Mostrar mensagens com a etiqueta vizinhança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vizinhança. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Má vizinhança



Desde as 18h da tarde que ainda não tive uma pausa. Pausa no quê? - perguntam. Pausa das 8 horas de trabalho? Nã!.... pausa no ruído para ver restituído o almejado silêncio!

Faz quase 8 horas consecutivas e ininterruptas que os vizinhos de cima fazem ecoar pelas paredes as vibrações de cada passo que dão, de cada pulo, de cada estrondo de porta que, inexplicavelmente, conseguem produzir a um ritmo alucinante. No chão arrastam objectos pesados, desviam mobiliário, deixam cair objectos vários e como se esta sinfonia infernal e incessante não bastasse, também têm música a ser "despejada" em alto volume. Ainda não pararam e sei, por experiências passadas, que não devem parar antes das 4h da manhã. É uma família com dois filhos que, quando se mudaram para cá, tinham um ano e outro cinco, mas agora já devem ter 10 e seis! Já deviam estar mais bem educados mas qual quê!

Dizem que se deve fazer isto:


Mas eu sei por desespero de privação de sono que NÃO RESULTA.

Estou a ponto de 


E o certo talvez fosse

Entre o "céu" e o "inferno" fica o purgatório... Se em cima tenho estes, que são péssimos, por vezes os de baixo também não querem facilitar. Então não é que se não bastasse o facto de terem três filhos pequenos decidem também trazer três cães? Tudo isto num apartamento... e o que os cães fazem depois de os ruidosos donos sairem? Latem, ganem e choram. Durante horas. Ai, o que eu mereço neste ano de 2015? Um grande prémio de EUROMILHÕES! Para poder comprar o meu lugar daqui para fora e encontrar um que me permita escutar o... silêncio.

Embora entregue o óscar de péssimo vizinho aos de cima sem pestanejar, temo que os de baixo venham a facultar uma forte concorrência. Já lhes roguei tremendas pragas :z


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Uma gargalhada inesperada

Anteontem ouvi a vizinha a dar uma gargalhada e estarreci de surpresa.
Já cá vive há uns seis anos e jamais a escutei rir. Vindo dela só se escutam berros. Ainda à pouco estremeci com um berro que ela deu para o filho que até ressoou nas paredes. Mas vindo dela é o som que me é familiar. A gargalhada apanhou-me completamente de surpresa e fiquei a tentar perceber que milagre tinha sido aquele, qual era o santo homem responsável (eheheh). Foi a primeira em tanto tempo e deixou-me a pensar porque é que ela não dava mais. Deixou-me a imaginar que tipo de vida e que tipo de stresse ou frustrações uma pessoa carrega dentro de si para passar anos sem aparentemente dar uma gargalhada. A minha vida não é um mar de rosas, mas tenho de rir, tenho de dar gargalhadas, mais que não seja a ver uma comédia na televisão. Mas que eu oiça, nem em lazer a vizinha se presta ao riso.

Imagino esta vizinha que fala socialmente com muita calma e aparenta o ser, no seu dia a dia a interagir com as pessoas. No emprego, por exemplo. Imagino-a um «doce», calma e educada. Talvez nem sempre seja, não sei, nem sei o que faz, mal a vi e mal a conheço. Só a oiço. Mas creio que o que oiço reflecte mais a pessoa que é do que se calhar aquela que mostra ser quando sai porta fora. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Coisas que acontecem quando se tem vizinhança

Ninguém ao meu redor dorme.
A cidade não dorme e um prédio também não.
Eram 19h estava a escutar pancadas «vizinhas» em cima, ao lado e em frente. Parecia que tinham todos combinado de fazer barulho ao mesmo tempo. Até tive direito a berbequim.
 Agora são 6h da manhã e ao lado oiço os passos de alguém, do outro lado oiço ópera (sim, uma tipa está a esguelar-se toda coitada!) e alguém decide finalmente apagar o interruptor da luz, fechar a janela e desligar a gaja que se desguela. Oiço um autoclismo. Num tarda sei que vou ouvir pesados passos como martelos e coisas a cair ao chão. Saltos de sapato a andar de um lado para o outro durante uma hora. E depois de muita barulhada um grande estrondo. E segue-se o ruído do elevador a arrancar e o trânsito lá fora a intensificar.

Mas por enquanto e já que não me deixam dormir, deixa-me cá aproveitar estes segundos em que, finalmente, tudo sossegou. PAZ.