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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Relax(ando)
No escuro do quarto, descanso o corpo, escutando Chopin.
Ele está comigo, mas não me vai fazer chorar baba e ranho como ontem.
Hoje tenho Chopin, Beethoven, Vivaldi, Bach. Todos eles a fazer um trabalho fantástico na minha alma.
Há quem passe por esta terra deixando veneno para os outros.
Estes compositores clássicos deixaram bálsamos para a alma!
Bem-haja.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Caminhada deliciosa
Não sei como vos explicar, mas quando acabo a noite de trabalho e ainda tenho de caminhar uma hora para chegar a casa, não é um castigo, é uma satisfação. Já o fiz sobre chuva, ventos, lama, desgosto emocional, temperatura abaixo de zero, pés cheios de bolhas, a doerem horrores, já o fiz até sendo seguida por um desconhecido.
E no entanto, nunca deixou de ser um prazer. Por mais cansada e exausta que me sinta. Não me custa caminhar. Agrada-me o percurso. Não sei ao certo no quê, mas vou a pensar o caminho todo.
Hoje à noite vi DUAS lebres. No mesmo jardim onde vi a primeira no ano anterior. Duas. Casal, provavelmente. Mas também vi um rato. Também no mesmo sítio onde vi o primeiro. Novamente, correu da esquerda, para a direita.
Gaivotas também as vejo, logo pelas 7 horas da manhã quando estou a sair de casa. Ficam a sobrevoar o céu. Cumprimento-as mentalmente.
Há certas fracções do percurso que acho verdadeiramente belas. Uma delas é este caminho que antecede a entrada num parque. Há noite consegue-se ver muitas estrelas. Caminho a olhar para o céu e é uma sensação agradável. Afinal, quantos de nós tem tempo para olhar para elas?
Faz-me bem olhar para o céu estrelado.
Faz-me bem olhar para o céu estrelado.
O telemóvel não faz milagres mas cada pontinho branco no fundo negro são estrelas que brilham à vista desarmada.
Também a semana passada, fiquei deslumbrada com esta imagem aqui.
Agora cada vez que passo por esta árvore, mentalmente falo-lhe. Ocorre-me imaginar o que já terá presenciado e quantos anos terá. Daqui a nada vou para o Júlio de Matos Kkkk.
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