procura de destinatária ainda teria uma hipótese... Kkkk. 

«Rosas senhor, são rosas...»



De uns anos para cá comecei a gostar de ramos de flores e do gesto em si. 
E pronto. Por hoje é isto.


Nota: A vontade de fazer post(a)s tem aparecido, mas a velocidade da internet tem sido dessuadora. Lá se vão os meus planos de passar um Natal a descontrair na net, e tirar o atraso... lol.