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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Afinal não era...

Fui à janela com um pedaço de pão na mão. Lembrei-me que bastava deixar cair um pedaço para aparecerem pardais que o apanhavam com o bico, às vezes, ainda o pedaço ia no ar. 

Mas atirei e nada apareceu. Avistei então uma ave de pequeno porte a pular entre os ramos da árvore e pensei: "É um pardal!". Atirei outro pedaço de pão, de forma a verem-no. Nada. Nenhuma ave foi atrás. 

A pequena ave continuava a pular nos ramos. Conseguia vê-la mas não distingui-la. Foi então que me lembrei dos binóculos. Fui buscá-los e assim que os apontei para o alvo, este voa para longe. Atrás dele segue a outra ave saltitona -afinal eram duas. Não eram pardais. Mas o que eram deixou-me ainda com mais dúvidas! Foram tão rápidas que podia jurar que eram aves habituadas a detectar com a visão periférica a presença de lentes de aumento. E temendo que viessem de uma arma, bateram em retirada. A retina só teve uns segundos para detectar as cores. Eram parecidas a estas:


Mas qual é o pássaro do tamanho de um pardal ou mesmo mais «magrinho», que tem um bico saliente e estas cores fortes? Fiquei na dúvida se era azul ou verde (a razão a querer sobrepor-se à percepção), tal foi a rapidez. Mal os vi, levantaram vôo. A razão estava a querer achar que podiam ser papagaios ou «primos» destes. Mas definitivamente, não eram pardais.

Agora aguardo voltar a avistar as aves «estranhas» e pardais. Ainda me torno uma observadora de aves citadinas, rsss!