quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Vem e volta

 Ia somente comprar papel de alumínio, cebolas, tomate e iscas. Não contava gastar mais de quatro libras e pouco. 

Acabei por gastar 10. O que trouxe?
Tomate, papel de alumínio, cebolas e iscas. 

Mais duas embalagens de 100 gramas de uvas pretas, duas embalagens de cogumelos inteiros, uma embalagem de after eight e meia-dúzia de ovos. Tirando este último artigo, de valor de 78 pennies, estava tudo com redução de preço: nada custou mais de 40 centimos a unidade. 

Sendo assim, como é possível o total ter chegado às 10 libras?

Pois, esse é sempre o mistério de quem sai para ir às compras. 

Um grande mistério. 

Fui ver o recibo e uma das embalagens de uvas passou no scanner com o preço normal - 1.20 libras. Logo aí a despesa extra de quase uma libra. Ainda assim parece-me muito. Mas é o que é - engana-se quem vai às promoções. Os artigos mais caros que trouxe foram as iscas - 1.52 libras e o chocolate em PROMOÇÃO: 1.50 libras. Totaliza 3 libras. Tudo o resto foi abaixo de uma libra. Mas cá está e vou me repetir: parece que custa pouco e que se está a poupar dinheiro. Mas na realidade isso só acontece SE a pessoa NÃO comprar nada. Só dois ou três artigos e ignorar tudo o resto que é uma tentação.

Afinal, ninguém nascem com dinheiro no bolso. 
(Bem, se calhar alguns até nascem).

Depois de ter constatado que uma das embalagens em promoção passou pelo preço normal, contemplei filosoficamente o que é a perda e ganhos: tenta-se poupar 50 centimos ali, perdem-se acolá. Depois disso fui despejar o lixo lá fora e a primeira coisa que vejo no chão é uma moeda de uma libra. Bem dentro do meu quintal. 

Achei mesmo que era uma lição: dinheiro vai e volta. É insignificante. Principalmente diante da saúde. 

Enquanto lavava aquela moeda com água e sabão, contemplava nesta realidade.


Mini extra:

Post inside a Post: Para quem gosta de iscas com uma consistência que se desfaz na boca, recomendo a de cordeiro. O fígado do porco dá mais para mastigar mas também depende muito do pedaço que se encontra. O de boi ficou por testar mas sabiam que, de todos, é o mais caro? Tendo em conta a quantidade de animais para consumo que se produzem de cada espécie, parece-me um grande absurdo. Fica por saber: será que é porque é o que sabe melhor?  

sábado, 4 de dezembro de 2021

Violencia justificada por abuso quando na infância

 

É comum ouvir-se dizer que indivíduos que cometem actos horrendos provavelmente ficaram assim porque tiveram uma infância difícil. Vêm de um lar desagregado, já de si abusivo e violento. Aquele foi o exemplo que tiveram ao crescer e o reproduzem.

Isto é muita vez referido quando se procura entender porquê algumas pessoas são violentas - fisica e psicologicamente com aqueles que mais os amam ou cometem assassinatos. 

Quase que se JUSTIFICA este tipo de violência com a APRENDIZAGEM da mesma quando em criança.

Mas também como muitos dizem por aí, há muita gente que também teve uma vida difícil e nem por isso desata a cometer crimes ou a fazer disparates. 


O que me lembrei é que ninguém menciona o TERCEIRO CASO, o terceiro tipo de pessoa que pode surgir fruto de quem foi exposto a violência cedo: A BONDOSA. 

Uma pessoa BONDOSA - muita vez confundida com alguém covarde, com receio de arriscar, fraco, usualmente porque se recusa a falar mal dos outros - por exemplo. Começa por este pequeno detalhe. A maior violência que a sociedade demonstra agora é camuflada. É esta de não se ser sincero, de se ter varias máscaras e usar a que convém na altura. 

Acho que isto é um tipo de violência. Insere-se na pior delas: a psicológica.

Então, há pessoas que vieram de um lar desagregado, com discussões, violência psicológica, alienação parental... Umas ficam iguais ou piores, outras saem normais mas e o terceiro caso? Aquelas pessoas que não saem NORMAIS, porque vão para o outro extremo? 

Uma pessoa "normal", por vezes discute, levanta a voz, também se diverte a falar de alguém... 

A pessoa Bondosa não levanta a voz. Não inicia nenhuma discussão. Retira-se quando sente que algum desagrado pode surgir. Talvez porque associa esse simples acto à violência com que cresceu. E recusa-se a fazer uma série de outras coisas que, se não tivesse sido exposta bem cedo ao tipo de violência, provavelmente teria desenvolvido. 

Nós, seres humanos, sentimos necessidade de nos sentir integrados, aceites. E pessoas que "cantam conforme a música" não transmitem essa confiança. Tão depressa são teus amigos, como a seguir já te viram o rosto. Passam a andar com outro alguém para quando voltarem a se ver sozinhos, se lembrarem novamente de ti. 

Só acho que a sociedade não pode esquecer-se das pessoas "bondosas". 
Elas aguentam, caladas, muitas mazelas de infância.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Afinal era outro...

 A respeito do post anterior, recebi a mensagem anónima depois de ter quase entrado numa rua onde uma vez um indivíduo que costumava ciscar à minha volta disse-me que morava. Por acaso quando ia para atravessá-la, pensei que pudesse estar a ver. 

Decidi fazer outro percurso. 

Depois recebi a mensagem. Descobri entretanto que vem desse indivíduo. Que me deixou de contactar à coisa de ano e meio. Eu conheci-o na mesma altura que conheci o "outro". Duas semanas depois, talvez.

E só esse pormenor traz-me um pouco de sofrimento e nostalgia.  
Porque de todas as pessoas que conheci naquele período e com quem mantive contacto - porquê TODAS me contactam menos ele?? Se só ele é que me deixaria feliz? 

Sei que não devia sentir assim. Porém, cada vez que outra pessoa que conheci no mesmo período de tempo me contacta, só faz lembrar quem eu realmente queria que me contactasse. E acabo por repelir os outros - não me interessam realmente, mas também porque obrigatoriamente vem a lembraça associada. 

Sei que nunca mais vou ouvir falar ou ver o outro. Soube-o na hora. 
Não é por isso que deixo de sofrer menos. 

Acreditem se quiserem mas tenho uma sensação forte de que só voltarei a saber dele noutra dimensão. Quando desencarnar. Aí vou fazer-lhe uma "visita" e descobrir que tudo o que intuí era realidade: vou ve-lo casado e muito apaixonado pela esposa, com filhos - uma filha em primeiro lugar, a a amar a criança mais do que a sua própria vida. 

Ele, que me dizia que não queria casar e jamais queria ter filhos. Apenas não o senti assim. 
Senti-lhe outro destino, um bem mais feliz do que aquele que acreditava que ia trilhar. 

Julgo que depois da morte, vou ter de verificar isso, ahah.


(Assunto esquisito, bem sei. Quem acredita na espiritualidade?)

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Sei que não é (Ele)

 Acabei de receber uma mensagem de número não identificado, a dizer:
"Portuguesinha, este ainda é o teu número?"

Sei que não é ele. 

Mas queria que fosse. 

Seria o melhor presente de Natal que podia receber. 

A ideia deixou-me feliz. A tal conversa nunca tida... 

Na minha cabeça, Mariah Carrey canta: "All I want for Christmas is you".

Ainda várias vezes ao dia, o pensamento viaja para coisinhas... ligadas ao que aconteceu. 

Continuo a repelir cada investida masculina como se fosse algo repelente mesmo. Não tanto por ainda estar muito apaixonada por ele. Acho que isso não estou mais. Muito graças aos espíritos caridosos, um deles teve piedade de mim e fez o sofrimento esmorecer. 

Mas sempre me fará falta conversar e entender aquele episódio. Sempre fará.

Esse ciclo não fechou e como não fechou, não dá para iniciar outro. Não importa quantas investidas apareçam. Reconheço em todas algo que acho repelente. Talvez por se assumir que a pessoa está ali, disponível para abrir as perninhas por qualquer "olá, vamos beber um copo". 

Acho mesmo repelente.
Ele apanhou-me porque não fez nada disso e assim atingiu-me onde tudo começa: no cérebro. Conseguia senti-lo. Aquela parte do cérebro que controla a líbido, o desejo, o interesse por alguém. Que eu julgava morta, por falta de estímulo. Não é - nem nunca poderia ter sido, somente um físico. É algo transcendente a isso. 

Aqueles que nos abordam, fazem-no pelo físico, pelo rosto, por sei-lá-o-quê. Mas não é por se sentirem atraídos pela pessoa que és. 

E só isso me interessa. 


Ainda horas antes fantasiava como seria este natal. Sabendo-me sozinha. A M. vai cá enfiar o parceiro, com toda a certeza. Vai passar um Natal adorável, como passa todos os fins-de-semana. Com ele secretamente no quarto, a dar-lhe prazer, e ela a fazer-lhe todas as refeições com pompa e circunstância e a levá-las para o quarto, numa bandeja. 

Digam-me lá qual é o tipo que resiste a "cama, mesa e roupa lavada?"

Se alguém atraente me desse o seu corpo, me cozinhasse todas as refeições, trazendo-as numa bandeja - será que essa pessoa ama a outra ou simplesmente o "negócio" é bom demais para ser dispensado?

Bom, mas o meu Natal vai ser sozinha. Como os de muitos devido ao Covid. Aliás sei que o Natal tradicional, nunca mais vai acontecer. Todos reunidos em família, mesa, presentes, conversa, risadas de uns 20 ou 30... Não mais. 

Não respondi a quem enviou aquela mensagem. A pessoa não se identificou. Acho espantoso que se presuma que o receptor tem de saber quem é o emissor se este não diz o nome. Existiram tantos que me ligaram para jogar conversa fiada e me convidarem para uma saída. Pessoas que nunca me interessaram. E que não quero que voltem ao mesmo. Ou te identificas ou não vai dar em nada. Malucos há muitos. 

Vou agarrar-me à minha fantasia mais um bocadinho... 



Maturidade intelectual PRECISA-SE

 

Tanto no facto de nos apaixonar-mos tem a ver com o estímulo intelectual. Talvez TUDO. 

Se os homens por aí passassem mais tempo a desenvolver o cérebro ao invés dos músculos, haveriam mais relacionamentos. 

Mal se conhece um tipo, já ele espera que lhe abras as pernas gratuitamente. 
Se a evolução é isto, então regride-mos sff.

Voltem o tempo dos esposos dedicados, que enchiam as esposas de mimos e respeito - mas que procuravam putas à parte. Ao menos alguém do sexo feminino não seria objectificada para o sexo.  

Sou toda a favor da liberdade sexual mas sinceramente, aprendam também a evoluir noutros aspectos que isto de se ter defendido os direitos de igualdade, de género, de amor sem género etc, de nada vale se não existir uma evolução par-a-par com outros valores que se andam a perder. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

A tipa da CAVERNA

Há pessoas que não merecem viver em casas. Para a colega que cá tenho, uma caverna é que lhe fazia jus.

E porquê uma caverna? Porque é um lugar sem portas - já que não as sabe usar. Um lugar com cantos escondidos onde ela pode atirar os seus pertences e acumular porcaria. Espaço amplo, já que espaço nunca lhe é demais, ali poderia gritar, ter ataques de mau humor, comer e deixar restos no chão, espalhar a roupa por todo o lado e deixar os utensílios perpetuamente sujos sem os ir lavar. Também não tem sanita, o que seria óptimo, já que se serve dela para caixote de lixo e não a sabe usar da forma tradicional sem lá deixar vestígios na cor vermelha ou castanha.  

Digam-me lá: quem é assim merece um palácio? Ou um buraco no chão?
Caverna até é upgrade.


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Gato por lebre

 No supermercado em Portugal na compra de amaciador para a roupa tinha escolhido a fragancia quando ao tocar na embalagem, noto o liquido por dentro a abanar. Supreendo-me porque nao esta ate ao cimo da garrafa!

Achando que alguem entornou parte do conteudo peguei na que estava ao lado que, pela transparência tambem revelou por que altura se encontrava o produto.


Deixo aqui uma fotografia bem clara. Onde se encontra o meu dedo é por onde se encontra o produto.  O resto e embalagem para enganar o olho e confundir a percepção.



Ps: não consegui encontrar no rótulo a indicação de quantidade. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Posts não feitos

 Ao longo dos meses muitos foram os posts que acabei por não fazer. Alguns que eram para sair ilustrados, ficaram guardados numa pasta. Aqui fica um resumo do que poderiam ter sido. 

Vejam isto como aqueles livros compilados das seleções: várias histórias condensadas num só post! :) 


foto: 12 Novembro 2020:


Propósito: Mostrar o quanto Inglaterra não é o que se imagina em Portugal. Em Portugal ao menos se vê as entidades a limpar as ruas. Aqui não limpam e deixam as folhas permanecer nos passeios ou caminhos por meses e meses e meses.

foto: 26 Maio de 2021


O bolo da série "Friends".
Não passa de um pequeno bolo de chocolate com um grotesco pedaço de açúcar invulgarmente pesado. Digo-vos: mais pesado que o bolo em si. Reparem na espessura! E agora que conseguem fechar a boca de espanto e aversão, é altura de reparar na "precisão" maravilhosa das figuras. É que dá "logo para ver" do que se trata, ahaha!. Muito mau.

Foto: 10 de Junho de 2021

"Pegadas na areia"
Conseguem, com as vossas capacidades de detective, descobrir o quê deixou este rasto na areia?


Foto: 15 de Junho 2021

"Familiaridade"


Já não existem sacos destes. Isto é uma relíquia. Quantos anos terá este saco? Talvez uns 40!
É de uma loja no Rossio, a "camisaria Moderna". Julgo que já não existe. O que estará no seu lugar? 


Foto: Junho 2021



ADORO louça realista. Queria ter uma jarra peixe e fiquei surpresa e agradada com o bacalhau acima. Não, não é real. É de louça! (Aceito ofertas :) )

foto: 16 de Julho 2021

                                                        "DEMAGOGIA"


Há algo que me incomoda na divulgação deste produto. Vejam se descobrem por vocês mesmos. 
Dica: tem a ver com a imposição de uma ideologia. 


Desconhecia que a Ola fez um Perna-de-Pau verde! 
Item de colecção - digo-vos. 
Foi para celebrar a vitoria do Sporting durante a quarentena ahaha. 
É messssmo um artigo de colecção. Tão depressa não haverá outro igual. 

Foto: 2020

O meu coração. Um ano depois...