segunda-feira, 8 de julho de 2024

A proximidade entre o totalitarismo e a liberdade

 

Nas ditas sociedades livres descobri, com surpresa, que existe muita coisa semelhante com a FALTA de liberdade que se ouve falar nos regimes totalitaristas. 

A imposição de pré-julgamentos e o controlo de comportamentos parece ser o que ambas têm em comum. 

Talvez com o que imaginamos ser algumas diferenças no "peso" dessas imposições. Contudo, elas estão lá: as imposições. Apenas umas são mais disfarçadas que outras. 

Digo-vos já: fico feliz por ter nascido em Portugal.
Com todas as falhas que tem, é ainda o lugar mais livre e equilibrado em que vivi. 


Entrei na Poundland ontem de manhã, quase ao abrir. No autofalante de som ambiente da loja escuto uma voz a falar. Geralmente são anúncios a divulgar produtos ou a pedir doações. Nem presto muita atenção. Mas a "introdução" deixa-me intrigada. É diferente do que será de esperar de um comercial. Mais ou menos o "anúncio" dizia assim:

"É bom andar em compras com calma e em silêncio. Portanto faça as suas compras nesta loja com calma. Seja respeitoso para com os empregados. Eles estão aqui para ajudar". 

Até disse em voz sussurrante: 
"Mas isto é a Coreia do Norte???"

Sou só eu que acha um ABSURDO a "injecção" destas mensagens vindas do nada, a mandar as pessoas comuns, que estão ali a usar o espaço público sem causar qualquer conflito "ficarem calmas e serem respeitosas". Não pode ser... Imagino este tipo de atitude num país totalitário. Governado por um ditador. Daqueles que manda cortar cabeças se não lhe obedecerem ou fazerem as vontades. Se não lhe fazerem referência e o venerarem. 

Mas em Inglaterra, dito país do primeiro mundo, existirem "anúncios" públicos a mandar as pessoas agirem de uma certa forma... a mandá-las "acalmarem-se" e fazerem as compras "quiet"... 

É pá!
Me desculpem mas isto de país livre tem pouco. Tem muito mais de país controlador que vai "injectando" na mentalidade do povo atitudes que devem recriminar e que devem louvar, sem que estes sintam vontade de QUESTIONAR o que seja. 

 


a base em comum. 


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