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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

O livro do Harry e os milhões que lhe colocou no bolso

 
O meu interesse pela família Real Inglesa sempre esteve perto do zero. Porém, vivo neste planeta e sei quem são. Sei que em 2020 o príncipe Harry abandonou os seus títulos reais para viver "em paz", longe do assédio da imprensa e não ter mais que se sujeitar - ele, a esposa e os filhos - aquela devassa à sua vida privada e familiar. 

Vai que em Março de 2021 ele decide dar uma entrevista televisiva à americana Oprah Winfrey. Uma das mais poderosas e mediáticas entrevistadoras, conhecida pelos seus talk shows e lançadora do Dr. Phil Show. Com certeza, Harry não o fez gratuitamente. Muitos milhões deverão estar envolvidos. Nessa entrevista, a afirmação do casal-real que mais transpareceu foi uma acusação: dizerem que a família real era racista, por se preocuparem que o filho da sua união com Megah pudesse ser mestiço. 

Ah!, Harry! 

A rainha ainda viva a ter de ouvir na TV o neto a falar assim. Será que era verdade? Muitos não acreditaram.

Os danos à imagem da família real - aos olhos do público, devem ter sido bem diminutos, quando comparados às feridas emocionais que tal gesto de irmão, neto e filho devem ter causado aos seus de sangue.


A rainha faleceu. Faz pouco mais de seis meses, talvez. O pai de Harry, agora Rei, foi coroado recentemente. O intervalo de tempo para o luto e os traumas nem sequer foi concedido. O que Harry faz? Une-se à família que o criou? Ficou mais reservado devido ao luto, à perda de contacto de proximidade com os seus? Não. Ele lança mais farpas a uma fogueira que ele próprio criou, ao escrever suas memórias onde, basicamente, dedica-se ao escrutínio. O ex-príncipe diz que não quer magoar a família - mas o livro parece, todo ele, direcionado a isso.  Cheio de farpas e descrições intímas que ficam melhor na privacidade familiar. O segundo filho de Diana revela também o quanto se aproxima da personalidade da mãe, também ela claramente psicologicamente afectada, sem saber racicionar correctamente e a usar a imprensa num ataque à família real, ao mesmo tempo que procurava angariar simpatias para o seu lado. 

Harry já embolsou, desde o lançamento do livro a 10 de Janeiro de 2023, mais de 250 milhões.  


O irmão é que é o herdeiro ao "trono" (que nem existe). Sorte a dele! Sorte a dele de poder ficar NA SOMBRA, poder levar uma vida menos centrada na sua sanguinidade. É no irmão que recai todo esse peso. Esse, coitado, mesmo que o desejasse, teria muita dificuldade em virar as costas ao ambiente no qual nasceu. Já Harry conseguiu isso. Um grande feito. Alegando necessitar que respeitassem a sua vida pessoal. Tivesse ficado por aí, e, aos olhos do público, seria um Grande Homem - que escolheu a família e o Amor por uma mulher. 

Só que a verdade, afinal, não é nada disso. 

Desde que largou o seu título e se afastou, que Harry não larga a ribalta. Não esperou nem um ano de isolamento quando se vendeu à Oprah, numa entrevista televisiva onde implicou que o pai, irmão e avó iam descriminar seus filhos mestiços com Meghan - que é tão branca que mal devia se qualificar de mestiça. Porém, continuam a salientar esse detalhe para conseguir reunir as simpatias de biliões de pessoas que se identificam como negras/mestiças e, a certa altura da vida,  sentiram alguma espécie de descriminação.  


Parece-me que o que Harry não quer abdicar com a sua ligação real, são as benesses e os bolsos cheios.


Como disse, o seu lucro por este livro já roça quase 300 milhões de euros
E não vai ficar por aqui. 

Harry quer ser a "celebridade rebelde". 
A seguir vai usar os seus filhos. 


Nunca tive grande simpatia por instituições reais. Vejo-as como algo castradoras e um estilo de vida que impõe tanto protocolo e dever que deve, às tantas, sufocar uma pessoa. Por isso, quando Harry quis se soltar, estava a apoiá-lo. 

O seu comportamento depois disso fez-me entender e, a certo ponto, simpatizar, com a "máfia" da instituição. Bem que ele precisava dela agora, para lhe limpar um pouco a imagem!

Mas acho que isso pouco lhe importa. Os milhões estão a cair no bolso dele e da esposa. 

Acho que Harry não percebe o verdadeiro significado de ser real. Refiro-me à nobreza. Não de título, mas de carácter. Sou eu, nascida plebeia, mais nobre que ele, descendente de reis. 

Muitos afirmam que Harry não está bom da cabeça. Concordo. Vai demorar anos para ele perceber o mal que está a cometer agora. Isto se, à semelhança da mãe, não tiver um fim prematuro, devido a alguma decisão mal pensada.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Os ingleses trocam-nos as voltas (e outras coisas mais)


Estava aqui com o pensamento a viajar...

Hoje ajudei um colega a melhorar o seu inglês por simplesmente lhe explicar que serviettes queria dizer guardanapos. Ele foi-me chamar porque não entendeu o que lhe estava a ser perguntado. Quando lhe expliquei com um gesto, ele respondeu:


-"Ah! Napkins!"




Mas porque é que os ingleses têm de complicar tanto as coisas?
Quase todas as palavras que possam imaginar usar - eles usam outro sinónimo.  Lixo, por exemplo... Existe a palavra garbage, litter (meio inglesa, até aparece identificada nos cestos de lixo nos parques). Mas eles usam alguma destas mais populares e conhecidas? Não!! Eles usam rubbish.

E parece-me que o meu colega tem razão... Serviettes é palavra francesa que muito me admira que estes puristas da língua inglesa se prestem a preferi-la a Napkins. É que, à boa maneira inglesa, depois existem variantes de acréscimo para especificar que tipo de «napkins» a pessoa se refere. Por exemplo: Eles têm os paper napkins, tabble napkins e sanitary napkins.... Tão simples. Fazem referência a guardanapos de papel, toalha de papel para mesas e pensos absorventes femininos. Tão simples na terminologia deles e no entanto... vão à francesa!



Depois o meu pensamento viajou novamente para outra questão pertinente. Vão ver o quanto Kkkk.

Estava eu feliz a provar batatas fritas embaladas num pacote normal (e digo isto porque é raro encontrar pacotes cheios de batatas fritas. Aqui vendem pacotinhos dentro de pacotões. Normalmente um pacote de tamanho normal, contem outros seis pacotinhos. E o sabor... eh. Ainda não encontrei um que realmente gostasse). Então, dizia eu, estava contente por encontrar um pacote cheio de batatas quando reparo que o mesmo tem instruções em diversas línguas. Pus-me à procura da portuguesa. Contei todas as línguas disponíveis: 12 idiomas e NENHUM em português, carago! Até parece que não somos parte deste mundo. Ou que não estamos bem posicionados no grupo das línguas mais faladas mundialmente. 

É espantoso. Nem num pacote de batata frita que se dá ao trabalho de traduzir para 12 idiomas os seus ingredientes, portugal ganha algum destaque. Isto pode parecer supérfluo, mas não é. Um produto feito dentro da UE, mas que é traduzido para árabe, para tantas outras línguas e não o PT. Oh, tem lá um PT... mas quando vou a ver, parece polaco ou algo assim. 

Depois fiquei a imaginar escrever para a empresa a perguntar porque não traduzir também para português? Aí comecei a imaginar que isso não era feito porque eles não sabem que portugal existe. Devem pensar que somos espanha... E o pensamento volta a viajar para isto: "Que bom que não sabem que existimos. Assim não podem enviar terroristas". De modo que «desisti» de reclamar com a companhia que faz as batatas a falta da tradução em português... Eheheh. Eles que se «esqueçam» que existimos como nação. Até é bem melhor.

Por cá quase nada é traduzido. Até os produtos da Polónia - vendidos por cá, só aparecem nessa língua. Não há cá «traduções». Muito me espanta este tipo de centralismo umbilical...  Estas companhias são tão «cheias de si» que acham mesmo desnecessário abrangir o maior número de público nas suas embalagens. Como consumidora considero comum o acto de deixar na prateleira um produto cujo conteúdo não estou bem certa do que se trata - por desconhecer polaco ou outra qualquer língua estrangeira! Puro egocentrismo das marcas, que até parecem desconhecer que ´já se vive há muito tempo numa aldeia Global.


Só me falta dizer que estas batatas fritas sabem realmente a BATATA.
É outra coisa rara de acontecer por aqui.