Há uns anos, ele tinha 28 e eu oito mais. Achei que a diferença era grande para aceitar o seu interesse por mim. Tivesse ele insistido e não tivesse aceite os argumentos para a minha nega e talvez eu tivesse acabado por ver as coisas por outra perspectiva e mudado de ideias. Mas ele aceitou e uma série de contratempos fez o resto.
Hoje, com essa lembrança a vir ao de cima, só pude soltar umas boas gargalhadas!
Desta vez ele é ainda mais novo. Tem 25 e eu mais uns tantos que os oito de então.
O reflexo que o espelho me devolve e a forma como vejo o meu corpo mudar e a dar sinais de idade é que me mantém ligada à terra. Essa é a verdadeira questão que nos assusta.