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sábado, 13 de janeiro de 2018

Meu Deus, quem sou eu? Me gusta!

Para mulheres:

Não sei quem eu sou quando estou quase a ficar menstruada. Mas gosto dessa pessoa.

No meu dia-a-dia, preciso de ser mais como ela.

É sempre assim: antes de aparecer, tenho um ou dois dias em que estou com menos paciência, tenho menos tolerância, irrito-me com mais facilidade, vou a extremos emocionais mais rapidamente. 

Não, não é como na ficção em que se passa de doida a aparentemente normal. No trato com os outros até pouco se nota a diferença mas comigo mesma, sinto-me diferente e ajo de forma mais irritável. Sinto-me mais capaz de dar respostas tortas se o caso assim o precisar. Sinto-me também mais capaz de lutar por tudo ou de desistir de tudo. 

Extremos emocionais.
Mas também uma certa névoa no carácter se dissipa e te permite ver o mundo com cores mais feias do que as normalmente vês. E essas cores existem. Só me dou bem conta delas nestas alturas. Nas outras estou vulnerável.



Alguém sabe qual é a "droga" que o corpo produz em maior/menor quantidade nestas alturas?
:D 

PS: Dizem que cai o estrogénio, sobe a progesterona. 

domingo, 19 de novembro de 2017

Os dias num mês de vida feminina


Noutro dia a Ana, do Escrevi e Vivi, fez um post sobre a primeira menstruação.
Estava aqui quase a dormir mas incapaz de entrar no sono devido a uma circunstância alheia e foi então que tive vontade de vir escrever sobre o mesmo assunto. Já o fiz antes, mas aqui vai novamente. Os mais sensíveis ao tema ficam já avisados e estão a tempo de voltar atrás Eheheh.

Estou «quase» a ficar menstruada. E quando digo quase, quero dizer que pode levar 10 dias. O meu corpo já mo está a avisar faz dois. E como avisa? "Sente-se" as entranhas do aparelho reprodutivo. A melhor forma que encontro para descrever a sensação é de que o útero está a ser esticado como se estica um elástico. Sente-se toda aquela tensão do esforço. É uma sensação permanente. Não vai embora durante todas as vinte e quatro horas que dura um dia. Outro dos avisos do corpo feminino é essa mesma sensação nos seios. A sensibilidade dos mesmos está ao rubro e é como se se sentisse esse rubro. O mês passado alguém veio dar-me um abraço durante estes dias e devo dizer que a mulher tem sempre de disfarçar... dores. A simples compressão do peito foi dolorosa.

Isto tudo porque a natureza nos quer mães!
Embora cada caso seja um caso em tudo o que aqui vou descrever, no geral o ciclo de uma mulher saudável surge a cada 26 a 28 dias. Quando a menstruação desce, pode durar de 3 até 7 dias. 

 O que aqui vou frisar é a matemática de tudo isto. Para que se compreenda como é um mês na vida de uma mulher. E depois o outro,  o outro, e o outro... sem fim. 

Um mês tem 30 ou 31 dias. A menstruação de uma mulher vulgarmente diz-se que vem "todos os meses", mas na realidade o ciclo é menor que o do calendário convencional, no geral rondando uns estimados 28 dias. 

Parece um intervalo de tempo «aceitável» mas a realidade é diferente.


Vou usar para ilustrar melhor a situação, a menstruação anterior. Que surgiu no dia 1 de Novembro. Reparem, estamos a 19 e desde o dia 17 que o corpo «mudou» e já está a dar sinais físicos de dor e desconforto. E de quanto durou o ciclo? Aproximadamente sete dias. O que significa que chegou a 1 e foi embora a sete. Apenas 10 dias depois, o corpo já avisa que deu início à fase de maturação do óvulo, preparando-se para o fazer descer ao útero e, eventualmente, expulsar. 


Penso que neste instante o que «sinto» com esta sensação de tensão elástica e sensibilidade é o malandro do óvulo a passear feliz desde a trompas de falópio em direcção ao útero. E pode levar 10 dias nisto. Enquanto o malandro viaja, não se incomoda de «expandir» as paredes à sua passagem, de forma a incomodar o hospedeiro KKKkk

 Quando chegar ao destino, aloja-se por um dia e impaciente e chateado por não ter tido companhia para o receber, decide explodir com aquela cena toda! E é então que se dá a menstruação. Por sete dias. 

Resumo matemático:
A mulher tem em média apenas 10 dias no mês em que não sente nada incómodo relacionado com a sua  feminilidade. 


quarta-feira, 15 de março de 2017


Estou a sentir os ovários.
Como descrever a sensação? (Principalmente para quem não os tem).

Não posso dizer que é um palpitar. Nem apenas uma sensação de calor. É um misto de pulsar silencioso com ardor. Deve ser o que acontece em qualquer corpo, quando um órgão muda rapidamente de forma, se expande, desloca-se ou inicia uma mudança.

Como vocês, mulheres, descreveriam esta sensação?



Ainda não chegou «aquela altura» do mês. Deve estar por uns 3 a 7 dias. Mas no que pretendo que se reflita, principalmente a quem não é mulher, é como a mulher goza de tão pouco tempo para não sentir o seu corpo feminino. A mulher passa uns dias a sentir a menstruação a querer surgir e outros tantos com ela. Sobram quantos para a fase em que não sente nada??


Ora, se 5 a 7 desses dias podem passar a sentir o que aí vem, outros 5 ou 7 para viver o que já chegou, só sobram uns 15 para viver COMO UM HOMEM.


É o que costumava pensar quando punha-me a imaginar o que será ser homem. Toda aquela impetuosidade, todo aquele vigor concentrado, aquele gosto por briga e conflito... É porque não sangram. Não sentem dor física com regularidade :P


Como será nascer sem esta peculiaridade de ser mulher?

No meu entender é sentir sempre um certo vigor - dependendo essa energia apenas do estado de saúde e do nível de cansaço - a que todos estamos sujeitos - e nada mais. 

Homens não tem de planear o seu dia em torno das vezes que têm de ir ao WC, não têm de adiar a vontade de fazer uma viagem longa ou um percurso mais ou menos demorado colocando no itinerário paragens obrigatórias para a troca de absorventes, não têm de pensar naquela viagem de duas horas e meia de comboio e ponderar se a capacidade de contorcionismo e desconforto físico e odorífico necessário quando se recorre ao cubículo sanitário ambulante, vale a pena o esforço ou poderá ser bem sucedido. Os homens não precisam de pensar em ir explorar a natureza, subir montanhas por horas, fazer escalada ou ir nadar, estando em «situação especial».

Uta Pippig 1996

Não quero com isto dizer que a mulher é uma incapacitada, lol. Ao contrário. Sei que não estou no século 18. E muito admiro as mulheres do passado (sem absorventes, sem comprimidos, sem nada!). A mulher é cada vez mais tudo. E sem deixar de ser a mulher que sente ardores, pulsações e que sangra.

Ser mulher não se resume à capacidade de reprodução. Porque estas dores não existem para que possamos reproduzir-nos. Elas existem porque a mulher tem a capacidade para suster vida. 

Essa sim, é a verdadeira razão destas sensações nos corpos femininos. É as duas coisas são muito diferentes.



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O algodão... Não só engana como assusta


Alerta: 
Post não recomendado a pessoas sensíveis a temas de intimidade feminina


Quanto era muito nova despertava-me imensa curiosidade o processo de fabrico do Papel Higiénico. Aquilo que todos nós usamos para passar nas partes íntimas, umas vezes mais macios outros bem ásperos, será que era seguro? Temos tantos cuidados com bactérias, pó... que tratamento leva o papel higiénico para poder entrar com segurança em contacto com as nossas partes íntimas?



Bom, esta introdução serve para explicar que a mesma curiosidade e preocupação se estende a outros produtos higiénicos, nomeadamente os dirigidos ao ciclo menstrual.

Já pensaram... O que será que metemos ali, perto ou mesmo dentro de uma entrada para o nosso organismo? Os pensos higiénicos, dizia-se, podiam ser perigosos por deixar o sangue oxidar e proliferarem bactérias. Depois perto dos anos 90 chegaram os «milagrosos» tampões...  «Perfeitamente seguros», o melhor para «aqueles dias» da mulher, podia-se ir nadar para a piscina e tal. Uma grande vantagem, é verdade. Porque uma mulher que não fosse à água sabia-se logo o porquê. E essa percepção disponível para todos deixou de existir para ser substituída pelo total anonimato e privacidade.  


Mas em que consiste um tampão higiénico? Num pedaço de algodão, cuja função é ser introduzido dentro do corpo para impedir o fluxo de sair naturalmente, e funcionar como um absorvente interno. E o algodão é um poluente atmosférico. Contribuímos com milhares de poluentes para o ambiente, por simplesmente termos de os usar. 

Em Fevereiro deste ano surgiu uma notícia de que estes podem ser um perigo para a saúde. Anda uma pessoa sempre a tomar cuidados com aquilo que sabe que pode fazer mal (tabaco, álcool, aerossóis, pílulas, aspirinas) para, por outro lado, andar a «envenenar» o seu corpo regularmente, sem saber. E sem alternativa. Sim, porque trapinhos atados à cintura, como faziam as nossas avós/bisavós não se usam mais. No entanto, se calhar esse regresso às "fraldas" de pano pode ter sido menos perigoso que os sistemas actuais. Que me dizem?

Por partes: Em Fevereiro uma revista francesa de direitos dos consumidores analizou a composição de ambos os absorventes para o ciclo menstrual e detectou resíduos potencialmente tóxicos para o organismo em 5 de 11 marcas testadas. Entre as quais, O.B. e Tampax - simplesmente, excluindo a Evax, talvez as marcas mais vendidas em Portugal. 



O algodão para chegar ao estado que se vê tem de passar por inúmeros processos químicos. E aqui é que reside a sua alta toxidade. Não sei se mais alguma consumidora reparou que o preço destes produtos desceu consideravelmente, de há uns anos para cá, contrariando assim a evolução de todo o tipo de produto. Porquê? É que os absorventes já não são feitos com 100% de algodão. Têm várias substâncias na sua composição, como poliéster, polyacrylate, viscose e celulose de carboxymethyl. A viscose, o menos poluente e o mais comum, é obtida através dos tais processos químicos. Cloro para branquear o que gera substâncias que pode levar a problemas nos ovários, problemas de infertilidade e muitos mais. 

Assustador!! Não acham?



Se formos a levar em conta que a PRODUÇÃO deste género de bem pode muito bem ser pouco segura (made in china), em locais com nenhuma preocupação pela segurança na saúde, porque o que conta mais é o lucro, então mais riscos podemos estar a correr, sem saber. Por acaso alguma caixa de tampões ou pensos higiénicos diz onde o produto foi produzido ou o que o compõe? 

NÃO!


Hoje decidi: acabou-se! Andava a estranhar e a ter preocupações, que me fizeram pesquisar e desconfiar de ter encontrado «o culpado». Que mal andei a fazer ao meu organismo, sem saber?? E eu a achar que o protegia zelosamente, lol, por não fumar, não beber e ter outras precauções. Afinal, de nada adianta. Se não for pela esquerda, é pela direita, se não for por cima, é por baixo... mas sai-se sempre prejudicado.  

AGORA tenho  curiosidade e vontade de passar a usar isto.

Copo Menstrual

Se não comecei antes foi, curiosamente, por achar que o tipo de borracha podia conter elementos perigosamente tóxicos. Mas dizem que é feito num material inofensivo (pois, também os seus antecessores...). Sei que, com tempo, pretendo adquirir isto, mas ainda não sei onde o comprar. Se Portugal já deu «luz verde» a alguma marca, isso me tranquiliza. Mas comprar online... sem saber a origem ou ter garantias de que material é feito, é que não. Chega de «chinesices» baratas e altamente perigosas. 

Já li prós, já li sobre cons... e depois esqueci. Na altura tinha um claro inconveniente, que hoje penso que não  é tanto mais assim. Quem aí já avançou para esta nova etapa? Contem tudo...