Já nem recordo quando deixei de ser capaz de recordar aquilo que sonhei, mesmo horas depois de despertar, senão mesmo o dia inteiro. Isso foi possível algures no passado. Mas também, algures há muito tempo, deixou de ser.
Se tem importância? Não sei. Sei apenas que é fantástico perceber como o nosso cérebro funciona. Como ele pode manter algures no registo da consciência um sonho por 24 horas e também apagá-lo assim que uma pessoa se levanta para ir ao WC.
Lembras.
Esqueces.
Não é fantástico? Muitos estudiosos tentam entender isto. Como é que o cérebro processa as coisas.
Foi então que ontem acordei de um sonho em que existiam uns documentos com uns dizeres importantes e reveladores que consegui interpretar. Claro que, ao acordar, já nem recordava de nada. Dizem que as pessoas sobre hipnose, podem conseguir se recordar de cada detalhe. Mas me interrogo como isso é possível, se eu por vezes passo por pessoas, cumprimento-as e nem presto atenção ao rosto, às roupas... Como poderei descrever alguém que passou por mim? Se não presto atenção a essas coisas, por timidez mas também para evitar invasão de privacidade? Cresci assim... a não querer ser muito invasiva. Ao ponto de não olhar. Não olhar para as pessoas ao meu redor. E como não julgo, acabo por não desenvolver a capacidade de notar nos detalhes que se destacariam de imediato a quem dá importância a coisas como roupa, aparência, etc.
Não que seja totalmente distraída. Por vezes consigo notar alguma coisa. Mas grande parte das coisas, tipo se a pessoa tinha tatuagens, dentes tortos... uma grande verruga - acreditem: passa-me ao lado, não vejo. Não noto.
Não que seja totalmente distraída. Por vezes consigo notar alguma coisa. Mas grande parte das coisas, tipo se a pessoa tinha tatuagens, dentes tortos... uma grande verruga - acreditem: passa-me ao lado, não vejo. Não noto.
Hoje acordei subitamente de um sonho. Estava com uma ex-colega da universidade em passeio. Junto com um amigo dela e um ex-amigo nosso que era também ex-namorado dela. Viajávamos rumo a uma localidade distante, de autocarro. Os quatro. Enquanto o autocarro fazia o seu percurso, lembro-me de olhar pela janela e ver as mesmas bandeirinhas que havia visto aquando a partida e pensei: "parece que não saímos do sítio. Aqui todos os lugares são idênticos".
Virei-me para trás, onde estava o seu ex e, preocupada, perguntei-lhe como aconteceu ele ter caído na armadilha das drogas. Minha amiga estava como sempre, borbulhante, com todos, inclusive o motorista, com as atenções nela. Só sei que vamos chegar a um destino, os quatro, para passar momentos Fantásticos. Nisto já estamos numa espécie de hotel, para nos juntar-mos os quatro rumo a outro país. É aqui para a frente que vamos parar ao destino final.
Aguardo numa sala num piso superior pela chegada da minha amiga e do seu par. Comigo está o ex dela. Ele diz-me que vai fazer uma coisa e já volta o que não é conveniente visto estarmos quase a nos juntar para partir juntos. Imediatamente tenho a intuição de que algo vai acontecer. Observo no piso de cima o hall de entrada envidraçado do sítio e vejo o meu colega a passar entre as pessoas. Ele passa por uma mulher de vestido amarelo a carregar uma bolsa e arranca-lhe a bolsa das mãos, fugindo com ela. A mulher dá conta e dá o alarme. Alguém corre atrás dele. Percebo logo que ele não vai conosco e terei de dar esta notícia à minha amiga, quando chegar. Aguardo mais um pouco mas ela não aparece. Vejo um funcionário e pergunto se a viu. Ele diz: "Claro. Com aquela traseira, quem não a conhece?" "Ela está na Tailândia". E eu, espantada, esclamo: "Na Tailândia?! Mas eu vou para a Tailândia! Nós vamos para a Tailândia!" e o funcionário volta a dizer que ela não está mais ali, que já está na Tailândia.
Percebo que fui enganada. Abandonada. Sem qualquer motivo ou justificação. E acordo.
Será que é isto que faz o cérebro parar de sonhar? Sensações de choque, susto, decepção? Quando acordei, já consciente, mas ainda a recordar o sonho, percebi que fiquei para trás para pagar a conta dos quatro no Hotel ahahah.
Sonhos...
Têm algum que vos marque mais?

Também é muito raro recordar o que sonhei.
ResponderEliminarSerão por natureza efémeros??
Ai Portuguesinha se eu te contasse cada sonho que tenho! É como eu digo: eu não sonho. Eu tenho autênticos filmes enquanto durmo porque é cada coisa mais descabida que não lembra a ninguém ahahaha.
ResponderEliminarAinda ontem sonhei que tinha um recém-nascido, lindinho e fofo que ria desalmadamente. No começo era engraçado mas depois ele desatou a cantar o happy birthday to you (lol). Comecei a achar aquilo estranho, porque um recém-nascido não era capaz de tal coisa e fiquei com medo. O meu marido era o ator Marton Csokas cujo rosto mudava para o de um chinês. Percebei que eles (marido e filho) eram et's mas tentei disfarçar o melhor que pude até eles irem embora. No momento seguinte, a criança já era maior (uns 15 anos) e eles estavam de volta mas por pouco tempo. A cara do marido continuava a misturar-se com a de outra pessoa e os olhos ficavam todos brancos. Acordei quando eles foram embora.
É caso para dizer: "eles andem aí" lol
Ahah Ana!
EliminarQue sonho interessante! Acho que inadvertidamente acabei por "lançar" uma ideia genial: descrever nossos sonhos enquanto ainda nos lembramos deles.
Imagina fazer isso sempre. Que caderno ia sair daqui? Eu comprava ahaha.
Se alguém me roubar a ideia - lanço-lhe um mau olhado Kkkk E vai atingir a pessoa nos seus pesadelos :!(
Agora mais a sério: acho que existem sonhos que são só isso, pura criatividade e outros que surgem de um receio ou trauma - como li quando pesquisei com a AI. No meu caso, a raiz da origem deve ter surgido da sensação de abandono que já experimentei no passado por parte de pessoas que, simplesmente, "se silenciaram" e pararam de me atender chamadas ou contatar.
Acho que agora chama-se a isso Gaslighting ou algo ainda mais preciso. Mas vai dar ao mesmo. São sentimentos que na altura até podem parecer menores mas com o tempo ficam ali no subconsciente e podem vir ao de cima quando sonhamos.
No seu caso... não sei, mas posso extrapolar que gostaria muito de já ter um filho e um marido - viver aquela vida standard das estatísticas ahah. Se fosse americana, a tal "casinha com a vedação branca e um jardim". Estou a extrapolar, claro, porque nem sei se tem ou não o que descrevi.
Armada em Freudiana...
Abraço e venha sempre contar mais sonhos. São mesmo estranhos, intrigantes. Ás vezes sem nexo, saltando de uma coisa para outra, sem ligação. O cérebro humano é um mistério.
Sim! Ja criei um novo blog e vou contar lá os meus sonhos. Curiosamente, esqueci-me do que sonhei hoje! Começamos mal.... ehehehe
EliminarOh Ana, então? Agora vou ter de cumprir a minha promessa e "castigar" quem me roubasse a ideia lançando um mau olhado Kkkkk.
EliminarBrinco. Não vou lançar. Quando tenho uma ideia que gosto partilho - defeito meu. Vou querer ler esse blogue. Talvez até passe a fazer o mesmo - já que tive a ideia ahah.
mas como tu, deixei de lembrar se sonhei, quanto mais o que sonhei. Agora que há sonhos curiosos, há. E também existem os repetitivos. São sempre iguais.
Tem desses?
Bom, depois volta para partilhar o endereço.