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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ocorreu-me ter caído no conto do Vigário...


... ao me matricular numa faculdade.

Não me interpretem mal, não me arrependi. Mas folheio páginas de jornais e o que não faltam são "faculdades" ou entidades a facultar "cursos" com estágio incluído e eu percebo que isto tudo é um negócio. As oportunidades de emprego a seguir são tantas quanto as que existem agora, são zero, nada, mesmo que inclua um estágio. 

Afinal, para quê empregar se podem colocar estagiários? E agora com a vantagem que estes, no fundo, irão estar a pagar para estagiar, quando anteriormente isso não acontecia. 

Vai custar-me saber que irei pagar uma fortuna, da qual só tirarei proveito se de facto isto abrir portas para novos rumos. Se não abrir terei gasto um ano de salário, o que, colocando nessa perspectiva, dá o que pensar. Mas a decisão está tomada e não me arrependi. Tentei antes de fazer a matrícula, tentar saber o que outros alunos que haviam frequentado o mesmo curso tinham achado do mesmo. Não descobri nada, o google nada me indicou. Mas quero acreditar e vou acreditar que isto me vai fazer bem e sim, irá mudar algo na minha vida, para melhor.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Como uma UNIVERSIDADE vê o aluno que acolhe



CLIENTE

Esta é a designação com que a Universidade onde estudei me atribui numa comunicação.

Solicitei informações sobre um certificado que necessito e enviaram-me um documento com o título "Lista de documentos A LIQUIDAR".

 A liquidar... como se tivesse dívidas para com o estabelecimento de «ensino». Se a Universidade se preocupasse mais em facultar aprendizagem e conhecimento e menos em fazer lucrativos negócios não se referiria à minha pessoa como "cliente" nem me enviaria uma lista personalizada de documentos a «liquidar». São surpreendentes erros de designação que considero inadmissíveis vindos de quem vem. 

Como pode existir uma lista de documentos a LIQUIDAR se não lhes devo nada? Quaisquer certidões ou diplomas o aluno só pede se desejar, não é obrigatório, logo, não tem nada a «liquidar». No máximo devem-me eles porque enquando lá andei foi necessário um ano para me entregarem um documento já pago. Quanto lhes custaria isso só em «juros»? 

As Universidades vêm todos os alunos como um negócio e não há forma de alguém me convencer, ainda mais depois desta, que a formação é a prioridade. Não é nada! Se eu contasse... No início do meu curso ainda foi. A preocupação em facultar um plano curricular importante para que o curso não «desaparecesse» era o principal. Mas para o final a preocupação era totalmente outra, onde o aluno de NADA importava e cada professor estava a pensar na própria pele e em como não se prejudicar na linha do poder para rapidamente conseguir progredir hierarquicamente e atingir um cargo maior. 

 O que existe é um potencial de extorsão da parte da instituição que não foi bem sucedido. E por essa razão o ex-aluno, ou devo dizer, o CLIENTE, pois pelos vistos as universidades já não possuem alunos mas sim CLIENTES pois é assim que sou IDENTIFICADA na referida comunicação, permanece na base de dados do arquivo morto durante tantos anos, na esperança que um dia este "salde" e "liquide" a dívida.



PS: Na busca de uma ilustração para este post encontrei uma notícia sobre um projecto no Brasil que proibe as faculdades de cobrar a 1ª via de quaisquer Diplomas. Pois é assim mesmo que devia ser! Sem dúvida alguma. O aluno GANHOU por MÉRITO essa certificação. Nada mais justo que a receber. Não está a comprar, pois não? Teve de se esforçar para a obter, não é algo na qual não teve nenhuma participação e por isso compra e leva para casa a seu belo prazer. Sou tão CONTRA a cobrança de valores monetários pela emissão de um Diploma de Habilitações que até hoje deixei os Serviços Académicos da Universidade ficarem lá com o meu. Bem podia ganhar teias de aranha. Raios!