Metereologia 24 h

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Não foste de todo mau, 2025. Que 2026 te suplante em alegria, bem estar, saúde e progresso

 

O ano está a terminar. Não tenho nada para destacar sobre ele. Trabalhei grande parte do tempo, longas horas, dias seguidos, uns atrás dos outros. Ganhei algum dinheiro. Não sei se valeu ou não a pena. Fiz féria de 7 dias em Portugal... 

E foi isso. 

Fui ao registo de Notariado e tratei do meu assunto. Um grupo de Sefraditas estava lá a tratar da sua nacionalidade. Israel está a ser tão cruel com a Palestina. Saiu hoje nas notícias que proibiu 37 OGN de operar no país. Quando se proíbe a ajuda aos pobres e inocentes vítimas de uma guerra de ambição, está-se no caminho certo para se ser um ditadorzinho. 

2026 vem aí, está quase a chegar. 

Espero que tudo vos corra bem neste ano. Coisas más para pessoas que fazem coisas más e coisas boas para pessoas que se esforçam a ser boas. 

Feliz 2026! 

domingo, 28 de dezembro de 2025

MOrrer no dia de Natal (ou véspera)

 

Estava no emprego, uma semana antes do Natal. E acabei por concluir, do nada, que o melhor dia para se morrer era o dia de Natal. Não sei porquê cheguei a essa conclusão mas, pelo espírito de paz da quadra, esse é uma boa altura para falecer. 

É mau para os que ficam. Porque sempre associam a data à partida de alguém que gostariam de ter de volta nesta altura. Meu colega acrescentou: Mas também há muita gente que nasce no dia de Natal. 

E é verdade. 
Acho que não existe melhor altura para se morrer. Acho, até, que é uma altura abençoada para regressar à companhia do Criador.

Isto antes de sequer saber da existência da jovem de 23 anos com um grave problema de saúde que faleceu nessa altura. Concluo então que, também ela, partiu num dia abençoado e especial. Espero que a família consiga celebrar a sua vida e a união familiar todos os Natais para vir. Afinal, Jesus também faleceu. A dor da falecer no Natal ou na Páscoa não é diferente da dor sentida noutros dias. Apenas estas alturas são especiais, como se quem parte estivesse a ser marcado por ter sido alguém também especial. 

Bom ano.


sábado, 27 de dezembro de 2025

Tolerância de Ponto a 27?

 

Um dos motivos pelos quais viajei para Portugal agora no Natal foi para poder renovar o passaporte. Haviam me dito que é só aparecer e que estariam abertos no dia a seguir ao Natal. Mas isso foi lá em Outubro. Vim a descobrir que deram tolerância de Ponto para os dias 24, 26 e 31 de Dezembro. Acho bem. Mas também acho que é uma sorte fantástica para muitos! 

Contudo, não achei nada bem a DIFICULDADE em descobrir se certos locais estão a funcionar ou não. E foi assim que descobri que hoje, dia 27 de Dezembro, o registo de Notariado TAMBÉM fechou. Então tiveram tolerância de Ponto para os dias 24, feriado a 25, 26 e 27 sendo que estão fechados a 28. CINCO FANTÁSTICOS dias para a maioria dos trabalhadores da função pública. 

Acho que só mesmo em Portugal. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O Natal dos Beckam, o Natal dos Reiner

 É Natal!
Feliz Natal para todos.. 

Para mim Natal é uma altura de paz. Estar com família para valorizar de onde viemos e todos que o celebram partilham este estado de espírito. 

Por isso fiquei triste pela família Beckam quando o meu feed de notícias me informou que o filho mais velho, casado há dois anos, cortou todo o tipo de comunicação com a família. Pai, mãe e irmãos. E, aparentemente, por motivo algum! 

Logo pensei: "Pelo menos não lhes cortou a garganta" - fazendo referência a outra notícia que realmente me deixou de boca aberta de choque: A morte por assassinato de Rob Reiner e da esposa, alegadamente, mas com uma certeza de 100%, pelas mãos do filho mais novo. 

Dizem nas notícias que Brooklyn "desamigou" a família inteira do seu facebook, após a mãe, Victoria Beckam ter colocado um "like" num post seu, em que grelhava um frango. 

Ao que parece ele não fala com a família, não atende telefones, não responde a mensagens, não foi ao aniversário do pai nem apareceu quando este foi recentemente condecorado. 

O "gosto" da mãe no seu post na rede social fê-lo perceber que a família que o criou podia saber o que ele fazia por ali e então cortou esse último recurso que os pais tinham para saber do filho. 

Ainda soltou um comunicado - ou alguém da família da esposa o fez por ele, a dizer esta barbaridade: 

A família bekam them de o deixr em paz

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

I wish them diarrea

 

Na cidade onde vivo aqui em Inglaterra parece ser standard procedure (hábito comum) que os motoristas de autocarro não abram a porta quando acabam de a fechar na tua cara.


Eles verificam pelo espelho se podem arrancar e, na maior das tranquilidade, vão embora.

Deixando o passageiro com o choque e descrédito do quanto este gesto é, para usar a palavra favorita e mais comum aqui, RUDE.

Um atrás do outro, salvas raras excepções, é isto que acontece.

Hoje estou quase a dobrar a esquina para alcançar a paragem. Oiço o ruído de motor de veículo grande a aproximar-se e começo de imediato a apressar o passo - já por si apressado por defeito.

Olho para o autocarro que surge á minha direita, a descer a avenida mas não consigo identificar o número. Desde que eles removeram toda a frota "moderna" (com 20 anos) devido a um incidente e a substituíram pelos antigos (e melhores) veículos, que o número do autocarro não é mais facilmente visível. Principalmente quando desce a avenida a grande velocidade.


Corro para o alcançar. Totalmente possível devido á limitada distância que nos separa. Isso mais o ter de receber passageiros e os largar, me dá os segundos que preciso.

É só dobrar a esquina e correr uns cinco metros. 

Quando chego a curva três mulheres, cada uma segurando a sua cadeira de plástico infantil, caminham lado a lado na conversa. Sempre me interrogo porquê as pessoas têm de bloquear uma passagem inteira. Mas é assim mesmo. Três mulheres com três mini cadeiras!!!

Contorno-as rapidamente, assim que percebi a direção que iam tomar nessa curva.

Desvio-me de mais gente e alcanço o autocarro está um passageiro a sair e a porta traseira a fechar.

Infelizmente nenhuma fila de gente para entrar. Ainda não vi a identificação do autocarro em lado algum. Chego a porta da frente e dou um passo mais para avistar o número na frente do mesmo. E o motorista arranca.

Mais um. A ter estes comportamento que, para mim, é tão feio e totalmente desnecessário.

Que custa, a sério? Esse micro-segundo em que entraria no bus?

Quando ele se afasta as pessoas não paragem estão, naturalmente, a olhar para mim. Pergunto se era o número X, dizem que sim. E deu-me espontaneamente:

"May he have diarrhea today. Bless him 🙏🏾".

Estás coisas saem-me assim. Mas não é a primeira vez nem será a última.