sábado, 27 de dezembro de 2025

Tolerância de Ponto a 27?

 

Um dos motivos pelos quais viajei para Portugal agora no Natal foi para poder renovar o passaporte. Haviam me dito que é só aparecer e que estariam abertos no dia a seguir ao Natal. Mas isso foi lá em Outubro. Vim a descobrir que deram tolerância de Ponto para os dias 24, 26 e 31 de Dezembro. Acho bem. Mas também acho que é uma sorte fantástica para muitos! 

Contudo, não achei nada bem a DIFICULDADE em descobrir se certos locais estão a funcionar ou não. E foi assim que descobri que hoje, dia 27 de Dezembro, o registo de Notariado TAMBÉM fechou. Então tiveram tolerância de Ponto para os dias 24, feriado a 25, 26 e 27 sendo que estão fechados a 28. CINCO FANTÁSTICOS dias para a maioria dos trabalhadores da função pública. 

Acho que só mesmo em Portugal. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O Natal dos Beckam, o Natal dos Reiner

 É Natal!
Feliz Natal para todos.. 

Para mim Natal é uma altura de paz. Estar com família para valorizar de onde viemos e todos que o celebram partilham este estado de espírito. 

Por isso fiquei triste pela família Beckam quando o meu feed de notícias me informou que o filho mais velho, casado há dois anos, cortou todo o tipo de comunicação com a família. Pai, mãe e irmãos. E, aparentemente, por motivo algum! 

Logo pensei: "Pelo menos não lhes cortou a garganta" - fazendo referência a outra notícia que realmente me deixou de boca aberta de choque: A morte por assassinato de Rob Reiner e da esposa, alegadamente, mas com uma certeza de 100%, pelas mãos do filho mais novo. 

Dizem nas notícias que Brooklyn "desamigou" a família inteira do seu facebook, após a mãe, Victoria Beckam ter colocado um "like" num post seu, em que grelhava um frango. 

Ao que parece ele não fala com a família, não atende telefones, não responde a mensagens, não foi ao aniversário do pai nem apareceu quando este foi recentemente condecorado. 

O "gosto" da mãe no seu post na rede social fê-lo perceber que a família que o criou podia saber o que ele fazia por ali e então cortou esse último recurso que os pais tinham para saber do filho. 

Ainda soltou um comunicado - ou alguém da família da esposa o fez por ele, a dizer esta barbaridade: 

A família bekam tem de o deixar em paz

adenda: mais detalhes aqui: 1 e 2





sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

I wish them diarrea

 

Na cidade onde vivo aqui em Inglaterra parece ser standard procedure (hábito comum) que os motoristas de autocarro não abram a porta quando acabam de a fechar na tua cara.


Eles verificam pelo espelho se podem arrancar e, na maior das tranquilidade, vão embora.

Deixando o passageiro com o choque e descrédito do quanto este gesto é, para usar a palavra favorita e mais comum aqui, RUDE.

Um atrás do outro, salvas raras excepções, é isto que acontece.

Hoje estou quase a dobrar a esquina para alcançar a paragem. Oiço o ruído de motor de veículo grande a aproximar-se e começo de imediato a apressar o passo - já por si apressado por defeito.

Olho para o autocarro que surge á minha direita, a descer a avenida mas não consigo identificar o número. Desde que eles removeram toda a frota "moderna" (com 20 anos) devido a um incidente e a substituíram pelos antigos (e melhores) veículos, que o número do autocarro não é mais facilmente visível. Principalmente quando desce a avenida a grande velocidade.


Corro para o alcançar. Totalmente possível devido á limitada distância que nos separa. Isso mais o ter de receber passageiros e os largar, me dá os segundos que preciso.

É só dobrar a esquina e correr uns cinco metros. 

Quando chego a curva três mulheres, cada uma segurando a sua cadeira de plástico infantil, caminham lado a lado na conversa. Sempre me interrogo porquê as pessoas têm de bloquear uma passagem inteira. Mas é assim mesmo. Três mulheres com três mini cadeiras!!!

Contorno-as rapidamente, assim que percebi a direção que iam tomar nessa curva.

Desvio-me de mais gente e alcanço o autocarro está um passageiro a sair e a porta traseira a fechar.

Infelizmente nenhuma fila de gente para entrar. Ainda não vi a identificação do autocarro em lado algum. Chego a porta da frente e dou um passo mais para avistar o número na frente do mesmo. E o motorista arranca.

Mais um. A ter estes comportamento que, para mim, é tão feio e totalmente desnecessário.

Que custa, a sério? Esse micro-segundo em que entraria no bus?

Quando ele se afasta as pessoas não paragem estão, naturalmente, a olhar para mim. Pergunto se era o número X, dizem que sim. E deu-me espontaneamente:

"May he have diarrhea today. Bless him 🙏🏾".

Estás coisas saem-me assim. Mas não é a primeira vez nem será a última. 

domingo, 23 de novembro de 2025

Entregues {a sorte>: reportagem sobre as crianças adoptadas sem grandes cerimónias na década de 70 na ilha das Lages

 ROSALINA: 

A reportagem começa com o caso de Rosalina. E apeteceu-me comentar o seguinte: 


Não julgues. Não julgues o teu pai. Nem a tua mãe nem ninguém. É preciso perceber como era a vida naquele tempo, a mentalidade, costumes e crenças daquela época e o que é a pobreza. 

Talvez o teu pai rejeitasse a adopção por achar que, a pesar de tudo, vocês eram filhos dele. E isso ninguém ia tirar dele. Ele não se via capaz de cuidar de vocês e quase que aposto que a mentalidade era de que esse era um dever para uma mulher. Noutros tempos era muito COMUM serem as mulheres a cuidar dos filhos. Um homem, quando enviúvava e tinha filhos, principalmente recém-nascidos, logo encontrava uma outra mulher com a qual casar. Era por oportunismo sim, mas também a mentalidade era outra e o empenho em fazer a união resultar tomada a sério. Até porque seria uma chatice se tivessem de procurar outra mulher para cuidar deles, da casa e das crianças. Mas não se imaginava, sequer, que crianças fossem educadas só por um progenitor masculino. Qualquer mulher ia pensar o mesmo: que as crianças precisavam de uma mulher para delas cuidar. E se não existisse no horizonte uma tia que pudesse arcar com os seus próprios filhos mais os sobrinhos, e não existisse qualquer possibilidade de arranjar nova esposa, então existiam as Freiras. Era sempre uma melhor opção - dito até mesmo preferencial - porque aí as crianças não passavam FOME. Num orfanato teriam um teto para as abrigar da chuva, roupa, comida acima de tudo para lhes forrar o estômago e muitas mulheres para cuidarem delas e as educar de formas que nem os pais sonhariam. Era visto como muito bom. 

Um homem, basicamente, naquele tempo e em algumas circunstâncias, era um ser quase inútil. No sentido de saber cuidar de alguém sem ser de si mesmos. E mal, diga-se. Alguns só sabiam sobreviver. Há base de vinho e pão seco. Não eram ensinados a cuidar deles mesmos. Só sabiam que, quando adultos, há que arcar com a família indo trabalhar. E à mulher cabia tudo o resto. Não sabiam muitos deles, cuidar deles mesmos. Lavar suas roupas encardidas, fazer o próprio almoço. O melhor que poderiam ter à disposição se calhar era uma maça roubada de um pomar qualquer. Eram como baratas tontas: dependiam de uma mulher para as coisas mais simples deste mundo. E as mulheres sempre ali: dispostas a ajudar, porque, afinal, era um "homem" e «homens» não sabiam se desenrascar nas lides do dia-a-dia. 

Outra forma que o teu pai biológico pode ter racicionado para consentir que a adopção acontecesse quando lhe ofereceram dinheiro, foi de facto ter sido convencido por ele. Mas não que tivesse à espera dele. Não é que vocês estivessem "à venda" ou tivessem sido vendidos! É que a necessidade faz a ocasião... e se calhar ele NUNCA ia ver tanto dinheiro em toda a sua vida. No pensar dele vocês não eram uma "coisa qualquer" para vos dar a quem vos queria de graça! Pode até ser ofensivo para um pai. O dinheiro, para uma pessoa que não é pobre, mas miserável, que é abaixo da pobreza, não se pode mesmo julgar. Visto que quem vos queria era, de certa forma, o "invasor" poderoso que tudo conseguia, talvez ele pensasse que não iam conseguir tão fácil assim levar os filhos dele como levaram os de muitos outros. A quantia oferecida se calhar até foi uma MIGALHA mas para uma pessoa miserável é ajuda pura. Ou melhor: é uma esperança no horizonte. Devido a se tratar de americanos endinheirados quando comparativamente à realidade Portuguesa, principalmente na ilha e logo após um sismo em que as pessoas perdem TUDO!!!

Imagino-me com filhos para cuidar, mesmo sendo mulher, nessa altura, sem família só eu e minhas crianças, sem nada para lhes oferecer nem sequer um pedaço de pão seco ou um sítio para morar... Fico indigente e vou submeter as minhas crianças a essa miséria. Por quanto tempo ia aguentar? Até achar que tinha de fazer o que seria melhor para elas? Por mais que me partisse o coração? E depois uma pessoa convence-se de que é provisório. Pelo menos a ideia é essa. Só que a vida não muda, nem sempre melhora... e outros passam-nos à frente com outras ideias, levando com eles o objecto do nosso maior afeto e razão de viver: nossos filhos. 

INGLES:
Don't judge your father. Maybe he accepted your adoption when money was placed on the table not because he was waiting to "sale" his kids. But because that's when he realized that you would be taken care off by people that could or maybe he felt valued and appreciated. Validated. Sometimes money as that affect on people - specially very poor people. Maybe he just tough that no one was going to take HIS children like they were taking everyone's else kids for free like if it was a "supermarket" "Kids for free just take one and go". Maybe he tough that it matter more.  

The mentality back then was much different. A man without a woman was NOTHING. They were not teach to take care of themselves to be auto-suficient. They depended on women for EVERYTHING. When they became widowers they wouldn't be able to cope so usually they would remarry really quick. Because the mentality was pretty much that is a woman's job to take care of children, house and husband (!!). It was a different reality. So much so that this "adoptions" were made the way they were, just out of "good will" and without the procedures that adoptions should have had. I bet a lot of money was given "under the rug" to many families just because they were not poor people, but miserably poor - after an earthquake even more miserable! Left with NOTHING! I am sure also some american's tought this to be a good opportunity to find a child they could parent without having to have too much trouble. Back then people would just "pick up" kids from the poor like if they were entitled just by their condition. And this to happen on an american base... in total isolation of an island... The Americans were the "all powerful". So much so that until recently this adoptions were kept in "secrecy" as if some Tabu not to be spoken off. 


 

sábado, 1 de novembro de 2025

Uma foto pode mentir bastante

 


Estão a ver este jovem na foto? 
Olhando para esta foto o que vocês julgariam?

Um pai extremoso pegando sua bebê do chão?

Pois vou dar-vos o contexto:

Quando estava eu a passar por uma loja de fast food gerida por indivíduos de crença muçulmana como praticamente todas do gênero são, este homem estava a abandonar a loja. Parece-me ver a silhueta de alguém, uma criança bem atrás. E é quando assim que sai fora da loja o homem vira-se para trás e diz:

Não sejas rude na "chicken shop". Tu nunca mais virás aqui".

Escutei estas palavras duras e achei um exagero este homem falar assim com uma criança. Por mais que a criança apronte, o que poderia estar criança ter dito de tão errado para escutar uma sentença tão definitiva?

Foi então que olhei para trás e vi o homem a beber sumo de uma lata, enquanto uma mulher com lenço na cabeça segurava ao colo uma criança parecendo ter menos de um ano de idade. 

A mulher era, claramente, a destinatária da imposição e crítica. 

Procurei o meu telemóvel porque queria registar o que vi e ouvi. Por altura em que consegui registar uma imagem o homem estava nesta posição.

O que ele fez foi severamente criticar a esposa por supostamente ter falado numa loja de forma que ele não gostou. Provavelmente a desejava muda. 

Mas o que ele fez depois foi ainda pior!

Ele passou-lhe a lata que bebia para a mulher segurar e arrancou a criança do colo da esposa, vindo a  pousar a bebê no chão.

Uma mensagem clara de punição, como se ela por se portar "mal", perdia o "direito" à filha. E as duas tiveram de ser "punidas" imediatamente logo ali.

Este homem faz parte de uma geração de jovens nascidos no UK.

Mas continuam a tradição de humilhar, mandar e desfazer da mulher e seus filhos. Continuam a trata-las como cidadãos de segunda classe. 

Dispensáveis e substituíveis.


segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Francisco Pinto Balsemão - já não entre nós

 

Sinto ainda pesar por receber a notícia de seu falecimento. Sinto, realmente, pena que certas pessoas não possam cá permanecer eternamente. Acho que é uma perda para todos nós. Será que entendem? 

Há pessoas, principalmente de uma certa geração, que são tão admiráveis, tão magnânimas que instantaneamente percebemos estar diante da presença de alguém "Pleno". Fico sempre com uma sensação de pesar quando mais uma figura assim desaparece desta terra. Elas fazem muita falta cá. 

São almas que admiro e respeito sem as conhecer. No caso do Pinto Balsemão, pude privar muito brevemente numa ocasião e é tão simples como isto: uma pessoa simpatiza quase de imediato e sente logo estar diante de alguém com saber acima da média, vivo, autêntico, esperto, com visão, gosto por viver e de bom senso - tudo junto com uma simplicidade típica dos humildes que não se elevam a Deuses. 

Uma pessoa sente-se bem na presença de uma figura assim. Pela autenticidade, simplicidade que dela emana. São pessoas que só o tempo as trai. Só a decadência do corpo as vai levar. Só o corpo envelhece, porque elas não têm idade. A mente continua clara, astuta, lúcida. Vivem no mundo e não desistem nunca dele. 

São cada vez mais escassas pessoas assim especiais. Quase todas que intuí como o sendo, nasceram e foram criadas numa geração da qual já não existe quase sobreviventes.

Gostaria que nascessem e se fizessem mais pessoas assim. 

Ainda por cima, Balsemão foi também um homem de família que, ao que parece e se escuta, conseguiu ter uma família unida e com amor uns pelos outros. Um feito que poucos que acumulam fortuna conseguem realizar. 

Diria quem nunca o conheceu de perto que era o homem perfeito - se formos a ler o que dele se diz nas letrinhas das notícias para as quais tanto contribuiu. Não apenas como mais um meio, mas como  professor, que instalou regras e princípios para o jornalismo responsável e livre. Abriu caminhos para que outros pudessem encontrar seus rumos. 

Julgo que tinha alma de professor. 
E era essa a sensação que transmitia: alguém sábio com uma diversificada experiência de vida da qual todos podiam tirar ilações e aprender. 

Que se façam mais pessoas assim. 

O universo precisa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Estou na Berlenga Grande!

 

E estou a adorar.

Mais tarde tentarei publicar uma mini-toor do que esperar se desejarem visitar este lugar. 

Sabiam que desconhecia a sua existência de todo até há uns meses? Pois é!

É uma ilha reserva natural de Portugal e acho que é muito pouco divulgada. Pois como lisboeta não me recordo de falarem dela. Se bem que o nome Berlengas me diz algo... Mas posso estar a confundir com Bermudas😂

Apesar de achar que é pouco divulgada, mesmo estando a visita-la já no que chamam época baixa, a ilha está cheia de turistas. 

Aqui vão umas informações importantes e dicas:

É preciso se registar no site Berlengas pass, indicar o dia de visita e pagar 3 euros. O governo controla o número de pessoas que entram na ilha de uma vez, para que não interfira com o habitat natural. O limite está nas 550 pessoas por dia.

Se não conseguir se registar, não tem problema! Embora seja super simples. Porque podem-lhe fazer isso quando comprar o bilhete de viagem de barco.

Apenas outra dica: se se registar mas decidir marcar só quando tiver certeza do dia de visita e efetuar o pagamento, use o mesmo aparelho elétronico onde se registou. Eu não consegui de jeito nenhum entrar novamente para pagar. Me pede para recuperar a password indicando o email e depois diz que o email não está registado. Mas se for tentar abrir nova conta com esse email não deixa, diz que o email já existe. 

Existem diversas companhias de barcos que fazem a travessia de Peniche às Berlengas. Os preços são parecidos. Esteja preparado para abrir a bolsa 👜. Pode não ser muito barato para quem ganha um ou dois salários mínimos.

A companhia que usei disse cobrar 25 euros para ir e voltar nesta altura do ano. Mas depois tem os extras. Se a pessoa desejar uma visita às grutas num barco panorâmico (fundo de vidro) o custo é de 35 euros. As companhias levam os turistas em horários específicos. Num total de 4 horas de visita, incluindo a hora para as travessias. Se for a ver tem de "correr" para visitar a ilha. Garanto que não vai dar. Se vai investir para conhecer um lugar tão interdito, o meu conselho é que passe uma ou mais noites. O local. Pois só para caminhar do cais do bairro dos pescadores ao forte é, por terra, coisa de 50 minutos. Qualquer caminhada na ilha vai levar tempo. Até porque vai querer parar para apreciar a vista. Por isso, quatro horas não chegam. Porque uma é para a travessia, 30 minutos ou mais é para estar antecipadamente no local de recolha e fazer o "check-in", uma hora para andar do cais ao forte... Ainda vai querer sentar na única praia acessível da ilha, conhecer o farol e espreitar as pontas da ilha. Isso leva um dia inteiro. 

Se é para ver, basta ir e voltar num só dia. Se é para conhecer tem de pernoitar pelo menos um dia e viver a experiência da Berlenga.

GRUTAS: Sim ou não?

A primeira coisa que precisa saber é que o passeio de barco é curto e rápido. Acho que demora uns 10 minutos. Não dá a volta á ilha, restringe-se pelo espaço entre o cais e o forte. Esse percurso direto, pelo mar, leva cerca de dois minutos, se tanto. Por terra são cerca de 50. E já digo porquê.

Sabe a pouco e é, de fato, pouco. A lancha leva cerca de 12 pessoas. Tente ser o último a entrar para ficar na frente.  Só você saberá se vale a pena mas, ainda que o tempo de viagem seja pequeno, é deslumbrante ver as águas a mudar de cor no interior da gruta e ver de perto as formações rochosas. Não espere ficar parado muito tempo debaixo de uma. É chegar e andar. Muitos barcos fazem o mesmo e é ver um atrás do outro, a espera, como a dizer, "saí daí que eu preciso entrar".

ALOJAMENTO:

Numa ilha onde não existe água potável, rede telemóvel (não é bem verdade) nem mercearias ou lugares onde comprar qualquer tipo de mantimentos (tem de se trazer tudo consigo). Tem três opções de onde ficar para dormir é muito vantajoso.

Mas atenção ao que descrevi acima. Não há água potável!! Mas não desespere. Existem estabelecimentos que vendem o mais básico e também o que é desnecessário. Refiro-me a bebidas alcoólicas, cuja variedade me surpreendeu. De resto pode encontrar sandes, saladas, bolos, salgados, chocolates, snacks como batatas fritas e barras de cereais e até gelados Olá. O tipo de coisa que não me tentou nem um pouco. 

Existe um restaurante na ilha. Pelo que pode sempre almoçar e jantar como um rei. Tudo na ilha custa mais caro que o habitual. Ainda assim confesso que já visitei cidades cheias de turistas onde uma simples garrafa pequena de água custava mais! Aqui compra 1.5 L por 5 euros.

Se estiver com sede vai ver que é uma Pechincha! 😂

PERNOITAR: opções:

1) Quartos com WC privativo e duche quente geridos pelo restaurante Mesa da Ilha.

2) Quartos com WC partilhado e duche frio com balde de água quente disponivel no Forte S. João, gerido pela Associação amigos da Berlenga

Ambos fornecem WiFi.

3) Zona para Parque de Campismo, gerido pela câmera de Peniche e pelo Turismo. Não faculta tendas nem WiFi(?). Tem contentores para despejar o lixo e não vi WCs, pelo que presumo que estão disponíveis os dos bairro dos pescadores/cais.  Que são os melhores. Três sanitas, dois sanitários. Só é permitido acampar durante um certo período de tempo. Algures entre Junho (?) e até 14 de Setembro.

Faz sentido, pois as condições atmosféricas mudam bastante por volta desta altura.


Seja qual for a opção escolhida, prepare-se para gastar dinheiro ou passar por privações. No Forte, por exemplo, tem de trazer TUDO consigo. Inclusive lençóis de cama. É capa de poder alugar uns. Tem de se informar antes. Não sei quanto pagaria mas se não quiser carregar lençóis ou sacos cama - a alternativa pode passar por aluga-los.

Conforme disse, seja qual for a opção de alojamento, o mais caro ou mais económico, gasta-se sempre mais noutros aspetos. 

Agora a dica mais importante: Está ilha não é para velhos!!!

Não é tanto a idade é mais a stamina. Andar é fácil. Mas nenhuma das escadarias ou ladeiras da ilha são fáceis. Sapatos confortáveis, que deixam os pés respirar, assim como roupa para caminhada faz diferença. 


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

A Glória da Tragédia

 Acho que desde o incêndio do chiado em 1988 que Lisboa não tinha tido uma catástrofe tão chocante e tão marcante. 

LISBOA, Chiado, 25 de Agosto de 1988


Só sinto tristeza. 

              LISBOA, Calçada da Glória, 3 de Setembro de 2025




No incêndio de 1988 os riscos e danos foram imensuráveis mas materiais. Vidas, só uma pessoa e um bombeiro, infelizmente, morreram. Ontem, num simples instante, a vida de 16 foi ceifada e muitos outros ficaram feridos. Mas podia ter sido MUITO PIOR. Tivesse o ocorrido acontecido quando os dois se cruzam acima, a gravidade traria dos dois para baixo sem freios, a alta velocidade. Sem a existência da curva o eletrico de cima teria embatido no de baixo e a força da colisão teria arrastado os dois volumes que pesam toneladas para o meio da avenida da liberdade. Matando muitos mais.

RIP a todos. 
Os mortos já estão com o senhor, na sua paz. 

Aos sobreviventes, desejo que recuperem sem grandes problemas ou traumas. Mas isto foi traumático até para quem não estava no local. Isto é chocante.  


(Foram decretados 3 dias de luto)