Mostrar mensagens com a etiqueta pedras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pedras. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de setembro de 2019

Pedras no caminho



Vi estas pedras na calçada e achei que representam as amarguras pelas quais já passei na vida. Todas elas. Não há nenhuma em excesso. Pareciam indicar-me cada decepção, cada sofrimento, cada obstáculo. Se for uma por cada dia de vida, talvez não ande longe de um número aproximado. 

Não tenho uma séria doença para acenar como bandeira de flagelo e sofrimento. Não tenho tragédia fatal em que estivesse envolvida. Nenhuma experiência de quase-morte. Ninguém se matou por minha causa nem matei ninguém. Não perdi bens materiais em nenhuma tragédia natural.  

Não tenho este tipo de dramas, mas tenho muitas pedrinhas, tal como estas nas imagens. A maioria das pessoas deve ter uma ou outra pedra maior, do tamanho de um ovo de dinossauro. Mas depois o resto do percurso é mais ou menos plano. Essas planícies são os momentos de sorte e fortuna. O grande ovo de dinossauro é um obstáculo visível, reconhecido à distância tanto por amigos quanto por rivais. Ninguém pode dizer que aquele senhor pedregulho não é um obstáculo óbvio na vida de alguém! Ele está ali, para todos verem, todos conhecerem. Centram-se no ovo, não nas planícies.



Mas o percurso de muitos é cheio de pedras menores, plantadas mais ou menos espaçadamente umas das outras. O meu tem sido assim: como um tapete em pedra. Pequenas, mas cada uma difícil porque, plantadas umas atrás das outras, não permitem a existência de planícies. Há pouco sol e muita sombra.  


domingo, 13 de dezembro de 2015

PERTO DE MIM... a calçada portuguesa

Perto de mim...
Os passeios são em calçada portuguesa.

Entristece-me vê-los danificados, com as pedras soltas. E tenho verificado que os causadores desses (e outros) danos são OS VEÍCULOS automóveis. 

Desde que o governo "ameaçou" substituir tudo o que é piso em calçada por outro indefinido, tornei -me mais 'protectora' daquilo que antes tomava como garantido. Temo vê-la desaparecer. E cada vez que um automóvel estaciona no passeio - o que por aqui na zona é amiúde, aflige-me pelas pedrinhas.

E não é só a calçada que é prejudicada pelos MAUS HÁBITOS dos senhores automobilistas. São os pilaretes que vão parar ao chão, sebes que deixaram de existir, a tijoleira dos canteiros e as pedras das beiradas quebradas... tudo, mas tudo, com o peso e más manobras dos veículos, acaba destruído.

Pilaretes de sinalização andam a desaparecer das estradas
E é tão desolador e deprimente ver a paisagem "envelhecer" e deteriorar-se!

Pode não parecer, mas um automóvel é um grande responsável por várias mazelas na cidade. 
Estacionam nos passeios, impedindo a passagem dos peões. Impossibilitando inclusive a circulação de cadeiras de rodas, como verifiquei ainda ontem. E danificam os passeios. Que mais? 


Metros à frente encontrei uma pessoa em cadeira de rodas 
Acabei de ver um veículo subir um alto passeio para estacionar em cima. Como vinha a querer fazer este post, tentei captar o momento em vídeo, para depois ilustrar. Não preciso de identificar o automóvel nem o condutor, mas o flagrante, gostava de dar. Porque falar é fácil, mas ver ajuda - e muito, a compreender que a dimensão do problema não é assim tão pequena quanto aparenta.

Neste caso, o condutor estava numa zona com estacionamento sem parquímetro e ao lado de um centro comercial com duas horas de estacionamento gratuito. A maioria dos lugares na rua até podiam estar ocupados. Mas aquela mania de se querer o carro mesmo dentro de casa ou, como foi neste caso, mesmo à porta do centro comercial para não ter de andar muito, é um ultraje! A inexistência de multas, faz as pessoas acharem que a infracção é legítima e que o seu gesto egoísta não tem mal algum.

O que ia acontecer? Os carros a subir e a descer um alto passeio, danificam a berma, acabando por a partir e soltar. É por isso que se vê tanta berma partida! E as pedras que a berma segura, soltam-se.


No meu ponto de vista, a polícia pode até ser exagerada quando passa multas por excesso de velocidade, quando coloca radares, etc. Mas que em Portugal ninguém seja MULTADO por estacionar nos passeios, acho muito mal! Não só deviam ser multados como forçados a pagar do próprio bolso o dano verificado no local. Já estivesse assim quando estacionou ou não. Se o automobilista tivesse de pagar uma PEDRA do próprio bolso, ia conhecer-lhe o valor. Aposto que jamais se esqueceria do custo!!

Exemplo observado ontem: pelo caminho pedonal calcetado (quadrado canto inferior direito)
desce um veículo automóvel para estacionar em frente à sua loja (círculo vermelho).
No parque de estacionamento à frente existia UM lugar livre (assinalado pela seta vermelha).

Update: Nem a propósito!
             (motorista entala veículo em caminho pedonal - 15/12/15)