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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Após os impostos


Espero que isto do Brexit não venha estragar-me a vida. Porque se há coisa que neste país se faz em boa quantia é Pagar Impostos.

Estava a precisar ganhar mais ao final do mês. Mas isso pode implicar uma mudança de impostos, o que implica também mais descontos. Este é o país em que é preciso fazer contas. Porque até arranjar dois empregos pode ser menos vantajoso do que ter só um - se o que se ganhar num for o equivalente ao que depois se paga em impostos!

Por mês pago 450 de renda - o que é pouco para a área. Tenho o passe dos transportes - 70. E em impostos é também 70 - mas por semana, o que totaliza 280 por mês. Tudo somado, se não fizer despesas de outro género (como comida, lol) gastos fixos são de 850 libras. 



Não ganho muito mas certamente que estou melhor do que conseguiria ganhar em portugal, fora da minha área. 

Dito isto, hoje fiquei a saber que não vou conseguir abrir uma poupança porque não preencho os requisitos necessários. Ou seja, não ganho dinheiro suficiente ao final do mês.


Quando se medem as coisas pela batuta inglesa já não soa tão bem...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Será que vou ficar às escuras?



Hoje falei com o colega de casa, avisando-o para estar atento aos contadores da luz e gás. Pois devemos estar quase a atingir o limite e a precisar de fazer novo depósito. Ele não se mostrou muito interessado ou preocupado com a conversa. Disse, inclusive, que ainda tinhamos «muito». Mas há quatro dias, quando fui espreitar o contador da luz, este já estava nas 9 libras. Se se gastar 2 por dia... Temos realmente muito?

Algo se passa que ainda não entendi... Primeiro ele apressa-me quase num bulling insistente e exagerado para dar a minha parte porque "só falto eu" e já "faz dois dias"... Quando na realidade fazia menos de 12h... E se «só faltava eu» não tinha como o saber porque ele nunca coloca a parte dele no molho do dinheiro e nem deu tempo durante a madrugada para o descobrir!


Agora quero só ver se ele vai adiar um assunto tão sério como o ficar sem luz e gás, arriscando-se a ficar sem argumentos diante da pressa que demonstrou na vez anterior. Ou se vai submeter todos nós a este desnecessário processo, 

Infelizmente só ele é que sabe fazer os pagamentos...
Assim que cheguei também quis aprender, mas nenhum teve «tempo» para mostrar como se fazia. Se o indivíduo de facto for embora durante o verão como argumenta que irá fazer, não vai cá estar ninguém que saiba fazer os pagamentos. É ou não é triste? Foi mais uma forma que ele encontrou de estar sempre no domínio das situações e se tornar mais indispensável do que realmente podia ser. O ir de férias é o único motivo que encontro para justificar a sua exigência no depósito de uma quantia elevada. Esperaria ele que durasse até se ir embora?

Agora quero só ver se vai também exigir o mesmo valor que exigiu da última vez - se sentir que não vai cá estar para usufruir e vai ter de pagar sabendo que não terá proveito. Tomara que isso aconteça porque seria, no mínimo, justiça poética. 

É só essa a curiosidade que me resta _:)

Contudo temo realmente ficar sem luz quando dela precisar! E eu, sem computador... fico desconectada do mundo. Algo que não posso deixar acontecer quando se vive só. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Eis o que decidi fazer


Não sei se é correto ou não.
Mas decidi agir de uma certa forma em relação ao carregamento da eletricidade e o gás.

O que decidi fazer foi GASTAR o máximo que puder.
O que não é fácil, numa casa cheia de gente onde quase nunca estou sozinha e quando os meus hábitos nunca se prestaram a isso.

Se a nova inquilina não contribuir nos próximos dias, vou ter este comportamento. Não sei até que ponto ela foi informada sobre como se procede aos pagamentos ou até que ponto está interessada. Não foi comigo que ela falou, pelo que não sei. Mas como conheço um pouco o indivíduo, não me espantaria que ele lhe tenha dito que não terá de se preocupar com isso. O facto é que em menos de 48h dela se mudar, a luz desligou-se. Mas como temos um fundo de emergência no valor de 5£, podia-se muito bem usar esse dinheiro para os dias seguintes, como aliás, já havia sido feito anteriormente. As cinco libras podem durar até cinco dias - depende do uso. Acho que na outra ocasião, em que era inverno e se ligava sempre o aquecimento central, ficamos 3 dias a consumir o fundo de emergência até que se fez um novo carregamento. E agora que é verão e o consumo diminuiu, o indivíduo não aceitou diminuir a prestação de carregamento para as 30 libras, como havia dito que ia acontecer aquando a chegada do verão, nem quis esperar 48h, incluindo assim nas despesas a nova inquilina, que decerto ia consumir o gás e eletricidade que precisávamos carregar.


A realidade é que, em menos de 48h  da nova inquilina se mudar, a pesar de ainda se ter o carregamento de emergência para se consumir - o rapaz insistiu para que só nós os três carregássemos a eletricidade e o gás de forma a durar estimadamente 2 meses. A nova inquilina ficou excluída de contribuir, mas vai ajudar a consumir.

Então eu decidi dar-me liberdade para consumir.
E ontem, ao acordar, decidi ligar o aquecimento central... por algumas horas. Acendi o fogão eletrico, cozinhei um bocadinho (não cozinhava desde o Natal), deixei o bico ligado e só desliguei tudo quando saí para ir trabalhar. 

Hoje, segunda-feira, também tenho o dia para mim. Voltei a ligar o aquecimento central.

Para saber se isto resulta ou não, fui até o quadro de eletricidade - que expõe «o saldo» disponível como se de um telemóvel se tratasse e tirei uma fotografia ANTES de ligar tudo. Passadas duas horas e 20 minutos, tirei outra foto. Pensei eu que ia ver uma diferença brutal e tal... Mas nem uma libra foi consumida! Apenas consegui gastar 44 cêntimos.


Fiquei um pouco decepcionada mas... de vagar se vai ao longe.
Hoje ao despertar, voltei a tirar outra fotografia ao quadro. Para meu espanto, desde que saí de casa já ao final do dia até o momento desta nova fotografia - o quadro já denunciava 1.42£ de diferença!

Gastou-se mais na minha ausência, durante a noite, do que durante as horas em que de tudo fiz para consumir eletricidade. O que me faz pensar quem é que gasta o quê, quem é que durante a noite conseguiu ligar aparelhos tão consumidores de energia.

Às tantas nem vou precisar de me esforçar muito. O próprio gás consumido durante a minha ausência totalizou quase 2£ - mais ainda que a eletricidade.

Mas o que me dizem disso? Estou a ser mesquinha?
É que me cansei de ser usada para pagar mais do que consumo...

Está certo que não é possível estipular quem consome o quê. É obvio que o rapaz, estando mais tempo em casa, cozinhando todos os dias no forno elétrico e tendo não sei quantos aparelhos eletronicos no quarto - vai consumir mais que os outros inquilinos que passam mais tempo nos seus empregos. Esse facto não me incomodaria - não fosse pela atitude abusadora e descarada do próprio - a apontar dedos na minha direcção e exigindo que eu pagasse mais, e agora «forçando» um pagamento para excluir a nova inquilina. O que ele se esqueceu é que a luz e o gás duraram 2 meses desta última vez (de acordo com ele) porque eramos QUATRO a pagar. E também porque o rapaz que saiu desta casa deixou de consumir a sua parte uma ou duas semanas antes de sair definitivamente. 

Por enquanto vou distrair-me a tirar fotografias ao quadro - coisa que também só posso fazer quando estou sozinha, porque o indivíduo controla todos os movimentos de terceiros. A chave que abre o quadro está na cozinha, o quadro está na rua e o indivíduo gosta de saber o que se anda a fazer. Mas agora fiquei curiosa para saber se vai ser consumida mais eletricidade quando estou a me esforçar para isso, ou quando estou ausente.

Abraços e bom início de semana para todos!!

PS: Passadas duas horas só foram consumidos 22 cêntimos!
Concluí que o fogão é o que mais consome energia, pois ontem liguei os 4 bicos e gastou-se o dobro no mesmo periodo de tempo.