Metereologia 24 h

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A saga dos telefones continua - a guerra está declarada!

Estava em casa de meus pais de noite, toca-lhes o telefone. Alguém da PT quer falar de um serviço qualquer. Já passam das 21h e meus pais já se preparavam para ir descansar. Minha mãe atendeu o telefone com a espuma da pasta de dentes ainda espalhada pelos cantos da boca e simpaticamente disse que não estava interessada em nada. Insistiram. Continuaram a insistir. Finalmente desligou-se o telefone e a tarefa de escovagem dos dentes retomou onde foi interrompida, eu voltei aos meus afazeres de preparação para sair.


Um minuto passou, o telefone toca outra vez. Cada um se aproxima perto do aparelho mas este pára de tocar no momento em que se chega perto. Isso não é irritante? Eu acho que é muito chato, uma pessoa larga o que está a fazer para atender o telefone e este toca poucas vezes e desliga exatamente quando se vai a atender. Mas acho que todos nós sabíamos que só poderia ser novamente a PT, a insistir ou simplesmente, para arreliar, numa atitude de retaliação mesquinha. (quando estão a «treinar» uma nova «manada» de carne fresca para canhão são um implacáveis!)


Cada um de nós retomou a tarefa que tinha em mãos, e o telefone toca outra vez. Desta vez, meu pai é mais rápido. Sua voz masculina volta a informar a voz feminina do outro lado: não estou interessado e agradecia que não voltasse a ligar. A voz feminina insiste. Recebe a mesma resposta. Volta a insistir, recebe a mesma educada e cordial resposta. Meu pai sabe ser implacável, mestre mesmo, ninguém o supera. Pelo que a rapariga teve uma sorte descomunal em apanhar o seu lado tranquilo que informa primeiro que não quer ser incomodado e agradecia que não voltasse a ligar. Quem não se conteve fui eu, ao perceber que ela ia forçar meu pai continuar a repetir aquela resposta, dando-lha pela quarta vez, tal como forçou minha mãe. Não me contive e gritei: estão com problemas de audição?! A voz feminina despediu-se prontamente do outro lado.

Tinha sido um mau dia para irritarem esta "panhonha" aqui. Qualquer outro dia, teriam a educação de sempre. Mas sabem quando uma pessoa realmente já chegou ao limite? Não entendo esta insistência com assédio. Quero que o telefone toque mas porque estou a aguardar um telefonema importante de alguém. Não vendas! Ou porque alguém que conheço quer falar comigo. Uma pessoa a quem dei meu número, não um desconhecido! 



O número de casa de meus pais só é conhecido para seis pessoas. Não está em nenhuma lista telefónica, não consiste em nenhum registo ou base de dados. Até minha mãe ter ligado para um programa da SIC para participar automaticamente num concurso.... 
Acabou-se desde então o anonimato. Acabou-se o sossego. Estão a ser invadidos pelas VENDAS DE AGRESSIVAS. Não deixam as pessoas terminar de escovar os dentes, ver sossegadamente a partida de futebol, a criança ter um sono tranquilo e o doente estar em silêncio...


Analisando isto do ponto de vista SOCIAL, esta vai pelo mau caminho quando, ao invés de ensinar coisas úteis aos jovens, está a formar indivíduos para serem agressivos, insistentes e inconvenientes. Ensinam-lhes a não desistir de importunar uma pessoa até conseguirem o seu propósito. Nem querem saber da pessoa para NADA! O objectivo é impingir, a qualquer um, um produto ou serviço. E esse NUNCA será o caminho pelo qual vão crescer e ganhar clientela. Antigamente, dizia-se que as pessoas que ligavam é que tinham azar de apanhar clientes muito desagradáveis do outro lado da linha. E até podia ser verdade. Mas agora está empatado, se não mesmo superado. Sem usar termos mal educados mas sendo ainda piores ao serem cínicos e sarcásticos, insistentes e manipuladores, são os que ligam que não aceitam receber um "não" e ouvir um "por favor não volte a ligar". 

Já vi idosos doentes e com princípios de esclerose a serem "manobrados" por vendedores inescrupulosos que ainda por cima detestam o trabalho que fazem. Nessas "grandes companhias" de serviços de TV, net e telefone então, é o que mais há. Garanto que não é esse o caminho. Nunca foi, nunca será.

E estes jovens de call center, Jesus! São tãããõoo carne para canhão. Não passam de peões num jogo de xadrez. Aproveitam-se-lhes da juventude, da necessidade, da energia e vitalidade. Já vi também. Fazem mais lembrar uns advogadozinhos em início de carreira muito mal formados, nervosinhos e sem escrúpulos  a tentar ganhar a maior quantidade possível de dinheiro para o seu patrão, em troca de uma pancadinha no ombro e um magro osso. Submetem-se a este tipo de emprego, porque não sabem ainda melhor, mas julgam que sabem e que aquilo é temporário. São a "mão de obra" esperançosa, crente e entusiasta (como um dia eu também fui), ideal para ser usado e deitado fora. Os que aprendem bem, não ganham nenhum conhecimento que valha a pena ser aprendido. Talvez ganhem uma úlcera e desenvolvam algum problema de saúde e, Deus querendo, de consciência. Aprimoram a capacidade de ser inconvenientes, insistentes e de "fo###" a cabeça das pessoas com suas vendas agressivas. E isso não lhes dá nenhum dom especial. Preferia os tempos em que se dava um cinzel, um martelo e uma pedra e se ensinava a criar um bom bloco perfeito para se construir uma parede. Ao menos isso é conhecimento útil e proveitoso para a humanidade.

sábado, 20 de abril de 2013

Telefonemas de vendas agressivas

Certamente todos já passaram pela situação de terem o telemóvel a tocar a tardes horas do dia e do outro lado não se escuta a voz de nenhum conhecido mas a de um vendedor que insiste em falar de uma promoção qualquer grátis à qual se tem de aderir de imediato.

Esta semana foi prolífera em telefonemas destes. E eu me pergunto COMO têm eles acesso ao meu número de telefone, se ultimamente não o tenho facultado a ninguém para este ter virado tão "popular" de às uns dias para cá. E então entendi: anúncios. Aos quais respondemos na tentativa de encontrar uma ocupação melhor,  um curso qualquer... Mas isto é só uma suspeita. Que acho credível. Afinal, nunca dão resposta alguma aos contactos, deve ser porque nunca foi essa a intenção desde início.

No meu caso telefonaram-me TRÊS vezes do mesmo banco para me vender um cartão de crédito «grátis» e de aderença imediata.  O primeiro telefonema foi numa altura bem inconveniente. Era a voz de uma jovem, a meio da tarde, que me quis «dar gratuitamente» um cartão de crédito cheio de "vantagens". Esta voz pareceu-me pouco experiente e algo insegura. Disse-lhe que não estava interessada. Existiram breves pausas na sua resposta, que me fizeram crer que estava a começar naquela função. Isso e não saber bem o que dizer e engolir algumas palavras. Mas tendo rejeitado a «oferta», pensei que o tal banco não ia me oportunar mais. 

Passados poucos dias, novo telefonema, um pouco mais tarde, a mesma voz. Reconheci de imediato. Ainda insegura mas a esforçar-se por fazer melhor, instruída e ainda crua, repete mais que uma vez:  "Posso saber Dona XX, porque é que não está interessada num cartão se é totalmente grátis para si e não tem custos"? - pergunta ela, bem instruída, mas sem entender que uma pergunta deste teor algo "intimista" pode ter revezes desagradáveis. Voltei a reforçar que não estava interessada. A rapariga ainda não tem estalica para continuar a insistir (e ainda bem, é feio). 

E pronto: tentou duas vezes, se calhar esta segunda foi instrução da supervisor/a que lhe disse para tentar novamente com um cliente "difícil" (que tenha rejeitado sem grandes explicações a oferta). E então, paciente como sempre, deixo as pessoas falarem e explicarem-se. Afinal, estão a fazer o seu trabalho, ainda que a horas que atrapalham o meu tempo e afazeres. Mas quando insistem demasiado e começam a entrar no campo das perguntas demasiado pessoais às quais não têm nada a ver com isso, sinto-me com vontade de ser mais áspera. Nunca sou. Aliás, a «nega» mais rápida que dei foi esta que estou a relatar. Sempre educada, "boa tarde", "para si também", etc. Tenho boa educação e não há porquê escondê-la. Dela não tenho vergonha.

Bom, e fiquei LIVRE deste banco e suas tentativas de me impingirem, por duas vezes e em questão de dias, o mesmo cartão, usando a mesma vendedora. Certo?

ERRADO. Hoje recebi outro telefonema. Muito mais tardio, eram já 21h. Desta vez a voz é masculina, um pouco mais segura que a rapariga e mais capaz de articular respostas a "curvas e contracurvas" inesperadas, mas ainda assim possívelmente cru. E quando lhe disse que estava a fazer o seu trabalho e que não tinha de se desculpar por isso, eu é que já havia recebido chamadas demais por causa daquele cartão que já havia rejeitado, pareceu-me escutar um tom de contentamento na sua voz, como se tivesse acabado de passar num teste e dado uma risada. Imaginei que também ele estava a ser posto à prova e que tinha ali a supervisor/a a monitorizar o seu desempenho. 


Foi então que percebi. "Mas eu sou o quê para esta gente?" Um «case study»?
Do género: Temos aqui um contacto (provavelmente uma lista) de pessoas que declinaram a oferta. "Clientes difíceis". Vocês vão TREINAR as vossas capacidades telefonando para estas pessoas.

Nunca fui mal educada mas não estou para me prestar a cobaia. Essa de "chatear" a pessoa tanto que ela para se ver livre do emplastro aceita logo o que lhe propõem não pega comigo. Se receber mais uma chamada que seja deste malogrado banco e escutar o nome do cartão, desligo na cara. Já nem me vou dar ao trabalho de escutar, porque a pessoa está a fazer o seu trabalho, porque é da minha educação, porque sou paciente. Chega. Já ouvi, já expliquei, já declinei TRÊS VEZES o cartão. Façam mais uma chamada, não vão receber nem a cortesia de escutar a minha voz (Será que vou conseguir ser assim rude?).  Agora usam-se as pessoas assim, para treinar os novos funcionários? Francamente.